Vídeo - Um Testemunho da Graça de Deus

De Olho no Voto: A Ação Política do Cristão

Por Caramuru A. Francisco

O cristão, ao aceitar a Cristo, torna-se cidadão dos céus (Ef.3:20; Hb.11:14-16), com direito a morar na santa cidade, na Jerusalém celestial (Ap.21:2). Entretanto, enquanto Jesus não vem, continua vivendo no mundo (Jo.17:11) e, enquanto aqui está, é um cidadão da terra e, como tal, inevitavelmente, acaba se inserindo no contexto político.

Muito se tem falado sobre o crente e a política, havendo desde posições que consideram o envolvimento do cristão com a política como o próprio desvio espiritual até posições que imiscuem, sem qualquer cerimônia, as igrejas locais em embates político-partidários. Nem uma nem outra posição encontram qualquer respaldo bíblico e busquemos ver qual o posicionamento bíblico a respeito do assunto.


A política é algo que está presente em qualquer grupo humano. O próprio Deus, quando criou o homem, afirmou que ele deveria dominar sobre o restante da criação (Gn.1:26), bem como, no jardim onde o colocou, disse que ele deveria guardá-lo (Gn.2:15), numa clara demonstração que a natureza humana envolvia o exercício do poder, consequência do próprio livre-arbítrio de que ele era dotado. Ora, toda relação de poder é uma relação política e, neste sentido, certíssimo estava Aristóteles, o grande filósofo grego, ao afirmar que o homem é um animal político.

Após o dilúvio, Deus renovou o pacto com o gênero humano e nele foi mantido o papel de domínio e de poder sobre o restante da criação (Gn.9:2), ainda que bem demonstrada a limitação da autoridade humana (Gn.9:5,6). Não tardou muito e surgiu o primeiro grande dominador do povo (Ninrode - Gn.10:8,9) e o governo humano apresentou-se desafiador contra Deus, a ponto de o Senhor ter destruído aquela comunidade política única por meio do juízo de Babel (Gn.11:7-9). Bem se vê, portanto, que a existência de governo, de poder, de domínio, de política não é algo contrário à ordenação divina, mas, sim, seu mau exercício.

Deus, então, diante do fracasso da comunidade política única, resolve formar uma nação e Seu projeto inicia-se com a chamada de Abrão (Gn.12:2). Esta nação, que seria Israel, não deixou de ser uma nação em que existiram governo e relações de poder. Ainda que o projeto primitivo de Deus tenha sido o de, pessoalmente, reinar sobre os israelitas (Ex.19:5,6; I Sm.8:7), jamais deixou de existir um governo que fizesse cumprir as leis (Ex.18:14-26; 22:9; Nm.1:4-16; Jz.2:16-19).

Quando o povo de Israel quis ter uma estrutura política semelhante aos dos demais povos, Deus lho concedeu, tendo, então sido criada a monarquia, com o governo sendo dirigido por um rei, segundo regras que já haviam sido estabelecidas por Moisés (Dt.17:14-20), renovadas por Samuel (I Sm.8:9-22). Até o cativeiro da Babilônia, no reino do sul, os israelitas foram governados por reis e, depois, estiveram sob domínio estrangeiro até a destruição de Jerusalém no ano 70, salvo o pequeno intervalo, no período intertestamentário, em que tiveram independência e foram governados pela dinastia dos asmoneus.

Jesus jamais se indispôs contra a instituição do governo e, observemos, nos seus dias, os judeus estavam sob o impiedoso governo romano. Instigado pelos fariseus, afirmou que devemos dar a Deus o que é de Deus e a César (que nada mais é que o Estado, que o governo humano), o que é de César (Mt.22:21), uma afirmação que o historiador francês Fustel de Coulanges que, em seu livro A Cidade Antiga, entende ser o término da Antiguidade, onde, sempre, o poder humano fora considerado indissoluvelmente ligado à religião e à divindade. Por causa disto, os cristãos seriam perseguidos pelo Império Romano, pois, embora reconhecendo a autoridade das instituições romanas (Rm.13:1-7; I Pe.2:13-17), jamais admitiram que ela fosse divinizada.

Na própria Igreja, foi instituído o governo humano (Rm.12:4-8; Ef.4:11-16; I Pe.5:1-4), governo, igualmente, necessário mas limitado, inteiramente submisso à vontade de Deus.Por isso, manifestações como as do anarquismo (doutrina que é contrária a qualquer espécie de governo ou de poder) são inteiramente contrárias à vontade de Deus e devem ser evitadas e combatidas pelos sinceros servos do Senhor.

Pelo que se verifica, portanto, a política, o poder, as relações de domínio estão presentes em qualquer grupo social, pois se trata de uma característica do ser humano, que foi criado para dominar e para estabelecer relações deste tipo pelo próprio Deus. Assim sendo, não se pode dizer que a atividade política é algo contrário à vontade de Deus, mas, antes, é uma demonstração de que o que Bíblia diz a respeito do homem e da forma como foi criado é uma realidade cristalina.

Ora, se o homem é um ser político, todas as ações do homem que envolvam relações de poder e de domínio são políticas. Política é, portanto, qualquer ação social que envolva poder e domínio.
Jesus, embora fosse o Filho de Deus, não deixou de cumprir com Seus deveres cívicos, seja como israelita (Mt.5:17), seja como indivíduo sob o jugo romano (Jo.18:38). No episódio do pagamento do tributo que cobraram de Jesus mediante questionamento a Pedro, isto ficou bem claro (Mt.17:24-27).

Neste sentido, pois, todo cristão, como imitador de Cristo (I Co.11:1; I Pe.2:21), deve também ser um cidadão exemplar, cumprindo as leis (Rm.13:1-7), logicamente as que não ofenderem a cidadania celestial e, entre as leis, está a que impõe como dever o de participar da condução da própria sociedade.

Independentemente de se ter uma legislação que obrigue uma certa participação política do cidadão, como é o caso do Brasil, o cristão tem o dever moral e espiritual de participar ativamente dos negócios concernentes ao exercício do poder, da direção da sociedade.

