Teresa de Calcutá: Um Exemplo para Hoje

Por Franckley Vito

O centenário de Madre Teresa de Calcutá é comemorado em 26 de agosto de 2010. A freira nascida em 1910, na cidade de Skopje, na Macedônia, ficou conhecida por dedicar sua vida à caridade, cuidando de pobres e doentes. Chamade de "Santa das sarjetas", Madre Teresa foi naturalizada indiana e adotou o nome da cidade de Calcutá devido ao longo período que permaneceu na cidade. Em 19 de outubro de 2003, ela foi canonizada por João Paulo II. [1]

Este blog faz uma homenagem a uma das mulheres que viveu mais intensamente o princípio de “amor o próximo como a si mesmo”. Talvez o leitor tenha alguma espécie de pré-conceito a respeito de um blog cristã falar sobre uma pessoa que era declaradamente católica; porém, gostaria de lembrá-lo um princípio fundamental, isto é, a verdade de que bons exemplos podem ser encontrados em todos os lugares. Cabe a nós olharmos essas “ovelhas que foram antes de nós”, e tentarmos seguir o seu exemplo de humildade abnegação e amor pelo outro e por uma causa. Não é isso exatamente que está em falta em nosso meio? O exemplo de Teresa de Calcutá nos pode abrir os olhos para um principio proverbial interessantíssimo (perdoe-me pelo lugar comum): “uma vida que não vivida para servir não vale a pena ser vivida”. Ou, como dizia a própria serva de Calcutá: “Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota.”
Pensar numa vida relegada ao outro, nos deveria levar a um lugar de reflexão sobre os princípios fundamentais da vida cristã, mui principalmente o amor. Como disse Paulo: “Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanha, se não tiver amor nada serei. Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor”. Ponto. [2]

Nota
[1] dados e foto ilustrativa adquiridos em reportagem especial da Revista Veja em http://veja.abril.com.br/multimidia/galeria-fotos/centenario-de-madre-teresa-de-calcuta.
[2] I Coríntios 13. 2, 13 – NVI.

O que Interessa: Dinheiro e Saúde

Por Luiz Sayão

Quase todo o mundo conhece a famosa canção popular de final de ano. No desejo de alcançar prosperidade e recursos materiais, repete-se o refrão popularesco: “Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”.

A velha e tradicional canção traz à tona o desafio que o cristianismo tem em sua jornada histórica. A fé cristã arquiteta-se numa tensão dialética entre a contextualização e pureza doutrinária. Embora o cristianismo ajuste-se a qualquer contexto com facilidade, sua doutrina foge do sincretismo que ameaça sua identidade. Esta tensão é um desafio permanente na história da igreja e, devido ao crescimento extraordinário da fé nas últimas décadas, torna-se um desafio contemporâneo expoente.

O triunfo do capitalismo e do neoliberalismo como filosofia econômica, aliado à perspectiva pós-moderna e ao misticismo histórico do povo brasileiro, construiu um cenário que favoreceu o surgimento de uma teologia popular marcada pela prosperidade. A nova onda triunfalista abraçou a chamada teologia da prosperidade, que enfatiza que estar bem com Deus é ter “muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. Numa inversão da teologia da libertação, seus propagadores afirmam que Deus está do lado de quem tem recursos financeiros. A bênção divina não é apenas a salvação, mas também, e principalmente, riquezas terrestres.

O fato é que a Bíblia toda nos ensina que Deus permite que enfrentemos situações difíceis para o nosso próprio bem. Nem sempre riqueza é “bênção”. É verdade que um bom cristão, profissionalmente competente, tende a prosperar na vida, mas isso não quer dizer que quem está com problemas financeiros necessariamente está em pecado ou longe de Deus, e muito menos podemos acreditar no contrário, ou seja, que todos os ricos estão espiritualmente bem. O importante é saber enfrentar toda e qualquer situação, como Paulo, que aprendeu a estar contente na fartura e na dificuldade (Fp 4.12,13).

Além disso, sabemos que a obra da redenção efetuada por Cristo ainda não está plenamente concluída. Cristo, sem dúvida alguma, venceu a morte; mas qual cristão pode crer que jamais morrerá? Cristo venceu o pecado; mas todos sofremos tentações e lutamos contra a carne. De igual modo, Cristo levou nossas doenças e enfermidades, mas isso não significa que jamais adoeceremos. O pleno usufruir de todas as bênçãos da redenção só será possível depois da ressurreição, na vida eternal! Quem pretende antecipar tal realidade está equivocado. Podemos pedir que Deus nos cure e nos restaure a saúde, pois Ele é poderoso para fazê-lo, mas não podemos exigir isso!

