Igreja: Hospital de Deus

Por Nildo Ribeiro

Mateus 11.28-30 “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei, tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas. Pois o meu jugo é suave e meu fardo é leve”.

Há alguns dias, deparei-me em crise quanto ao meu modo de cultuar a Deus. Cheguei ao ponto de pensar: “o que é que estou vindo fazer na igreja? Poderia estar em casa sentado no sofá ou fazendo qualquer outra coisa”. Em meu modo de pensar, eu estaria melhor em casa do que na igreja, não aguentava mais a mesmice de sempre. Os mesmos pregadores, palavras semelhantes que me doía o coração. Eu disse a mim mesmo: “não dá mais, tenho que mudar meus pensamentos, minhas atitudes como cristão”. Graças a Deus minha vida mudou.

Alguns meses atrás fui a um hospital e fiquei analisando algumas coisas. Um hospital, como sabido, é um lugar onde se trata de pessoas doentes. Fiz na minha mente uma comparação com a igreja, que também é um hospital, mas, um hospital diferente, que cuida de almas enfermas. Talvez por isso o texto acima diz: encontrareis descanso para as vossas almas. Jesus não está falando de um hospital comum, Ele está atraindo-nos para si, ele diz “encontrareis”, isso diz de que quem procura. Jesus também nos diz: “vinde a mim”, é convite, ele nos chama a tomarmos seu fardo, que é leve.
Imaginei comigo: quem vem a um hospital vem porque precisa, ou porque está doente; é óbvio, ninguém vai a um hospital somente para conhecer, porque alguém disse que o atendimento é bom ou porque servem um café delicioso, ou mesmo para saber se os médicos são dignos de confiança...

As pessoas que vão a um hospital têm que se submeter a exigências e seguir aos regulamentos do mesmo. Se o médico do hospital, no qual me consultei, da o diagnóstico do meu problema, tenho que seguir as orientações se eu quiser sarar da enfermidade, ou se ele disser que tenho que me submeter a uma cirurgia, seja lá para o que quer que seja, e eu não seguir as orientações a mim impostas, por medo ou por ignorância minha, posso até morrer. Se for procurar um médico em um hospital tenho que ter confiança nele para continuar vivendo.
Na igreja não é muito diferente. Muitas vezes nós agimos da mesma forma. Como já mencionei acima, a igreja também é um hospital, só que de alma, nós chegamos à igreja com nossas enfermidades e dores na alma, nos apresentamos a Deus e expomos nossos problemas (Tg. 4:8), Deus vem a nós com o diagnóstico e nos diz o que temos que fazer para que sejamos sarados, se seguir suas orientações, e nos diz: se você quer ficar bom, você tem que fazer uma dieta (abster-se das ofertas do mundo), e tomar estes remédios (bíblia e oração), em pouco tempo você vai sarar.

Às vezes Deus nos diz que temos de fazer uma cirurgia, é ter que tirar de nós tudo aquilo que nos afasta Dele e, nós, com medo pensando que vamos sentir falta, porque já estamos acostumados, nós nos recusamos a seguir as recomendações do médico dos médicos e preferimos ficar da mesma forma.
É por isso que muitas pessoas estão na igreja há muito tempo, mas nunca experimentaram algo que Deus quer nos dar. Muitos vão à igreja para se apresentar, para rever amigos, ou para observar como as coisas estão. Essas pessoas estão cansadas e suas vidas acabam sendo monótona, sempre a mesma coisa, mas Deus não quer isso, Ele quer que encontremos descanso para nossas almas, Ele nos convida para que andemos em novidade de vida.
O Senhor nos chama, “Vinde a Mim”, é um convite, para nos despojar de toda carga, Deus quer nos aliviar. Saia da mesmice e tome o jugo de Jesus, pois é leve, aceite as recomendações do médico dos médicos, Ele quer aliviar o teu fardo, Ele quer transformar a tua vida, fazer de você um verdadeiro cristão, deixe que Deus extraia de você todo o fruto da carne (Gl. 5:19-21). Permita que Deus faça isso na tua vida e você não será mais o mesmo, se sentirá aliviado, sentira Deus na tua vida e então divulgue o trabalho do Senhor.

D. L. Moody conta uma história de dois bêbados que, a noite, caminhavam para o local onde tinham amarrado o barco. Embarcaram e começaram a remar. Remaram a noite inteira, sempre abismados porque não chegavam ao outro lado da baía. Ao surgir à manhã, é que descobriram que não tinha desamarrado o barco. É o que anda fazendo muita gente, se esforçando para entrar no reino dos céus, não conseguem ver que ainda estão amarrados no mundo. Que cortem a corda! Que se livrem do peso embaraçador das coisas mundanas, e verão com que rapidez avançam para o céu.

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