Com efeito, como podemos ser “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt.5:13,14) se não agirmos politicamente, se não participarmos da tomada de decisões da sociedade, que sofre com as estruturas advindas da natureza pecaminosa do homem?

Como poderemos influenciar uma sociedade, no sentido de encaminhá-la a decisões que sejam agradáveis a Deus, se não procurarmos participar da tomada de decisões, mostrando aos homens o que agrada a Deus na discussão de cada tema, de cada posição, de cada proposta?

A vida espiritual não retira o cristão do mundo (Jo.17:11) e a ação política, i.e., toda atitude visando a levar a sociedade a determinadas posturas, dentro de um exercício de poder e dominação, faz parte desta realidade do cristão, enquanto o Senhor Jesus não vier estabelecer o Seu governo pessoal sobre a face da Terra.

Na oração dominical, o Senhor nos ensinou a pedir ao Senhor que o Seu reino viesse para que a Sua vontade se fizesse assim na terra como no céu (Mt.6:10) e devemos lutar para que este reino, que está entre nós (Lc.17:21), chegue até as instâncias decisórias da sociedade onde vivemos e isto depende da nossa ação política, pois só os salvos podem ver o reino de Deus (Jo.3:3).

Esta ação política nada mais é que a proclamação da verdade aplicada a temas e posições que a sociedade tenha de tomar em suas instâncias decisórias, sejam governamentais ou não, a fim de que se tenha, na vida em sociedade, apesar do pecado, justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm.14:17).

Cada cristão deve, pois, usar os direitos políticos que possui para denunciar o pecado e conclamar os dirigentes a fazer o que é reto aos olhos do Senhor, até porque a Bíblia Sagrada nos mostra que, quando o governante é rebelde aos ditames do Senhor, toda a sociedade sofre (Pv.25:5; 28:15,16; 29:2).

A ação política do cristão não envolve, em absoluto, a busca do poder político ou a crença de que o poder político poderá, uma vez conquistado, mudar ou transformar a sociedade, pois sabemos que a sociedade somente será transformada depois que o homem se converter ao Senhor Jesus.

Devemos persuadir os homens a fazer a vontade do Senhor em cada tema, em cada aspecto da vida em sociedade, a fim de que possamos trazer sobre a nossa Pátria a bênção divina (Sl.33:12). Estamos prontos a exercer este ministério, sendo astros no meio de uma geração corrompida e perversa (Fp.2:15)? Eis o grande desafio que se põe diante de cada cidadão dos céus sobre a face da Terra.

Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco é Bacharel em Direito e Filosofia pela Universidade de São Paulo – USP, onde obteve o seu Doutorado em Direito. Evangelista da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede e colaborador do Portal Escola Dominical.

Sexo Egocêntrico: Um Desafio à Santidade 4/4

PORNOGRAFIA
Quero adicionar uma palavra breve aqui sobre a pornografia. Eu não preciso nem dizer a conexão que há entre a pornografia e a masturbação. Apesar dessa conexão, muitas discussões sobre pornografia não discutem também a masturbação. Mesmo assim, o grande objetivo de se ver pornografia é que ela sirva de combustível para a fantasia sexual e então culmine na masturbação ou noutra forma egoísta de expressão sexual. As pessoas não costumam ver pornografia e, em seguida ir lavar a louça! Pouquíssimos cristãos argumentariam que a pornografia é aceitável e, mesmo assim, inúmeros são atraídos e ludibriados por ela. Tal como a masturbação, a pornografia é inerentemente egocêntrica. Ele cria uma falsa intimidade entre um pessoa anônima numa revista (ou em uma tela) e o espectador. Provê escapismo e liberação, mas não exige qualquer esforço ou auto-negação. Cria uma perversão egoísta e egocêntrica do verdadeiro ato sagrado. Combinar masturbação e pornografia é compor pecado com mais pecado.

UMA BUSCA NÃO EGOÍSTA
Você percebe, então, como a masturbação nega a finalidade para a qual Deus criou o sexo? O sexo não foi feito para ser uma busca egoísta. Não se pretendia focar os pensamentos de uma pessoa sobre si mesma e sobre suas próprias necessidades. Pelo contrário, o sexo foi concebido como um meio de cumprir o mandamento do Senhor para estimar o outro como superior a si mesmo. O prazer do sexo não se destina a ser apreciado de forma isolada, mas a ser apreciado proporcionando esse mesmo prazer ao outro. Masturbação não pode cumprir o desígnio de Deus para a sexualidade e, portanto, não tem lugar na vida de alguém que se chama de cristão.

O EVANGELHO
Para aqueles que lutam contra este pecado, tenham bom ânimo, pois há esperança. Não encontre conforto naquele frio consolo que diz “todo mundo faz isso.” Tome conforto, em vez disso, na boa notícia do evangelho. O sangue de Jesus foi derramado por pecados como este e o poder do Espírito Santo foi dado a nós para que possamos superá-lo. Este não é um pecado que está além do poder de Deus. Você pode ser libertado.

PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. Embora a masturbação não traga efeitos físicos nocivos, muitos rapazes que se masturbam ainda lutam com a culpa e a tristeza. Você se identifica com isso? Se você se masturbou no passado, você experimenta sentimentos de culpa?

2. É possível ter uma mente sem pecado, mesmo enquanto se masturba? Existe um argumento mostrando que o ato físico é inofensivo e que só as fantasias, que o acompanham, são erradas?

3. Você compreende por que a masturbação pode ser referida como "sexo egocêntrico" ou "sexo egoísta"? De que forma é que a natureza solitária da masturbação vai contra o plano de Deus para o sexo?

4. A Bíblia nos diz que o corpo de um homem pertence à esposa (ou futura esposa). Qual o impacto disso na discussão sobre a masturbação?5. Você quer parar de se masturbar? Ou é um pecado do qual você gosta tanto que você não possui desejo de abandonar e ficaria muito decepcionado se isso acontecesse?

