De Olho no Voto: Só é Precisa de Um Documento para Votar

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira, por 8 votos a 2, que o eleitor só precisa levar um documento oficial com foto na hora da votação. A maioria dos ministros acatou ação do PT contrária à obrigatoriedade de dois documentos. A preocupação do partido era com um grande número de abstenção na hora da votação, levando-se em conta que muitas pessoas não encontram o título eleitoral no dia das eleições.

A relatora do caso, ministra Ellen Gracie, encontrou uma solução para não declarar a norma inconstitucional, mas permitir que o eleitor vote apenas com um documento com foto, como identidade, carteira de motorista ou passaporte, por exemplo. Ela firmou que os dois documentos são obrigatórios, mas o eleitor só pode ser proibido de votar se não tiver consigo um documento com foto.

Para o presidente do STF, Cezar Peluso, a decisão é uma verdadeira "abolição do título eleitoral". "O título não é lembrete de local de votação", afirmou o ministro. Ele também disse que a exigência dos documentos "aprimora a consciência cívica". O julgamento sobre a necessidade de portar dois documentos na hora da votação foi interrompido na sessão de ontem por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes., mas retomado nesta quinta-feira.
Em seu voto, Mendes votou contra a mudança, ou seja, pela obrigatoriedade de levar os dois documentos. Foi seguido apenas por Peluso.

O Supremo julgoiu ação direita de inconstitucionalidade proposta pelo PT contra legislação que obriga a apresentação de dois documentos --o título de eleitor e outro com foto-- na hora de votar. Já a ministra Ellen Gracie foi seguida pelos colegas Marco Aurélio Mello, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Celso de Mello. A avaliação é que o documento com foto já é suficiente para comprovar a veracidade daquele que irá proferir seu voto, já que no local de votação e na própria urna já estão presentes as informações o eleitor.

Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/poder/807286-eleitor-so-precisa-de-um-documento-oficial-com-foto-decide-stf.shtml

Profetas Anteriores, ou Não Escritores 5/5

Por Caramuru A. Francisco



V – PROFETAS ORAIS POSTERIORES A ELISEU

Jeú destruiu o culto organizado de Baal e Asera que havia sido instituído por Jezabel e, assim, Israel se livrou do risco de se tornar uma “nação de Baal”, embora, lamentavelmente, não se livrasse do “pecado de Jeroboão”, que foi mantido por Jeú, motivo por que o Senhor disse a Jeú (muito provavelmente por meio de um profeta) que a sua dinastia duraria somente até a quarta geração (II Rs.10:30).

Deve-se, também, observar que Eliseu, já doente da doença de que iria morrer (numa prova bíblica de que pessoas fiéis a Deus não são imunes à doença como defende a falsa teologia da confissão positiva), ainda profetizouao rei Jeoás, filho de Jeú, dizendo-lhe que, por três vezes, venceria o rei da Síria, mas não o destruiria por falta de fé (II Rs.13:14-19).

Em Judá, após a dura repreensão que Jeú, filho de Hanani (não confundir com o rei Jeú) havia dado a Josafá, como já dissemos, um escrito do profeta Elias chega a conhecimento de Jeorão, que sucedera a Josafá, dando-lhe notícia de seu trágico fim. Judá também sofreria com o culto a Baal e Asera trazidos por Jezabel, pois Josafá havia se casado com Atalia, filha de Acabe, que, inclusive, subiria ao trono, depois das mortes de seus dois filhos, Jeorão e Acazias (II Rs.11:1-3).

O sumo sacerdote Jeoiada foi usado por Deus para restaurar o culto ao Senhor e para exterminar a casa de Acabe e o culto a Baal em Judá, tendo entronizado a Joás, o único filho de Josafá que havia sobrevivido à matança efetuada por Atalia. Durante os dias de Jeoiada, Joás serviu ao Senhor e, por isso, profetas não se levantaram. No entanto, após a morte do sumo sacerdote, Joás se desviou e Deus começou a levantar profetas para exortar o rei e o povo (II Cr.24:19), em especial a Zacarias, filho de Jeoiada, que, por ter profetizado contra o rei, foi morto no pátio da casa do Senhor (II Cr.24:20-22), sendo o o último relato de uma morte por causa do nome do Senhor no Antigo Testamento, na ordem estabelecida no cânon judaico, motivo por que é ele mencionado como o rastro final da “linha de sangue de martírio” mencionada por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (Mt.23:35).

Nota-se, pois, uma acelerada apostasia por parte tanto de Israel quanto de Judá, o que tornou necessária a redução a escrito das mensagens proféticas, para que fossem conhecidas das gerações vindouras, diante do estado de calamidade espiritual que se começava a viver e que levaria, primeiro o reino de Israel e, depois, o reino de Judá, à perda da Terra e, no caso do reino de Israel, à própria destruição como nação.

Assim, já no reinado de Jeroboão II, o terceiro rei da casa de Jeú, vemos a atuação de “profetas literários”, a começar por Jonas, filho de outro profeta, Amitai, que havia profetizado, em profecia que não foi reduzida a escrito (prova de que estamos diante de um período de transição), a respeito do restabelecimento das fronteiras de Israel por parte desse rei (II Rs.14:25). Jonas teria iniciado seu ministério assim que Eliseu encerrou o seu e a tradição judaica entende que Jonas seja o filho da viúva de Zarefate que Elias teria ressuscitado.

Depois de Jeroboão II, a situação espiritual piora sobremaneira. A casa de Jeú é substituída por uma sequência de reis que não são constituídos pela vontade do Senhor (Os.8:4), grassando também a injustiça e a corrupção, tudo relatado pelos “profetas literários” que são levantados nesse tempo: Jonas, Oseias, Joel, Amós, Miqueias, Naum e Obadias.

Em Judá, um profeta se levantou nos dias do rei Amazias, filho de Joás, que o exortou a não lutar juntamente com o exército de Israel, diante da rejeição divina às dez tribos, tendo o rei atendido a esta exortação e sido bem sucedido por conta disto (II Cr.25:7-13).

Entretanto, Amazias também se desviou dos caminhos do Senhor, tendo, então, sido morto e substituído por seu filho Uzias. A partir de Uzias, também Judá passa a ter “profetas literários”, como Isaías, que era da corte de Uzias, provavelmente seu parente e Miqueias. Nesse tempo, o reino de Israel é destruído e passamos a ter profetas apenas no reino de Judá.

Em Judá, durante o período dos “profetas literários” (aos dois já mencionados acresça-se Jeremias, Habacuque e Sofonias), existiram também “profetas orais”, como a profetisa Hulda, que teve o auge de seu ministério no reinado de Josias (II Cr.34:22-28), que profetizou o cativeiro da Babilônia e a morte de Josias antes que isso acontecesse e os profetas Jigdalias e Urias, ambos mencionados como contemporâneos de Jeremias (Jr.35:4 e 26:20,21 respectivamente).

A coexistência entre “profetas literários” e “profetas orais” pode ser explicada pelo fato de que Deus tinha muito interesse em que o povo se arrependesse de seus pecados (Jr.25:4-7), sendo certo que, em virtude da situação de apostasia vivida pelo povo judaíta, havia uma proliferação de falsos profetas nos dias finais do reino de Judá.

Com o cativeiro, porém, não há notícia de que tenha havido “profetas orais” no meio do povo. Os profetas no cativeiro e após ele são todos “profetas literários” (Daniel, Ezequiel, Ageu, Zacarias e Malaquias). Somente com João Batista, após o “silêncio profético”, teríamos, novamente, um “profeta oral”, aquele que, aliás, seria o maior de todos os profetas do Antigo Pacto.- Lembremos, por fim, que o próprio Senhor Jesus foi um “profeta oral”, vez que nada escreveu.

Uma Única Razão Para Não Votar em Dilma: A Verdade 3/3

Por GIBEA

Continuemos a analisar a cartilha da campanha da sra. Dilma Roussef com a qual pretende convencer os evangélicos a votar nela para Presidente da República Federativa do Brasil. Até o momento, já analisamos oito motivos e nenhum deles nos permitiu ter outra conclusão senão a de que não podemos votar em Dilma como servos do Senhor.

Prossigamos a análise da cartilha, cujos dizeres transcrevemos literalmente...


Jürgen Moltmann Fala de Genes e Livre Arbítrio

Determinismo ou livre arbítrio? Esse antigo debate volta hoje à atualidade na pesquisa genética e na pesquisa sobre os neurônios. Somos gerados pelos nossos genes? Os genes existem na sua peculiaridade antes que a nossa consciência surja? Pilotam o nosso eu nos seus comportamentos? Determinam assim o curso das nossas vida e explicam por que nos tornamos como somos?

