Sérgio Paulo Gomes de Abreu: Um Batalhador Pelo Ensino da Palavra de Deus (Fundador e Primeiro Coordenador do Portal Escola Dominical)

No último dia 26 de outubro, o Senhor promoveu para a glória o irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu, coordenador do Portal Escola Dominical e presidente da Associação para a Promoção do Ensino Bíblico.

O irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu nasceu em 18 de dezembro de 1948, em Santos/SP, filho de um casal de membros das Assembleias de Deus em Santos/SP, onde seu pai era o maestro da orquestra. Desde cedo, o infante Sérgio Paulo dedicou-se à música e ao louvor, tendo, ainda na juventude, assumido a regência da orquestra da Assembleia de Deus em Santos/SP.

Casou-se com a irmã Celeste Bileski, com quem teve três filhos: Noemi, Rachel e Igor.

Estudou Matemática na USP, não chegando a concluir seu curso diante do vertiginoso crescimento profissional, atuando na área de tecnologia da informação e de marketing, tornando-se executivo de importante empresa multinacional, tendo, inclusive, morado na França durante algum tempo.

De volta ao Brasil, fixou residência, com sua mulher, em São Paulo/SP, passando a frequentar a Assembleia de Deus do Belenzinho, onde cooperou muitos anos como violinista na orquestra daquela igreja, tendo, no final da década de 1990, assumido a Diretoria da Escola de Música da Associação Jahn Sorheim, a entidade que congrega os músicos da Assembleia de Deus – Ministério do Belém.

Incomodado com a indiferença da Igreja frente ao avanço da tecnologia, principalmente com o advento da internet, que Sérgio Paulo viu nascer, envolvido que estava com a tecnologia da informação, juntamente com o irmão André Bérgsten, neto do saudoso missionário Eurico Bérgsten, fizeram, às suas expensas, o primeiro “site’ da Assembleia de Deus do Belenzinho e iniciaram o projeto do Portal Escola Dominical, com o intuito de aproveitar o potencial da internet para aprimoramento dos professores da Escola Bíblica Dominical não só da Igreja no Brasil, mas em todo o mundo.

O Portal Escola Dominical iniciou suas atividades em janeiro de 2001, tendo, quando saiu do ar por problemas econômico-financeiros em 2008, um acesso médio diário de mais de 3.000 (três mil) pessoas, tendo sido, desde então, um poderoso instrumento de apoio para as Escolas Bíblicas Dominicais de todo o mundo. Há testemunhos comoventes de como o Portal Escola Dominical foi instrumento indispensável para o ensino da Palavra de Deus em lugares afastados da África, como as selvas em Angola, ou para comunidades brasileiras isoladas em países do Primeiro Mundo, como o Japão.

No Portal Escola Dominical, o irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu demonstrou todo o seu amor a Deus e à Sua Palavra, tendo, apesar dos inúmeros e grandes problemas particulares vivenciados (em 2001, Sérgio Paulo ficou desempregado, não passando, desde então, a ter um rendimento estável), mantido, às suas próprias custas e com imenso sacrifício seu e de sua família, o trabalho até 2008, quando, sem nenhuma condição mais de manter o site no ar, continuou o trabalho do Portal, mas através do encaminhamento de e-mails.

Cabe aqui registrar, aliás, as inspiradas e bem lançadas palavras de outro grande nome da EBD no Brasil, o irmão Luiz Henrique de Almeida Silva, das Assembleias de Deus em Imperatriz/MA, que, por ocasião das condolências à família enlutada, assim se manifestou: “Perdemos um dos maiores entusiastas da EBD no Brasil, esforçado e zeloso pela obra de DEUS. DEUS nos console a todos e faça com que todos reflitam sobre a falta de ajuda que os dedicados servos de DEUS sentem por parte de seus alunos na labuta do ensino. DEUS possa consolar os inconsoláveis”.

Além do Portal Escola Dominical, dentro desta linha de defesa da Palavra e de realização concreta dos desígnios divinos da Palavra de Deus entre os homens, o irmão Sérgio Paulo Gomes de Abreu também se envolveu no trabalho da ADHONEP, tendo sido Vice-Presidente do Capítulo Paulista, como também estava a realizar anônimo mas vigoroso esforço junto aos segmentos da Igreja empenhados em trazer para o nosso país os resultados do projeto “Transformação”.

Sérgio Paulo Gomes de Abreu, com seu fino trato, com seu amor à causa do Evangelho e do ensino da Palavra de Deus, serve-nos de exemplo para os dias difíceis que estamos a atravessar, dias de perseguição certa à pregação do genuíno e verdadeiro Evangelho, dias em que precisamos, mais do que nunca, usar toda a tecnologia e avanço científico para pregarmos que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e está muito próximo de nos levar para o céu.

