Um Ídolo Chamado Mercado

Por Carlos Queiroz

O mercado tem sido cada vez mais citado como força propulsora de sociedades inteiras e de todo tipo de relação, das interpessoais às internacionais. Utilizando-se de uma série de mecanismos para estabelecer parâmetros, fomentar condutas e definir regras, o mercado tem sido elevado a uma espécie de altar neste século 21. Por suas regras, a capacidade empreendedora transforma matéria prima em produto, a fim de se atender às demandas e aos interesses dos clientes. É assim que surge o lucro, objetivo primordial do mercado; na outra ponta, o mesmo produto proporciona certo grau de satisfação a quem o consome. Entidade distante da compreensão das pessoas comuns, e ao mesmo tempo tão próxima a ponto de interferir na vida do indivíduo, o mercado transcendeu a esfera puramente econômica para intrometer-se na política, no esporte, na ecologia e até na religiosidade.

E o mercado religioso? Este também tem crescido, e alimentado uma florescente indústria da fé. De um lado, temos a religião institucional utilizando-se dos elementos do mercado para justificar a funcionalidade pragmática de seus métodos; de outro, temos os devotos desse ídolo fundamentando esperanças no acúmulo de suas dádivas, os bens materiais. Desse modo, surge uma nova forma de ser e fazer religião, que de fato caracteriza-se muito mais como um negócio de mercado. Há uma demanda subjetiva, a tentativa humana de encontrar na transcendência uma resposta para as questões da vida, um jeito de se encontrar um caminho mais fácil e rápido para solução de problemas e realização de expectativas.

Pela lei da oferta e da procura, que rege o mercado desde os primórdios da civilização, é a sociedade que determina a viabilidade dos empreendimentos. Nos dias de hoje, com o surgimento de novos mercados, cabe a ela, também, o papel de acompanhamento e fiscalização dos negócios que realizam. Os empreendedores da atividade religiosa e seus atravessadores usam como mediação o nome de Jesus, e muitos acreditam que estão seguindo de fato a Cristo. Não percebem que, na raiz dessa neocristandade, não se está buscando ao Senhor nem os compromissos decorrentes do seu Reino, mas apenas objetivando interesses exclusivamente materialistas. Os mercadores da espiritualidade fazem do nome Jesus um mero amuleto.
Nesse novo jeito de se fazer religião, muitos cristãos, inclusive os de boa vontade, não percebem que fazem parte de uma nova ordem espiritual regida pelo ídolo do mercado. Uma divindade cujas faces modernas nada mais são do que maneiras novas de se fazer coisas antigas. Só não percebe quem ficou cego pelo deus deste século.

Fonte
http://cristianismohoje.com.br/interna.php?subcanal=52&id_conteudo=513

O Ministério Profético Após o Arrebatamento 3/3

Por Caramuru A. Francisco

II – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO REINO MILENIAL DE CRISTO

A Grande Tribulação termina com a vitória de Jesus sobre os exércitos do Anticristo e do Falso Profeta que, congregados no vale do Armagedom, estarão prontos para exterminar o remanescente fiel de Israel, que se encontrará entrincheirado nos montes da Judeia (Jl.3:11-21).

O Senhor Jesus, sete anos após o pacto entre o Anticristo e Israel, surgirá glorioso nas nuvens, com a Igreja, e pessoalmente tratará de trazer livramento e salvação a Israel (Is.63:1-6; Ap.19:11-21). Os israelitas remanescentes, ao verem o Senhor nos ares, O aceitarão como o Messias, convertendo-se ao Senhor Jesus (Zc.12:8-13:6).

Diante desta conversão, Israel receberá o Espírito Santo, que será derramado sobre toda a nação, ocorrendo, assim, o cumprimento cabal da profecia de Joel, que só foi parcialmente cumprida no dia de Pentecostes (Jl.2:28-32). Com a palavra o pastor João Maria Hermel: “…Israel buscará a Deus, começando assim o derramamento do Espírito Santo. Vejamos isso na profecia de Joel 2.20, o Senhor destroçando os invasores e em Joel 2.28, a promessa do derramamento do Espírito Santo. Essa promessa teve cumprimento parcial no Dia de Pentecostes (At.2.16,17) e terá pleno cumprimento onde muitos judeus serão salvos. Uma evidência é que no Dia de Pentecostes não se cumpriram os sinais preditos em Joel 2.30,31, o que ocorrerá somente durante a Grande Tribulação (Mt.24.29; Ap.6.12-14; At.2.19,20).…” (op.cit., p.62).

Este derramamento do Espírito Santo sobre todo o povo de Israel cumprirá o desejo manifestado por Moisés a Josué: “…Tomara que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (Nm.11:29b). Por isso, aliás, o profeta Zacarias informa que não haverá mais profetas para o povo de Israel, visto que cada um terá o Espírito Santo e não precisará mais de profetas para se chegar a Deus (Zc.13:2-5).
OBS: É interessante notar que o judaísmo entende que Israel se tornou uma nação de profetas ao passarem o Mar Vermelho, pois, então, aí, teriam tido uma experiência sobrenatural, que os capacitaram a ser profetas. “…No Egito, os judeus presenciaram ocorrências sobrenaturais, mas quando o Mar dos Juncos [O Mar Vermelho, observação nossa] se abriu ao meio, todos os judeus adquiriram a condição de profetas. Está escrito mo Midrash [interpretações não literais de textos bíblicos feitos pelos mestres judaicos desde Esdras até por volta do século IV d.C. – observação nossa] que mesmo o mais simples dos judeus ‘viu no Mar de Juncos o que não fora visto nem pelo profeta Ezequiel’(…). No sétimo e último dia de Pessach ~[Páscoa, observação nossa] todos os judeus se tornaram profetas. D’us se tornou uma realidade tão palpável que, na Canção do Mar, entoada pelo Povo Judeu em louvor a D’us por sua salvação, as crianças proclamaram: ‘Este é meu D’us!’ indicando claramente perceber a Presença Divina…” (TRÊS níveis de percepção do Divino. In: Morashá, ano XVII, mar. 2010, n.67, p.9). Este pensamento é interessante, pois nos mostra, claramente, que, a partir da experiência no Mar Vermelho, Israel foi se descredenciando para ser uma nação de profetas, já que não pôde se tornar apto para receber a promessa de Abraão, recebendo, diante disto, a lei no monte Sinai, o que explica a frustração de Moisés na sua afirmação a Josué.

Sobre esta realidade, também, fala-nos o profeta Daniel, que, na profecia das setenta semanas, teve a revelação divina de que a profecia e a visão cessariam para o seu povo, i.e., para Israel, após setenta semanas, contadas da ordem para a reconstrução de Jerusalém. Como já dissemos supra, falta ainda uma semana para que tal se realize e esta semana findará, precisamente, no término da Grande Tribulação, com a derrota do Anticristo e do Falso Profeta pelo Senhor Jesus, na batalha do Armagedom (Dn.9:24).

Convertido ao Senhor Jesus, Israel poderá cumprir o propósito divino de ser o reino sacerdotal e povo santo, propriedade peculiar de Deus dentre os povos (Ex.19:5,6), motivo por que as nações todas, através de Israel, adorarão ao Senhor, vindo a Jerusalém anualmente, por ocasião da Festa dos Tabernáculos (Is.66:18-23; Zc.14:16-21).

Jesus reinará não só sobre Israel mas sobre o mundo inteiro, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Teremos entrado no reino milenial de Cristo, estando tanto Israel quanto a Igreja a reinar com o Senhor e a exercer o papel sacerdotal (Ap.1:6,7; Is.66:21,22).

Haverá ministério profético durante o reino milenial de Cristo? A resposta é afirmativa. Embora as Escrituras informem que não haverá mais profetas para o povo de Israel, o certo é que, na profecia de Joel, é dito que os filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões e os velhos sonharão sonhos (Jl.2:28).

Em Israel, dada a plenitude do Espírito Santo, não se fará mais necessário haver profecias, pois se estabelecerá o novo concerto, profetizado por Jeremias, onde haverá perfeita comunhão entre Cristo e Israel (Jr.31:31-34), numa dimensão toda especial, pois terão alcançado a salvação de forma definitiva (Rm.11:25-27), ainda que num patamar inferior ao da Igreja glorificada, que, a esta altura, também não mais precisará do ministério profético, pois já terá atingido, desde o arrebatamento, a perfeição (I Co.13:9,10).

Com relação às demais nações, todavia, o ministério profético continuará sendo necessário e os profetas serão, precisamente, os israelitas, os quais prosseguirão o trabalho iniciado pelos 144.000 assinalados durante a Grande Tribulação. Como reino sacerdotal, Israel, que terá um templo em Jerusalém (o templo descrito por Ezequiel, nos capítulos 40 a 46), organizará o culto ao Senhor, mas, também, como propriedade peculiar dentre os povos, será a nação de profetas almejada por Moisés, levando o conhecimento de Deus às nações e as trazendo à adoração (Is.66:19).

Por isso é dito que os filhos e as filhas dos israelitas profetizarão, que seus mancebos terão visões e que seus idosos sonharão sonhos, porquanto a eles será dado o ministério profético durante o milênio. Israel não só oferecerá sacrifício das nações a Deus, como também promoverá o conhecimento da verdade a todas as nações, comunicando-lhes a vontade de Deus.

Ao término do milênio, quando Satanás for solto, far-se-á a grande opção daquela geração longeva de todas as nações e muitos, apesar de tudo quanto ouviram da parte do Senhor, serão enganados pelo inimigo e destruídos na rebelião final (Ap.20:7-10).

Só, então, quando passarem estes céus e terra (Ap.20:11; 21:1), cessará o ministério profético, sobrevindo, então, o juízo do trono branco (Ap.20:12-15). Após este julgamento, com o fim da história, todos os homens que creram em Cristo Jesus desfrutarão da dimensão eterna, onde não será mais necessária a profecia, visto que todos estarão em plena comunhão com o Senhor (Ap.21:3).

Notemos, por fim, que, a partir da complementação das Escrituras, todos os profetas são orais, não reduzem a escrito suas mensagens, visto que as Escrituras se completaram (Ap.22:18,19).

A Luta Pelo Silêncio de Inocentes

Por Prof. Felipe Aquino

"Quem não teve 'namoradinha' que não fez aborto?". O governador do Rio de Janeiro fez esta pergunta lamentável e chocante em um evento em SP, e afirmou que a legislação – que considera o aborto crime - é “falsa” e “hipócrita”. (Folha de SP – 15/12/10).

É preciso responder esta sua infeliz pergunta. Gostaria de responder ao Governador, em meu nome – e creio, em nome de muitos – que jamais tive “uma namoradinha que fez aborto”. Jamais eu teria a coragem de usar uma moça; e, pior ainda, depois fazê-la abortar. A formação que recebi de meus pais, de meus professores, e pela voz de Deus que fala na minha consciência, jamais eu teria a coragem de tal ato hediondo e pecaminoso.
O namoro não é um tempo de brincadeira, de vivência sexual vazia e irresponsável, onde se pode gerar uma criança e depois matá-la ainda no ventre da mãe. Por isso são lamentáveis as palavras do sr. governador. E não se pode justificar este crime hediondo com a desculpa de um jovem ainda imaturo que tem o “direito” de brincar no namoro e com a vida dos outros.

A pergunta do sr. governador nos leva a entender que ele deseja que o aborto seja descriminalizado para que os jovens imaturos possam continuar matando o fruto de um namoro sem compromisso, irresponsável? Será que há meninas que possam ser usadas como “namoradinhas” de uso e abuso? Quem aceitaria isso para sua filha ou irmã? Ora, é preciso ter mais respeito a tantas meninas e moças que se tornam vítimas nas mãos de rapazes desumanos. Quantas tiveram mesmo que abortar? E quantas estão sozinhas criando seus filhinhos porque tiveram a coragem e a dignidade de respeitar a vida do seu filho?
Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a última vez, em 1997, fez uma pregação para os jovens no Maracanã, quando disse, entre muitas coisas que: “Por causa do chamado “amor livre” há no Brasil milhares de filhos órfãos de pais vivos”. E muitos nem mesmo tem o “direito de nascer”. Que uma criança seja órfã porque o pai morreu, paciência, mas deixá-la órfã com o pai vivo, sem o seu carinho e proteção, é uma covardia.