O conhecido jornalista norte-americano David Brooks escreveu em 2007 (Herald Tribune): "A partir do conteúdo dos nossos genes, da natureza dos nossos neurônios e da lição da biologia evolucionista, tornou-se claro que a natureza é constituída por competições e conflitos de interesses. A humanidade não surgiu antes das lutas pela sua própria afirmação. As lutas pela afirmação estão profundamente radicadas nas relações humanas".

Disso, ele tirava como consequência a natural disposição à competitividade do capitalismo e uma "visão do mundo trágica": "Assim como a natureza humana está predisposta tão agressivamente à luta pelo poder, precisamos de um Estado forte, de uma educação dura e de uma visão do mundo trágica". Trata-se do resultado de uma busca ou do interesse de uma ideologia? Eu acredito que se trate de pura ideologia naturalista, porque se fundamenta na redução do imprevisível sistema "homem" aos seus genes e neurônios previsíveis.Assim, surge a fatal impressão de viver em um mundo fechado na sua causalidade, como se a nossa liberdade, que também percebemos no "tormento das escolhas", fosse uma ilusão. Se fosse assim, qualquer criminoso diante de um tribunal deveria apelar à incapacidade de entender e de querer, para depois ser absolvido enquanto não imputável.

A imagem da competitividade do gene egoísta, delineada por Richard Dawkins em 1978, é influenciada pelo darwinismo social. Os genes, de fato, são mais flexíveis do que os corpos sólidos, "ativam-se e desativam-se" e reagem aos influxos ambientais. As nossas experiências e as nossas relações com as outras pessoas, nas quais fazemos a experiência de acolhida ou de rejeição, influenciam também o funcionamento dos nossos genes. O médico alemão Joachim Bauer, que se ocupa da psicossomática, afirma, assim: "Os genes não pilotam apenas, são também pilotados" (Princípio Humanidade, 2006). Nas pesquisas sobre a inteligência, também são consideradas hoje mais as condições de vida do que as predisposições genéticas.Chego ao resultado segundo o qual o determinismo genético e neurológico não é capaz de abolir a nossa liberdade, a nossa responsabilidade, nem a nossa imputabilidade. Pode-se aprovar ou rejeitar isso, mas as ideologias não explicam só os resultados de algumas pesquisas, sempre representam também os interesses de uma parte. Quem hoje tem interesse em abolir a nossa liberdade e de tornar os homens manipuláveis?

Fonte
http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=36255

Os Profetas Anteriores, ou Não Escritores 4/5

Por Caramuru A. Francisco


IV – ELIAS, ELISEU E OUTROS PROFETAS A ELES CONTEMPORÂNEOS

Este mal-estar entre reis e profetas fez com que passassem a surgir “falsos profetas”, profetas “fabricados” pelos próprios reis e sacerdotes, a fim de trazerem mensagem aduladoras aos monarcas e de levar o povo a seguir os governantes por conta destas “profetadas”. A casa de Onri, a terceira dinastia real de Israel (I Rs.17:21,22), permitiu a proliferação desta gente, que andava “pari passu” com os profetas de Baal e de Asera, que haviam sido trazidos por Jezabel, mulher de Acabe, filho de Onri e segundo rei daquela dinastia (I Rs.16:29-31).

Nesta situação de grande calamidade espiritual, Deus levantou um grande profeta, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade (I Rs.17:1), que surge do “nada”, sem qualquer procedência conhecida, mas que veio ser o “perturbador de Israel”, a voz de Deus para denunciar e exigir do povo uma postura diante da apostasia e da idolatria reinantes no governo de Acabe e de Jezabel.

Elias notabiliza-se pela ação do poder de Deus em seu ministério. Embora não fosse o profeta “como Moisés”, já que Deus lhe falava por meios indiretos, Elias surge como um profeta de sinais e prodígios, o que não ocorria desde os dias de Josué.

Surgido do “nada”, Elias afronta toda a estrutura idolátrica instituída por Acabe e por Jezabel, iniciando seu ministério com o anúncio de que não haveria mais chuva sobre a terra de Israel ( I Rs.17:1), a mostrar que seu ministério era voltado a desafiar e afrontar o culto a Baal, tido como o deus da fertilidade e, como tal, o controlador das colheitas e, por conseguinte, o responsável pela concessão de chuvas. Não é desarrazoado, porém, entender que Elias pertenceu a alguma “escola de profetas”, diante do seu relacionamento com elas (II Rs.2:2, 4)

Durante três anos e seis meses (Tg.5:17), não choveu sobre Israel, conforme havia dito o profeta, tendo voltado a chover só depois de o mesmo profeta ter pedido a Deus que chovesse, o que se deu somente após o desafio lançado por ele contra os profetas de Baal e Asera, que ele próprio matou ao fio da espada, depois de Deus ter respondido com fogo do céu à sua oração no monte Carmelo.

Elias realizou sete milagres, a saber:
a) três anos e seis meses de seca por causa de sua palavra (I Rs.17:1)
b) multiplicação do azeite e da farinha na panela da viúva de Zarefate (I Rs.17:18-16)
c) ressurreição do filho da viúva de Zarefate (I Rs.17:17-24)
d) descida de fogo do céu em resposta à sua oração (I Rs.18:30-40)
e) chuva depois de três anos e seis meses de seca por causa de sua oração (I Rs.18:41-45)
f) descida de fogo do céu para matar os soldados que vinham lhe prender (II Rs.1:9-12)
g) travessia a seco pelo rio Jordão (II Rs.2:7,8).

Além de ter feito milagres, Elias, ainda, presenciou e vivenciou fatos sobrenaturais em sua vida, como ser alimentado por corvos (I Rs.17:3-6), por um anjo, adquirindo força sobrenatural por 40 dias (I Rs.19:5-8), sem se falar na manifestação divina para ele quando estava na caverna (I Rs.19:9-18) e, por fim, a sua trasladação ao céu sem experimentar a morte física (II Rs.2:11).

Elias apresenta-se, assim, como um profeta modelar, tanto que para representar os profetas foi o escolhido para, ao lado de Moisés (que representava a lei), surgir no monte da Transfiguração (Mt.17:1-9; Mc.9:1-9; Lc.9:28-36).

Durante o ministério de Elias, surgiram outros profetas no reino do norte, pois, como o Senhor disse a Elias, ao contrário do que ele pensava, não era ele o único a servir a Deus naqueles dias tão difíceis. Micaías, que também profetizava contra Acabe, era um deles (I Rs.18:7-27), que, inclusive, profetizou a morte de Acabe e a derrota de Israel diante dos siros.

Como já dissemos, nos dias de Elias ainda existiam as “escolas de profetas” criadas por Samuel, instituição que demonstrou todo seu vigor neste período tão difícil da história israelita, tanto que é dito que Jezabel matou profetas do Senhor, mas Obadias conseguiu preservar 100 (cem) deles, que por ele foram sustentados durante o período da seca (I Rs.18:13).

As Escrituras relatam que um profeta, nesses dias, foi até Acabe e profetizou a vitória do rei sobre os siros por meio dos moços das províncias (I Rs.20:13,14), que também disse ao rei Acabe que os siros voltariam um ano depois (I Rs.20:22), profetizando, inclusive, nova vitória de Acabe (I Rs.20:28).

Outro profeta é mencionado que pediu para que um companheiro seu o ferisse e, diante da recusa deste seu companheiro, profetizou que um leão o mataria, o que efetivamente ocorreu (I Rs.20:35,36). Este profeta, então, pediu que outrem o ferisse, o que foi feito e foi até Acabe, repreendendo-o por ter deixado o rei da Síria voltar em paz para sua terra após a vitória militar que havia sido profetizada (I Rs.20:38-43).

Elias, também, foi usado por Deus para desvendar a trama que envolveu a ilícita conquista da vinha de Nabote por Acabe, como também profetizou o terrível fim que Deus daria tanto a Acabe, quanto a Jezabel e a sua descendência (I Rs.21:17-26), como também a mensagem divina a Acabe de que tudo se sucederia depois de sua morte, ante o seu arrependimento diante da mensagem precedente do profeta (I Rs.21:29). Isto nos mostra, claramente, que os profetas não eram inimigos dos governantes, mas, apenas, mensageiros de Deus.

Numa verdadeira antecipação do que estava para vir no ministério profético em Israel, Elias foi um “precursor dos profetas escritores”, pois deixou escrita uma profecia a respeito do rei Jeorão, filho de Josafá, que foi tornada conhecida depois da trasladação de Elias ao céu, onde o profeta anuncia o trágico fim daquele rei de Judá, que se dedicara à idolatria, seguindo o exemplo de sua mãe Atalia e de sua avó Jezabel (II Cr.21:12-15).