A propósito, irmão Sérgio Paulo não se cansava de dizer que, tendo nascido em 1948, data do ressurgimento do Estado de Israel, pertencia, sim, à geração do arrebatamento. Acordemos enquanto é tempo e conheçamos e prossigamos a conhecer o Senhor (Os.6:3). Como sempre lembrava o irmão Sérgio Paulo, o povo de Deus está sendo destruído por falta do conhecimento da Palavra de Deus (Os.4:6). Que, como ele, combatamos o bom combate contra esta obra destruidora até o momento em que o Senhor nos chamar para a glória.
Texto do Prof. Dr. Caramuru A. Francisco

Papa Condena o Aborto e Pede a Bispos que Reforcem aos Brasileiros o Poder do Voto para Defender o Bem Comum

Em reunião com bispos da região nordeste do país nesta quinta-feira, o papa Bento XVI falou a respeito do aborto e – sem citar diretamente a eleição do próximo domingo – pediu aos religiosos que orientem politicamente os fiéis, reforçando a posição da Igreja Católica a respeito do tema. O encontro ocorreu pela manhã, em Roma. “Em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum”, afirmou o pontífice. “Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases”, disse o papa. “Portanto, caros irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo.”

A polêmica em torno da descriminalização do aborto foi destaque no segundo turno da eleição presidencial. O assunto ganhou força quando começaram a circular pela internet vídeos e entrevistas em que a candidata do PT Dilma Rousseff defende abertamente o aborto – posição que ela mudou pouco antes de se tornar candidata. “Acho que tem de haver descriminalização do aborto”, disse em 2007, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. “No Brasil, é um absurdo que não haja.”

Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI disse: “Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana”. (os grifos são do editor do blog)

Fonte
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/papa-condena-o-aborto-e-pede-a-bispos-que-reforcem-aos-brasileiros-o-poder-do-voto-para-defender-o-bem-comum utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Vídeo - Eleições, Fatos e Vídeos: Uma mostra?

Muito se vem falando nestas eleições sobre liberdade de expressão, porém a maioria de nós não sabe o que isso significa na prática; o vídeo abaixo mostra o jornalista Paulo Beringhs, apresentador de um programa de notícias na TV Brasil Central - mantida pelo governo de Goiás -, quando declarou que estava sendo censurado pelo governador Alcides Rodrigues. A declaração foi feita ao vivo, durante a transmissão do Jornal "Brasil Central", na noite de quarta-feira (20/10). Vejamos o vídeo:





Fato 1: Iris Rezende é candidato ao governo de Goiás pela coligação “Goias Rumo ao Futuro” formada por PT-PMDB-PC do B e teve no primeiro turno 36,37 dos votos.

Fato 2: Marconi Perillo é candidato ao governo de Goiás pela coligação “Goiás Quer Mais” que conta com o PSDB–DEM–PTB–PPS–PTC–PTN– PT do B–PHS–PRTB–PMN–PSL- PRB e no primeiro turno teve 46,32 dos votos; aparece como preferido dos eleitores nas pesquisas.

Fato 3: Um dia depois da exibição do programa, duas pesquisas eleitorais divulgadas pela imprensa, mostravam que o candidato do PSDB, senador Marconi Perillo, liderava as intenções de voto para governador em Goiás. E mostravam também que a diferença do tucano para o adversário Iris Rezende (PMDB) diminuiu um pouco, em relação à votação do primeiro turno.[1]

Comentário: Você pode está se perguntando o que tem a ver com isso. Respondo. Se a declaração do apresentador for verdadeira, devemos pensar no seguinte: Como fica a democracia e a liberdade de imprensa neste caso? Seria isso uma censura? Será que isso não corre o risco de se transformar em uma prática comum?


Nota:[1]http://www.jb.com.br/eleicoes-2010/noticias/2010/10/21/go-cai-diferenca-de-marconi-para-iris-resende-segundo-pesquisas/

De Olho no Voto: Igreja, Política e Descontentamento

Por Francikley Vito

Há muito venho acompanhando o debate político neste ano eleitoral; e para minha total surpresa o lugar que a igreja “ganhou” nestas eleições foi inesperadamente mudado. Isso aconteceu depois que a candidata que, segundo as pesquisas, ganharia no primeiro turno teve seus planos abortados (sem duplo sentido) por uma “imprevisível força”, o voto evangélico. Tal mudança trouxe para o debate eleitoral, figuras e assuntos que antes eram pouco considerados ou simplesmente negados. Tamanha visibilidade assustou a alguns e desagradou a outros.