Finalizando, gostaríamos apenas de enfatizar que nossa maior necessidade nesse contexto complexo e, por vezes, sem nexo, é “muito bom senso pro povo, e Bíblia pra estudar e entender”.


Fonte
http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=68&materia=700

Cuidado Com a Pele do Manto do Patriarca

Por Caramuru A. Francisco

A imprensa noticiou recentemente que um determinado “paipóstolo” agora recebeu “o manto de Patriarca” e, como tal, foi reconhecido por seus fiéis seguidores na sede da denominação e da rede de células que domina por este mundo afora.

Este fato é mais uma confirmação daquilo que o Senhor Jesus disse a Seus discípulos no monte das Oliveiras, por ocasião de Seu sermão escatológico, quando, antes de mais nada, disse para que os cristãos, nos últimos dias, não se deixassem enganar por “falsos cristos” (Mt.24:4,5).

Os “falsos cristos” a que o Senhor se refere não são tão somente as figuras caricatas e risíveis de pessoas que se dizem Jesus Cristo ou Sua reencarnação, como um que mora na Região Sul do Brasil, personagens que enganam algumas dezenas de incautos e igualmente caricatos seguidores.

Jesus fala-nos de pessoas que, nestes dias finais da dispensação da graça, se apresentariam como mediadores, intermediários da relação entre Deus e a Igreja, entre Deus e os homens, arrogando-se um papel que é única e exclusivamente de Jesus Cristo, que está assentado à direita de Deus, por ter sido o único a vencer o pecado e a morte, e que, por isso, tem condições de interceder pelos pecadores (Is.53:12; I Tm.2:5; Hb.8:6; 9:15; 12:24).

Dizer-se intermediário do relacionamento com Deus, ou com Cristo, é fazer-se um “falso cristo”, é assumir uma posição que é exclusiva d’Aquele que nunca pecou e morreu por nós.

Ao chamar-se “patriarca” e, portanto, assumir a postura de alguém através de quem vem a bênção ou, como afirma o aludido líder religioso, a unção da parte de Deus, estamos diante de um falso cristo, que se substitui indevidamente a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Muitos têm assim agido, escondendo-se em falsos ensinos como da “nova unção” ou da “paternidade espiritual”, que nada mais são do que a criação de uma “burocracia espiritual”, de “atravessadores” que se interpõem entre Cristo e a Sua Igreja, o que é totalmente antibíblico e deve ser repudiado por todos quantos desfrutam da comunhão com o Senhor.

Ao contrário do que ensina esta inovação do “patriarcado” surgida na altura da linha do Equador, as Escrituras mostram-nos que os patriarcas foram homens escolhidos por Deus para formar a nação de Israel, diante da rejeição a Deus proveniente da comunidade pós-diluviana, que alcançou seu apogeu no juízo de Babel.

Como toda sociedade se inicia pela família, sua célula vital, era natural que o Senhor, na formação de um povo, começasse por uma família, que, ao longo do tempo, se tornaria um clã, uma tribo e, posteriormente, um conjunto de tribos que, por fim, dariam nascimento a uma nova nação.

A começar de Abrão (Gn.12:1-3), todos os patriarcas tinham consciência de que eram instrumentos divinos para a construção de uma nação na qual adviria a posteridade, única como faz questão de ressaltar o apóstolo Paulo (Gl.3:16), na qual, e exclusivamente nela, se fariam benditas todas as famílias da terra (Gn.12:3).

Não é por outro motivo que o Evangelho segundo Mateus se inicia com a afirmação de que Jesus era filho de Abraão (Mt.1:1), precisamente para indicar que era a posteridade aguardada ansiosamente pela nação israelita.

Quando alguém diz ter recebido “o manto de Patriarca da parte de Deus”, está a fazer de Deus um mentiroso (I Jo.5:10), pois está a negar a Jesus Cristo a qualidade de único Mediador entre Deus e os homens, o próprio testemunho dado pelo Senhor Jesus. Afinal de contas, desde o início do ministério terreno, o Pai fez questão de ressaltar a exclusividade do Filho como interlocutor entre Deus e a humanidade (Mt.3:17; 17:5; Mc.1:11; 9:7; Lc.3:22; 9:35; Jô.12:28-30; II Pe.1:17).