Eliseu, o sucessor de Elias, é outro grande nome entre os “profetas orais”. Escolhido por Deus, tudo deixou para seguir Elias e, com ele, iniciar o necessário e indispensável aprendizado para substituí-lo. Seu pedido, antes de o seu antecessor ser tomado de diante dele, foi que tivesse “porção dobrada” do espírito de Elias, o que lhe foi concedido porque viu o instante em que Elias foi arrebatado ao céu (II Rs.2:9-12). Notemos que o que se concedeu a Eliseu foi o dobro de operações divinas por seu intermédio.

Efetivamente, se Elias fez sete milagres, Eliseu realizou quatorze milagres, um dos quais depois de sua morte, a fim de se cumprir o que lhe havia sido prometido, em mais uma demonstração de que as promessas de Deus independem da nossa sobrevivência sobre a face da Terra.

Eis os quatorze milagres de Eliseu:
a) a travessia a seco pelo rio Jordão (II RS.2:13-15)
b) a purificação das águas (II Rs.2:19-22)
c) a morte dos que o insultavam diante de sua maldição (II Rs.2:23-25)
d) a cheia das cisternas no deserto sem que houvesse chuva (II Rs.2:17-20)
e) a multiplicação do azeite na botija na casa da viúva de um dos filhos dos profetas (II Rs.4:2-7)
f) a abertura da madre sunamita (II Rs.4:14-17)
g) a ressurreição do filho da sunamita (II Rs.4:23-37)
h) a retirada da morte que havia na panela (II Rs.4:28-41)
i) a multiplicação dos pães para alimentar cem homens (II Rs.4:42-44)
j) a cura da lepra de Naamã (II Rs.5:1-14)
k) a imposição da lepra de Naamã a Geazi (II Rs.5:25-27)
l) a flutuação do machado que caíra n a água (II Rs.6:1-7)
m) a imposição de cegueira ao exército da Síria, levando-os até Samaria (II Rs.6:18,19)
n) a ressurreição de um homem jogado no sepulcro de Eliseu e que tocou seus ossos (II Rs.13:21).

Um dos filhos dos profetas, chamado de jovem profeta, foi incumbido por Eliseu de ungir a Jeú como rei de Israel e, ao ungi-lo, repetiu a profecia de Elias a respeito da casa de Acabe e de Jezabel (II Rs.9:1-10), motivo pelo qual é dito nas Escrituras que Elias ungiria a Jeú (I Rs.19:15,16), pois, na verdade, não o fez fisicamente, mas, no ato da unção, foi reafirmada a mensagem que Elias havia proferido a respeito da casa de Acabe. Aliás, o próprio Eliseu havia anunciado que Hazael reinaria sobre a Síria, mensagem que deu também em cumprimento ao que Deus havia dito por intermédio de Elias (II Rs.8:7-13).

Em Judá, nos dias de Elias e de Eliseu, a atividade profética prosseguiu, máxime no reinado de Josafá, um rei fiel ao Senhor. Deus usou Jaaziel para profetizar e dar a estratégia para a vitória sobre os inimigos que haviam ameaçado invadir o país (II Cr.20:14-17), mas também Eliezer para repreender Josafá por causa da sua aliança com Acazias, rei de Israel, inclusive profetizando o naufrágio dos navios construídos para ir a Társis (II Rs.20:37)

Uma Única Razão Para Não Votar em Dilma: A Verdade 2/3

Por GIBEA

Prosseguindo a análise da cartilha da campanha da candidata Dilma Roussef , “Treze motivos para o cristão votar em Dilma”, analisaremos mais alguns dos motivos que, segundo a equipe da candidata, seriam suficientes para um evangélico votar em Dilma para Presidente da República.

Quinto suposto motivo: “Dilma se comprometeu em delegar ao Congresso Nacional o debate sobre o PNDH-3, aliás, o lugar apropriado e o palco das divergências. Através dessa discussão, a sociedade encontrará a sua posição, por meio de seus representantes legítimos e eleitos para este propósito”.

Temos aqui um engodo já denunciado por este grupo de estudos em recente artigo, onde analisamos a entrevista do coordenador do programa de governo de Dilma, o assessor especial da Presidência da República e ex-presidente do Foro de São Paulo, Marco Aurélio Garcia.

O PNDH-3 é um programa de direitos humanos que foi aprovado por um decreto federal, ou seja, por uma norma de iniciativa do Presidente da República. Ao dizer que deixará para o Congresso Nacional a discussão da matéria, Dilma está confessando que é favorável ao decreto (que, aliás, passou por sua análise, quando ela era ministra-chefe da Casa Civil, sem nenhuma objeção, antes de ser assinado por Lula). Se fosse realmente cristã, bastaria revogar o decreto e mandar que novos estudos fossem feitos pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que é vinculada à Presidência da República.

Quando diz que deixará o Congresso discutir os temas ali previstos, está apenas obedecendo ao decreto, fazendo o que o decreto manda, pois é o decreto que manda que sejam enviados projetos de lei ao Congresso para o debate de temas que não precisariam ser debatidos, como o aborto, a profissionalização da prostituição, a união homoafetiva ou a criminalização da homofobia.

Estivesse Dilma comprometida com a doutrina cristã, ela simplesmente prometeria revogar o decreto e mandar fazer novos estudos. Entretanto, seu compromisso é com o decreto, que, afinal de contas, apenas põe em ação o que já foi decidido pelo PT como projeto de poder, como modelo que querem impor ao Brasil.

Aliás, Dilma mente ao dizer que deixa ao Congresso Nacional a discussão, visto que os parlamentares do PT jamais poderão votar contrariamente aos pontos do PNDH-3, pois o PT, não só no seu IV Congresso, como também em Resolução da Direção Nacional após a escolha de Dilma como sua candidata apoiou o PNDH-3 em todos os seus termos e, portanto, nenhum deputado federal ou senador do PT poderá votar com a sua consciência nesta matéria, sob pena de expulsão do partido e perda do mandato por infidelidade partidária.

O PT já se definiu pela implementação do PNDH-3 e a própria Dilma está de acordo com isso, de sorte que todas as medidas anticristãs ali presentes serão apoiadas por ela que, repita-se, foi quem revisou, por força de ser ministra-chefe da Casa Civil, o decreto presidencial antes de sua assinatura pelo Presidente Lula.

Dilma está, portanto, faltando com a verdade ao dizer que não tem posição sobre os temas do PNDH-3 e, conforme se demonstrou em artigos deste grupo de estudos, como este plano de direitos humanos ofende a doutrina cristã, temos um motivo claro para NÃO votar em Dilma: ela não se compromete em mudar o plano.

Sexto suposto motivo: “ Ela se comprometeu em fazer da família o principal foco de seu governo. Em seu discurso na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em Brasília, no dia 24 de julho, Dilma disse as seguintes palavras: “ Na bíblia, em várias passagens, Jesus mostrou uma preocupação com a vida. E é essa preocupação com a vida que eu quero afirmar aqui. Eu sou a favor da vida, em todas as dimensões, em todos os sentidos. Sou a favor da preservação da vida. Sou a favor, também, da melhoria da vida das pessoas.”
Dilma compreende que a desestruturação social é resultado da desestruturação familiar e por isto vai focar a família como vetor de suas políticas públicas. Isto coincide com a nossa posição cristã que acredita que “Um país é tão forte e sólido quanto suas famílias”.

Apesar das belas palavras proferidas em 24 de julho diante de líderes evangélicos que resolveram apoiá-la, o programa do PT apoia o aborto, é seu ponto programático, tanto que expulsou dois deputados federais nesta legislatura porque ousaram votar contra o projeto de lei que descriminaliza o aborto, tendo, também, a Advocacia-Geral da União, órgão de consultoria do Presidente Lula, se manifestado a favor do aborto dos fetos anencéfalos na ação que está tramitando a respeito no Supremo Tribunal Federal.

Este mesmo programa foi levado para o Tribunal Superior Eleitoral no início de julho, com assinaturas de Dilma, programa que foi trocado sete horas depois, quando a imprensa deu a notícia, sendo trocado por outro em que se diz que o aborto será tratado como “assunto de saúde pública”, defendendo-se os casos em que ele já é previsto por lei (como se houvesse alguma tentativa de se eliminar estes casos…).

O projeto que descriminaliza o aborto, apesar de ter sido rejeitado na Comissão de Família da Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado José Genoíno, ex-presidente do PT, não foi arquivado e mandado para votação no plenário, votação que até hoje não se deu porque o candidato a vice-presidente de Dilma, Michel Temer, não põe em votação, visto que se espera que se crie uma maioria parlamentar favorável ao aborto, que hoje não existe.
O PNDH-3, como se disse, prevê a descriminalização do aborto. Isto é ser favorável à preservação da vida? Parece-nos que não. Aliás, Dilma nem sequer prometeu vetar o projeto de lei do aborto se ele for aprovado no Congresso, até porque, se o fizer, poderá também ser expulsa do PT e perder o mandato de Presidente da República por infidelidade partidária (como, aliás, lembram-se, aconteceu com o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que perdeu o cargo de governador porque foi expulso do DEM).