O namoro é o tempo sagrado onde dois jovens se encontram para começar a construir um casamento e uma futura família; é um tempo de conhecimento recíproco, respeito e amor. Mas não o amor erótico, mas o amor de Deus. Jesus mandou que nos amássemos, mas “como Ele nos amou”. E Ele nos amou pregado numa cruz. Isso é amor; uma decisão de fazer o outro feliz, e não de usar e abusar do seu corpo e depois matar o fruto desse “amor livre”. A grande crise dos casamentos e das famílias é a crise do amor. Amar não é gostar egoisticamente de alguém. O Sr. governador do Rio de Janeiro afirma que manter a lei da criminalização do aborto é hipocrisia. Eu gostaria de perguntar-lhe o que é, então, matar uma criança inocente e indefesa no ventre da mãe?

O Instituto de Pesquisa “Vox Populi” acabou de publicar uma pesquisa, encomendada pelo Portal iG, divulgada em 5/12/2010, onde mostra que 82% dos brasileiros são contra a legalização do aborto, 87% contra a liberação das drogas e 60% contra as uniões civis de homossexuais. Para 72% das pessoas, “o futuro governo da presidente Dilma Rousseff não deveria sequer propor alguma lei que descriminalize o aborto” – a posição é compartilhada por católicos (73%), evangélicos (75%) e membros de outras religiões (69%).
Nota/Fonte
O título é do editor do blog. Em http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2010/12/15/quem-nao-teve-namoradinha-que-ja-fez-aborto/

O Homem Que se Descobriu Luva

Por Francikley Vito

Aquele seria um dia de trabalho como outro qualquer para Teófilo. Mas não foi. Como era o seu costume, acordou cedo, se arrumou e foi ao ponto para esperar o ônibus; que religiosamente passava por ali às 5h47. Ao entrar não notou nada de estranho. Olhou rapidamente para os acentos na esperança de haver algum vazio. Não encontrou. Tentando se equilibrar, dava olhadelas para os homens e mulheres que esforçavam-se para dormir, sem sucesso. Derrepente uma cena lhe fez arquear as sobrancelhas. Um jovem lia atentamente um livro. Esticou o pescoço para visualizar a capa. Leu. “A Mão e a Luva”. Disfarçou para que nenhum outro passageiro notasse seu repentino interesse. A Mão e a Luva, resmungou de si consigo. Assim foi todo o resto do caminho.

- A Mão e a Luva!

Depois de tomar o café da manhã na fábrica onde trabalhava, foi em passadas lentas para o setor onde desenvolvia as suas funções de operador de máquina. Olhava pensativamente para os pés lentos e pensava, como que se esforçando para fazer uma grande descoberta, - a mão e a luva. Terminou os deveres daquele dia de trabalho sem surpresas; a não ser aquela que desde a manhã mudara o rumo de seus poucos e tímidos pensamentos. Passou todo dia repetindo o que havia lido na capa do livro de um jovem sem nome e sem face. “A Mão e a Luva”! A Mão e a Luva! A mão e a luva! No caminho de volta para casa tentou um pensamento novo.

– A mão e a luva, uma foi feita para a outra; uma por causa do outra!

Sentiu uma satisfação de um garimpeiro que descobre a maior pedra de sua vida. A pedra que mudaria seu destino. Repetiu sua tese: Um por causa do outro. No fundo não sabia o que aquilo significava; mas, alegrava-se pelo fato de poder pensar em alguma coisa que fazia dele um amante do saber, um filósofo, um poeta. Um pensador das coisas da vida. Pelo menos era esse o motivo do seu contentamento. Um contentamento quase infantil.

Ao chegar em casa, entrou porta adentro ainda pensativo. Sua esposa, ao ver nos olhos do marido tamanha perturbação, tratou de colocar a comida no prato o mais rápido que pode. Não sabia o que aquele olhar significava, aprendeu com o passar dos anos a interpretar as expressões do marido. Mas aquela expressão lhe parecia nova, desconhecida. Enquanto comia, Téo mastigava devagar para sentir o sabor do velho tempero. Com um olhar perdido na alegria da descoberta, ouvia o badalar de uma frase que a muito lhe despertara:

- A mão e a luva, uma foi feita para a outra. Uma comanda a outra!

Depois de jantar olhou para a esposa e anunciou com a solenidade necessária para o momento: Amanhã vou a um lugar que vende livros! Surpresa com a notícia, a mulher nada disse. Apenas acenou com a cabeça positivamente. Amanhã vou a um lugar que vende livros, repetiu ao levantar-se. A noite passou lentamente.

No dia seguinte acordou cedo. Chegou à livraria quando os funcionários se preparavam para abria as portas. Entrou. Não sabendo muito bem o como fazer, recebeu o vendedor com certa desconfiança.
- Quero ver um livro, falou.

O vendedor vendo o seu acanhamento, pediu para que lhe dissesse o nome do livro para que pudesse trazê-lo. Com a mesma satisfação que experimentara no caminho para casa quando da sua descoberta filosófica, exclamou:

- “A Mão e a Luva”.

Ao pegar o livro que trazia na capa o refrão que há muito repetia como uma cantiga teimosa; sentiu sua textura, experimentou o seu cheiro, abriu suas páginas e por fim perguntou:

- Eu sou mão, ou sou luva?!

Vigiai! Outra Vez Vos Digo: Vigiai!

Por Francikley Vito

Historicamente, os períodos festivos tem se tornado momentos estratégicos no Brasil, principalmente as festas de fim de anos; e a explicação é que nesses momentos de grande comoção populares esquecemos-nos de vigiar, e, por isso, aproveitam-se desse descuido para colocarem em prática planos que, em momentos de vigilâncias, seriam facilmente percebidos. Por exemplo: O PNDH 3, Plano Nacional de Direitos Humanos nº 3, que foi criticado por muitos setores da sociedade brasileira – inclusive os evangélicos – foi lançado em um dia 26 de dezembro; e teme-se que o PL 122, a lei da homofobia, seja aprovada em meados do fim do mês. Tudo isso nós deverá deixar alerta, em vigilância.

E por falar em vigilância... No mês passado reproduzimos aqui uma reportagem da Folha on line que noticiava as intenções da Empresa Brasil de Comunicação de retirar da grade de programação da TV Brasil programas evangélicos e católicos. Na última semana o Conselho Curador, em audiência pública, resolveu adiar a decisão para o próximo dia 15 de fevereiro de 2011. O motivo, segundo o comunicado, é que “o tema motivou um amplo debate, mas como não houve consenso, os conselheiros preferiram amadurecer o assunto.”[1] Segundo disse Tereza Cruvinel, diretora-presidente da EBC, " Nós optamos por amadurecer o debate. Foi uma decisão madura". O motivo alegado para a retirada dos programas exibidos aos domingos é que “a maioria dos conselheiros entende que a emissora pública precisa expressar a pluralidade religiosa, abrindo espaço para outras manifestações”. Cabe a nós, então, vigiar e orar para que a vontade de Deus seja feita.


Nota:[1]http://www.ebc.com.br/conselho-curador/1o-audiencia-publica-do-conselho-curador-da-ebc-1/conselho-curador-transfere-para-fevereiro-definicao-sobre-a-programacao-religiosa-da-tv-brasil/

O Ministério Profético Após o Arrebatamento 2/3

Por Caramuru A. Francisco

As duas testemunhas profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, ou seja, três anos e meio, vestidas de saco (Ap.11:3), ou seja, transmitirão uma mensagem de arrependimento e confissão dos pecados, indicando o juízo divino, que não tardará. Sua pregação se dará num momento extremamente difícil para que se dê crédito à pregação, pois se estará num período de aparente paz no mundo, inclusive com o judaísmo a todo vapor, diante do restabelecimento do templo em Jerusalém.
OBS: “…Estas passagens bíblicas [I Ts.5:3; Ap.6:2, observações nossas] falam da paz e prosperidade que a terra experimentará no princípio do governo centralizado da Besta (Dn.11.36). Ela convencerá o mundo de que acaba de rariar a era da paz e do progresso com que a humanidade sonhava. A política, a religião, a economia e a ciência serão suas metas principais. A ciência atingirá um ponto nunca alcançado. Todo esse progresso será falso, porque será superficial e porque durará pouco. Logo depois, a Besta revelará seu verdadeiro caráter maligno, ao mesmo tempo em que os juízos desencadeados do Céu, sob os selos, trombetas e as taças do Apocalipse, capítulos 6 a 18, porão tudo a descoberto, mostrando que as multidões foram totalmente iludidas…” (HERMEL, João Maria. op.cit., p.61).

Verdade é que esta “aparente paz” é enganosa, visto que as Escrituras nos mostram que, mesmo durante o primeiro período da Grande Tribulação, teremos a intensificação de todas as mazelas que hoje já vivemos, no chamado “princípio das dores”, consoante nos mostram os selos do capítulo 6 do livro do Apocalipse.

Estes profetas serão levantados por Deus com grande poder, pois terão de enfrentar o Anticristo e o Falso Profeta, desmascarando-lhes. São chamados de “as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante de Deus na Terra”(Ap.11:4), razão pela qual há estudiosos que entendem tratar-se de Enoque e de Elias, dois profetas que não provaram a morte e que estariam sendo preservados pelo Senhor para esta missão do final dos tempos. Sem adentrar em especulações quanto à identidade de tais profetas, o certo é que, como afirma o pastor José Serafim de Oliveira, “…Deus enviará duas testemunhas durante o governo do anticristo para confortar o Seu povo, os judeus. Estas duas testemunhas serão dois homens cheios do Espírito Santo, que Deus levantará nesta ocasião para resistirem o anticristo e pregarem a Palavra de Deus, cujos ministérios serão semelhantes aos ministérios de Moisés e de Elias.…” (SERAFIM, José. Desvendando o Apocalipse: livro da revelação, p.68).

Durante o período de ministério destes homens, eles não conseguirão ser vencidos pelos seus adversários. Todos quantos se levantarem contra ele serão mortos (Ap.11:5) e terão eles a autoridade do Espírito Santo em suas mensagens. Além da autoridade do Espírito, que levará muitos à conversão, também farão sinais e prodígios, inclusive impondo, a exemplo de Elias, seca no período de sua profecia e poder para converter a água em sangue, a exemplo de Moisés, podendo, também, ferir a terra com tantas pragas quantas quiserem (Ap.11:6).

Notamos, pois, que, ao contrário do que ocorre na atualidade, o Espírito Santo não será derramado entre o povo de Deus. Durante o tempo da profecia destas duas testemunhas, terão eles o Espírito Santo, serão eles os propagadores da mensagem do Evangelho, o veículo para a comunicação de Deus com o homem. Voltamos, assim, ao que havia antes da Igreja, quando, em Israel, Deus Se comunicava com o Seu povo através dos profetas. Exceção serão apenas os 144.000 assinalados, as primícias do remanescente fiel de Israel.

Embora nada lhes possa fazer mal durante o tempo de seus ministérios, as duas testemunhas não poderão impedir o martírio dos “santos do Altíssimo”, daqueles que crerem em suas mensagens ou da dos 144.000 assinalados e se converterem a Cristo Jesus. Todos estes serão vencidos pelo Anticristo e mortos (Ap.13:10). Não serão salvos, como bem explica o pastor José Serafim, pela sua morte, pois a morte não traz salvação alguma, mas serão mortos por terem sido salvos pela graça, por terem crido em Jesus.
OBS: “…Foram perseguidos e mortos pelo anticristo por não negarem a sua fé. Lavaram as vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Não foram salvos pelo seu próprio sangue, como alguns ensinam. Foram salvos pela graça. Só o sangue de Jesus purifica e torna o pecador apto para entrar na presença de Deus.…” (SERAFIM, José. op.cit., p.53).