6. Você acredita que Cristo está disposto a perdoá-lo por este pecado e que, através de seu Espírito Santo, ele está tanto disposto como é capaz de livrá-lo dele?
Fonte
Disponível em http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/Texto original em http://www.challies.com/christian-living/sexual-detox-i-pornifying-the-marriage-bed

Arqueólogos Acham Pinturas mais Antigas dos Apóstolos de Jesus

Arqueólogos e restauradores de arte usando nova tecnologia a laser descobriram o que Acreditam ser as pinturas mais antigas dos rostos dos apóstolos de Jesus Cristo. As imagens, encontradas em um trecho das catacumbas de Santa Tecla, perto da Basílica de São Pedro, do lado de fora das muralhas da Roma antiga, foram pintadas no fim do século 4º ou início do século 5º. Afrescos em catacumba na Itália contêm as mais antigas imagens conhecidas dos apóstolos de Jesus.

Arqueólogos acreditam que essas imagens podem estar entre as que mais influenciaram os retratos feitos por artistas posteriores dos mais importantes entre os primeiros seguidores de Cristo. "São as primeiras imagens que conhecemos dos rostos desses quatro apóstolos", disse o professor Fabrizio Bisconti, diretor de arqueologia das catacumbas de Roma, que pertencem ao Vaticano e são administradas por ele.

Os afrescos eram conhecidos, mas seus detalhes vieram à tona durante um projeto de restauração iniciado dois anos atrás e cujos resultados foram anunciados nesta terça-feira (22) em coletiva de imprensa. Os ícones de rosto inteiro incluem as faces de São Pedro, Santo André e São João, que fizeram parte dos 12 apóstolos originais de Jesus, e São Paulo, que se tornou apóstolo após a morte de Cristo.

As pinturas possuem as mesmas características de imagens posteriores, como a testa enrugada e alongada, a cabeça calva e a barbicha pontuda de São Paulo, o que indica que podem ter sido as imagens nas quais os retratos posteriores se basearam. Os quatro círculos, com cerca de 50 centímetros de diâmetro, estão no teto do local do sepultamento subterrâneo de uma mulher nobre que se acredita que tenha se convertido ao cristianismo no fim do mesmo século em que o imperador Constantino legalizou a religião. Bisconti explicou que as pinturas mais antigas dos apóstolos os mostram em grupo, com rostos menores cujos detalhes são difíceis de distinguir. "Trata-se de uma descoberta muito importante na história das comunidades cristãs primitivas de Roma", disse Bisconti. Santa Tecla, a grande surpresa foram as cores extraordinárias. Quanto mais avançamos, mais surpresas encontramos", disse Mazzei. Situado num labirinto de catacumbas sob um prédio moderno, o túmulo ainda não está aberto ao público devido às obras que continuam, à dificuldade de acesso e ao espaço limitado. Bisconti disse que as novas descobertas serão abertas por enquanto apenas à visitação de especialistas.

Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/755241-arqueologos-acham-pinturas-mais-antigas-dos-apostolos-de-jesus.shtml

Escrever, Argumentar, Seduzir

Por Beth Brait
Todos nós, mortais, temos a impressão de que os escritores nascem sabendo escrever bem: seus textos saltam prontos da imaginação privilegiada para as páginas impressas de um livro. Por mais que eles insistam em afirmar que escrever significa mais transpiração que inspiração, que o processo é um eterno “pisar em grilos”, exigindo rigorosa disciplina, ficamos com a sensação que isso tudo só vale para os que não nasceram com escritores. Pra poetas e prosadores natos, basta preencher as folhas em branco com palavras, frases, parágrafos que, magicamente, materializam-se em histórias, personagens, espaço, paisagens, mundos cativantes. Nada de releituras, emendas, troca de palavras, eliminação de excessos, inclusão de trechos, correção de deslizes.

Ledo engano. A atividade de escrita é um processo trabalhoso, exigindo dos seus empreendedores bem mais que talento. Independentemente de sua finalidade, escrever requer observação, conhecimento, vivência, pesquisa, planejamento, consciência das formas de circulação, muita paciência e, consequentemente, leituras e releituras, construção e reconstrução. Como os grandes escritores, podemos identificar parte dos esforços exigidos por essa atividade, surpreendendo alguns momentos em que eles demonstram a forte e ambígua relação que mantêm com seus textos, expondo a maneira como administravam os detalhes que envolvem a escrita e, também, após a publicação, o interesse pelas formas de recepção. Essas exposições entreabrem uma fresta para que os demais “escreventes” conheçam alguns percursos e percalços do escrever, do dar acabamento a um texto, das formas de vê-lo correr mundo.

Nota/Fonte
Beth Brait é livre-docente da PUC-SP e USP e escritora.
Revista Língua Portuguesa, Ano III, Nº 25, p. 34, 2007.

Sexo Egocêntrico: Um Desafio à Santidade 3/4

O PROPÓSITO DE DEUS PARA A SEXUALIDADE

Nós já aprendemos que o propósito último do sexo é prover intimidade entre marido e mulher. Não há maior expressão de vulnerável intimidade entre seres humanos. Um exame atento do ensino da Escritura sobre a sexualidade vai revelar que não temos nenhuma razão para acreditar que Deus tenha destinado o sexo para ser uma atividade privada. O coração e a alma da sexualidade é dar e receber prazer sexual. O sexo é destinado a ser um meio de satisfação mútua, em que o marido pensa primeiro em sua esposa, e a esposa, primeiro em seu marido. Ao satisfazerem as necessidades do outro, eles têm as suas próprias necessidades satisfeitas. É um belo quadro de intimidade! Como qualquer casal pode testemunhar, quanto mais altruísta o sexo, melhor ele se torna. Quanto mais cada um dos cônjuges pretende agradar ao outro, mais satisfatório e gratificante o ato se torna. Isso é bonito. Como poderíamos esperar, o contrário também é verdadeiro. Sexo que é completamente egoísta é humilhante e insatisfatório (o estupro, um ato de egoísmo sexual absoluto, pode ser a expressão máxima do sexo egoísta).