Recentemente, no mês de agosto, o governo brasileiro defendeu a adoção do aborto por toda a América Latina, em reunião das Nações Unidas em Brasília. A secretária da Política para as Mulheres do atual governo, Nilceia Freire, é uma das mais proeminentes defensoras do aborto, como também o ministro da Saúde, José Temporão, pessoas que trabalharam sob a coordenação de Dilma Roussef com as quais Dilma nunca teve qualquer problema de relacionamento ou discussão a respeito de seus valores (o que, por exemplo, não aconteceu com a ex-ministra Marina Silva).

Como se percebe, Dilma, se fosse realmente favorável à preservação da vida, ou não seria do PT ou teria retirado do programa do PT a defesa do aborto. Não fez nem uma coisa nem outra e, por conseguinte, está a tentar iludir os cristãos ao dizer que agirá em favor da vida.

O mesmo se diga em relação à família. Como Dilma pode dizer que terá seu foco na família, se o PT apoia a união estável de pessoas do mesmo sexo, outro ponto de seu programa e do PNDH-3, quer a profissionalização da prostituição e é o principal protagonista do Estatuto das Famílias, que, em diversos dispositivos, muda totalmente o conceito de família, dissociando-o do casamento e de outras características constantes da Bíblia Sagrada?

Não nos esqueçamos de que a defesa intransigente do homossexualismo, outro ponto do programa do PT, é outro ponto que enfraquece a família, algo com que Dilma não se insurge nem um pouco.

Ora, como cristãos, cremos que a família é uma instituição divina e cujas regras só podem ser as definidas pelo Senhor em Sua Palavra. Deste modo, ao vermos Dilma apoiando outro tipo de família, percebemos, em suas próprias palavras, que ela não percebe que a desestruturação familiar gera a desestruturação social e, portanto, por isso mesmo não podemos votar nela.

Sétimo suposto motivo: “ O governo Lula alterou o Código Civil, modificando a natureza jurídica das igrejas de Associação para Organização Religiosa. Através da lei 11.481/2007, regularizou a ocupação das áreas públicas destinadas às construções de templos e organizações filantrópicas. Demonstrou compreender o papel das igrejas, das ONG’S e Associações Sociais como parceiros do Estado para o resgate social, especialmente dos mais carentes. Aliás, apenas Dilma se posicionou claramente sobre a missão da igreja, tanto no aspecto social, quanto ético e moral”

Por primeiro, a referida alteração do Código Civil apenas beneficiou as lideranças religiosas que, com a consideração das igrejas como associações, tiveram limitados os seus poderes na organização interna das igrejas, o que foi evitado com a mudança do Código Civil.

Frise-se que o governo Lula não tomou qualquer iniciativa para que a mudança se fizesse, mas foi o corpo-a-corpo das lideranças religiosas com os parlamentares que conseguiu esta mudança, tendo o governo simplesmente não se envolvido na questão.

Ainda que seja verdade que o governo Lula tenha se empenhado na aprovação da medida, na época, Dilma era ministra das Minas e Energia e, portanto, não tinha como se envolver nesta questão. A mudança ocorreu em 2003, bem antes de Dilma assumir a Casa Civil. Se mérito algum houve, portanto, foi de Lula ou de José Dirceu, o então ministro da Casa Civil e todo-poderoso integrante do governo. Dilma nada teve a ver com isso.



Por segundo, a mencionada lei 11.481/2007 cuida da regularização de áreas públicas federais que estejam a servir de moradia para populações de baixa renda, ou estabelecimentos de uso comercial cuja área não seja superior a 250 m². Não fala, em momento algum, em templos ou locais de cultos religiosos. Disciplina a concessão de áreas urbanas para “outras modalidades de interesse social”, mas isto não significa que sejam para templos ou locais de cultos religiosos, até porque a Constituição veda que o Estado subsidie cultos religiosos e a entrega de propriedade bem pode caracterizar isto. Tem-se aqui uma grande mentira. Basta ler a lei para comprovar isto.

O que Dilma fez, isto sim, foi tentar, enquanto ministra-chefe da Casa Civil, aprovar o Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa, obra da Secretaria da Igualdade Racial, que pretendia promover a legalização de todos os terreiros de umbanda no Brasil (Dilma adia legalização de terreiros de umbanda para evitar crise. Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100121/not_imp498975,0.php Acesso em 09 set. 2010).

Observemos que a orientação de Dilma foi deixar para depois da eleição esta legalização de terreiros, legalização, aliás, que bem pode ser implementada diante do que consta do Estatuto da Igualdade Racial sancionada recentemente pelo Presidente Lula.

Assim, além de não ter havido qualquer lei para legalizar áreas para igrejas, há medidas que legalizam terreiros dentro da política do PT de “promoção da cultura afro-brasileira”. Como podemos, como cristãos, votar em Dilma, diante de uma mentira e de uma verdade que mostra que ela está contrária à doutrina cristã?

Como se isto fosse pouco, ao mesmo tempo em que o Governo Lula é tão exigente com as entidades filantrópicas religiosas, que buscam auxiliá-lo nas políticas públicas, inclusive gerando, no exterior, a falsa ideia de que nosso país não mais precisa de ajuda para cuidar dos pobres, o que fez com que muitas entidades evangélicas perdessem a ajuda que recebiam da Europa e dos Estados Unidos, é extremamente leniente e “bonzinho” para entregar dinheiro para ONG’s dos “companheiros”, mandando milhões de reais para “cooperativas” que, na verdade, são “laranjas” do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), ou de entidades ligadas direta, ou indiretamente, a sindicatos e ao PT, onde, pelo que se sabe, são alimentados os “caixas dois” das campanhas petistas…

Como votar em Dilma, como cristãos, se o dinheiro que deveria ir para os pobres, vão para os corruptos? Se o dinheiro que deveria ir para os que, como cristãos, querem ajudar o próximo, vão para beneficiar políticos e militantes do PT?

Oitavo suposto motivo: “Como nós, evangélicos, ela acredita que tudo se constrói neste mundo é resultado de determinação e fé. Essas são suas palavras: “Aprendemos que tornamos o impossível em possível apenas quando nossa indignação se transforma em ação. O impossível é aquilo que a fé humana não tornou ainda possível”.


Não é objetivo deste artigo entrar em discussões teológicas, mas, diante da afirmação da cartilha da candidata governista, imperioso se torna adentrar nesta seara, tão somente para desmentir a afirmação de que o cristão é “pessoa que tem fé humana”. O cristão tem fé em Deus, crê em Jesus e sabe que temos de confiar em Deus e não em nós mesmos para que obtenhamos aquilo que é da vontade do Senhor.

Ao dizer que “o impossível é aquilo que a fé humana não tornou ainda possível’, Dilma mostra um raciocínio humanista, anticristão, visto que deixa Deus completamente à margem das realizações, um argumento que muito mais se assemelha à mentira satânica contada ao primeiro casal do que ao Evangelho de Jesus Cristo, que nos manda crer no Senhor Jesus Cristo para que sejamos salvos (Atos 16:31).

Uma autoridade tem de reconhecer que é constituída por Deus, que não é “toda-poderosa”, sob pena de incorrer no mesmo erro de Nabucodonosor, que foi duramente punido pelo Senhor por causa de sua arrogância (Daniel 4:28-33), o que causou danos a toda Babilônia. Como, então, como cristãos, podemos aceitar alguém que defenda a mesma independência em relação a Deus?

Como evangélicos, nós cremos em Jesus Cristo e que temos de tudo fazer segundo a vontade de Deus, com determinação, mas sempre em submissão ao Senhor. Como evangélicos, não podemos votar em Dilma, já que ela entende que o impossível independe de Deus.

Num próximo artigo, seguiremos analisando os motivos que, até o momento, fazem com que os evangélicos não votem em Dilma.

Continua na próxima semana...