Terminado, porém, o tempo do seu ministério (três anos e meio), o Anticristo coroará a sua vitória sobre os santos matando as duas testemunhas (Ap.11:7). Este seu ato, que se seguirá à sua “falsa ressurreição” (Ap.13:3), confirmará, aos olhos de toda a terra, de que o Anticristo é um deus e que merece ser adorado. O Falso Profeta, que também fará sinais, fazendo até descer fogo do céu (muito provavelmente para se contrapor aos sinais das duas testemunhas, que, como Elias, haviam fechado o céu para que não chovesse), também levará o povo a reconhecer o Anticristo como “deus”, instituindo, assim, o culto ao Anticristo, para o que convergirão todas as religiões até então existentes, salvo o judaísmo, que com isto não concordará (Ap.13:13-15).

Com a morte das duas testemunhas pelo Anticristo, são calados estes dois profetas, que passam a ser “troféus” das duas bestas, tendo seus corpos expostos em Jerusalém, que se tornará a sede do culto ao Anticristo (Ap.11:8-10), diante da profanação do templo por ele, que se dará concomitantemente (Dn.9:27; 11:31; Mt.24:15). Estarão ali para “provar” a deidade do Anticristo e a circunstância de que o Falso Profeta proclama a “religião verdadeira”.
OBS: É interessante anotar que, na escatologia islâmica, há a crença de, pouco antes do dia do julgamento, haverá três profetas. Um deles, falso, chamado de “Al-Dajjal“, que será desmascarado por “Mahdi”, um profeta que, juntamente com “Isa” (que é Jesus), que retornará, vencerá “Al-Dajjal” numa batalha.

Estes profetas, porém, ressuscitarão, ao final do período da Grande Tribulação, ou seja, três anos e meio depois de sua morte, num grande sinal e prodígio que testemunhará a iminência da derrota do Anticristo e do Falso Profeta, encontrando-se com o Senhor nos ares, quando este, acompanhado da Igreja, retornar das bodas do Cordeiro para a batalha do Armagedom (Ap.11:11-13; 19:11-21), retorno, aliás, que foi profetizado pelo primeiro profeta, Enoque (Jd.14).

Após a morte das duas testemunhas, inicia-se o pior período da Grande Tribulação, onde os juízos divinos serão derramados sobre a Terra, com a preservação tão só do remanescente fiel de Israel.

Mas, diante da cessação do ministério profético das duas testemunhas e da circunstância de que o Israel fiel ir para o deserto, acuado, sem condição alguma de propagar a mensagem do Evangelho (Ap.12:12-17), teremos a cessação da atividade profética durante a segunda metade da Grande Tribulação, numa situação similar ao “silêncio profético” entre Malaquias e João Batista?

A resposta é negativa. Em Ap.14:6-11, é dito que três anjos trarão mensagens aos homens, a respeito do juízo de Deus, conclamando-os a temer a Deus e lhe darem glória e a recusarem o sinal da besta para que não sofressem os juízos divinos. Vemos, pois, que a comunicação de Deus com os homens não cessará, não haverá novo “silêncio profético”. Deus calou-Se porque estava para vir a salvação, mas, agora, que está para vir o juízo, a destruição, Sua misericórdia e amor O impedem de ficar calado. Aliás, foi esta a mensagem deixada pelo último profeta antes do “silêncio profético interbíblico”, Malaquias: “Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; e converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml.4:5,6). Ou seja: Deus sempre abre uma oportunidade antes do juízo. Aleluia!

Assim como antes do dilúvio, levantou Noé para pregoar a justiça (II Pe.2:5); antes da destruição do reino de Israel (o reino das dez tribos do norte), levantou Oseias para mostrar o Seu amor para com Israel (Os.1) e, antes da destruição do templo e de Jerusalém, levantou Jeremias em Judá (Jr.1), também anunciará uma mensagem às nações antes que desfira o golpe final de juízo sobre os impenitentes da Grande Tribulação.
OBS: Segundo alguns estudiosos, aliás, os 144.000 assinalados estarão em pleno trabalho de evangelização neste período, o que, também, afasta a hipótese de “silêncio profético” nessa época.

Muito se discute se se trata aqui de anjos, que pregariam esta mensagem, ou, então, se tais anjos são mensageiros humanos, novos profetas que serão levantados neste período. Os estudiosos dividem-se. O pastor José Serafim entende tratar-se de mensageiros celestiais, o que faz sentido, diante da inexistência de pessoas que sirvam a Deus fora do remanescente fiel de Israel, grande parte deles encurralado nos montes do deserto da Judeia. Será esta mensagem, porém, que levará ou ajudará a levar algumas nações a não se voltarem contra Israel, o que lhes permitirá a entrada no reino milenial de Cristo (Mt.25:31-46).

A Arqueologia Não Prova a Bíblia!

Por Francikley Vito

Enquanto pesquisava mais atentamente sobre a área de Arqueologia, e mui principalmente a arqueologia bíblica, como é chamada; fui surpreendido com uma declaração que dizia que a arqueologia não prova a Bíblia, ou não confirma a Bíblia. Caso eu tivesse ouvido essa afirmativa de qualquer outra pessoa teria certamente duvidado, mas as palavras vieram de uma das maiores autoridades em arqueologia do nosso país, o professor Rodrigo Pereira Silva [1]. Depois do choque inicial, decidi olhar com mais cuidado a questão.

Uma das definições mais simples e claras sobre Arqueologia pode ser encontrada no dicionário Aurélio (2005) ao dizer que Arqueologia é “o estudo científico do passado da humanidade mediante os testemunhos materiais que delas subsistem”(grifo meu). Ora, se o material, como diz o dicionário, é o testemunho principal das pesquisas arqueológicas, é de se imaginar que ele não serve como base para provar ou confirmar as verdades da fé; há na Bíblia verdades e princípios que para serem cridos exige-se fé, e fé é certeza e prova que habitam na imaterialidade (Hb 11.1). Assim, a fé é o melhor óculo para se ler as narrativas bíblicas. Falando a respeito do mesmo tema, o professor de assiriologia em Londres D. J. Wiseman assevera: “Visto que a arqueologia, ramo da história, trata primeiramente dos materiais, nunca poderá testar tão grandes verdades bíblicas como a existência e atividade redentora de Deus e de Cristo, a Palavra em forma de carne”[2]. Além do mais, colocar a arqueologia como confirmadora das Escrituras seria colocar esta sobre a autoridade daquela; e isso é um erro flagrante para todo aquele que crê na doutrina da inspiração plena. Se é assim, qual então seria o trabalho da arqueologia bíblica em relação à Palavra de Deus? Ainda tomando por base os pensamentos de Silva e Wiseman, dentre outros [3], podemos dizer que o auxilio que a arqueologia presta aos que estudam a Bíblia se dá em, pelo menos, duas áreas de atuação.

A arqueologia me ajuda a confirmar a história que a Bíblia apresenta. Por muitos anos as histórias contadas pelo Livro Sagrado foram tidas como narrativas ficcionais, ou seja, mitos, no sentido mais pejorativo do termo [4]. Posições desta natureza foram mudando a partir do momento que novas descobertas vieram a público. Um exemplo disso pode ser visto quando, em 1947, um pastor encontrou em cavernas na região de Kirbet Qumran alguns vasos que continham manuscritos em pergaminhos e papiros com cópias de textos bíblicos datados de até o século terceiro a.C. Tais descobertas foram consideradas o acontecimento arqueológico mais importante do nosso tempo; esses achados ficaram conhecidos como “Os Manuscritos do Mar Morto” e oferecem abundante material para pesquisa no Antigo Testamento, comprovando que o Texto Sagrado foi mantido praticamente inalterado com o passar dos anos. Deus protegeu Sua narrativa.

A arqueologia me ajuda a compreender algumas passagens obscuras. Uma das passagens que causa mais inquietação entre arqueólogos é a narrativa da jornada do povo de Israel pelo deserto, registrada no livro do Êxodo. Parte dessa narrativa, no capítulo 15, conta como o povo de Deus, ao passar pelo Mar Vermelho, caminharam três dias sem encontrar água; e como Deus transformou água salgada em água doce quando o povo escolhido chegou a Mara (Ex 15.22). Esse relato era crido tão somente pela fé; até que em 1988 Bob Cornuke e seu amigo Larry Williams “encontraram fontes antigas que continham águas muito amargas que não podiam ser bebidas.”[5] Provando assim a narrativa outrora tida como ficção mitológica. Nas palavras do Dr. Rodrigo Silva, “a arqueologia nos ajuda a ler a Bíblia em 3D”. Isto é, ela aumenta a nossa visão com relação à verdade de Deus, A Bíblia.

Longe de qualquer pretensão, essas são apenas notas que gostaria de compartilhar com os leitores desse blog para que, ao lê-las, eles se inspirem a procura com afinco ferramentas que sirvam para edificar as paredes da sua fé, pois tal trabalho depende de cada um de nós como leitores e dependentes da Palavra revelada do Deus da história.


Notas: [1] http://www.youtube.com/watch?v=i0VDj0gMZQ0; [2] In: O Novo Dicionário da Bíblia, 1962, p.117; [3] ex.: Price, Pedras Que Clamam, 2001, p. 297; [4] Dicionário de Teologia, 2000; [5] http://www.arqueologiadabiblia.com/2010/02/as-provas-do-exodo.html

A Lei da Mordaça: Contra a Lei da Homofobia

Por Carlos Apolinario

No Brasil, quem se manifestasse contra o regime militar era processado e preso. No Irã, discordar da religião oficial pode resultar até em morte. Na China, a crítica ao comunismo é severamente punida.Em todos esses casos, estamos falando de uma ditadura. Hoje, no Brasil, é diferente. As liberdades de consciência, crença e expressão são invioláveis.Mas, desde 2006, um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional ameaça esse direito. Trata-se do PL 122, que, a pretexto de assegurar os direitos dos homossexuais, cria a lei da mordaça, que pune até com prisão quem não concorda com o homossexualismo ou com o comportamento dos homossexuais.Além disso, transforma os gays em uma categoria especial.Como cristão, aprendi que é preciso respeitar o livre-arbítrio e, portanto, respeitar a escolha que cada um faz, desde que essa escolha não seja um atentado ao direito do outro. Mas o respeito ao livre-arbítrio e o amor que todos devemos ter pela figura humana do gay não significa que tenha que concordar com essa escolha e aceitar a lei da mordaça.

A Constituição Federal estabelece que homens e mulheres são iguais perante a lei em direitos e em obrigações. Não existe um terceiro gênero previsto na Lei Maior do país, o do homossexual. Ainda que os gays não concordem, perante a Constituição eles continuam homens e mulheres, independentemente do que decidam fazer com o próprio corpo.O Estado tem a obrigação de punir com todo o rigor quem comete atos de violência ou humilhação contra outra pessoa. Mas, para isso, nós já temos o Código Penal. Qual é a justificativa para que se crie uma lei penal exclusiva para os gays? Pois é isso o que acontecerá caso o PL 122 seja aprovado. Estaríamos diante de uma inversão de valores.Pessoas são discriminadas diariamente, seja porque são pobres, feias, gordas, cadeirantes, evangélicas e/ou por serem gays. Todo tipo de discriminação tem de ser combatido, e não a discriminação apenas de uma categoria. Hoje, se alguém for maltratado e for hétero, o tratamento será de um jeito; mas, se essa pessoa for gay, o caso será considerado mais grave -o risco é de prisão.E o que dizer de líderes religiosos que seriam impedidos de dizer o que pensam? O debate não é religioso, mas de cidadania. Homens e mulheres são livres para viver como decidirem. Podem se manter solteiros, se casar, se divorciar e até viver com pessoas do mesmo sexo. Mas todos podem dizer que uma dessas escolhas não seja correta. Os favoráveis ao PL 122 falam em direitos humanos.Mas de que direito eles estão falando? O discurso é atraente, mas, a rigor, trata-se de impor à maioria um modo de existência da minoria. Isso, sim, é uma forma de opressão.