A igreja que até bem pouco tempo era totalmente contrária à política e a qualquer manifestação direta à qualquer candidato, colocou-se nos últimos dias em verdadeira “batalha campal”. Tais manifestações fez com que os ânimos se alterassem em vários setores da sociedade religiosa; seja ele evangélico, tradicional ou católico.

A Folha de São Paulo publicou como título de matéria que a “Campanha de Serra Faz Ofertas a Evangélicos” deixando subtendido que o “apoio” evangélico é barganha eleitoral. Diz a nota: “A campanha de José Serra (PSDB) está oferecendo benefícios a igrejas evangélicas e a entidades a elas ligadas em troca de apoio de pastores à candidatura tucana. O mesmo foi feito na campanha do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.” E reforça dizendo que “Segundo Cantóia [cordenador da campanha Serra para os evangélicos], entre os argumentos para conquistar o engajamento dos evangélicos, além do discurso relativo a valores, como a posição contrária à descriminalização do aborto, está a promessa de apoio a parcerias entre essas igrejas e entidades assistenciais a elas vinculadas com prefeituras e governo, em caso de vitória tucana.” [1]

Diante dos fatos, o escritor cristão Julio Severo chega a perguntar “Onde fica o Reino de Deus na disputa entre PT e PSDB?” E dispara: “esta eleição não representa alegria [...] é uma eleição de dor e sofrimento”. Depois de tomar uma decisão extremada em relação ao seu voto diz que “diante do mal, o Reino de Deus e seus valores são inegociáveis, mas muitos membros importantes da Frente Parlamentar Evangélica estão se vendendo em troca de propostas indecorosamente altas. O PT está conseguindo comprar a consciência de parlamentares evangélicos que até recentemente viam e avisavam sobre as ameaças dos projetos do PT. Agora, sob o peso das tentações terrenas, eles se calam para a verdade e só desentopem a boca para elogiar os bons pagadores.”[2]

Como disse, essas discussões sobre o apoio ou não de liderança religiosa a candidatos não é uma exclusividade nossa; o mais novo cardeal do Brasil, d. Raymundo Damasceno Assis, de 73 anos, também entrou na debate dizendo que “Cabe à Igreja dar critérios para ajudar os fiéis a escolher com responsabilidade e com liberdade. A Igreja não pode indicar nomes ou partidos. Os critérios de defesa da vida, do começo ao final, dos direitos humanos, da educação, da saúde, são questões importantes. A responsabilidade do voto é de cada um.”[3]

Segundo Jesus, o que nos diferencia como seus seguidores é o amor; amor pelo próximo, amor pela Verdade e amor por Deus. O amor ainda é o vínculo da perfeição, o “caminho mais excelente”. Mover-se pelo amor é ser movido pelo próprio Deus.
Aqui, irmãos, cabe a nós - a todos nós - uma reflexão: Qual o lugar da igreja no processo eleitoral? Como os cristãos podem ser sal da terra e luz do mundo em uma disputa eleitoral? É possível defender o Reino de Deus em detrimento dos nossos próprios interesses? Será que essa macabra ciranda politiqueira poderia ser de alguma forma evitada? Será que é possível defender valores sem vender a alma? E por fim: O nosso interesse reflete o interesse de Deus?
E você leitor, o que acha desses fatos?


Notas
[1]http://www1.folha.uol.com.br/poder/817799-campanha-de-serra-faz-ofertas-aevangelicos.shtm.
[2] http://juliosevero.blogspot.com
[3] http://www.ihu.unisinos.br/index.phpoption=com
noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=
37523

Mídia, Religião e Eleições: Uma Reflexão

Por Magali do Nascimento Cunha

As igrejas se tornaram protagonistas na mídia em duas situações claras: o destaque dado à candidata Marina Silva, evangélica, que teria captado bom número de votos entre os evangélicos por conta desta condição; e a inserção de valores religiosos na discussão sobre descriminalização do aborto e concessão de direitos às pessoas homossexuais – aqui católicos e evangélicos foram apresentados na grande mídia como protagonistas de uma "guerra" contra a candidata Dilma Rousseff. Este destaque às igrejas e líderes religiosos restringiu-se às posições tidas como mais conservadoras, pois não houve espaço de expressão para os setores católicos e evangélicos cujas posições são opostas às que eram expostas.