“Deus Não Criou o Universo”, Diz o Astrofísico Stephen Hawking

Há alguns dias o cientista Stephen Hawking disse que “Deus não criou o universo”, gerando um grande debate sobre a criação. O autor da frase é um matemático e astrofísico britânico, que ocupou, até o ano passado, a mesma cátedra de Isaac Newton na Universidade de Cambridge. Entre os seus estudos destacam-se aqueles relativos aos buracos negros.
A polêmica nasce nas vésperas do lançamento do seu novo livro “The Grand Design” escrito em parceria com o físico norte-americano Leonard Mlodinow, que foi lançado no último dia 9 [de Setembro].Segundo Hawking, o Big Bang foi uma consequência inevitável" das leis da Física. "Dado que existe uma lei como a da gravidade, o Universo pôde criar-se e se cria a partir do nada", afirmou. "A criação espontânea é a razão por que há algo em lugar do nada, de por que existe o Universo e por que existimos." "Não é necessário invocar a Deus para acender o pavio e colocar o Universo em marcha", acrescenta.
Esta posição representa uma evolução em relação ao que o cientista britânico havia escrito anteriormente sobre o tema. Em sua obra "Uma Breve História do Tempo" (1998), um dos grandes best-sellers da literatura científica, Hawking sugeria que não existia incompatibilidade entre a noção de Deus como criador e uma compreensão científica do Universo.
Fonte
http://www.abiblia.org/newsView.asp?id=159

Uma Única Razão Para Não Votar em Dilma: A Verdade 1/3

Por GIBEÁ*

Diante da repercussão negativa que a candidatura da sra. Dilma Roussef teve entre os cristãos do Brasil, sua competentíssima equipe de campanha iniciou uma exitosa cooptação junto a algumas lideranças religiosas, como também se lançou a uma contrapropaganda, a fim de convencer e persuadir o eleitorado religioso do país a votar na chapa da coligação “Para o Brasil seguir mudando” (PT/PMDB/ PDT/ PC do B/ PSB/ PR/ PRB/ PTN/ PSC/PTC).

Dois foram os documentos produzidos pela campanha dilmista com este objetivo: a cartilha “Treze motivos para o cristão votar em Dilma” e a “Carta aberta ao povo de Deus”.

Como são dois documentos trazidos à sociedade, mais especificamente aos cristãos brasileiros, entendemos ser de nosso dever analisá-los.
A cartilha “Treze motivos para o cristão votar em Dilma” apresenta treze razões pelas quais um cristão professo deveria votar na chapa Dilma Roussef-Michel Temer. Reproduzimo-los, com as devidas considerações:


Primeiro suposto motivo: “Vejo nela uma mulher madura, mãe, responsável e profundamente comprometida com nossa nação”

Este motivo não pode convencer um cristão. A maturidade alegada não nos é explicitada. A sra. Dilma Roussef é uma novata em eleições, tendo, ademais, exercido apenas cargos de confiança nas administrações de que participou. Assim, maturidade política, que é fundamental para se exercer a Presidência da República, não é uma característica sua.

Quando se investiga o pouco que sabe de sua vida familiar, também não podemos dizer que é ela mãe responsável, pois não a vimos nenhuma vez acompanhada de sua família, mal sabemos até o seu estado civil, algo que ela não revela e somente soubemos, pela imprensa, de que se tornou avó durante a campanha eleitoral. Há notícia de que manteve dois relacionamentos conjugais, o que, também, não revela indício de responsabilidade, máxime para quem se dirige ao eleitorado cristão, que tem no casamento uma instituição estabelecida por Deus.

Com relação ao seu profundo comprometimento com a nação, também nada sabemos a este respeito. A candidata participou da luta armada durante o regime militar, estando envolvida em episódios em que morreram civis, gente do povo e onde se demonstrava comprometimento apenas com a ideologia defendida, não com a sociedade.

Como se não bastasse isso, há um silêncio total quanto a sua participação nos grandes movimentos empreendidos dentro da legalidade pela redemocratização do país, o que também não nos permite dizer que seja o profundo comprometimento com a nação a razão de ser de nela votar.

Nem mesmo com o PT há este comprometimento, pois a candidata é novata no partido, tendo pertencido ao PDT até ser designada para o Ministério das Minas e Energia pelo Presidente Lula.

Definitivamente, portanto, não é por ser “mulher madura, mãe, responsável e profundamente comprometida com a nossa nação” que um cristão ou qualquer brasileiro poderá votar em Dilma.

Segundo suposto motivo: “Acredito que o Brasil está no rumo certo! Dilma é a garantia de que continuaremos neste caminho”.

Como cristãos, sabemos que o Governo Lula tem tomado uma série de medidas que contrariam a doutrina cristã, tais como o 3º Plano Nacional de Direito Humanos (PNDH-3), a 1ª Conferência Nacional de Comunicações (1ª CONFECOM), a 2ª Conferência Nacional de Cultura (a II CNC), além de ter liderado diversas iniciativas que vão contra os valores cristãos.

O programa de governo do PT, aprovado em seu IV Congresso, como também as medidas tomadas durante os dois mandatos de Lula caminham em sentido diametralmente oposto ao que ordena a Bíblia Sagrada, ao tentar cercear a liberdade de pregação do Evangelho, ao defender medidas como o aborto, a criminalização da homofobia, a profissionalização da prostituição, a legalização da união homoafetiva, a promoção dos cultos afro-brasileiros com dinheiro público, entre outros.

Sendo assim, se Dilma é “a garantia de que continuaremos neste caminho”, este é um motivo para o cristão, pelas próprias palavras da campanha da candidata, NÃO votar em Dilma.

Terceiro suposto motivo: “Dilma faz parte de uma geração que lutou pelo ideal da liberdade democrática, lutando contra a ditadura militar em nosso país”.

Mais um motivo apresentado que, para um cristão, é suficiente para não votar em Dilma. Dilma Roussef lutou, sim, contra a ditadura militar, mas na luta armada, mediante atos terroristas e com a morte de pessoas civis que não pertenciam ao aparato da ditadura militar.

O recurso à luta armada contra uma ditadura é proibido aos servos de Deus. Ao ser posto ao lado de Barabás para que o povo escolhesse entre quais dos dois “inimigos” da elite opressora deveria ser crucificado, vemos, claramente, as duas opções de enfrentamento aos poderosos: a luta armada, o homicídio e o roubo, representados por Barabás, e a pregação da verdade, representada por Jesus.

Enquanto temos alguns exemplos de casos de que Dilma participou, sempre com morte de inocentes (e é interessante observar que o Superior Tribunal Militar impediu o acesso ao processo a que respondeu Dilma durante a ditadura, escondendo os fatos do povo brasileiro), não vemos sequer uma foto de Dilma nos movimentos pacíficos e que, estes sim, trouxeram a democracia para o Brasil, como a campanha da anistia ou a campanha das diretas-já.

É importante observar que, em seus pronunciamentos a respeito, a candidata Dilma, em momento algum, demonstra arrependimento pelo que fez, dizendo-se orgulhar pelo seu passado de guerrilheira e terrorista.

Como cristãos, como irmãos do “Príncipe da Paz” (Is.9:6), a luta armada levada a efeito por Dilma faz com que o cristão NÃO vote nela para a Presidência da República, pois o cristão não é só amante da paz, mas é dominado pela paz de Deus (Cl.3:15)

Quarto suposto motivo: “Ela tem feito a opção clara de governar focada no crescimento e desenvolvimento do país, olhando pelos pobres e menos favorecidos, a mesma do evangelho do Senhor Jesus Cristo (Lucas 9:13).”

Há aqui até uma citação bíblica para impressionar o cristão, mas, lamentavelmente, também este motivo não gera a conclusão que diz apresentar. Senão vejamos.

Por primeiro, o Governo Lula, embora tenha prosseguido o que se iniciou no governo anterior e até intensificado a redução da pobreza em nosso país, isto não significou, de forma alguma, uma “opção pelos pobres”.

A concentração de renda não diminuiu sensivelmente em nosso país, tanto que as Nações Unidas apontaram, neste ano, um progresso, mas mantendo o Brasil entre os mais desiguais países do mundo. Isto se explica porque, apesar do aumento de renda entre os mais pobres, o Governo Lula facilitou enormemente a concentração de empresas e a formação de impérios empresariais, inclusive bancando com dinheiro público este processo, o que, aliás, esclarece porque Dilma recebeu mais do que o dobro de recursos das empresas para a sua campanha do que o principal candidato da oposição (mais detalhes, leia “A grande transformação é o evangelho” - http://palestranteeliasdeoliveira.blogspot.com/2010/05/grande-transformacao-e-o-evangelio-1.html).

Desta maneira, se Dilma diz que continuará a atual “opção pelos pobres”, como esta opção não é a diminuição da desigualdade, mas tão somente um “achatamento” da classe média, temos que não é isso que Jesus veio pregar e com que o cristão deve concordar.

Por segundo, o crescimento e desenvolvimento do país estão fortemente atrelados ao governo e a seus “amigos”. O crescimento tem sido direcionado para a formação de grandes grupos empresariais que, direta ou indiretamente, estão ligados ao Partido dos Trabalhadores que, inclusive, tem nas suas mãos os principais fundos de pensão, que são os grandes investidores do país.

A Bíblia mostra-nos que as autoridades constituídas devem cuidar, principalmente, da justiça, de redução de desigualdades no meio do povo (Rm.13:1-7) e este quadro somente favorece a injustiça e a concentração de renda e de poder na mão de poucos, com grave comprometimento da liberdade dos cidadãos, de sorte que não é isto que um cristão deve almejar.