A pretexto de combater a homofobia, o PL 122 cria, na verdade, a heterofobia, pois homens e mulheres que não concordam com o homossexualismo poderiam ser interpretados como homofóbicos apenas por dizer o que pensam.Viveríamos debaixo de uma cultura do medo, já que qualquer ato ou fala poderiam ser interpretados como crime de homofobia.Caso o PL 122 já estivesse aprovado, o chanceler da Universidade Mackenzie, Augustus Nicodemus Gomes Lopes, poderia ser processado e preso apenas por ter escrito e publicado no site da universidade um artigo em que defende os valores da Bíblia quanto à sexualidade.O PL 122 é, em outras palavras, a institucionalização de cultura que tive a oportunidade de denunciar, em 7/6, neste mesmo espaço: a ditadura gay. E, por isso, deve ser rejeitado num país democrático.

Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0412201008.htm

O Ministério Profético Após o Arrebatamento 1/3

Por Caramuru A. Francisco

Texto áureo – “E ele me disse: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis” (Ap.10:11).

INTRODUÇÃO

A atividade profética prosseguirá mesmo após o arrebatamento da Igreja. A retirada da Igreja do mundo não representará o término do ministério profético. Na Grande Tribulação, haverá profetas, como também no reino milenial de Cristo, quando Israel se tornará o reino sacerdotal planejado pelo Senhor desde a entrega da lei no Sinai.

I – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO PERÍODO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Temos visto que a atividade profética se iniciou como uma resposta divina à invocação ao nome do Senhor, gesto feito por Sete ao ter seu primeiro filho, Enos (Gn.4:26), tanto que o primeiro profeta que as Escrituras nos registram é Enoque (Jd.14), o sétimo depois de Adão.

A profecia é a comunicação de Deus aos homens e, deste modo, é uma atividade que, embora tenha por assunto a salvação, a revelação do plano de Deus à humanidade, não se esgotou com a consumação da obra redentora no Calvário.

Tanto é assim que, mesmo depois da morte e ressurreição de Jesus, continuamos a ter a atividade profética, agora exercida pela Igreja, que foi edificada pelo Senhor Jesus (Mt.16:18), Igreja esta que tem uma missão profética, visto que é a agência do reino de Deus na Terra.

A profecia, pois, não depende da Igreja para continuar a existir, visto que já existia antes de a Igreja surgir. Por isso, quando a Igreja for arrebatada, dando fim à dispensação da graça, a atividade profética não cessará, pois ela é independente da Igreja, embora, na atualidade, seja ela exercida pela Igreja e tão somente por ela.

Uma das demonstrações que temos de que a atividade profética não se esgota com a Igreja é a circunstância de ainda haver profecias do Antigo Testamento que ainda não foram cumpridas, o que é suficiente para mostrar que a atividade profética suplanta o período da Igreja ou a própria Igreja. A profecia não apenas falava da salvação do homem, mas, também, da restauração de todas as coisas (At.3:21), algo que ainda não ocorreu e que ainda está para vir.

Por isso, no dia em que Jesus vier arrebatar a Sua Igreja, pondo fim à graça, a atividade profética não será eliminada da face da Terra, prosseguirá existindo, mas, tendo em vista a retirada da Igreja, assumirá um novo perfil.

Com o arrebatamento da Igreja, o Espírito Santo, que é a Pessoa divina que promove a comunicação de Deus com o homem, deixará de atuar de forma indiscriminada como tem sucedido desde o dia de Pentecostes. A Igreja, sobre quem foi derramado o Espírito Santo, subirá ao encontro do Senhor nos ares (I Ts.4:16,17), guiada pelo Espírito Santo, que, assim como a Igreja, anela a chegada daquele dia (Ap.22:17). Temos uma figura desta realidade na passagem bíblica do casamento de Isaque e Rebeca, pois esta foi levada ao encontro daquele por Eliezer, tipo do Espírito Santo (Gn.24:58-67).

No entanto, o Espírito Santo não abandonará a Terra, como até alguns equivocadamente ensinam. Por primeiro, por ser Deus, Ele é onipresente e, portanto, não poderia deixar de estar na Terra. Por segundo, como a atividade profética não cessará, mesmo durante a Grande Tribulação, mister se faz que o Espírito atue, ainda que não mais indiscriminadamente, como agia na época da Igreja.

Após o arrebatamento da Igreja, as Escrituras nos indicam que Israel conseguirá reconstruir o seu templo em Jerusalém, mediante um acordo que fará com uma grande liderança política, surgida do reerguimento do antigo Império Romano (Dn.9:26,27), acordo este que se tornará possível por causa de dois importantes fatos que alterarão a geopolítica internacional: uma grande vitória militar de Israel contra uma aliança de países liderada pela Rússia, Irã, Líbia e Turquia (Ez.38,39) e a conquista do poder no Ocidente por esta grande liderança política, neste Império Romano redivivo.

Com a reconstrução do templo, começa a última semana das setenta semanas profetizadas por Daniel (Dn.9:24-27), bem como o período descrito em diversas passagens bíblicas, mas notadamente nos capítulos 6 a 19 de Apocalipse, conhecido como “Grande Tribulação”, um período de juízo divino sobre a Terra, que será entregue nas mãos do Anticristo e do Falso Profeta.

Enquanto o poder político, econômico e religioso do mundo cai nas mãos da “trindade satânica” (diabo, anticristo e falso profeta), Deus providenciará que surjam profetas, cheios do Espírito Santo, que pregarão a verdade e conclamarão a humanidade ao arrependimento de seus pecados, apesar de toda a eficácia e poderio que se permitirão ao Anticristo e ao Falso Profeta (Dn.7:19-25; II Ts.2:8-12; Ap.13).

Mesmo diante de um quadro desolador, o Senhor terá, no meio da humanidade, o Seu povo, aqueles que crerão em Jesus e alcançarão a salvação, como sendo a respiga da colheita (Lv.19:10: 23:22; Rt.2:3,15-17). O primeiro grupo mencionado é o dos cento e quarenta e quatro mil assinalados dentre as doze tribos dos filhos de Israel, israelitas que se converterão ao Senhor Jesus, muito provavelmente por causa da atividade profética que se desencadeará neste período. Estes israelitas, mencionados em Ap.7:1-8 e 14:1-5, servirão ao Senhor Jesus e se tornarão Sua propriedade, sendo as “primícias de Deus e do Cordeiro” do remanescente salvo de Israel. Estes, por terem sido assinalados pelo Senhor, parecem ser os únicos que sobreviverão ao Anticristo, já que fazem parte do Israel fiel, que será preservado (Rm.11:25,26; Ap.12:14-17).

Boa parte dos estudiosos entende que são estes cento e quarenta e quatro mil assinalados que promoverão a pregação do evangelho do reino de que fala Mt.24:14, o que os torna profetas diante do Senhor, vez que levarão a mensagem salvadora do Evangelho, substituindo, assim, a Igreja nesta tarefa. Segundo estes estudiosos, é o trabalho destes assinalados que permitirá que nações não se dobrem ao Anticristo e possam adentrar no reino milenial de Cristo.
OBS: “…Entre os judeus salvos haverá 144.000 selados. O selo certamente é o mencionado em Ap.14:1. São representantes das tribos de Israel. Certamente dentre eles sairão missionários que levarão ao mundo a Palavra de Deus (Is.66:19). Eles substituirão a Igreja na obra de testemunhar. Deus nunca ficou sem testemunho, nem mesmo durante a apostasia de Israel (I RS.19:18,19; Rm.11:5)…” (HERMEL, João Maria.Escatologia. In: Apostila da 62ª EBO da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém, 2008. p.62).

O segundo grupo é o dos “santos do Altíssimo”, aqueles que crerão em Jesus na Grande Tribulação, mas não pertencem ao remanescente de Israel e que, por isso, mesmo tendo crido em Jesus, acabarão sendo vencidos pelo Anticristo e mortos como mártires (Dn.7:25; Ap.6:2,9-11; 7:14-17).

Mas, como se formará este povo que serve e crê em Jesus, se a Igreja foi arrebatada e não se pode ter salvação a não ser crendo em Jesus Cristo (At.4:12), fé esta que vem pelo ouvir pela palavra de Deus (Rm.10:17) e pelo convencimento do Espírito Santo (Jo.16:8)?

Porque, após o arrebatamento da Igreja, Deus levantará duas testemunhas, dois profetas que, por três anos e meio, durante a primeira parte da Grande Tribulação, serão os porta-vozes de Deus sobre a face da Terra, anunciando que Jesus arrebatou a Igreja e que se está diante de um período de juízo sobre a humanidade que, se não se arrepender, será destruída. Estas duas testemunhas são mencionadas em Ap.11:1-14.

Fúria do Estado Contra a Família na Suécia

Um tribunal regional da Suécia sentenciou um casal a nove meses de cadeia para cada um e os multou o equivalente a 10.650 dólares depois que eles confessaram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educar e disciplinar filhos. Em 1979, a Suécia tornou crime os pais aplicarem castigo físico nos filhos, uma medida que foi o primeiro passo, de acordo com um advogado de direitos dos pais nos EUA, para o Estado sueco praticamente se apoderar de toda a autoridade e direitos dos pais.

Documentos do tribunal, citados pela Televisão Sveriges, disseram que os pais, cujos nomes não foram divulgados na imprensa, "explicaram que haviam usado o que eles mesmos descreviam como bater e castigo físico como parte de seus métodos de criar os filhos". Os documentos disponibilizados não dão nenhuma indicação de que os pais cometiam abusos, e o tribunal ainda comenta que os pais "tinham um relacionamento de amor e cuidado com os filhos".

Apesar disso, os pais foram mandados para a prisão e multados em 25.000 coroas suecas para cada um dos "filhos afetados". Os filhos foram enviados para um orfanato sustentado pelo Estado, onde estão desde junho deste ano, e Mike Donnelly, diretor de relações internacionais da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (ADLEEC), que tem sede nos EUA, disse para LifeSiteNews.com que é "extremamente improvável" que os filhos sejam devolvidos para sua família.

Donnelly disse que esse caso é típico dos casos de muitas famílias com valores tradicionais na Suécia: "Na área de direitos da família na Suécia, as coisas realmente não estão indo bem ali". Embora a ADLEEC não defenda uma posição oficial sobre o uso de castigo físico, Donnelly disse que claramente cabe aos pais decidirem se o castigo físico é uma forma apropriada de disciplina.

"Os pais se tornaram meros funcionários do governo, tendo o Estado sueco se apossado diretamente da função deles", Donnelly disse. "E esses pais foram presos por fazerem o que nos EUA seria perfeitamente normal".

Noventa por cento das crianças suecas estão em creches financiadas pelo governo desde idades bem novas, até mesmo bebês de um ano e meio, disse ele. É a posição do Estado que os pais sejam dominados pelo Estado em áreas de criação de crianças, disse ele. Donnelly disse, porém, que os melhores interesses das crianças não são a prioridade mais elevada do Estado. "Daí, eles pegam essas crianças que têm um relacionamento de amor e carinho com seus pais e as mandam para orfanatos, e jogam os pais na cadeia por nove meses".

Donnelly citou o caso agora famoso de Domenic Johansson, o menino que foi arrancado dos pais por funcionários do governo porque seus pais estavam lhe dando aulas escolares em casa, um ato que também é ilegal na Suécia.

"Moral da história: não vá para a Suécia. Não mude para lá, se quiser ter uma família normal".