Os patriarcas aguardavam a promessa da posteridade e o primeiro deles, Abraão, exultou por ver o dia de Cristo (Jo.8:56). Triste é vermos “patriarcas hodiernos” que se alegram em ver o seu próprio dia, que exultam na sua sede de poder, sendo piores que os cegos (Jo.9:40,41), porque, em sua incredulidade, não conseguem ver a luz do evangelho da glória de Cristo (II Co.4:4), contentando-se, tão somente, com a glória dos homens (Jo.12:43).

Tais patriarcas, voltados para os seus mantos, não podemos nos enganar. Fujamos deles, pois temos já a posteridade, que nos traz bênção e não maldição (Gl.3:26-29), que nos concede a vida eterna e que nos levará daqui para as mansões celestiais muito breve (Jo.14:1-3).

Aos “patriarcas hodiernos”, enganadores e que têm prazer nos deleites cotidianos e nos seus enganos (II Pe.2:13), resta-nos, apenas, sugerir que, já que são “patriarcas”, aproveitem o título de “Patriarca do Ocidente” de que o atual Papa abdicou ao subir ao comando da Igreja Romana em 2005, pois o título está vago e disponível ao primeiro aventureiro que o queira tomar.

A propósito, também estão vagos os títulos papais de “líder do Reino Glorioso”, rejeitado desde João XXIII e de “Sua Santidade Nosso Senhor”, rejeitado desde Paulo VI. Como se vê, há ainda múltiplas alternativas para as excrescências dos falsos cristos de nossos dias.

Nós, porém, prosseguiremos servindo única e exclusivamente ao Senhor Jesus, a posteridade de Abraão, que conosco adentrará os portais eternos (Sl.24:9,10). Para isto, precisamos vigiar, pois o Senhor está muito próximo, como estão a indicar fatos como este.

Super-heróis de Hoje têm Influência Negativa em Meninos

Segundo a pesquisa, apresentada em um encontro da Associação Americana de Psicologia, esses super-heróis promovem um estereótipo violento e de "machão".Eles seriam diferentes dos de antigamente, pois não apresentariam um lado mais vulnerável e humano. O estudo afirma que a única figura masculina alternativa de super-herói da atualidade é a do "preguiçoso", que evita assumir responsabilidades.

Super-homem e Homem de Ferro
A pesquisadora Sharon Lamb, da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, fez um estudo com 674 meninos de quatro a 18 anos de idade para descobrir o que eles veem na TV e no cinema. Com sua equipe, ela analisou o impacto que os principais modelos de comportamento masculinos têm nos garotos."Há uma grande diferença entre os super-heróis de hoje e os heróis de gibis do passado", afirma Lamb. A pesquisadora diz que, nos personagens do passado, os meninos podiam perceber que – sem roupa de super-herói – eles eram "pessoas normais com problemas normais e muitas fraquezas". Seria o caso do Super-Homem e o Lanterna Verde, que têm identidades secretas, com carreiras e que, segundo a pesquisadora, foram criados como reação ao fascismo e para lutar por justiça social. "O super-herói de hoje é como um herói de ação que pratica violência sem parar. Ele é agressivo, sarcástico e raramente fala sobre as virtudes de se fazer o bem para a humanidade”, disse Lamb, segundo artigo no jornal britânico The Guardian. “Esses homens, como é o caso do Homem de Ferro, exploram as mulheres, exibem joias e demonstram sua masculinidade com armas poderosas", afirmou, se referindo a um herói que foi sucesso de bilheteria com um filme neste ano. Apesar de ter surgido nos quadrinhos em 1963, o Homem de Ferro interpretado por Robert Downey Jr. no cinema corresponderia ao perfil descrito pela cientista.