Tanto assim é que, ao citar Lucas 9:13, a candidata Dilma diz que a opção feita por Jesus é a do assistencialismo. No referido versículo, Jesus manda os discípulos que “dessem de comer” aos famintos que estavam a ouvi-l’O.
Ora, se é para seguirmos Jesus, vemos, em primeiro lugar, que o Senhor estava pregando para aquela multidão, que ficou com fome depois de estar a ouvir o dia inteiro, a respeito do “reino de Deus”, curando os que necessitavam de cura (Lucas 9:11).

Deste modo, Dilma, se quisesse seguir os ensinamentos de Jesus, entenderia que a prioridade não é para o pão material, mas para o pão espiritual, para o “reino de Deus” e para a cura dos enfermos, para o Evangelho, em outras palavras. Por que, então, defende o programa de governo do PT a proibição de sublocação de espaços nas emissoras de rádio e televisão, o que praticamente impedirá a pregação do Evangelho para o povo brasileiro?

Se Dilma defende os ensinamentos de Cristo Jesus, por que quer dominar o povo pelo estômago, como disse Lula num programa do PT em 2000? Por que privilegia a entrega do Bolsa Família em vez da formação de mão-de-obra qualificada pela educação e a criação de empregos?

Decididamente, não é isto que Jesus nos ensinou em Lucas 9:13. Pelo contrário, o discurso da candidata é semelhante ao discurso do diabo na primeira tentação de Jesus no deserto. Instado pelo diabo a tão somente suprir a sua fome material, assim respondeu o Cristo: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4:4).

É esta a resposta que todo cristão deve dar à sra. Dilma Roussef.


Continua na próxima semana...


* Grupo Interdisciplinar Bíblico de Estudos e Análises - Análises – grupo informal de estudos bíblicos nascido na década de 1990 no corpo docente da Faculdade Evangélica de São Paulo (FAESP) e que hoje tem vida autônoma e esporádica produção.

Os Profetas Anteriores, ou Não Escritores 3/5

Por Caramuru A. Francisco



III – OS PROFETAS ORAIS DE SAMUEL A ELIAS

Com Samuel, a atividade profética passa a ter continuidade e estabilidade. O próprio Saul, escolhido para ser o primeiro rei de Israel, também teve a presença do Espírito Santo e profetizou, a fim de que fosse reconhecido como alguém escolhido efetivamente pelo Senhor para o exercício da função real (I Sm.10:10,11).

A necessidade de Saul também profetizar para que fosse reconhecido como ungido de Deus mostra-nos como, a partir de Samuel, houve uma renovação da atividade profética e como o povo havia se despertado para a operação do Senhor no meio de Israel (I Sm.3:20,21). Vemos, assim, que a profecia é indispensável para que o povo tenha discernimento espiritual e não seja levado pela corrupção do mundo.

Quando Davi surge no cenário histórico, já era a condição existente no meio do povo, apesar do desvio espiritual de Saul. Não só Davi logo passou a ser conhecido como profeta do Senhor (cheio do Espírito de Deus, Davi logo começou a profetizar, mesmo antes de subir ao trono, como testemunham diversos salmos por ele proferidos bem antes de sua ascensão ao reinado), como também é mostrado que, mesmo durante o reinado de Saul, funcionava em Ramá, a todo vapor, a “escola de profetas” (I Sm.19:20). Não se deve esquecer que, quando Davi se encontrava na caverna de Adulão, a ele se uniu o profeta Gade (I Sm.22:5).

No reinado de Davi, além do próprio rei, temos profetas que exerceram grande influência no governo, pois agiam como conselheiros do próprio Davi, a saber, o próprio Gade, que já acompanhava Davi desde os tempos cruéis da perseguição de Saul, mas que, nem por isso, deixou de trazer dura mensagem ao rei por causa do episódio da numeração indevida do povo como também Natã, que, inclusive, trouxe a dura mensagem contra o próprio Davi por causa do caso da mulher de Urias, tendo, sido, também, o portador da revelação de que o Messias seria da casa de Davi. Gade e Natã, aliás, assim como Samuel, também redigiram textos das Escrituras, que contam precisamente o período dos reinados de Saul e de Davi (I Cr.29:29).

Ainda nos dias de Davi, Deus levantou outros profetas, que tiveram grande participação na organização do culto ao Senhor no templo que seria erguido por Salomão, a saber: o sumo sacerdote Zadoque (II Sm.15:27) — o primeiro da nova linhagem sacerdotal que substituiu a que pertencia Eli (I Rs.1:26,27); Hemã (I Cr.25:5; II Cr.35:15) e seus filhos (I Cr.25:1); Asafe (I Cr.25:2; II Cr.29:30) e seus filhos (I Cr.25:1); Jedutum (I Cr.25:3; II Cr.35:15) e seus filhos (I Cr.25:1).

Estes profetas músicos e instrumentistas também redigiram salmos. Asafe foi o autor de 12 salmos (Sl.50, 73-83), Hemã de um (Sl.88) e Jedutum, também de um(é apontado como co-autor do Sl.77) . A presença destes profetas, exatamente no instante em que se construía o serviço de louvor no templo, é um indicador de que não há possibilidade alguma de um real louvor a Deus sem a presença do Espírito Santo entre os que louvam, sejam com suas vozes, seja com seus instrumentos.
No reinado de Salomão, também os profetas estiveram presentes. O próprio Salomão é, também, um profeta, já que o Senhor lhe transmitiu mensagens por intermédio de sonhos (I Rs.3:5-14; 9:3-8; II Cr.1:7-12; 7:12-22), como a própria perda do reino por conta de sua desobediência (I Rs.11:11-13).

Como consequência até da infidelidade de Salomão, o Senhor levantou outro profeta no meio do povo durante o reinado deste, a saber, Aías ( I Rs.11:29-39), que foi o profeta escolhido pelo Senhor para dar conhecimento a Jeroboão da sua escolha como rei de Israel. Aías, aliás, seria o mesmo instrumento divino para anunciar a Jeroboão a ruína de sua casa por conta de seu pecado de idolatria (I Rs.14:5-16).

Havia outros profetas nos dias de Salomão, como é o caso do “profeta velho”, que, certamente, iniciou seu ministério ainda nos dias da monarquia unida mas que, a exemplo tanto de Salomão e de Jeroboão, desviou-se dos caminhos do Senhor. Este “profeta velho” acabou por levar à desobediência o “homem de Deus”, um profeta levantado pelo Senhor precisamente para trazer a Jeroboão a mensagem de desagrado com a fabricação dos bezerros de ouro e a instituição do seu culto em substituição ao culto ao Senhor nas dez tribos de Israel, bem como que tal culto haveria de ser destruído por um descendente da casa de Davi que se chamaria Josias (I Rs.13).

Também desta época é o profeta Semaías, que foi usado por Deus para repreender a Roboão e impedir que este tentasse, pela força militar, subjugar as dez tribos que haviam escolhido Jeroboão como rei (I Rs.12:22-24; II Cr.11:1-4).

Percebemos, pois, que, já neste momento histórico de Israel, os profetas surgiam para repreender tanto o rei como o povo pelos seus desvios espirituais. A partir da idolatria de Salomão, não temos mais a presença de profetas palacianos, amigos dos reis, mas, bem ao contrário, pessoas levantadas para apontar os erros e desatinos do governo e da sociedade.