Fonte
http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/europa/11646-furia-estatal-contra-a-familia-na-exemplar-suecia.html

Debate Sobre Camisinha é Barulho por Nada

Por Luiz Felipe Pondé

Sempre me espanta o fato que se dá tanta atenção ao que o papa diz. Não porque ele não seja uma figura importante (no caso de Bento 16, também um teólogo importante), mas porque muita gente que faz barulho com o que fala não se diz católica. Afinal, por que tanta atenção? Talvez haja aí algo que a psicanálise possa responder: trauma com o pai? Ser contra a "camisinha" inviabiliza sua distribuição no mundo? Custo a crer que a fala da igreja diminua em uma dezena sequer o número de camisinhas acessíveis. Acho muito barulho por nada.A Igreja Católica é uma instituição antiga e sábia. Gente mal informada pensa o contrário. Esteve em muitas trincheiras ao longo de 2.000 anos, salvou gente, matou gente. Espírito e corpo, como todos nós. Teve e tem um papel civilizador essencial.Acho um erro quem considera possível descartar a posição da igreja para com "hábitos sexuais contemporâneos" de forma ligeira como se fora simples "atraso". Frases como "o mundo avançou muito" são normalmente indício de superficialidade analítica. Homens e mulheres continuam atolados nos mesmos dramas de amor, ódio, sexo e morte.

O foco da igreja deve ser a humanização da sexualidade, o que significa basicamente que se sexo é barato e amor é caro, o primeiro sem o segundo sempre corre o risco de ser degradante.Neste sentido, o uso da camisinha é apenas paliativo no combate a comportamentos sexuais promíscuos que aprofundam a contaminação com doenças sexualmente transmissíveis (DST).A melhor forma (todo mundo sabe) de combater DST é a mudança de comportamento sexual (tornar o sexo "mais caro" ao afeto). Mas isso ninguém quer pensar porque é "feio" dizer que a "vida como balada" é um beco sem saída. Mas é exatamente aí que a igreja destoa e por isso se torna essencial, para além das crenças de cada um. O pecado da Igreja Católica nesses assuntos é "elevar" demais o nível do debate, saindo do senso comum que é simplesmente achar que sexo se resolve "lavando o corpo com água". A igreja condena o pecado, mas não o pecador. Aceitar o uso de camisinhas em casos de prostituição pode ser apenas uma forma de "misericórdia" pelo coitado sexual que "vende" seu corpo como escravo.

Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2511201006.htm

O Jejum Como Reforço à Oração 4/4

Por Caramuru A. Francisco

III – O ASPECTO ESPIRITUAL DO JEJUM

O mais importante aspecto do jejum é o seu lado espiritual, ou seja, somente pode jejuar quem estiver em comunhão com o Senhor, ou seja, a privação de alimento somente tem validade quando a pessoa, antes de se abster da comida e da bebida, já se absteve da prática do mal. Este ensinamento encontra-se no livro do profeta Isaías, no seu capítulo 58.

Sendo uma forma de sacrifício em que o jejuador pretende se aproximar mais de Deus, é importante que tenhamos em mente que o nosso Deus é um Deus que se preocupa muito mais em obediência do que em sacrifícios (I Sm.15:22; Ec.5:1; Os.6:6; Mt.9:13; Mc.12:33). Assim, de nada adianta jejuarmos intensamente se não nos abstivermos, em primeiro lugar, da prática do mal e do pecado. Não existe vida cristã sem renúncia ao mal, sem rompimento com o pecado. A graça de Deus, diz-nos a Palavra, ensina-nos que devemos viver neste mundo de forma sóbria, justa e pia, após renunciar às concupiscências mundanas e à impiedade (Tt.2:11,12). Ser cristão é estar separado do pecado, é ser santo (I Pe.1:15,16).

Não adianta querermos jejuar se não tivermos uma vida de santidade. A santidade não vem pela prática do jejum, pois a santificação não é resultado de uma vida de sacrifícios, mas de uma vida sem pecado, de desvio do pecado e do embaraço que pode nos levar ao pecado (Hb.12:1), uma vida de constante vigilância (Mc.13:37; Ef.6:18).

No entanto, o fato de termos de ter uma vida de santidade e de verdadeira demonstração de amor ao próximo não exclui a necessidade de praticarmos o jejum. Deus não prefere os sacrifícios à obediência, mas o fato de termos de ter uma estrutura espiritual que faça com que nosso jejum seja aceito não quer, em absoluto, dizer que estamos dispensados da prática do jejum. Muitos têm se utilizado do texto do profeta Isaías para justificar a ausência do jejum na sua vida devocional. Dizem que são caridosos, que têm se dedicado à oração e à leitura da Palavra do Senhor e que, por isso, não precisam jejuar. Não é isto que se infere do texto bíblico. O profeta diz que não aceita o jejum de quem não tem compromisso com a Palavra de Deus, de quem não Lhe obedece, mas também não diz que o jejum é substituído pela prática da virtude, que é uma obrigação, uma consequência da real conversão.

O profeta afirma que Deus não deseja que haja um jejum de pessoas que vivam contendendo, debatendo e que buscam a autoglorificação (Is.58:3,4). Deus só aceita o jejum daqueles que soltarem as ligaduras da impiedade, que desfizerem as ataduras do jugo, ou seja, do pecado, o jejum de quem receba o verdadeiro amor divino em sua vida e, assim, ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É o jejum de alguém assim que Deus recebe.

Lembremo-nos de que, muitas vezes na Bíblia, o jejum está relacionado com uma atitude prévia de arrependimento dos pecados e de busca intensa da presença do Senhor. Mesmo quando estamos diante de uma circunstância bíblica de jejum agradável a Deus em que não se está diante de arrependimento, mas de busca de orientação divina, temos a verificação de que o povo está em comunhão com o Senhor, como se vê nos casos de Ester, Neemias, de Esdras ou dos crentes na igreja de Antioquia. É importantíssimo que o jejum tenha, em primeiro lugar, este caráter espiritual e que, em seguida, tenha um determinado propósito, para que, aí sim, a privação alimentar tenha eficácia como reforço à oração.

Este sentido espiritual não deve existir apenas antes do jejum, mas deve perdurar durante todo o jejum. Há evidente quebra de jejum se a pessoa, embora tenha mantido a abstinência alimentar, pratique alguma transgressão durante o período de abstinência. Um jejum desta natureza não é aceito pelo Senhor. Há quem confunda a lição de Jesus a respeito do segredo do jejum com a possibilidade de um jejum com total descuido, em que a pessoa até se esqueça que está diante de Deus ofertando um sacrifício. Devemos viver normalmente, não deixar transparecer que estamos jejuando, mas esta discrição e segredo não devem permitir que tenhamos um cotidiano totalmente despreocupado, desatento, a ponto de permitirmos nos envolver com a prática de ações que desagradem a Deus. Devemos nos manter em espírito de oração durante o período da abstinência, exercendo as tarefas do dia-a-dia, mas com o nosso homem interior na presença de Deus a cada momento do período de abstinência.
OBS: “…O jejum nos ajuda a aprender a renunciar a alguma coisa. Ele nos faz capazes de dizer ‘não’ a nós mesmos, e nos abre aos valores mais nobres de nossa alma: a espiritualidade, a reflexão, a vontade consciente. O jejum nos coloca de pé e de cabeça para cima. Há muitos que caminham de cabeça para baixo; isso acontece quando o corpo comando o espírito e o esmaga. É o prazer do corpo que o comanda e não a vontade do espírito. É preciso entender que a renúncia às sensações, aos estímulos, aos prazeres e ainda ao alimento ou às bebidas, não é um fim em si mesmo, mas apenas um “meio”, deve apenas preparar o caminho para conquistas mais profundas. A renúncia do alimento deve servir para criar em nós condições para poder viver os valores superiores. Por isso o jejum não pode ser algo triste, enfadonho, mas uma atividade feliz que nos liberta.…” (AQUINO, Felipe de. end.cit.)

Outro ponto importante que devemos salientar no que respeita ao jejum é o cuidado que devemos ter no momento da entrega do jejum. O jejum é como um presente que se está oferecendo ao Senhor e, portanto, não podemos ser descuidados e negligentes no instante da entrega do jejum. Findo o período da abstinência, é importante que nos dediquemos alguns instantes em oração, agradecendo a Deus pela oportunidade que tivemos de lhe oferecer este sacrifício, por ter nos guardado de ter quebrado o propósito, por termos podido resistir às necessidades físicas em prol da adoração e do louvor ao Senhor. Ninguém jamais se preocupa em dar um presente a alguém e, depois de todo o cuidado e esforço para a escolha, para a compra e para a preparação do presente, entrega-o de forma abrupta e descortês à pessoa que vai ganhar o presente, mas há alguns que, no instante da entrega do jejum, são extremamente displicentes e chegam, mesmo, a tomar a refeição sem os mínimos cuidados. Não estamos falando de ostentação ou de formalismo, mas devemos dedicar alguns instantes de oração ao término do jejum para coroarmos de êxito todo o propósito que nos trouxe mais para perto do Senhor, pois o jejum é uma atitude de reforço à oração, dela jamais pode se desvincular.

Neste sentido, as pessoas que não têm condições de jejuar, seja pela sua saúde física, seja pela sua idade, seja pela natureza de suas atividades que impedem tal prática, não devem se martirizar ou achar que serão menos crentes porque não podem jejuar, mas devem compensar esta impossibilidade por outras práticas igualmente relevantes e edificadoras, como a oração e a prática do amor cristão.
OBS: A prática de judeus, muçulmanos e de católicos romanos de substituírem o jejum pela filantropia, como se observa, portanto, não é algo desarrazoado e é algo que tem respaldo bíblico. Se a pessoa não pode jejuar, pode substituir esta prática por outras que têm, igualmente, o agrado do Senhor. Neste sentido, aliás, é interessante o que consta no Alcorão: "…Jejuareis determinados dias; porém, quem de vós não cumprir jejum, por achar-se enfermo ou em viagem, jejuará, depois, o mesmo número de dias. Mas quem, só à custa de muito sacrifício, consegue cumpri-lo, vier a quebrá-lo, redimir-se-á, alimentando um necessitado; porém, quem se empenhar em fazer além do que for obrigatório, será melhor. Mas, se jejuardes, será preferível para vós, se quereis sabê-lo. O mês de Ramadan foi o mês em que foi revelado o Alcorão, orientação para a humanidade e vidência de orientação e Discernimento. Por conseguinte, quem de vós presenciar o novilúnio deste mês deverá jejuar; porém, quem se achar enfermo ou em viagem jejuará, depois, o mesmo número de dias. Deus vos deseja a comodidade e não a dificuldade, mas cumpri o número (de dias), e glorificai a Deus por ter-vos orientado, a fim de que (Lhe) agradeçais. " (2:184,185). Como diz a nota explicativa destes versículos corânicos, "…o jejum muçulmano não é uma auto-tortura…" e deve ser considerado como um desvio de atenção da comida, da bebida e do sexo para algo mais elevado.

Terminamos ainda citando o professor Felipe de Aquino: “…O jejum confere à oração maior eficácia. Por ele o homem descobre, de fato, que é mais ‘senhor de si mesmo’ e que se tornou interiormente livre. Se dá conta de que a conversão e o encontro com Deus, por meio da oração, frutificam nele. Assim, o jejum não é algo que sobrou de uma prática religiosa dos séculos passados, mas é também indispensável ao homem de hoje, aos cristãos do nosso tempo. …” (end.cit.).

Programas Católicos e Evangélicos Devem Sair do Ar na TV Brasil - Começo de Dores?