Preguiçoso
A alternativa a esse super-herói agressivo da atualidade seria o preguiçoso."Preguiçosos são engraçados, mas preguiçosos não são o que os meninos deveriam querer ser. Eles não gostam da escola e evitam responsabilidades", afirma Lamb. Um outro estudo, da Universidade do Arizona, também apresentado na conferência, afirma que a capacidade dos meninos de evitarem estereótipos masculinos diminui quando eles entram na adolescência. Segundo o professor Carlos Santos, que fez a pesquisa com 426 meninos, "ajudar os meninos a resistir a esse tipo de comportamento o mais cedo possível parece ser um passo vital para se melhorar a saúde e qualidade das suas relações sociais".

Fonte
http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2010/08/100816_superherois_macho_dg.shtml

Um Antigo Sermão, Uma Grande Mensagem (2)

Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por sua língua ou costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, graças ao talento e a especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, algum ensinamento humano. Pelo contrário, vivendo em casa gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como estrangeiros.Toda pátria estrangeira é pátria deles, a cada pátria é estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põe a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem as leis estabelecidas, as com sua vida ultrapassam as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos e, deste modo, lhes é dada a vida; são pobres e enriquecem a muitos; carecem de tudo e tem abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida. Pelos judeus são combatidos como estrangeiros, pelos gregos são perseguidos, a aqueles que os odeiam não saberiam dizer o motivo do ódio.

Atendendo e ouvindo com cuidado, conhecereis que coisas Deus prepara para os que o amam com lealdade. Transformam-se em paraíso de delícias, produzindo em si mesmos uma arvora fértil e frondosa, ornados com toda a variedade de frutos. Com efeito, neste lugar foi plantada a árvore da ciência e a arvora da vida; não é a arvora da ciência que mata, e sim a desobediência. Não é sem sentido que está escrito: No princípio Deus plantou a arvora da ciência da vida no meio do paraíso, indicando assim a vida por meio da ciência. Contudo, por não tê-la usado de maneira pura, os primeiros homens ficaram nus por causa da sedução da serpente. De fato, não há vida sem ciência, nem ciência segura sem verdadeira vida, e por isso as duas árvores foram plantadas uma perto da outra. Compreendendo essa força e lastimando a ciência que se exercita sobre a vida sem a norma da verdade, o Apóstolo diz: “A ciência incha; o amor, porém, edifica.” De fato, quem pensa que sabe alguma coisa sem a verdadeira ciência, testemunhada pela vida, não sabe nada: é enganado pala serpente, não tendo amado a vida. Aquele, porém, que sabe com temor e procura a vida, planta na esperança, esperando o fruto. Que a ciência seja coração para ti; a vida seja o Verbo verdadeiramente compreendido. Levando a arvora dele e produzindo fruto, sempre colherás o que é agradável diante de Deus, o que a serpente não toca, nem se mistura em engano; nem Eva é corrompida, mas reconhecida como virgem. A salvação é mostrada, os apóstolos são compreendidos, a Páscoa do Senhor se adianta, os círios se reúnem, harmoniza-se com o mundo e, instruindo os santos, o Verbo se alegra, pelo qual o Pai é glorificado. A ele, a glória pelos séculos. Amém.


Nota/Fonte
Epístola a Diogneto - Sobre este documento, infelizmente, não se sabe muita coisa. Elementos importantes que ajudam a determinar e caracterizar uma obra, tais como autor, data e local de composição, bem como o destinatário, ficam na sombra. De qualquer maneira trata-se de um documento de primeira grandeza sobre a vida cristã primitiva que merece ser colocado entre as obras mais brilhantes da literatura cristã. De acordo com os últimos estudos o destinatário mais provável seria o imperador Adriano, que exercia a função de arconte em Atenas desde 112 d.C.
Texto completo em http://www.prazerdapalavra.com.br/index.php

O Ateísmo e Eu

Por Francikley Vito
Por algum tempo, tenho lido algumas reportagens e artigos que, de certa forma, me assustam; não por causa do tema abordado – o ateísmo – mais por razões um pouco menos religiosas, digamos assim. O grande problema é que ao pensarmos em ateísmo sempre jogamos a responsabilidade para o outro, e nunca consideramos a nossa própria responsabilidade como servos de Deus. O chamado “silêncio dos bons”.

O assunto ateísmo ganhou vulto nacional quando, no último dia 27 de julho, o apresentador José Luís Datena, da TV Bandeirantes, resolveu fazer em seu programa uma enquete em que pedia que as pessoas entrassem em contato com a emissora para dizer se criam ou não em Deus. Por mais que pareça estranho, os “nãos” chegaram a números consideráveis. O que causou grande indignação no apresentador, e repercussão na mídia em geral.