Por isso mesmo, os sociólogos da religião desenvolveram teorias e teses a respeito do profetismo, considerando-o como uma “força moralizadora”, um instrumento de renovação e de questionamento das injustiças e das mazelas da sociedade, não raro um “fator revolucionário”. O “profeta”, segundo este ponto de vista, é diferente seja do “mago”, que tenta tão somente canalizar as forças sobrenaturais em favor dos indivíduos, sem qualquer noção de mudança ou transformação social, como do “sacerdote”, este sempre comprometido com a ordem vigente e que não tem outro papel senão a defesa e perpetuação do “statu quo ante”.
OBS: “…O profeta não foi um descendente ou um representante das classes mais baixas. O contrário, como temos visto, foi quase sempre a regra. Também o contexto da doutrina do profeta não se derivou preponderantemente do horizonte intelectual das classes mais baixas. Entretanto, como uma regra, os oprimidos ou, pelo menos, aqueles ameaçados pela aflição, tinham a necessidade de um redentor e profeta; os afortunados, os que tinham posses, a classe dominante não tinha tal necessidade. Consequentemente, na grande maioria dos casos, a religião da salvação anunciada profeticamente tinha seu local permanente wentre os menos favorecidos. Entre eles, esta religiosidade era o substituto, ou um suplemento racional, para a magia.…” (WEBER, Max. Sociologia das religiões mundiais. Disponível em: http://www.ne.jp/asahi/moriyuki/abukuma/weber/world/intro/world_intro_frame.html Acesso em 17 jul. 2010) (tradução nossa de texto em inglês).
“…O profeta é o intermediário e o anunciador das mudanças sociais (Bourdieu). O papel do profeta é atrair e mobilizar pelo poder do seu discurso um grupo de pessoas, para assim, canalizar a força deste grupo na estrutura social nova que ele deseja fornecer. O profeta traz o gênese de uma nova ética e uns profundos sensos cosmológicos decorrente da sua visão, que pretende sistematizar em regras de estrutura os seus interesses. O profeta na sua relação com os leigos é compreendida na força política que ele possui para satisfazer as necessidades dos grupos sociais de quem ele é o seu representante. Sendo ele um homem com a mensagem-salvação (Alexandre Carneiro), pode dispensar o aparato ritualístico do sacerdote e apenas pela sua palavra ser um construtor e portador dos bens de salvação. Todavia, é bom lembrar que para Weber, o profeta se envolver na política, mas apenas como um meio para se atingir um fim, isto é, o fundamento do poder do profeta reside em seu carisma não em uma delegação de interesses do grupo que ele representa. O profeta constitui o exemplo típico-ideal de um agente social de inovação e mudança. O papel principal do profeta é sistematizar e ordenar todas as manifestações da vida, de coordenar todas as ações humanas através de um estilo de vida, no qual ele mesmo, é seu modelo ideal. Uma vez tendo o profeta, estruturado doutrinamento seus pensamentos, aqueles grupos de adeptos leigos podem vir a se transformar em uma congregação, e devido às exigências cotidianas do grupo, o profeta acaba tendo que preparar um corpo de auxiliares seus, do seu círculo mais íntimo, para poder assim atender as demandas desta incorporação. A congregação formada pelo profeta que agora corre o risco de se transformar em sacerdote, lhe assiste com dinheiro, serviços, alimentação e etc... Em troca da esperança de salvação e de ter sempre ao seu dispor uma mensagem de revelação, proteção e garantias que sua conduta, segundo o profeta, esta em consonância com a vontade divina.…” (EMANUEL, George. O profeta e o sacerdote em termos sociológicos. Disponível em : http://www.webartigos.com/articles/13131/1/O-Profeta-e-o-Sacerdote-em-Termos-Sociologicos/pagina1.html#ixzz0twykrtNT Acesso em 17 jul,. 2010).

Esta situação perdurou na sequência dos reinos tanto de Israel quanto de Judá. Deus levanta, em Israel, ao profeta Jeú (não confundir com o rei de mesmo nome, que é posterior), o qual também mostra o desagrado divino com o rei Baasa, que manteve o pecado de Jeroboão, anunciando a derrocada de sua dinastia à frente das dez tribos (I Rs.16:1-4,12). Aliás, este mesmo profeta também profetizou contra Josafá, repreendendo-o por causa de sua aliança com Acabe (II Cr.19:1-3).

Em Judá, não foi diferente, pois, se no reinado de Asa, o terceiro rei de Judá, Deus levantara a Azarias, com uma mensagem de exortação, que foi prontamente seguida pelo rei e pelo povo, com grandes benefícios aos judaítas (II Cr.15:1-7), posteriormente o mesmo Asa foi repreendido pelo profeta Hanani por causa de sua aliança com o rei da Síria (II Cr.16:7-9), tendo o rei, desta feita, recusado a mensagem e, inclusive, mandado prender e maltratar o profeta, que foi a razão da enfermidade e morte do rei (II Cr.16:10-13).

Bento XVI Quer que Igreja Brasileira Detenha Abandono de Fiéis

O papa Bento 16 pediu nesta sexta-feira à Igreja Católica do Brasil que não "poupe esforços" para deter o crescente abandono de fiéis e enfrentar, por outro lado, a rápida expansão das comunidades evangélicas e neopentecostais.
O pedido foi feito durante discurso aos bispos brasileiros, recebidos hoje em Castelgandolfo (a cerca de 30 quilômetros de Roma), na tradicional visita "ad limina" (visita aos túmulos, em livre tradução), realizada a cada cinco anos pelos representantes eclesiais de cada país.
"É observada uma crescente influência de novos elementos na sociedade, que há poucas dezenas de anos não existiam. Isto provoca um crescente abandono por parte de muitos católicos da vida eclesial ou inclusive da Igreja, enquanto no panorama religioso do Brasil se assiste à rápida expansão das comunidades evangélicas e neopentecostais", explicou Bento 16.
Segundo o papa, o afastamento se deve a "uma evangelização, em nível pessoal, às vezes superficial".

"Às vezes, os batizados não são suficientemente evangelizados, por isso são facilmente influenciáveis, já que têm uma fé frágil e frequentemente baseada em uma ingênua devoção", acrescentou.


Por isso, o papa instou que "a Igreja Católica se empenhe na evangelização e que não economize esforços na busca de católicos que tenham se afastado ou de pessoas que conheçam pouco ou nada da mensagem cristã".
O pontífice explicou que, diante "do desafio da multiplicação incessante de novos grupos, nos quais às vezes é feito uso de um proselitismo agressivo", é necessário reforçar o "diálogo ecumênico".


"A falta de unidade (entre as Igrejas cristãs) mina a credibilidade da mensagem cristã divulgada à sociedade", destacou Bento 16, que acrescentou que, por isso, o diálogo agora "é mais necessário do que nunca".

Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/796747-papa-bento-16-pede-esforco-da-igreja-brasileira-para-deter-abandono-de-fieis.shtml

Vídeo - Por que Coisas Ruins Acontecem?

Os Profetas Anteriores, ou Não Escritores 2/5

Por Caramuru A. Francisco


II – SAMUEL E A RESTAURAÇÃO DA ATIVIDADE PROFÉTICA EM ISRAEL

Em At.3:24, o apóstolo Pedro menciona Samuel como o primeiro dos profetas que havia anunciado os dias da dispensação da graça, os dias da consumação da obra salvadora de Cristo no Calvário. Tal expressão do apóstolo pode dar a entender que os profetas que foram levantados antes de Samuel não tinham em conta a salvação da humanidade, o que sabemos não ser correto.

A expressão do apóstolo mostra-nos que, a partir de Samuel, há uma renovação da atividade profética, que deixa de ser rara e esporádica, para ser uma constante até Malaquias, quando, então, ocorre o “silêncio profético” de aproximadamente 400 (quatrocentos) anos, interrompido com o surgimento de João Batista.

Samuel é uma personagem importantíssima, pois, a partir de seu chamado como profeta pelo Senhor, ainda na tenra idade, passou ele a se conscientizar da necessidade que tinha o povo de Israel de que fossem criadas condições para que, de forma contínua e ininterrupta, houvesse um grupo de pessoas que se dedicassem a servir ao Senhor e a se dispor a ensinar ao povo a lei.

Samuel percebeu que o grande drama vivido por Israel era a ausência de uma continuidade na fidelidade ao Senhor, de modo que, geração após geração, havia a corrupção com o envolvimento com a idolatria e a consequente opressão permitida por Deus junto a povos estrangeiros, a fim de que o povo se arrependesse e não se perdesse. Esta tinha sido a sina da época dos juízes, que é tão bem retratada no livro dos Juízes, que a tradição judaica entende ter sido redigido pelo próprio Samuel.

Por isso, Samuel, após ter livrado os israelitas do domínio dos filisteus (I Sm.7:1-17), Samuel passou a julgar a todo o Israel, de forma itinerante, indo ao encontro do povo e criando a “escola dos profetas” ou “rancho dos profetas”, locais onde passou a reunir aqueles que se dispunham a servir a Deus, seja através do ofício profético a que eram chamados pelo Senhor, seja através do aprendizado e do preparo ao ensino da lei a todo o povo (“os filhos dos profetas”, ou seja, os que aprendiam com os profetas) (I Sm.10:5,10).

Com Samuel, também, o Senhor começou a mostrar ao povo o Seu plano da salvação de forma mais minudente, revelando que o Messias viria de uma linhagem real, linhagem esta iniciada com Davi. A partir da unção de Davi, profetizada por Samuel oito anos antes de sua realização por ele próprio (I Sm.13:14; 16:13), começa o Senhor a revelar a linhagem familiar do Messias, motivo por que Pedro menciona Samuel em primeiro lugar no rol dos profetas que falavam do Cristo e de Sua obra.

A partir de Samuel, cujo nome quer dizer “ouvir de Deus” ou “nome de Deus”, Deus passou a ser ouvido e o Seu nome, conhecido de forma praticamente ininterrupta no meio de Israel, sendo revigorada sobremaneira a atividade profética, a “voz de Deus na Terra”, como denominou, de forma muito feliz, nosso ilustre comentarista.