O sexo é tão importante para um casamento que a Bíblia nos proíbe negligenciá-lo. “Não se privem um ao outro, salvo talvez por um acordo mútuo, por tempo limitado, para dedicarem-se à oração; mas depois se unam novamente, para que Satanás não os tente por causa da falta de auto-controle” (1 Coríntios 7:5). Esta privação pode referir-se não só ao tempo, mas também à atividade. Um homem não deve privar sua esposa durante um período de tempo, nem deve privá-la ao praticar atividade sexual privada. Assim como os casais casados podem atestar a importância do sexo, tenho certeza que a maioria também pode perceber alguns momentos em que negligenciaram essa atividade e podem atestar as dificuldades causadas em seu casamento. Deus quer que marido e esposa façam sexo um com o outro e regularmente.

O mútuo dar e receber está no coração do propósito de Deus para a sexualidade e é exatamente o que a masturbação não fornece e não pode fornecer. A masturbação arranca a sexualidade do seu propósito divino de satisfação mútua. Ela pega um ato que Deus criou para construir o relacionamento e faz-lhe um ato de isolamento egoísta. A masturbação e a fantasia tentam criar uma falsa intimidade ao invés da verdadeira intimidade entre marido e esposa que Deus criou dentro do relacionamento conjugal.

Continuando em 1 Coríntios, lemos: “O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher.” (1 Coríntios 7:3-4). O corpo de um homem não pertence a si mesmo, mas a sua esposa ou a sua futura esposa e, finalmente, a Deus. O corpo de uma mulher pertence ao marido (e a Deus). Da mesma forma, o corpo da mulher solteira pertence ao seu futuro esposo e deve ser mantido puro para ele. Nenhum dos dois tem o direito de expressar a sexualidade para além do outro. Quando a Bíblia diz que um homem deve expressar sua sexualidade exclusivamente com sua esposa, por que muitos interpretam que ele é livre para expressar sua sexualidade sem ela?

QUÃO MAL?

Até agora eu acho que deve ter ficado claro que a masturbação é um pecado do qual deve-se arrepender e contra o qual os cristãos precisam lutar. Infelizmente, porém, para muitos jovens cristãos, isso torna-se uma questão que começa a definir o seu estado espiritual. Algumas pessoas sentem tamanha culpa pela prática de tal ato que começam a questionar a sua salvação e começam a ver-se apenas através da lente deste pecado. Não há dúvida de que este é um pecado grave, mas não deve ser dada tanta proeminência que as pessoas não consigam ver nada além disto. Joshua Harris escreve sabiamente, “Quando nós inflamos a importância deste ato, ou nós vamos ignorar as muitas evidências da obra de Deus em nós ou vamos ignorar outras expressões mais graves da lascívia que Deus quer que tratemos”.

Fonte
Disponível em http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/Texto original em http://www.challies.com/christian-living/sexual-detox-i-pornifying-the-marriage-bed

Havia, Querido José, uma Pedra no Meio do Caminho!

Por Francikley Vito
Preciso confessar uma coisa: Eu gosto dos textos de José Saramago! E já que estou confessando, preciso fazer mais uma confissão: os seus textos, ao invés de inspirar em mim descrença, me levavam a crença; na verdade, eles fortaleciam a minha fé.

Em pesquisas que fazia para o meu trabalho de pós-graduação, me chamou a atenção o número de cristãos que estudavam as obras de Saramago, principalmente “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Eu me perguntava o que fazia com que tantos crentes se preocupassem com um autor confessadamente ateu e comunista, isso realmente me intrigava. Com o tempo fui percebendo que o fascínio que a maioria deles tinham, não era em relação ao autor do romance, mas em relação à personagem que dava título ao seu romance, Jesus Cristo.

É sem dúvida inegável o talento literário do autor português, prova disso é o seu Prêmio Nobel de Literatura, o único escritor de língua portuguesa a alcançar esse feito. Apesar de ser acusado de seu um autor que prioriza suas idéias em detrimento da narrativa, ou de um velho lunático que não fez outra coisa que não atacar a religião, penso que ele fez mais pela narrativa dos Evangelhos do que se possa imaginar (discordar disso é absolutamente possível, porém, pense um pouco antes de fazê-lo).

O grande problema de José, o Saramago, é que, assim como aconteceu com o José do poema de Carlos Drummond de Andrade, “havia uma pedra no meio do caminho”, e essa pedra não era outro senão o próprio Cristo, que ele fazia questão de citar. Certo é, e disso não tenho dúvida, que a verdade prevaleceu; tanto aqui quanto na eternidade, pois Cristo é também A Verdade. E como disse o escritor de “Caim” em “Levantado do Chão”:

Todos os dias têm a sua história, um só minuto levaria anos a contar, o mínimo gesto, o descasque miudinho duma palavra, duma sílaba, dum som, para já não falar dos pensamentos, que é coisa de muito estofo, pensar no que se pensa, ou pensou, ou está pensando, e que pensamento é esse que pensa o outro pensamento, não acabaríamos nunca mais.

Nota
http://caderno.josesaramago.org/page/3/

Comercial do McDonald’s Promove Homossexualismo Entre Adolescente

Um novo anúncio do McDonald’s na França, parte de sua grande campanha publicitária “venha do jeito que está”, apresenta um adolescente homossexual falando docemente com seu amante antes de ser forçado a esconder suas emoções diante de um pai presumivelmente insensível. “Vemos a decisão do McDonald’s de golpear milhões de pessoas que têm os valores da família tradicional”, Bill Johnson, Presidente da Associação da Decência Americana, disse para LifeSiteNews, “e se alinhar com a promoção da conduta pervertida de uma pequena minoria”.

No anúncio, um menino sentado numa lanchonete McDonald’s recebe uma ligação de seu amante enquanto seu pai está fazendo o pedido de um lanche. Ele diz a seu amante que estava pensando nele, e que ele sente a falta dele, antes de desligar porque seu pai está chegando. Depois que seu pai senta do lado dele, seu pai lhe diz que é uma vergonha que ele esteja numa classe que só tenha alunos do sexo masculino, pois do contrário ele poderia conseguir todas as meninas.