Dias antes (21/07), os internautas foram sacudidos pelas declarações do humorista Chico Anysio, que, por ocasião da morte trágica do filho da atriz Cissa Guimarães, publica em seu blog o texto “Deus? Que Deus?” em que não só duvida da existência de Deus, mas deixa “a disposição toda sua parte de Deus”; assumindo assim seu ateísmo. O humorista vocifera:

“Para onde Deus estava olhando quando isto aconteceu? Para onde ele olha enquanto negras magérrimas juntam areia a um pouco de água suja e dão para seus filhos na esperança de o salvar? Não é Ele que tudo sabe e que tudo vê? E como não vê o eterno inferno em que vivem judeus e palestinos por causa de dois palmos de terra? Deus é onipresente? E quando o Bruno matou ou mandou matar a mulher que lhe dera um filho e dele desejava o dinheiro suficiente para a criança sobrevier? Deus é onisciente? Então ele sabia que o Rafael teria que morrer naquele dia, naquela hora e daquele modo. Sendo assim, meus amigos eu deixo à disposição de todos a minha parte de Deus porque se Ele tem e é tantos “onis” e o mundo está como está [...]”. [1]

Depois de receber mais de cem comentários, dentre eles muitos “crentes”, Chico Anysio resolve responder hasteando uma “Bandeira Branca” naquilo que mais parecia uma guerra de palavras, ofensas e pretensos argumentos a favor, e contra (!), a existência de Deus.

Em artigo publicado no site da Folha (05/08), para comentar as palavras do apresentador Datena, o articulista Hélio Schwartsman traz dinovo o assunto à cena. Segundo ele “é bastante razoável supor que, devido ao preconceito, muitos ateus ‘se escondam’ na categoria ‘sem religião’ ou dos que se recusam a revelar sua crença”.[2] Se assim for, o número de ateus em nossa país seria muito maior do que os 7,4% (cerca de 12,5 milhões) da população, segundo o IBGE. Isso contando os “sem-religião”.

O Ateismo está crescendo no Brasil, algo que outrora era velado, agora se torna público e razão de orgulho. Ser ateu agora não é mais motivo para esconder-se, mas para mostrar-se.

Pensar nessas coisas me traz algum desconforto como Igreja. Afinal de contas, não cabe a nós a função de pregar o evangélho como o “poder de Deus para Salvação”? Será que não cabe a nós a responsabilidade de mostrar Cristo ao mundo por meio de nossas palavras; e, principalmente, por meio de nossas ações? Aqui uma pergunta desconsertante: será que o nosso testemunho está a altura de sermos chamado “corpo de Cristo”? Ou seja, representantes visíveis do Cristo invisível? Será que a igreja não está salgando pouco um mundo sem conhecimento da Verdade? Será que estamos sendo reconhecidos por nossa marca maior, o amor? Será que as nossas açoes não estão impedindo que as nossas palavras sejam ouvidas? Será que vamos ficar inertes frente a tudo isso?

O aumento do ateismo no nosso país traz a tona duas questões principais. A primeira é se estamos pregando o genuíno Evangelho, as boas notícias; e a segunda é se estamos buscando em primeiro lugar o reino de Deus. Penso que a maioria de nós, se quisermos responder honestamente as duas questões, teremos que dizer não. Exemplo disso é anossa dificuldade em falar do Evangelho a outros. Por que Cristo morreu? O que é graça? O que é Salvação (ou condenação) eterna? Isso decorre, me parece, da nossa falta de conhecimento bíblico. Não saber falar de nossa fé, é, na maioria dos casos, não saber em que cremos.
Quanto a segunda questão, uma só colocação nos basta. Se não oramos como os outros não oram, se não lemos as Escrituras como os outros não leem, se criamos os nossos filhos como os outro criam e se lidamos com o dinheiro como os outros lidam. Que reino buscamos? Que exemplo teremos para oferecer aos que não creem em Deus?

Deus se mostra ao mundo através de nós, sua Igreja. Se as pessoas que não creem em Deus estão aumentando, duas coisas podem está acontecendo: Ou a luz irradiada pela igreja está sendo desprezada; ou a luz que deveria ser irradiada pela Igreja está tão escondida que não está podendo ser vista pelo mundo. Qual a responsta? Nós precisamos de heróis.