Os Profetas Anteriores, ou Não Escritores 1/5

Por Caramuru A. Francisco

Texto áureo:“E todos os profetas, desde Samuel, todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias” (At.3:24).


INTRODUÇÃO

A atividade profética, como a linguagem, desenvolveu-se oralmente, depois assumiu a forma escrita. Os “profetas anteriores” (também denominados de “profetas orais”, “profetas não-escritores” ou, ainda, “profetas não-clássicos”) são todos os profetas levantados por Deus e que não tiveram o mandado divino de reduzir a escrito as suas mensagens proféticas, o que foi feito posteriormente pelos que foram inspirados a escrever o texto sagrado.

I – OS PROFETAS ANTERIORES ATÉ SAMUEL

Quando iniciamos o estudo do ministério profético na Bíblia, vimos que os profetas costumam ser classificados em dois grupos: profetas anteriores, também chamados orais, não-escritores ou não-clássicos e os profetas posteriores, também chamados de profetas literários, escritores ou clássicos.

A diferença entre um grupo e outro é que os primeiros foram levantados como profetas pelo Senhor mas não foram incumbidos por Deus de reduzir a escrito as suas mensagens, a fim de que fossem elas conhecidas pelas gerações posteriores. Temos, assim, conhecimento do que disseram ao povo por intermédio de registros que lhes são posteriores, efetuados por outras pessoas, especialmente inspiradas pelo Espírito Santo para tal tarefa (II Pe.1:20,21).


É importante ressaltar dois fatos para que não venhamos a criar confusão. O primeiro é que o fato de Deus não ter mandado ao profeta reduzir a escrito, de imediato, a sua mensagem não significa que este profeta seja inferior aos demais. Longe disso, isto apenas reflete até o estado cultural do povo no instante mesmo dos mencionados ministérios proféticos.

Somente no final da história de ambos os reinos em que se dividiu Israel teremos uma preocupação com o registro da Palavra de Deus, como resultado até de um desenvolvimento cultural do povo e como ação da Providência Divina, ante a iminência da perda da terra de Canaã por parte dos israelitas. A destruição de ambos os reinos tornava absolutamente necessário o registro das mensagens proféticas para conhecimento das gerações vindouras, já que o contato oral ficaria sobremodo prejudicado (Sl.78:1-8).

O segundo fator é que não devemos entender que os “profetas orais” não tenham escrito coisa alguma. Muito pelo contrário, entre os “profetas orais”, temos pessoas que escreveram parte das Escrituras, às vezes mais do que muito dos chamados “profetas literários”, mas seus escritos eram históricos ou poéticos, não tinham como objetivo registrar as suas mensagens proféticas, mas foram além disso, ao contrário dos “profetas literários”, que escreveram apenas suas profecias. Assim, pessoas como Davi, Samuel, Natã e Gade, apesar de seus escritos, são postos no rol dos “profetas orais”.

Finis Jennings Dake (1903-1987) diz haver o registro, no Antigo Testamento, de 62 (sessenta e dois) profetas, sendo que 16 (dezesseis) seriam “profetas literários” e 46 (quarenta e seis), “profetas orais”, precisamente os que estamos a tratar neste pequeno estudo. Destes 46(quarenta e seis) profetas, Dake entende que 38(trinta e oito) atuaram na dispensação da lei, incluindo-se aí Balaão que, embora não fosse israelita, atuou sob a lei de Moisés.
OBS: Dake considera como profeta a Adão, com o que discordamos, pois o fato de Adão ter dado nomes aos seres vivos não o credencia como profeta como entendeu aquele comentarista. O profeta é aquele que se comunica com o homem trazendo mensagem de Deus, decorrência da entrada do pecado no mundo, algo que inocorria com Adão. Além do mais, Dake não inclui Jó como profeta, o que fazemos.

A atividade profética iniciou-se com Enoque, o primeiro profeta, o sétimo depois de Adão. Depois de Enoque, temos a figura de Noé, que a Bíblia chama de “pregoeiro da justiça” (II Pe.2:5), sinal de que também transmitiu aos homens a mensagem que recebeu de Deus a respeito da destruição do mundo pelo dilúvio, o que o faz ser um profeta.

Posteriormente ao dilúvio, temos a figura de Héber ou Éber, bisneto de Sem (Gn.10:22-25), que teria profetizado a respeito da divisão da terra, ou seja, do juízo de Babel, tanto que pôs a seu filho primogênito o nome de “Pelegue”, que significa “divisão”, a demonstrar que, a exemplo de Enoque, também recebera revelação divina concernente ao plano da salvação.

Depois de Héber, temos a sequência dos patriarcas (Abraão, seu contemporâneo Jó, Isaque, Jacó e José), cuja qualidade de profetas também já discorremos em lição deste trimestre, chegando, então, a Moisés, o profeta-modelo da dispensação da lei, período durante o qual também tivemos os ministérios de Balaão e do próprio Arão, que era “profeta” de Moisés (Ex.4:14-17).

Moisés anunciou a vinda de um outro profeta como ele (Dt.18:15) e, na própria lei, deixou consignado que o Senhor levantaria profetas no meio do povo (Dt.13:1), ainda que não como Moisés, que receberiam mensagens por meios indiretos (Nm.12:6), até a vinda daquele profeta como Moisés. É importante observar que Moisés, embora seja tido como um profeta anterior, escreveu, segundo Dake, 475 versículos de profecias e, no texto sagrado, Moisés escreveu 4.392 versículos mais do que Isaías, prova de que ser “profeta oral” não significa, em absoluto, não ser escritor.

A atividade profética não cessou, tanto que os judeus consideram que os livros do Antigo Testamento que se seguem ao Pentateuco, os livros que chamamos históricos, fazem parte do “Neviim”, ou seja, “dos profetas”, daí a expressão “a lei e os profetas”, que, inclusive, utilizada por Jesus (Mt.7:12; 22:40; Lc.16:16), que, desta forma, sancionou tal uso.

Destarte, após Moisés, como Deus havia dito, começou a levantar profetas no meio de Seu povo, a fim de manter a comunicação com Israel, sempre dentro do propósito de manter a observância da lei por parte do povo, como também de revelar progressivamente o Seu plano de salvação não só para Israel mas para toda a humanidade.

Josué foi, também, um profeta. Além de ter recebido a imposição das mãos de Moisés (Nm.27:18-20; Dt.34:9), gesto que representou a transmissão do ministério profético a ele, pois era o único ministério que Josué poderia exercer, vemos, também, Josué trazendo mensagens do Senhor ao povo (Js.3:9-12; 6:6-10,16-21,26).

Na época dos juízes, apesar da anarquia política, que também se apresentou como anarquia espiritual, Deus não deixou o povo de Israel sem profetas. Débora é a primeira profetisa mencionada nas Escrituras (Jz.4:4), a demonstrar, uma vez mais, que o ofício profético era o mais “democrático” de todos, que não fazia sequer distinção de sexos (ao contrário dos outros dois ofícios – sacerdote e rei –, circunscritos a homens).

Débora não somente trouxe a mensagem divina a Baraque relativamente à libertação do povo da opressão sob Jabim, como também foi usada pelo Espírito Santo para falar das consequências relacionadas ao envolvimento das tribos e cidades na luta pela liberdade, no famoso “cântico de Débora” (Jz.5), que nos mostra que o profeta era alguém que era cheio do Espírito Santo.

Outro profeta que temos nesse período é Gideão, que também transmitiu ao povo de Israel a mensagem divina que recebera e, deste modo, livrou Israel do domínio dos midianitas (Jz.6:34,35). Jotão, o filho menor de Gideão (Jz.9:5), também foi profeta, tendo, inclusive, revelado ao povo o desgosto divino pela escolha de Abimeleque como rei e a tragédia que se abateria sobre Siquém e sobre Abimeleque por causa daquela aliança que desagradara ao Senhor (Jz.9:7-20).

Entretanto, a anarquia sócio-político-espiritual do período dos juízes fez com que a atividade profética se tornasse rara no meio de Israel, consequência direta de sua corrupção espiritual (I Sm.3:1), tanto que, depois de Jotão, somente teremos notícia de um profeta nos dias de Eli, quando um homem de Deus é levantado pelo Senhor para proferir mensagem de desagrado com o comportamento dos filhos de Eli, Hofni e Fineias, a ponto de anunciar a mudança da linhagem sacerdotal (I Sm.2:27-36).

Este estado de torpor espiritual, que tornava a atividade profética rara e esporádica, porém, haveria de ser alterado com o levantamento de Samuel, não sendo por outro motivo que seja este o profeta primeiramente mencionado por Pedro no sermão feito após a cura do coxo da Porta Formosa, visto ter sido ele o “restaurador” da profecia em Israel.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...