[A mídia] é um poder significativo, haja vista que temas como descriminalização do aborto e direitos homossexuais foram pautados pela repercussão da grande mídia com o reforço das mídias alternativas com circulação ampla de mensagens e de vídeos de campanha, no caso, contra a candidata

Desde o Congresso Constituinte de 1996 e a formação da primeira Bancada Evangélica e seus desdobramentos, a afirmação "crente não se mete em política" é algo sepultado. Na verdade, já não valia antes, pois omissão e indiferença já eram uma forma de fazer política. Entretanto, desde 1996, a política partidária transformou-se em pauta na vida de muitos "crentes" e igrejas evangélicas. O ano de 2010 tornou-se um ano emblemático: pela primeira vez uma candidatura evangélica à presidência foi apaixonadamente pronunciada e defendida. A assembleiana Marina Silva foi assumida e propagada, das mais distintas formas, como "a" candidata de grupos evangélicos contra mais um mandato para um governo petista, com base, fundamentalmente, em bandeiras relacionadas à moral sexual. Evangélicos contra o PT e contra Luiz Inácio da Silva também não são novidade, desde o primeiro pleito para a presidência em 1989. A “demonização” da candidatura Lula já acontecia, com argumentos que expunham desde “Lula é comunista e ateu. Não podemos ter um presidente ateu” até “Se Lula ganhar vai mandar fechar as igrejas”. Tais posturas reacionárias evangélicas, somadas à triste (para não dizer vergonhosa) atuação da Bancada Evangélica no Congresso Constituinte 1986-1989, levaram à criação, em 1990, do Movimento Evangélico Progressista. Em 1989 já havia sido criado o Comitê Evangélico Pró-Lula com o objetivo de mostrar que era possível ser evangélico e ser de esquerda. Portanto, esse fenômeno é bem novo e ainda vai trazer muita coisa para ser refletida. O Congresso Constituinte de 1996 é uma virada de página nesta história muito em função de projetos de igrejas e lideranças religiosas interessadas numa midiatização da religião. As concessões de rádio e TV foram o grande objeto de barganha naquele momento e em momentos seguintes e que resultou em maior presença das igrejas na mídia.

Quando pensamos nos evangélicos, temos que levar em conta vários fatores pastorais: em primeiro lugar, o clericalismo que marca a realidade das igrejas e que tornam as pessoas comuns, o chamado “povo das igrejas” algo como “massa de manobra”. Sobre isto me refiro ao fato de que muitos evangélicos votam em certos candidatos porque “o pastor mandou”. Isto é realidade. Pastores são formadores de opinião e assumem este papel em boa parte das vezes não para orientar mas para “ditar” mesmo a partir dos seus valores, dentro da lógica “ouvir o pastor é ouvir a voz de Deus”. E não estou falando de pentecostais tão só, mas também das igrejas históricas, e nem só de pobres, como também da classe média. Matéria que o Wall Street Journal publicou tem um depoimento que reflete isto.Nas igrejas históricas, isto tem acontecido bastante, ainda mais em tempos de força dos chamados movimentos celulares, em que a relação líder-discípulo é baseada no clericalismo e em autoritarismo. Fato é que boa parte destes líderes tem uma herança que está no DNA da formação evangélica no Brasil, que é o fechamento ao novo, à mudança, e a postura interesseira e corporativa, isto é, bom para o país é o que é bom para a religião. Daí a máxima “evangélico vota em evangélico”, na certeza de que estes políticos vão defender causas próprias do segmento evangélico que raramente interferem na ordem social e se revertem em “praças da Bíblia”, criação de feriados para concorrer com os católicos, benefícios para templos. Basta conferir os partidos aos quais estes evangélicos estão afiliados. Além disso, ainda tem o fator “demonização”. Isto é forte na cultura evangélica. Daí o valor que é dado à chamada “boataria”. O pessoal acredita em tudo isto porque quer acreditar e, nesse caso, o demônio faz a escolha, interessante, sempre pela esquerda. Isto é um fenômeno cultural relacionado ao imaginário religioso e político. Não foi à toa que a revista Veja publicou uma capa sobre o MST e o Stedile, cujo retrato era o próprio diabo. A mídia sabe mexer com este imaginário. É fato que desde os anos 1990, este quadro tem mudado com o surgimento de políticos evangélicos “de esquerda” e o Movimento Evangélico Progressista é parte desta história. Mas tem o DNA...

[O aparecimento de candidatos em eventos religiosos] é uma prática bastante comum entre os políticos. Já vimos este tipo de atitude antes em diferentes eventos religiosos. Certamente, não agrada aos evangélicos, mas acaba por ser assimilado como prática comum dos políticos. O que surpreendeu na última semana foi o candidato Serra produzir um folheto religioso, semelhante a um cartão de crédito, que, traz a frase "Jesus é a verdade e a justiça", seguida da assinatura dele. Esta ação parece ter ultrapassado os limites do bom senso do marketing político e deve levar a uma reflexão sobre o uso da religião como estratégia política.