O Conselho Curador da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) deve tirar do ar os programas católicos e evangélicos hoje veiculados pela TV Brasil e pelas oito emissoras de rádio que compõem a rede pública criada pelo governo Lula.
Assim tendem a decidir os integrantes do conselho da EBC que analisarão a questão em 7 de dezembro. O tema religião, porém, não será banido. A ideia é que seja abordado de forma mais ampla, sem programa específico sobre uma ou outra crença.
A proposta deve ser apresentada para votação do conselho sob a forma de uma minuta de resolução. Está madura entre os conselheiros a ideia de que a rede pública deve aumentar o diálogo com as religiões.

"Elas [as religiões] já possuem tempo em redes privadas para divulgar seu proselitismo. Dar espaço também na rede pública me parece antidemocrático", diz o conselheiro Daniel Aarão Reis.
Os programas que devem sair da grade são "Reencontro" (evangélico), "Santa Missa" e "Palavras da Vida" (católicos). Porém uma consulta pública sobre o tema mostrou que, de 140 propostas apresentadas, 118 pediam a manutenção da programação.
Apenas 13 reivindicavam a exclusão dos programas com o argumento de que o Estado brasileiro é laico.

Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/poder/833833-programas-catolicos-e-evangelicos-devem-sair-do-ar-na-tv-brasil.shtml

Um Antigo Sermão, Uma Grande Mensagem (3)

O Pequeno Mundo dos Que Amam a Cruz de Cristo

Muito apresentam-se a Jesus, agora, como apreciadores de seu reino celestial; mas poucos querem levar a cruz. Há muito sequiosos de consolação, mas poucos de tribulações; muitos companheiros à sua mesa, mas poucos de sua abstinência. Todos querem gozar com Ele, poucos sofrem com Ele alguma coisa. Muitos sequem Jesus até o partir do pão, poucos até beber o cálice de paixão. Muitos veneram seus milagres; mas poucos participam da ignomínia da cruz. Muitos amam a Jesus, enquanto não encontram adversidade. Muitos O louvam e bendizem, enquanto recebem d’Ele algumas consolações; se, porém, Jesus se oculta e por muito pouco os deixa, caem logo em queixumes e desânimo excessivo.

Aqueles, porém, que amam a Jesus por Jesus mesmo e não por própria satisfação, tanto O louvam nas tribulações e angústias, como na maior consolação. E posto que nunca lhes fosse dado a consolação, sempre O louvariam e lhe dariam graça. Oh! Quanto pode o amor puro de Jesus, sem mistura de interesse ou amor-próprio! Não são por ventura mercenários os que vivem sempre em busca de consolação? Não se amam mais a si do que a Cristo os que estão sempre cuidando de seus cômodos interesses? Onde se achará quem queira servir desinteressadamente a Deus?

Nota: Capítulo 2 parte 11 do livro “Imitação de Cristo” de Tomás de Kempis, escrito (acredite se quiser) em meados do século XIV. O trecho foi extraído da publicação brasileira da Martin Clarent, 2001.

O Jejum Como Reforço à Oração 3/4

Por Caramuru A. Francisco

II - O JEJUM NAS ESCRITURAS

Na lei de Moisés, o jejum foi estabelecido como obrigatório no dia da expiação, quando o povo deveria "afligir a sua alma", expressão que significa, precisamente, praticar o jejum (Lv.16:29 - na Nova Versão Internacional, o texto diz : vocês de humilharão (ou jejuarão)). Vemos, portanto, que o primeiro propósito do jejum que se encontra na Palavra de Deus é o de humilhação, de arrependimento de seus pecados. Esta mesma ideia para o jejum encontramos no tempo de Samuel (I Sm.7:1-12) e até mesmo fora de Israel, como ocorreu entre os ninivitas após a pregação de Jonas (Jn.3:6-10).

Na primeira manifestação voluntária de jejum que se tem notícia no meio de Israel, em Jz.20:26, temos um novo propósito para a prática do jejum. No tempo do terceiro sumo-sacerdote, Fineias, no início do período dos juízes, vamos observar os soldados israelitas jejuando buscando uma orientação divina a respeito da guerra civil contra a tribo de Benjamim. O jejum, portanto, também era utilizado para se ter uma orientação da parte de Deus.

Quando Deus, em cumprimento à Sua Palavra, feriu o primeiro filho de Davi com Bate-Seba de enfermidade, Davi recorreu ao jejum para tentar alcançar a cura da criança, num novo propósito estabelecido para esta prática (II Sm.11:16,17). É interessante observar que, morta a criança, Davi cessou de jejuar, numa clara demonstração de que o seu jejum tinha um propósito definido e que assim deve proceder alguém que, como Davi, tem um coração segundo o coração do Senhor (I Sm13:14; 16:1).

Também é exemplo de jejum como pedido de orientação e de súplica a Deus o que foi convocado pelo rei Josafá (II Cr.20:3), ocasião em que, ao contrário do que ocorrera com Davi, Deus concedeu o desejo do coração do povo. Outro exemplo de jejum em dias difíceis é o que foi feito pela rainha Ester, que, neste particular, foi acompanhada pelo seu povo (Et.4:16,17), bem como o de Neemias (Ne.1:4) ou de Esdras(Ed.7:21).

O Talmude, segundo livro sagrado dos judeus, contém um livro a respeito dos jejuns ( o "Rolo dos Jejuns", em hebraico "Meguilat Ta'anit"), onde se estabeleceu, precisamente, que os jejuns têm um tríplice propósito: arrependimento, súplica pela ajuda de Deus, o luto ou a comemoração.
OBS: "…O jejum que levava ao arrependimento era considerado significativo só na medida em que era um ato de livre e espontânea vontade, para que incentivasse um auto-exame honesto de parte do jejuador. O jejum como súplica pela intervenção de Deus em época de grandes dificuldades era, frequentemente, um ato coletivo. Na história conturbada do povo judeu, espalhado por dezenas de diferentes lugares através do mundo, a observância de dias especiais de jejum era bastante usual. Podia ser ordenada pelas autoridades rabínicas de uma só comunidade - ou mesmo de toda uma região ou país - com o fito de implorar a ajuda de Deus para antepor-se a qualquer decreto severo da Igreja ou do Estado, ou para frustrar as intrigas dos inimigos implacáveis em seu ódio aos judeus. Em épocas de seca, as comunidades rurais se reuniam para jejuar a fim de provocar a chuva. Quando a peste atacava, os guetos judaicos jejuavam para suplicar a proteção divina. O terceiro objetivo, em importância, do jejum - que havia sido instituído pelos Profetas - era o de fazer relembrar aos descendentes de Abraão as muitas calamidades que se haviam abatido sobre eles em diversas ocasiões desde o Cativeiro no Egito.…" (Nathan AUSUBEL. Jejum e dias de jejum. In: JUDAICA, v.5, p.393-4).


Ao lado deste jejum, porém, a Bíblia também informa ter surgido um jejum cerimonial, um desdobramento do jejum obrigatório do dia da expiação, de tal maneira que o próprio calendário judaico ficou recheado de dias de jejum a ponto de, no tempo dos fariseus, haver dois jejuns semanais, o das segundas-feiras e o das quintas-feiras (Lc.18:12). O Senhor sempre demonstrou Seu desagrado e reprovação a este tipo de jejum, formalista e ritualístico, despido de qualquer outro propósito senão de autoexaltação e de autoglorificação (Is.58:3-7; Zc.7:3-14; Mt.6:16-18). O jejum banalizou-se tanto que era até forma de sinal de acordo homicida, ou seja, passou a ser até uma garantia para a prática de um crime (At.23:12,13).
OBS: "…Entre todos os dias de jejum, só o Iom Kipur, o Dia da Expiação, havia recebido a sanção da Torah como mandamento. Na medida em que o costume tem um poder de perpetuação tão poderoso quanto o da lei canônica, toda uma série de jejuns extra-escritura ocupam um lugar firmemente plantado na vida religiosa judaica. O jejum de Tishah b'Av, o nono dia de Ab, era objeto de maior reverência. É um dia de dor nacional e de contrição, comemorativo da Destruição ( 586 a.E.C. e em 70 E.C., respectivamente) tanto do Primeiro quanto do Segundo Templos, em Jerusalém. A implicação deste e de outros jejuns comemorativos é a seguinte: se as calamidades se abateram sobre o povo judeu, foi, segundo as palavras da liturgia, 'por causa de nossos pecados'- como castigo de Deus.(…). Outro dia de jejum tradicional é o Tzom Guedaliahu (o Jejum de Gedalias). Tem lugar no dia que se segue a Rosh Hashanah (o Ano Novo judaico, observação nossa), e é observado pelos judeus ortodoxos em memória de Guedalias, apelidado 'o Virtuoso'. O rei Nabucodonosor da Babilônia, depois de haver reduzido o Primeiro Templo a ruínas, em 586 a.E.C., havia indicado a Guedalias para governador de Judá. Por razões desconhecidas, ele foi assassinado por seus irmãos judeus. Em represália, houve um massacre de judeus. O jejum de Assarah B'Tevet (o décimo dia de Tevet) rememora o começo do cerco de Jerusalém por Nabucodonosor. O jejum do décimo-sétimo dia de Tamuz comemora uma série de calamidades nacionais arroladas no Talmud. Segundo o Êxodo 32:19, Moisés quebrou as tábuas dos Dez Mandamentos naquele dia; e também naquele dia os sacrifícios diários do Templo foram abolidos, Tito conseguiu abrir uma brecha nos muros de Jerusalém durante o cerco daquela cidade, o general sírio Atsotomos queimou os Rolos da Torah, e um ídolo pagão foi colocado no próprio santuário do Monte Sion pelos sacerdotes acovardados do Templo. Essas eram algumas das razões que os sábios religiosos da era rabínica davam para explicar e justificar o castigo que Deus impôs a Israel, quando destruiu o Templo e espalhou o Seu povo no Exílio(…) por todos os mais longínquos recantos da terra. Ta'anit Ester (o jejum de Ester) é observado pelos tradicionalistas na véspera de Purim, em gratidão à memória do jejum patriótico que a rainha Ester fez quando em busca de orientação divina e de força para levar a efeito a súplica que devia fazer pelas vidas de seus irmãos judeus perante seu marido, o rei Assuero, da Pérsia. A véspera do Pessah (Páscoa, observação nossa) é comemorada pelos ultra-ortodoxos com o Ta'anit Bechorim ( o jejum dos Primogênitos), como expressão da gratidão a Deus por haver poupado os primogênitos de Israel à época do extermínio dos primogênitos egípcios, antes do Êxodo do Egito pelos israelitas. Na categoria de jejuns comemorativos, também os aniversários presumíveis das mortes de figuras eminentes da Bíblia, tais como Moisés, Aaarão, Miriam, Josué e Samuel, e dos mártires rabínicos que haviam perecido nas mãos dos romanos (Akiva ben José, os Dez Mártires, e outros) eram observados, em geral, com jejuns de meios dias, em séculos passados. Esses dias de jejum, porém, não são mais observados, exceto por um punhado de tradicionalistas ferrenhos.…" (Nathan AUSUBEL. Jejum e dias de jejum. In: JUDAICA, v.5, p.394).

Nos dias de Jesus, como vimos, o jejum era uma prática constante e regular entre os judeus, desde os essênios, que se isolavam da sociedade, até os fariseus, que era o grupo religioso mais numeroso daqueles dias. Os discípulos de João Batista também jejuavam (Mt.9:14). Indagado sobre o motivo pelo qual Seus discípulos não jejuavam, Jesus respondeu aos discípulos de João Batista que não era o período de Seu ministério o tempo oportuno de jejuar, mas dias viriam em que deveria haver jejum por parte dos cristãos (Mt.9:15). Assim, ao contrário do que se tem apregoado por falsos mestres, de que o jejum seria uma prática da antiga dispensação, não presente entre os crentes, o próprio Jesus afirmou, categoricamente, que os crentes haveriam de jejuar, prova de que isto não foi abolido pelo Senhor.