Esse não é o primeiro ativismo homossexual do McDonald’s. Em 2008, o McDonald’s pagou $20.000 dólares para se tornar um oficial “aliado organizacional e parceiro corporativo” da Câmara do Comércio Gay e Lésbico (CCGL). No mesmo ano, o McDonald’s também ajudou a patrocinar a Parada Gay de San Francisco; Richard Ellis, vice-presidente de comunicações do McDonald’s nos EUA, foi também nomeado para a diretoria da CCGL.
Contudo, por causa de um boicote lançado pela Associação da Família Americana em 3 de julho desse ano, Richard Ellis deixou a diretoria da CCGL e o McDonald’s disse que não estava planejando renovar sua membresia à CCGL. Bill Johnson chamou o novo anúncio de televisão de “um dos tipos mais desconcertantes de anúncios quando consideramos o fato de que tantos americanos neste país têm feito negócio com o McDonald’s”. Ele disse que estavam “testando, testando o mercado mais uma vez, ao colocar anúncios patentemente pró-homossexualismo”, apesar de seu conflito anterior com ativistas pró-família.

Fonte
http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2010/06/comercial-do-mcdonalds-promove.html

Convite à Misericórdia: "Não Julgueis"!

Com mais frequência do que gostariamos, somos tentados a nos esquecer de princípios básicos da fé. Como o chamado a amar o próximo, a escolhermos a melhor parte (estar aos pés de Jesus), a não confiar no nosso próprio conhecimento, e assim por diante. Há, porém, um convite de Jesus que de tão explícito chega a envergonnhar. "Não julgueis, para que não sejais julgado", disse Ele. Este é um dos mandamentos mais claros de toda as Escrituras, tão claro que chega a não ser visto. Um anônimo expressou o princípio do não julgar de maneira comovente. Disse:


Não veja falhas no homem que manqueja
Ou tropeça no caminho,
A não ser que você tenha usado os sapatos dele
Ou sofrido sob o peso do fardo que ele leva.

Pode haver pregos em seus sapatos, que o ferem,
Embora ocultos da vista,
Ou os fardos que carrega colocados em suas costas,
Poderiam fazer com que você também tropeçasse.
Não zombe do homem que hoje está caído,
A não ser que tenha sentido o golpe
Que provocou sua queda, ou sentido a dor
Que só os caídos conhecem.

Você pode ser forte, mas, mesmo assim, os golpes que o atingiram,
Se aplicados a você da mesma maneira,
Na mesma ocasião
Talvez o fizesse também cambalear.

Não seja duro de mais com o homem que peca,
Nem atire nele palavras ou uma pedra,
A não ser que tenha certeza, muita certeza,
De que não tem os seus próprios pecados.

Você que, talvez, se a voz do tentador
Sussurrasse docemente em seu ouvido
Como fez no dele quando se desviou,
Faria você também vacilar.

Fonte
Autor Desconhecido. Citado por DORTCH, Richard W. Orgulho Fatal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp 194, 195.

Ronald Sider Fala Sobre a Responsabilidade Social da Igreja

No último meio século, os evangélicos têm dado muita ênfase aos pecados individuais, como adultério e imoralidades sexuais. Nessa época, eram os liberais que falavam do pecado social, como os sistemas econômicos injustos. O que eu disse no meu livro Cristãos em tempo de fome é que a Bíblia fala dos dois tipos de pecado, o individual e o social, mas que os evangélicos tendem a personalizar o pecado. É lógico que, teologicamente, somos valorizados enquanto indivíduos, que precisam tomar uma decisão pessoal e desenvolver um relacionamento individual, íntimo com Deus. Mas a sociologia nos ensina que o ambiente onde vivemos também determina quem somos. Afinal, nossas atitudes também são afetadas pelo que nos cerca. Tanto a sociologia quanto a Bíblia nos mostram a importância de mudarmos o indivíduo e também a sociedade.

Num certo nível, é irrelevante quantas pessoas dizem ser evangélicas. O importante é saber quantas pessoas vivem como Jesus e acreditam nele como Senhor e Salvador. Que diferença faz se metade de um país se confessa evangélica, se a taxa de divórcios nessa comunidade é igual à do resto da sociedade? Por outro lado, ainda que sejamos minoria, se liderarmos o combate à pobreza, se defendermos a criação de Deus, combatermos o racismo e afirmarmos a dignidade de setores marginalizados, aí, sim, estaremos mudando a sociedade e sua cultura. Isso seria verdadeiramente significativo! Mas se tivermos uma maioria evangélica e ela vive como os outros, qual a importância?

Fonte
http://cristianismohoje.com.br/ch/%e2%80%9cficamos-insensiveis%e2%80%9d/

Sexo Egocêntrico: Um Desafio à Santidade 2/4

PUREZA DE MENTE
A razão mais comumente dada por que as pessoas não devem se masturbar é que polui a mente. A satisfação sexual não é apenas um ato físico, mas um ato que envolve a mente. O ato em si traz muito menos culpa do que a imaginação que o acompanha – as imagens da mente – que são uma parte inevitável da experiência. Essas fantasias correm desenfreadas durante atos de masturbação. Este tipo de fantasia pode ser perigoso pelo menos de duas maneiras. Em primeiro lugar, como muitos adultos têm duramente aprendido, a realidade raramente é tão maravilhosa como a fantasia. Muitas pessoas criam expectativas sobre o sexo em suas mentes que, na realidade, não podem cumprir. Ouso dizer que nunca um adolescente criou uma fantasia em que sua parceira delicadamente e carinhosamente rejeita seus avanços porque ela está muito cansada. Tampouco ele inventou uma fantasia na qual ela declina a participação em um determinado ato porque acha desconfortável ou de mau gosto. O fato é que a fantasia pode criar expectativas irrealistas e não saudáveis do sexo.