Nota
[1] Chico Anisyo em http://bloglog.globo.com/chicoanysio/
[2] Hélio Schwartsman em http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/777922-os-ateus-e-o-mal.shtml

Charles Swindoll Aconselha Novos Pastores

Ao apresentar o evangelho às pessoas, você as está apresentando algo no qual possam acreditar. Para isso, é necessária toda uma preparação. Você não chega, entrega a mensagem de maneira fria e se despede. É necessário despertar um desejo no povo. Por exemplo, quando Jesus falou sobre o semeador, ele não apresentou nenhuma fórmula. Ao invés disso, ele se utilizou de uma realidade conhecida das pessoas – o semeador saindo a semear – e talvez tenha até apontado para um semeador que fazia seu trabalho, enquanto contava a estória. Ao expor uma mensagem às pessoas, preciso fazer de tal forma que revele a elas as necessidades dos seu dia a dia; sua história. Algumas das coisas mais importantes a se pregar podem ser vestidas com roupagens históricas. É evidente que o objetivo é o de sempre pregar a Cristo, sua graça, amor, misericórdia, compaixão, discernimento e sabedoria. Acho que soa um pouco estranho criar uma estória só para encaixá-la na mensagem do evangelho. Nem todo texto carrega a mensagem do evangelho.

Gostaria que eles dissessem, ‘quero levar a sério minha tarefa de pregar a Bíblia. Não vou ficar enrolando o povo, fazendo da entrega da mensagem uma mera oportunidade de entretenimento. Quero apresentar a elas a Palavra, fazer com que tenham interesse por sua mensagem. Quero caminhar pelos livros da Bíblia, apresentando o que é importante, e fazendo disso minha grande tarefa. Quero ser conhecido, em vinte anos, como um expositor. Quero ser capaz de pegar as Escrituras e mostrar às pessoas como elas são relevantes. Quero começar a expor Romanos 1.1, e quando chegar ao final do capítulo 16, quero que as pessoas pensem, ‘como eu pude passar metade da minha vida sem conhecer essa mensagem?
Se eu, em algum momento, tivesse escrito um livro sobre pregação, ele conteria três palavras: pregue a Palavra. Livre-se de todas as coisas que lhe prendem e impedem de expor o evangelho com pureza; pregue a Palavra. 2 Timóteo 4.2 diz ‘pregue a Palavra a tempo e fora de tempo’.
Um de meus mentores, Ray Stedmen, costumava dizer, ‘nunca tire o dedo do texto, a despeito de você estar expondo-o ou aplicando-o. Faça com que os olhos das pessoas estejam fixos nele, e fale acerca de Jesus’. É simples assim.


Fonte/Imagem
http://cristianismohoje.com.br/ch/prega-a-palavra/

De Olho no Voto: O Cristão e o Voto Nulo

Por Caramuru A. Francisco

Muito se discute, na atualidade, sobre a viabilidade de o servo de Cristo Jesus, diante do estado generalizado de corrupção que existe na política, não votar nas eleições, como uma demonstração não só de protesto ao sistema político do país, mas, também, como uma forma de se portar como “cidadão dos céus”, não se envolvendo com “as coisas desta vida”.

Não é de hoje que se tem, entre os que cristãos se dizem ser, uma postura de aversão à política, um discurso que nada mais é que levar ao campo da política, que é a face da vida em sociedade vinculada ao poder e às decisões, da tese da saída do mundo secular para que se tenha uma real santificação.

Este discurso é enganoso e sem respaldo bíblico, pois santificação é um processo contínuo de separação do pecado, não dos pecadores. Jesus ensina-nos que não somos do mundo, mas que, nem por isso, deixamos de estar no mundo (Jo.17:11,14-16) mundo estamos precisamente para melhorá-lo, para levá-lo a conhecer a salvação em Cristo (Mc.16:15; Mt.28:18-20), já que somos “sal da terra” e “luz do mundo” (Mt.5:13-16).

Logo se vê, portanto, que não faz parte da vida cristã querida pelo Senhor Jesus que o cristão, por causa de sua fé, ausente-se da participação política, dos processos de tomada de decisões, mas, bem ao contrário, que, como servos de Cristo, devemos tudo fazer para influenciar as pessoas a tomarem decisões e exercerem o poder de mando na sociedade de forma agradável a Deus, em obediência à Sua Palavra.