Jesus não disse que os crentes não jejuariam, mas que não se fazia necessário jejuar enquanto Jesus estivesse ali, ao lado dos discípulos, em carne e osso, orientando-os, ensinando-os e os guardando de todo o mal. Por que precisariam jejuar numa situação como esta? Entretanto, após a glorificação do Senhor, já vemos a igreja jejuando para buscar a orientação do Espírito Santo (At13:2). Deste modo, não há qualquer base bíblica para ensinamentos de que o jejum não tem lugar na dispensação da graça.

Jesus reprovou o jejum ritualístico, sem propósito outro que não o da ostentação do jejuador, o típico jejum dos fariseus, jejum este, aliás, que, infelizmente, está presente em muitas igrejas locais por parte de "santarrões" que gostam de, em seus testemunhos e palavras, fazer questão de dizer aos ouvintes que estão jejuando ou que jejuam tantas e quantas vezes ao dia, pessoas que, assim como o fariseu da parábola, estarão apenas prestando um desserviço para suas próprias almas (Lc.18:9-14). Que sejamos verdadeiros servos do Senhor, seguindo os conselhos do Senhor sobre como jejuar (Mt.6:16-18).
OBS: Recentemente, tivemos conhecimento de que, em uma determinada igreja local, o líder jejuou por quarenta dias e, ao término do seu jejum, foi recebido com gala por toda a congregação, tendo em vista que se encontra em um “estado de maior santidade”, sendo acolhido como um verdadeiro “super-homem”, todo vestido de branco. Quanta hipocrisia e quanta desobediência à Palavra do Senhor!

O primeiro ensino de Jesus sobre o jejum é de que devemos jejuar. Disse o Senhor "quando jejuardes", ou seja, Jesus já avisava que a Sua Igreja teria necessidade de jejuar, tanto assim que, no episódio em que expulsou um demônio após ter descido do monte da Transfiguração (Jo.17:12), foi claro ao afirmar que expulsão de determinada casta depende necessariamente de jejum e oração.

O segundo ensino de Jesus é de que o jejum deve ser algo entre Deus e o jejuador, de tal modo que ninguém deverá saber sobre o propósito que apresentamos diante do Senhor. Trata-se de um propósito que deve permanecer em oculto, daí porque devemos nos mostrar diante dos demais homens como se não estivéssemos jejuando, não mostrando que estejamos nos abstendo de alimentação ou fazendo algum sacrifício, mas, muito pelo contrário, dando a entender que estamos normais e que nada está ocorrendo. Não se está dizendo que devemos ser hipócritas, mas que devemos manter o assunto em segredo com o Senhor. Quem jejua está querendo ter maior intimidade, aproximar-se mais do Senhor e não é possível que não possa, diante deste propósito, manter um ambiente de segredo, que é uma característica primeira da intimidade. A maior intimidade com Deus começa na existência deste segredo entre o jejuador e o Senhor.

O terceiro ensino de Jesus é de que o jejum deve ter um propósito, uma finalidade. Ao mesmo tempo em que há um segredo entre o jejuador e Deus, faz-se preciso que o jejum tenha um fim, um objetivo a ser perseguido. Disse Jesus que Deus, vendo o nosso jejum, nos recompensará. Ora, o que é a recompensa? É um prêmio, é um galardão que se dá. Sendo assim, o jejum deve ter um propósito, pois, se não fosse assim, não teria como Deus nos dar uma recompensa, nos dar o galardão, o prêmio pretendido. Se Deus no-lo concede, é porque existe um objetivo, um fim que foi perseguido pelo jejuador.

Bancada Evangélica reúne-se com Michel Temer

Deputados pediram agilidade na instalação da CPI do Aborto e do PL 1057/07, que trata do infanticídio indígena.

O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB/SP), reuniu-se nesta quarta-feira (10/11) com cerca de 20 parlamentares da bancada evangélica, entre reeleitos e que assumirão o primeiro mandato no próximo ano. Segundo o deputado João Campos (PSDB/GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica da Câmara, o número de deputados que integram a bancada saltará de 51 deputados nesta legislatura para 72 deputados na próxima legislatura. "Neste tempo que ainda resta para encerrar a legislatura, gostaríamos de acelerar as discussões sobre a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Aborto e sobre o PL 1057/07, que trata do infanticídio indígena, conhecida como Lei Muwaji", pediu João Campos.

João Campos acrescentou que o funcionamento da comissão é fundamental para consolidar medidas de proteção à vida, a partir de debates não só no parlamento, mas na sociedade. Quanto à "Lei Muwaji", disse que os casos de infanticídio, tidos como práticas tradicionais dentro de algumas aldeias indígenas, têm preocupado diversos organismos de defesa à saúde e à vida. Existem tribos brasileiras com a tradição de matar crianças nascidas com problemas genéticos, doentes ou, quando gêmeos, um dos irmãos. O PL 1057/07 torna obrigatório o alerta à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e à Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre casos de infanticídio ou outros riscos à vida de crianças indígenas.
Michel Temer elogiou a atuação da bancada evangélica no Congresso Nacional e afirmou que pedirá à Secretaria Geral da Mesa informações pormenorizadas sobre a tramitação das matérias, segundo ele, importantíssimas para a sociedade.


Fonte
http://www2.camara.gov.br/a-camara/presidencia/noticias/bancada-evangelica-reune-se-com-temer

Uma Capa, Um Rio e Uma Grade Lição

Por Francikley Vito

Com uma religiosidade de supermercado, como bem indicado pelo teólogo alemão Jürgen Moltmann, as pessoas tem aprendido – erradamente – que não importa os meios utilizados, a benção tem que chegar. Entendem que a relação entre Deus e o homem é uma relação mercantilista do tipo “toma lá dá cá”. Para alcançar tais vitórias esses “caçadores da promessa” acabam transformando passagens e ações bíblicas em uma espécie de amuleto religioso, uma chave que abre as portas dos mistérios de uma “vida de vitória”. Essa noção é incorreta. Precisamos entender, noentanto, que o propósito primeiro de Deus não é uma relação, mas um relacionamento, ou seja, Deus está preocupado com a minha vida como um todo e não com parte dela.

Um exemplo disso que estamos dizendo pode ser visto claramente na narrativa sobre o arrebatamento de Elias e a sua capa que desce sobre Eliseu, em confirmação ao chamado deste (II RS 2. 1-15). Essa narrativa é empolgante e maravilhosa em todos os aspectos.
Elias era o grande símbolo do profetismo em Israel, e foi avisado, por revelação divina, que seria levado pelo seu Senhor. Sob tal expectativa, o tesbita saiu a fortalecer as escolas de profetas que estavam nascendo naquele período; em Betel, em Jerico e na região do Jordão. Ao chegar ao Jordão, o profeta Elias foi “tomado” por Deus “em um carro de fogo”. Deixando cair sobre Eliseu, seu discípulo, sua capa que “era símbolo do ministério profético” e do poder de Deus que repousava sobre Elias. Ao voltar para o Jordão, “Eliseu enrolou a capa e tocou as águas exatamente como vira Elias fazer; mas o rio seguia seu curso, inabalável”(Wangerin, 1998, 383). Então, sob o aparente fracasso gritou o novato profeta: “Onde está agora o Senhor, Deus de Elias? Quando feriu as águas, estas se dividiram para um e outro lado, e Eliseu passou”(II RS 2.14).

A versão do duplo ferimento das águas parece ser uma alternativa possível; senão, qual teria sido o motivo do grito do profeta Eliseu chamando pelo Deus de Elias? Essa narrativa alternativa aparece nas traduções mais antigas da Bíblia em português como Figueiredo (1904), e em uma tradução em espanhol feita por José Miguel Petisco (1995); bem narrada por Walter Wangerin em seu O Livro de Deus, como mostrado acima.

Se esta visão for tomada como uma alternativa possível, veremos que a não abertura das águas na primeira tentativa era para que Eliseu aprendesse uma simples e poderosa lição, a saber, que a capa de Elias que ele recebeu deveria ser usada não como relíquia sagrada que se deve adorar, ou como um amuleto em que se deveria confiar em todos os momentos; mas, como “um símbolo” que como tal não apontava para si mesmo, mas para algo fora dele, no caso, a dependência do poder de Deus. De outro modo: Deus queria que Eliseu colocasse a sua confiança não em um manto, mas no Deus de Israel, que era maior que qualquer símblolo, ou melhor, que dava sentido ao símblolo. Como bem indaga Mattew Henry (2008), “de que nos servirá termos os mantos daqueles que partiram, seus lugares, seus livros, se não tivermos o espírito deles, o Deus deles?”

A relação de troca não é, em hipótese alguma, algo estimulado por Deus. Se queremos um relacionamento com Deus, devemos começar por nos desligar de tudo aquilo que é usador por nós como um amuleto, uma chave mágica ou algo semelhante a isso. O que nos garante uma vida de vitória não são tais reliquias, mas a nossa dependência em Deus. Temos d’Ele a promessa de que se n’Ele nos deleitarmos teremos os desejos do nossos coraçãoes satisfeitos (SL 37.4). Isso é relacionamento. Que inclui troca, mas não se baseia nela.

Jung Mo Sung Fala Sobre Consumo e Consumismo

Ultimamente, com a crise do neoliberalismo, as críticas que alguns setores do cristianismo fazem ao sistema econômico capitalista foram se dirigindo a um novo alvo: o consumo. Eu penso que isso se deve, pelo menos em parte, a dois fatores: a) o capitalismo criou a cultura de consumo e a obsessão do consumismo; b) a consciência ecológica está criticando fortemente essa obsessão do consumo por causa do seu caráter destrutivo do meio ambiente. Porém, eu penso que é preciso ter cuidado para não confundir a crítica à cultura de consumo, com a sua espiritualidade de consumo, com a crítica ao consumo como tal.

Quando falo da espiritualidade de consumo, quero dizer que uma das forças que move a vida das pessoas e da sociedade, dá sentido de vida - e com isso o senso de direção nas decisões concretas- e serve de critério para classificar a dignidade ou o valor das pessoas ou o processo de humanização é o desejo de consumo. As pessoas constroem a sua auto-imagem e classificam hierarquicamente os grupos sociais pela sua capacidade de consumo e por o que consume. Para quem acha muito estranho falar de espiritualidade em campo econômico, não podemos esquecer que já Max Weber tinha diagnosticado que o capitalismo é movido pelo espírito capitalista.

Entretanto, a crítica a essa espiritualidade de consumo (com a apresentação de outro tipo de espiritualidade realmente humanizadora) não pode significar a crítica ao consumo como tal. Pois, consumir faz parte do viver humano. Não conseguimos viver sem consumir alimentos, bebida, habitação, vestimentas, etc. E para celebrar amizades precisamos também de boa comida e boa bebida, em torno do qual nos reunimos. Mais importante é que a nossa luta em favor dos mais pobres é para que essas pessoas possam consumir melhor e mais.
Se confundirmos a crítica à espiritualidade de consumo do sistema capitalista com a crítica ao consumo como tal, não poderemos nos alegrar quando os pobres usufruem melhor as suas vidas também porque conseguem consumir mais e melhor. Uma crítica nascida de boa intenção (a de criticar a injustiça social e a obsessão pelo consumo) pode gerar em nós uma atitude negativista frente à vida. Sobre isso, Hugo Assmann, no seu último texto inacabado, escreveu: "Em vez de alegrar-se com uma certa difusão da renda e do poder aquisitivo, os negativistas anti-mercado despejam o seu moralismo contra o que me dá enorme alegria, ver o povo comprando e fruindo do prazer de comprar".