Em segundo lugar, a fantasia raramente envolve parceiros sexuais legítimos, assim como as cenas de sexo dos filmes raramente envolvem casais casados, que podem, diante de Deus, ter relações sexuais legítimas. Um rapaz adolescente não tem nenhuma razão legítima para realizar fantasias sexuais, porque ele não tem um parceiro dado por Deus com quem ele possa consumar tal desejo. Embora seja perfeitamente legítimo um marido sonhar com um encontro sexual com sua esposa, a masturbação pode incentivá-lo a encher sua mente com pensamentos sobre outras mulheres, ou mesmo a procurar material pornográfico como combustível para sua mente.A fantasia é perigosa quando não é devidamente controlada. Masturbação é pecado porque viola o ensino do Senhor sobre a pureza moral. “Mas eu digo a você que todo aquele que olhar para uma mulher com intenção sensual, já cometeu adultério com ela em seu coração” (Mateus 5:28). Fantasia também pode ser perigosa quando se cria expectativa irreal.

Alguns irão protestar dizendo que quando eles se masturbam estão apenas realizando um ato físico para aliviar o stress ou o tédio. Eles irão insistir que não sucumbem a pensamentos inadequados. Em seu livro, Quando bons homens são tentados, o autor Bill Perkins escreve: “Parece-me que a masturbação é amoral. Em algumas circunstâncias é comportamento aceitável. Em outras ocasiões, é claramente errado” (página 122). Ele passa a oferecer três testes que irão avaliar se um determinado caso é certo ou errado: o teste de pensamento (se o ato é acompanhado de fantasias inadequadas), o teste de auto-controle (se o ato torna-se obsessivo) e o teste de amor (se isso leva uma pessoa a deixar de atender às necessidades do seu cônjuge).James Dobson ensina uma visão semelhante da masturbação. Quando eu era mais novo, meus pais me deram seu livro Preparando-se para a adolescência e eu me lembro bem deste ensinamento. Ele acredita que todos os meninos (e a maioria das meninas) experimentam a masturbação e que a culpa trazida pelo ato destrói muitas crianças. Assim, ele acredita que os pais devem raramente falar com seus filhos sobre isso, e se o fazem, devem fazê-lo para tranquilizar os seus filhos de que tais práticas são normais. Aqui está o que ele diz em seu site:“A minha opinião é que a masturbação não é muito um problema com Deus. É uma parte normal da adolescência que não envolve mais ninguém. Não causa doença. Não produz bebês, e Jesus não menciona isso na Bíblia. Eu não estou dizendo para você se masturbar, e eu espero que você não sinta necessidade disso. Mas se você fizer, minha opinião é que você não deve lutar com a culpa desse ato. Por que eu digo isso? Porque eu lido com muitos cristãos jovens que estão dilacerados com a culpa da masturbação, querem parar e simplesmente não conseguem. Gostaria de ajudar você a evitar essa agonia.”Esta resposta é muito humanista. A maneira correta de evitar a agonia da culpa não é ignorar o pecado, mas focar sobre o evangelho.

Dobson considera que este é um problema com o qual os jovens não devem agonizar. Mas fale honesta e abertamente com jovens e eles vão te dizer que eles realmente querem falar sobre isso e que querem ter certeza de que masturbação é pecado e que eles podem e devem superá-lo. A culpa que sentem não é irracional, é boa, do tipo que vem por causa do pecado e destina-se a ajudar a corrigi-lo.Assim como Perkins, Dobson não se envolve em uma análise bíblica deste tema em particular. Ele conclui que a masturbação é amoral porque não há nenhuma passagem bíblica específica que permite ou condena a prática. Encontrei estas palavras em um site: “Se a masturbação é um pecado, então é um tanto estranho que a Escritura tenha deixado o crente especulando sobre seu estado moral.”No entanto, como veremos, a Bíblia não é silenciosa e não nos deixa especulando. O fato de que a Escritura não menciona explicitamente a masturbação simplesmente aponta para o fato de que ela fala tanto e tão profundamente sobre a sexualidade que não há necessidade de falar sobre masturbação (assim como a Escritura fala tão bem sobre o assassinato e o valor da vida humana que não precisa falar explicitamente sobre o aborto). O ensinamento da Bíblia sobre sexualidade prova que a masturbação é pecado tanto se for um ato acompanhado de fantasia pecaminosa quanto se for um ato puramente físico.

Fonte
Disponível em http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/
Texto original em http://www.challies.com/christian-living/sexual-detox-i-pornifying-the-marriage-bed

A Realidade do Conhecimento de Deus

Por A. Katz
O conhecimento de Deus é tudo. Se os homens continuarem durante séculos, voluntariamente ou por ignorância, a ter um conhecimento falso ou inadequado de Deus, tendo de fato rejeitado as revelações mais profundas e agudas que nos foram dadas por Ele, qual poderá ser o fim disso?

Precisamos compreender profundamente que o verdadeiro conhecimento de Deus não está a disposição do homem. Deus não é condescendente com os nossos termos. Ele não está esperando pela iniciativa e pelo pensamento do homem. Está escondido e se revela apenas em Seus próprios termos, pela Sua própria vontade, numa prontidão que Ele mesmo provê. Ele não se torna disponível em termos humanos, a não ser nos Seus termos. A menos que entendamos profundamente e apoiemos isso, a revelação de Deus não tem início.

Essa única coisa é tudo. Entender um Deus que está oculto e compreender que todas as coisas depender inteiramente d’Ele é o profundo fundamento da verdade. Não temos nada em nós para elogiar. Deus é Deus, e o homem é o homem. E, exceto pela condescendência de Deus para com o homem, os dois jamais se encontrariam. Conhecer Deus em verdade é conhecer as exigência de Deus em verdade – e isso não é conveniente para o homem.

Fonte
Katz, A. O Holocausto: onde Deus estava? São Paulo: Hagnos, 2002, pp.58, 61.

A Marcha para Jesus: Os Três Lados da Moeda

Na última marcha para Jesus, este blog deu uma visão geral das controvérsias entre os números divulgados pelos vários órgãos da imprensa. Agora, apresentaremos duas notícias que nos chamou a atenção nesta “marcha”, os dois lados da moeda; e caberá ao leitor tirar suas próprias conclusões. O leitor é o terceiro lado desta moeda, pois toda moeda tem três lados.