Ora, num Estado Democrático de Direito, como é o Brasil, em que o povo exerce o poder, precipuamente, a partir de representantes eleitos periodicamente, tem-se que é fundamental que o servo de Jesus, por ocasião das eleições, participe ativamente da escolha dos representantes do povo, influenciando a sociedade nas escolhas a serem feitas, como também participando desta escolha, o que somente se faz, diante da legislação vigente em nosso país, através do voto em algum dos candidatos registrados pelos partidos políticos.

Em nossa ordem jurídica, os votos nulos, os votos em branco e a ausência na votação não produzem efeito algum no resultado do pleito. Os eleitos são conhecidos a partir do total de votos dados aos candidatos registrados. Assim, quem anula seu voto, vota em branco ou não comparece à urna simplesmente se aliena de todo o processo de escolha dos governantes, não influenciando coisa alguma no resultado final.

Trata-se, pois, de uma atitude de separação da sociedade, de retirada da sociedade, ainda que só no instante do voto, o que se constitui, como vimos, em comportamento absolutamente contrário ao que se espera de alguém que se diga “sal da terra” e “luz do mundo”.

Dirão alguns que se estaria diante de um “legítimo protesto” contra “tudo isto que está aí”, mas, na verdade, o que se tem é o consentimento com “tudo isto que está aí”, pois a atitude de retirada da sociedade no momento da decisão é simplesmente permitir que os inimigos da Palavra de Deus tomem suas posições, sabendo que os seguidores do Evangelho simplesmente se negam a tomar posição. É deixar o campo completamente livre para todos quantos são contrários às Escrituras.

É isto uma atitude correta do ponto-de-vista espiritual? Efetivamente que não, pois a Bíblia manda à Igreja lutar contra as hostes espirituais da maldade (Ef.6:11,12), resistir ao diabo (Tg.4:3), não se omitir, pois a omissão é uma forma de consentimento e o consentimento deliberado com o triunfo do pecado nada mais é que pecado (Rm.1:32; Tg.4:17).

Sabemos que a salvação do homem não está na política, e, sim, em Cristo Jesus, mas não podemos, nos momentos em que formos chamados a promover a escolha dos governantes, mostrar aos candidatos que tanto faz como tanto fez seguir ou não a vontade de Deus, já que os servos do Senhor se omitem e, desta maneira, nada representam no universo eleitoral em termos de definição dos eleitos.

Os políticos são movidos a voto e, por isso, tenderão a tomar esta ou aquela decisão conforme a avaliação do que lhes poderá acontecer em eleições e, se os servos de Deus sempre forem relevantes na determinação do universo eleitoral, que é o dos votos nos candidatos registrados, será sempre um fator a ser considerado nas políticas a serem desenvolvidas a conformidade, ou não, com a sã doutrina.

O “candidato menos pior” não é o ideal, mas o fato de se tomarem decisões que não contrariam o cerne da sã doutrina exatamente porque se sabe que, sem esta postura, se perdem eleições, é um fator decisivo para retardar o apodrecimento célere de uma sociedade sem Deus e sem salvação, até porque a Igreja é o “sal da terra”, que impedirá o total apodrecimento da sociedade enquanto estiver no meio dela ativamente.

Sem dúvida que devemos orar a Deus em prol das autoridades constituídas, pois este é nosso dever (I Tm.I Tm.2:1-3), mas não basta apenas interceder, mas, nos momentos em que formos convocados a escolher dentre os candidatos aqueles que devem nos governar, devemos também fazê-lo de modo relevante, a fim de que sejamos, como Abraão, uma bênção para todos os nossos concidadãos e compatriotas.

Anular o voto é tomar uma atitude de alheamento da vida em sociedade, o que contraria a Bíblia Sagrada, e, portanto, cometer pecado, pois estaremos a desprezar o outro e a permitir, deliberadamente, que o inimigo tenha ainda mais campo para agir no lugar onde Deus nos pôs nesta terra para servi-lo (Pv.14:21).


Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco é Bacharel em Direito e Filosofia pela Universidade de São Paulo – USP, onde também fez o seu Doutorado em Direito. Evangelista da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede e colaborador do Portal Escola Dominical.
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