Fonte
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=48142

O Jejum Como Reforça à Oração 2/4

Por Caramuru A. Francisco

Quando falamos em jejum, há aqueles que entendem que o jejum é a abstinência completa de todo e qualquer alimento, tanto água quanto os demais alimentos, não aceitando a ideia de que possa existir um jejum parcial. Entretanto, devemos compreender o jejum como uma abstinência total ou parcial de alimentação. O jejum envolve uma abstinência, uma privação, que pode não ser completa. Um exemplo bíblico de jejum parcial encontramos em Dn.10:3, onde o profeta afirma que não comeu manjar desejável, num exemplo de que a abstinência não era total. Desta forma, não temos respaldo bíblico para afirmar que todo e qualquer jejum somente é válido se for total.
OBS: Atualmente, não há mais, entre os católicos romanos, uma definição do que seja o jejum, mas, no Código Canônico anterior, datado de 1917 e que vigorou na Igreja Romana até 1983, o jejum era considerado como uma abstinência em que, no mínimo, não se deveria tomar mais do que uma refeição completa, permitida a ingestão de outro alimento outras duas vezes ao dia, regra que, embora não conste mais do Código Canônico, ainda tem sido considerada como válida entre os católicos romanos. No Brasil, entretanto, a Igreja Romana não tem incentivado esta prática (com exceção talvez dos carismáticos), tanto que o jejum semanal prescrito para as sextas-feiras foi substituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pela prática de obras de caridade e exercícios de piedade.

Existem algumas dúvidas relativas ao jejum, que seria aqui oportuno discutir, a saber:
a) O jejum deve envolver, também, a abstinência de relações sexuais? No sentido estrito, o jejum é a abstinência de alimentos, ou seja, de comida e/ou de bebida. Desta forma, como o sexo não é um alimento, não estaria envolvida na ideia de jejum tal abstinência. No entanto, é inegável que a prática do sexo é algo que está relacionado com a satisfação do corpo e, em virtude disto, logo se associou a ideia de jejum à abstinência também de sexo, uma associação que não se entende seja desarrazoada, mas que não se afigura como um mandamento(entre os muçulmanos, o jejum envolve a abstinência sexual). Numa ocasião, pelo menos, a Bíblia registra que a consagração para a presença de Deus envolveu a abstinência sexual, como se vê na entrega dos dez mandamentos ao povo de Israel (Ex.19:15), embora não esteja explicitado que tal abstinência estivesse acompanhada de um jejum. A Bíblia ensina-nos, entretanto, que, para que haja a abstinência sexual, é necessário que haja mútuo consentimento entre marido e mulher, sem o que não se terá como regular tal abstinência (I Co.7:10). Desta forma, o jejum não envolve, necessariamente, a abstinência de relações sexuais, mas não é errado incluí-la no sacrifício, desde que isto se faça através de consentimento mútuo de marido e mulher. Ademais, a abstinência sexual, por si só, independentemente do jejum, constitui-se em um reforço à prática da oração, observadas as restrições bíblicas já mencionadas.

b) O jejum envolve a abstinência de ingestão de remédios e de medicamentos? Outra dúvida frequente é se o jejum impede a pessoa de ingerir remédios e medicamentos durante o período da abstinência. Entre os católicos romanos, o jejum prescrito para uma hora antes da participação na comunhão expressamente exclui a água e o remédio(cânon 919 do Código Canônico). Entendemos que o remédio não é alimento e, portanto, sua ingestão não quebra o jejum, até porque se pode fazer um jejum parcial, como veremos infra. Entretanto, há remédios que, para serem ingeridos, exigem a ingestão de algum tipo de alimento, o que impediria, pelo menos, um jejum total. Esta situação demonstra que pessoas enfermas devem evitar a prática do jejum até o seu pronto restabelecimento, havendo outras formas de agradar a Deus e de buscá-l’O mais intensamente, como falamos infra.

c) O jejum é quebrado pela participação na mesa do Senhor? Outra discussão que surge é se a pessoa que está jejuando quebra o jejum se participar da mesa do Senhor. A ingestão do pão e do vinho, na Ceia, faz quebrar o jejum? Muito se tem discutido sobre este assunto, mas entendemos que a melhor opinião é a defendida, entre outros, pelo pastor e escritor Severino Pedro da Silva, segundo a qual, como o pão e o vinho não têm o escopo de alimentar o corpo e, sim, são símbolos de um alimento espiritual, a participação da mesa do Senhor não tem o condão de quebrar um jejum que esteja sendo levado a efeito por um servo do Senhor. Jamais um crente, a pretexto de um jejum, deverá deixar de participar do corpo de Cristo, pois a participação na ceia é um mandamento do Senhor e obedecer é melhor do que sacrificar. No entanto, se a consciência do crente não aceita que ele possa manter o jejum participando da ceia, que o entregue antes da participação, como, aliás, sabiamente, em todas as ceias, costuma proceder, na igreja que preside, pastor Raimundo Soares de Lima (Indaiatuba/SP), que sempre entrega, coletivamente, o jejum dos crentes presentes no culto da Ceia do Senhor, antes do início da participação.

d) Devem-se praticar os atos de higiene pessoal enquanto se jejua? Muitos têm dúvida se, durante o jejum, podem praticar atos de higiene e cuidado pessoais, como tomar banho, escovar os dentes, vestir-se bem ou algo similar. Entre os judeus, havia aqueles que entendiam que, durante o jejum, não se devia tomar banho. Foi a partir deste ensinamento que surgiu o jejum farisaico, em que a pessoa fazia questão de mostrar aos outros que estava jejuando. Deste modo, como isto foi duramente criticado pelo Senhor no sermão do monte, torna-se evidente que não só pode, mas que o crente deve praticar estes atos de higiene durante o jejum, até para não demonstrar que está jejuando. Estas práticas estão inclusas na expressão bíblica "unge a tua cabeça e lava o teu rosto" (Mt.6:17).

e) Considera-se de jejum o período de abstinência durante o sono? Há muitas pessoas que, para jejuar, buscam o período do sono, ou seja, alimentam-se bem e vão dormir, procurando acordar mais tarde no outro dia, exatamente para que não "sejam tentados a quebrar o jejum". Esta prática não deve ser seguida pelos crentes. O jejum é a abstinência de alimentos, ou seja, é deixar de se alimentar em período em que normalmente haveria a alimentação. O período de sono não é um período em que nos alimentemos normalmente e, portanto, esta falta de alimentação não pode ser considerada como jejum.

f) Quanto tempo deve durar o jejum? Muito se indaga sobre o período de duração do jejum, como se o tempo do jejum fosse torná-lo melhor ou não, ou que Deus exigiria um tempo mínimo de jejum. De qualquer maneira, o importante é que haja o propósito por parte do jejuador e uma sinceridade capaz de sensibilizar o coração de Deus. Cada pessoa deve saber da sua estrutura e, com base nisto, calcular o tempo de jejum. Um jejum total não pode ser muito duradouro, pois os casos constantes da Bíblia de prolongados jejuns completos (Moisés-Ex.24:18, 31:18; 34:28, Elias - I Rs.19:8 e Jesus - Mt.4:2) são casos especiais, relacionados com a missão específica e singular destes dois homens de Deus e do próprio Senhor Jesus, razão pela qual não podem nem devem ser copiados pelos crentes. O jejum feito acima das condições físicas somente tratará problemas de saúde física e mental ao jejuador, sendo motivo de escândalo e não de glorificação do nome do Senhor e não devemos dar motivo de escândalo (I Co.10:32; Mt.18:7). Entretanto, deve-se observar que a ciência médica não considera como sendo de jejum um período inferior a 4(quatro) horas (nenhum exame médico que exija jejum é realizado em período inferior a este), de sorte que não há que se falar em jejum inferior a este período, pois não há aqui qualquer privação de alimentação, mas mero intervalo de refeições.

g) Pode-se jejuar enquanto se faz uma dieta? Há muitas pessoas que, por estarem fazendo uma dieta alimentar, estética ou médica, querem aproveitar-se da ocasião para jejuar. Seria isto possível? Em primeiro lugar, devemos lembrar de que o jejum não se confunde com a simples dieta alimentar. Já há grupos religiosos que estipulam jejuns como verdadeiras dietas, tendo um cardápio de abstinência assim como as receitas de dieta que cada vez mais proliferam no mundo. Em segundo lugar, se estamos diante de uma dieta médica, não se terá jejum, pois o jejum é uma privação de algo que se pode consumir e a pessoa estará sendo privada de alimentação por questões de saúde e não estará deixando de se alimentar de coisa alguma, o que prova não se tratar de jejum algum. Se a dieta for estética, teremos uma atitude puramente motivada para aspectos de beleza e de bem-estar corporal, atitudes que são incompatíveis com os propósitos que devem ser levados a efeito pelo jejum. Portanto, concluímos que uma dieta não pode ser "aproveitada" como jejum.

O conceito de jejum, ademais, não envolve apenas a ideia de privação alimentar. O jejum, também, é caracterizado pela existência de um propósito, de uma finalidade precisa e clara. Como afirma o professor Felipe de Aquino, católico da Comunidade Canção Nova, “…Ao jejuar devemos concentrar-nos não só na prática da abstenção do alimento ou das bebidas, mas no significado mais profundo desta prática. O alimento e as bebidas são indispensáveis para o homem viver, disso se serve e deve servir-se, mas não lhe é lícito abusar seja da forma que for. O jejum tem como finalidade nos levar a um equilíbrio necessário, e ao desprendimento daquilo que podemos chamar de ‘atitude consumística’, característica da nossa civilização. …” (AQUINO, Felipe de. A importância do jejum. Disponível em: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2010/02/18/a-importancia-do-jejum/ Acesso em 01 out. 2010).

É exatamente este o ponto em que Jesus discordava dos jejuns praticados pelos fariseus, que eram práticas rituais, formais, meras ostentações, sem qualquer propósito senão o da autoglorificação e da autoexaltação. Devemos jejuar sempre que temos um motivo, um propósito, um objetivo definido e estabelecido. Sem que haja este propósito, o jejum será tão somente uma privação alimentar, uma dieta. Daí porque não podermos concordar com a definição de jejum que teria sido supostamente anunciada numa "aparição" na cidade sérvia de Medjugorje, segundo a qual "jejum é refrear a nossa gula e disciplinar o nosso comer" (apud O jejum. Disponível em: www.google.com.br/search?q=cache:GjTEA6a3JLQJ:www.diocese- sjc.org.br/jejum.php+jejum&hl=pt-BR&ie=UTF-8).

É a existência deste propósito e desta finalidade que difere o jejum de uma simples privação alimentar. Jejuar é muito mais do que simplesmente passar fome e sede e é neste particular que muitos têm fracassado: buscam no jejum uma ostentação, uma autoglorificação e o que conseguem, com isso, além da reprovação divina, é tão somente instantes de privação alimentar, uma dieta que, às vezes, nem benefícios traz para a saúde física do que jejua.
OBS: A preocupação com a saúde física do que jejua, aliás, é algo que sempre norteou a prática do jejum nas religiões ao longo da história da humanidade e que, aliás, tem faltado no meio evangélico. Com efeito, já os rabinos judeus diziam que o jejum, como todos os preceitos bíblicos, foi dado como "Torat Chaim" , ou seja, como ensinamentos pertinentes à vida e que os homens devem viver e não morrer por eles. Daí porque os enfermos e as crianças eram isentos desta obrigação, que também não poderia colocar em risco a vida do jejuador. O Código Canônico da Igreja Romana exclui água e remédio do jejum que deve ser observado uma hora antes da sagrada comunhão, como também dispensa as pessoas idosas e enfermas desta prática(cânon 919), revelando, assim, o cuidado que deve haver quanto a estas situações. Daí porque ter o pastor Elinaldo Renovato de Lima, , em seu artigo sobre a prática do jejum, na revista Ensinador Cristão, afirmado, sabiamente, que "…pessoas portadoras de doenças do estômago tenham cuidado com seu organismo. Não é aconselhável que pessoas com úlceras ou gastrites façam jejum. Deus não quer sacrifício. Ele quer obediência, fidelidade, santidade." (Evite os exageros: esclarecimentos importantes sobre a prática do jejum na vida cristã. Ensinador Cristão, ano 4, nº 15, jul.-ago.-set./2003, p.14).
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