PM estima que 2 milhões de pessoas tenham ido à Marcha para Jesus em SP
Polícia Militar de São Paulo estimou em 2 milhões o número de pessoas que compareceram à 18ª Marcha para Jesus, que ocorreu nesta quinta-feira em São Paulo.
Apesar disso, a organização do evento manteve a estimativa de que 5 milhões de simpatizantes da Marcha tenham ido à zona norte da capital paulista. O ponto de concentração foi a praça Heróis da FEB (Força Expedicionária Brasileira), na zona norte.

O apóstolo Estevam Hernandes e a sua mulher, bispa Sônia Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, comandaram o evento, com entradas no palco para orações e discursos, intercalados com shows de diversos cantores evangélicos e bandas.
Eles fizeram todo o percurso da Marcha, desde o ponto inicial, na estação Tiradentes do metrô, até o final, na praça da FEB, em cima de um dos 14 trios elétricos que passaram pelo evento.
Estevam concendeu uma entrevista coletiva, mas se recusou a responder sobre o processo que enfrenta na Justiça por evasão de divisas e falsidade ideológica.
Os participantes da Marcha, incluindo muitos jovens, cantaram orações em ritmos como rap, rock, axé e hard core. Trinta e cinco bandas se apresentaram nesta quinta, entre elas Renascer Praise, André Valadão, Chris Duran, Leonardo Gonçalvez, Banda do PA, Soraya Moraes e Davi Sacer.

Evangélicos fazem protesto contra "igrejas capitalistas"
Com bandeiras e camisetas que diziam "Marcha pela ética evangélica brasileira. O $HOW tem que parar", cerca de 20 pessoas realizaram um protesto contra lideranças evangélicas durante a Marcha para Jesus. O alvo dos manifestantes era a teologia da prosperidade, professada por algumas das principais lideranças evangélicas do país, dentre elas a Renascer em Cristo.
"O que estamos vendo é a proclamação de um evangelho monetário. E a Bíblia não é um veículo de lucro", disse Paulo Siqueira, idealizador do protesto.

Teólogo e membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, ele afirma que a maior parte das igrejas evangélicas no Brasil virou capitalista.
"Não há lugares para os pobres dentro da igreja. A igreja se tornou um veículo de elitização. Falam de prosperidade, de troca monetária. Se você é pobre, oferte, dizime, e, enquanto isso, muitos pobres padecem no país", diz ele.

Nota/Fonte
As notas/reportagens são de Fernando Gallo, da Folha de São Paulo.
Disponíveis em http://www1.folha.uol.com.br/poder/745224-pm-estima-que-2-milhoes-de-pessoas-tenham-ido-a-marcha-para-jesus-em-sp.shtml e
http://www1.folha.uol.com.br/poder/745309-evangelicos-fazem-protesto-contra-igrejas-capitalistas.shtml

Gritos de Esperança em Terra de Mudos

Por Francikley Vito
Definitivamente, nós precisamos de heróis. Durante os meus primeiros anos de Evangelho fui terminantemente proibido de ler “livros não espirituais”; tais livros, segundo me disseram, não ajudava no meu crescimento espiritual, pelo contrário, eles atrapalhavam o processo de santificação de todo aquele que quisesse viver para Deus. Isto para mim se tornou como que um mandamento de vida, uma espécie de voto, de promessa: não podia, sobre qualquer hipótese, ler aqueles livros espúrios.

Ao entrar na Faculdade de Teologia tive uma desagradável surpresa: os professore faziam menção não apenas dos livros proibidos, mais citavam muitos outros que eu nunca havia pensado existir. Um dos meus professores chegou ao ponto de dizer que se nós quiséssemos dominar a Língua Portuguesa era aconselhável ler os livros de um tal Machado de Assis. Machado de Assis? Indaguei-me sem voz, e sem certeza do que tinha ouvido. O meu castelo de livros santos estava desmoronando (ouvi o barulho da primeira pedra ao chão!). Entrei na Faculdade de Letras, e o barulho dos pedregulhos se tornavam mais freqüentes, mais intensos e mais assustadores. O meu castelo desmoronou, foi esfacelado completamente.

Em minhas leituras, naquele momento obrigatórias, fui apresentado a grandes expoentes da Literatura mundial; foi durante esse período que me pus a ler os autores cristãos de uma “outra categoria”, e me chamou a atenção o fato deles citarem, com uma freqüência maior do que eu gostaria, autores que iam se tornando, pouco a pouco, agradáveis companhias em minha caminhada rumo a santificação. Algumas frases daqueles “descrentes” acabaram por despertar em mim um interesse por aquilo que eu chamava de beleza literária; e que depois descobrir se tratar de verdades, gélidas e ensurdecedoras verdades. Que, confesso, não queria e não pensei encontrar ali. Veja exemplos do que estou tentando dizer (leia, ouça com muito cuidado essas vozes):

George Eliot (Mary Ann Evans): "Não existe desespero tão absoluto quanto aquele que surge nos primeiros momentos de nosso primeiro grande sofrimento, quando não conhecemos ainda o que é ter sofrido e ser curado, ter se desesperado e recuperado a esperança."

William Shakespeare: “O amor só é amor, se não se dobra a obstáculos e não se curva à vicissitudes... é uma marca eterna... que sofre tempestades sem nunca se abalar.”

Madre Teresa de Calcutá: “O senhor não daria banho a um leproso nem por um milhão de dólares? Eu também não. Só por amor se pode dar banho a um leproso.”

Mahatman Gandhi: “Apedrejar profetas e, mais tarde, levantar igrejas em sua memória tem sido a prática do mundo durante eras. Hoje, adoramos Cristo, mas o Cristo encarnado nós o crucificamos.”

Dentre as pessoas aqui citadas, duas são escritores que, a priori, não tinham nenhuma ligação com a religião; e os outros dois eram de religiões consideradas outras, em relação ao cristianismo. Mas será que o que eles escreveram pode ser considerado uma afronta a fé cristã? Não é mina intenção aqui defender a fé dessas pessoas, porém, basta uma simples olhada para saber que todas as citações aqui apresentadas podem ser apoiadas em princípios bíblicos.

