O Ministério Apostólico 4/10

Por Caramuru A. Francisco
II – O DOM MINISTERIAL DE APÓSTOLO

Desde quando nomeou os doze para pregar às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt.10), o Senhor Jesus deixou claro que o trabalho dos apóstolos era complementar a Sua obra ministerial que Ele, feito pouco menor do que os anjos, tornado homem (Hb.2:9), não poderia realizar sozinho, diante do tempo que Lhe fora destinado e da própria necessidade de ensinar aos discípulos de que a obra haveria de ser feita coletivamente. A Igreja é o “corpo de Cristo” (I Co.10:16) e todos devemos trabalhar conjuntamente para que a obra de evangelização se realize.

Mas, além de ser o “corpo de Cristo”, de que Jesus é a cabeça, além de ser o Salvador do corpo (Ef.5:23), a Igreja também é o “edifício de Deus” (I Co.3:9) e, como todo edifício, tem de ter um alicerce, um fundamento, uma base para que se construísse. É interessante observar que, quando Jesus revelou o mistério da Igreja, que estava oculto desde os séculos (Ef.3:5-10), disse que haveria de edificar a Igreja (Mt.16:18), ou seja, a Igreja não estava edificada quando da revelação deste mistério em Cesareia.

A Igreja, para ser edificada, precisava, como todo edifício, de uma pedra fundamental, da “principal pedra da esquina”. Ora, quando da revelação do mistério, Jesus mesmo disse que pedra era esta, a saber, Ele próprio. “Sobre esta pedra edificarei a Minha igreja”, disse o Senhor Jesus. Como podemos saber que a pedra é Cristo? Porque assim nos ensina o apóstolo Pedro, a quem o Senhor dirigiu estas palavras: “ E chegando-vos para Ele — pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa.” (I Pe.2:4). Se Pedro, que era a pessoa que ouviu estas palavras de Jesus, entendeu que a pedra a que Jesus Se referia era o próprio Cristo, como haveremos de dar outro sentido a estas palavras?

Paulo, mesmo, confirma esta circunstância ao dizer que ninguém pode pôr outro fundamento além do que está posto, que é Jesus Cristo (I Co.3:11) e, em outra passagem, reafirma que a “principal pedra da esquina” é o Senhor Jesus (Ef.2:20).

No entanto, um edifício não é feito apenas pela pedra fundamental. Ela é indispensável, é a base de tudo, é o fundamento de tudo, mas o alicerce depende ainda de outras estruturas além destas pedras. Ora, o fundamento completo, o alicerce completo tem, ao lado da pedra fundamental, “o fundamento dos apóstolos e dos profetas” (Ef.2:20).

Vemos, portanto, que a Igreja está fundamentada em Jesus Cristo, mas que esta pedra principal da esquina é complementada, corroborada pelo “fundamento dos apóstolos e dos profetas”. Quando se fala em profetas, lembramos do que disse o Senhor Jesus: “A lei e os profetas duraram até João” (Mt.11:13; Lc.16:16). Assim, os profetas, cujo último foi João, serviram de fundamento para a Igreja, porque prediziam a respeito do Messias, a respeito do Cristo, sendo testemunhas dAquele que haveria de vir. Como bem explanou num estudo bíblico realizado em 25 de janeiro de 2010 na Assembleia de Deus do Ministério do Ipiranga na Praça da Sé – São Paulo/SP, o pastor José Magalhães (vice-presidente da Assembleia de Deus – Ministério de São Miguel Paulista, em São Paulo/SP), “Jesus era uma profecia” durante os ministérios dos profetas, tendo passado a ser uma “realidade conhecida” no instante em que foi batizado por João, razão pela qual João foi o maior de todos os profetas (Lc.7:28), pois além de profetizar a respeito de Cristo, também O apresentou em carne e osso ao povo.

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