Mas a questão aqui não é esta. A questão é que por puro e total preconceito eu havia me recusado a ouvir as vozes de pessoas que certamente tinham muita coisa a dizer sobre o homem e, talvez, sobre fé, amor e misericórdia.

Enquanto as vozes da terra dos mudos vão se multiplicando, aqui, na terra dos que tem a palavra como seu esteio de crença, e que um dia já foram chamados de “os servos da Palavra”; estamos como “pássaros pequenos e desamparados, famintos por palavras de conforto e esperança”. E, para desespero nosso, em muitos casos (mais do que eu gostaria de contar), os únicos sons que ouvimos é de uma cantiga proverbial veterotestamentária frouxa e desprezível: “Dá, dá” (Pv 30.15). Tenho prá mim que precisamos trocar urgentemente a melodia que estamos ouvindo na “terra dos profetas”.

O Pentecostalismo e a Emancipação das Mulheres

Em entrevista concedida a Revista IHU on-line a Dra. Cecília Loreto Mariz, socióloga[1], analisa o papel da mulher dentro do pentecostalismo brasileiro. Pensamos que suas observações em muito nos ajudam a compreender a realidade do nosso “pentecostalispo pau Brasil”, se é que o posso chamar assim; passamos, então, a reproduzir aqui parte da entrevista. Diz a Dra. Mariz:

A família de fato é central nas igrejas pentecostais, especialmente quando comparamos, no Brasil, o discurso religioso sobre o papel do homem e o machismo da cultura dominante. Ao se tornar pentecostal, o homem passa a perceber que deve ter maior compromisso com sua família, mulher e filhos, do que com seus colegas de trabalho, de bar e lazer.

Em termos do discurso oficial sobre o papel masculino e feminino e a relação de gênero, as igrejas pentecostais, inclusive neopentecostais, tendem, em linhas gerais, a adotar um modelo bastante similar entre si e ao modelo tradicional patriarcal. Afirmam que homens e mulheres desempenham papéis diferentes e complementares na unidade familiar (homem/provedor e mulher/cuidadora), cabendo ao primeiro exercer a liderança dessa unidade, ou seja, ser a “cabeça da família”. No entanto, chamam atenção de que a mulher deve obedecer, antes de tudo, a Deus, e sua submissão ao homem não pode jamais levá-la a infringir a lei de Deus. Da mesma forma, o homem não deve jamais esquecer sua submissão à lei de Deus. Essa ênfase na submissão a Deus faz com que essas igrejas levem os fiéis a romper, em parte, com o machismo tradicional, relativizando o modelo patriarcal da sociedade mais ampla na medida em que cobram dos homens um compromisso com Deus, com a mulher e filhos, e dão mais autonomia e espírito crítico às mulheres. Dessa forma, o discurso oficial das igrejas pentecostais tampouco difere daqueles da Igreja Católica e protestantes históricas. As diferenças surgem na diversidade da interpretação das lideranças específicas e dos fiéis e no grau de flexibilidade e possibilidade de adaptação desse modelo à vida cotidiana. Essa variação depende menos dos discursos oficiais de cada igreja do que do contexto social onde vivem fiéis e lideranças.

No entanto, observam-se diferenças do discurso oficial entre essas igrejas quanto ao papel masculino e feminino dentro da própria comunidade eclesial. As igrejas protestantes e pentecostais tendem, em geral, a ser mais abertas do que a Igreja Católica quanto à aceitação da liderança feminina. No catolicismo, apenas homens celibatários podem ser sacerdotes. Dessa forma, a Igreja Católica rejeita não apenas a mulher como líder, mas rejeita que o sacerdote compartilhe sua vida com uma mulher e viva dentro do que seria considerado na sociedade mais ampla o mundo feminino por excelência, a família.
Nota/Fonte
[1] Cecília Loreto Mariz possui graduação em Ciências Sociais, mestrado em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco, e doutorado em Sociology of Culture and Religion pela Boston University. Atualmente, é professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ.
Disponível em http://www.ihuonline.unisinos.br/

Sexo Egocêntrico: Um Desafio à Santidade 1/4

Em minha infância, ouvia muitos boatos sobre os efeitos físicos da masturbação. Ouvi falar de casos em que pessoas perderam todo o cabelo, ou que crescia cabelo em suas mãos, outras que ficaram cegas e outras, ainda pior, que ficaram loucas por causa da prática da masturbação. Contudo, como disse James Dobson, “Se a masturbação realmente causasse [esses efeitos], toda a população masculina e metade da população feminina seria cega, fraca, estúpida e doente. Entre 95 e 98 por cento dos garotos a praticam – e pode ser que o resto esteja mentindo.” Meus pais certamente nunca me disseram essas mentiras, tampouco meus professores ou líderes de juventude na igreja. Essas histórias, no entanto, eram passadas de menino para menino no parquinho, normalmente muito antes de qualquer um de nós ter pensado seriamente sobre a sexualidade. Nem sabíamos o que isso era e nem quais eram suas terríveis consequências.

Embora esses rumores não tenham fundamento, eles continuam a ser passados de garoto para garoto, simplesmente porque masturbação é um tema que gera culpa e vergonha. Esses boatos incentivam o medo de que a pessoa seja descoberta, de que a sua vergonha seja exposta. Não há nenhuma razão física para negar a si mesmo esse prazer sexual. Como Joshua Harris escreve no livro Sexo não é problema (lascívia, sim), “a masturbação não é um hábito imundo que deixa as pessoas sujas. Ele só revela a sujeira que já está em nossos corações.” O ato físico da masturbação simplesmente aponta para um profundo problema dentro de nós. Embora este ato não seja sujo e não torne uma pessoa suja, pode, no entanto, ser ainda um grande prejuízo mental e espiritual, enquanto garotos lutam com sentimentos de culpa, remorso e vergonha por causa de seus hábitos. Para algumas pessoas, esta pode ser uma razão convincente para evitar sua prática, mas para muitos não é. Para muitos de nós, a culpa não é motivação suficiente para limitar nossos comportamentos pecaminosos.
Fonte
Texto original em http://www.challies.com/christian-living/sexual-detox-i-pornifying-the-marriage-bed.
Disponível em http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/
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