Nota/Fonte
Magali do Nascimento Cunha é graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense. É mestre em Memória Social pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professora na Universidade Metodista de São Paulo. É autora de A explosão gospel. Um olhar das ciências humanas sobre o cenário evangélico no Brasil (Rio de Janeiro: Mauad, 2007).
http://www.ihu.unisinos.br/index.phpoption=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=37451

Sinceramente, o Que é Ser Sincero?

Por Sérgio Rodrigues

Um texto que circula há alguns anos na internet, atribuindo ao adjetivo “sincero” uma origem cheia de açúcar e sentimentos elevados, é um bom exemplo do poder da etimologia romântica, que em geral se aproveita do fato de a origem real de determinada palavra ser obscura ou sem graça para bolar em torno dela uma historinha saborosa e falsa.

Diz o texto que a palavra sincero nasceu entre os romanos (o que é a única gota de verdade na receita), para designar um tipo de vaso feito de cera que, por ser trabalhado com capricho a partir de uma matéria-prima de primeira qualidade, ficava tão fino e transparente que permitia entrever um objeto guardado em seu interior – “um colar, uma pulseira ou um dado”, como esmiúça nosso autor anônimo, ciente da regra de que detalhes dão verossimilhança à ficção.
Esse vaso, prossegue a lenda, parecia até não ser feito de cera, mas de algo imaterial, e passou a ser chamado de sine cera, isto é, sem cera. Mais tarde, o sentido da expressão teria se expandido com base numa analogia: “O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver através de suas palavras os verdadeiros sentimentos de seu coração”.

Não é nada disso. Segundo etimologistas sérios, a palavra sincero nasceu provavelmente da junção dos elementos latinos sim (um só) e cerus (que cresce, se desenvolve), significando aquilo que tem desenvolvimento único, sem bifurcações, e portanto é íntegro, reto, confiável. Convenhamos que não tem muita graça, mas o que se pode fazer?
Difícil é decidir se o propagador dessa lorota internética foi ingenuamente sincero ou se, pelo contrário, está rindo até agora.

Fonte
http://veja.abril.com.br/blog/sobre-palavras/curiosidades-etimologicas/sinceramente/

"Mensagem da Dilma" Não Convence: Candidata Insiste em Tentar Enganar Eleitor Religioso do Brasil

Por GIBEÁ*

Instada por lideranças evangélicas, aliás as mesmas que a apoiaram no primeiro turno da eleição, a candidata governista à Presidência da República apresentou uma “mensagem da Dilma” com o objetivo de “pôr um fim definitivo à campanha de calúnias e botos espalhados por meus adversários eleitorais”.

Por primeiro, desde logo, vemos que a candidata governista não alterou a MENTIRA de chamar de “calúnias e boatos” uma série de fatos que foram apresentados por lideranças religiosas e não-religiosas em todo o país, principalmente pela internet, que nada mais são que documentos, projetos de lei e afirmações oriundas do próprio Partido dos Trabalhadores (PT), quando não da própria candidata que, em 4 de outubro de 2007, em entrevista dada à Folha de São Paulo e à UOL, disse que era um abusrdo o fato de o aborto ainda ser crime no Brasil.
Desde logo, portanto, ao não admitir os fatos apresentados amplamente pelo país, a candidata deixa de atender um requisito essencial do Evangelho, que é o de falar a verdade, de não mentir, pois, como ensina a Bíblia Sagrada, a mentira é a principal característica do inimigo de todos nós — o diabo (Jo.8:44).

Lembramos que, juntamente com seu apelo aos brasileiros e às brasileiras, os bispos católicos romanos da Regional Sul 1 da CNBB apresentaram um documento com mais de 60(sessenta) páginas, mostrando, claramente, que o PT (Partido dos Trabalhadores) adotou como ponto programático a descriminalização do aborto, como também o pastor Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, em mensagem veiculada pela internet, disse ter presenciado, em audiências públicas, no Congresso Nacional, a atuação em bloco do PT em favor da legalização do aborto.

Começou, portanto, muito mal a “mensagem da Dilma”, que, se fosse verdadeira, autêntica e leal, deveria se iniciar com uma retratação, com o reconhecimento de um erro e de uma mudança de posição, o que, aliás, é o primeiro requisito da pregação do Evangelho de Jesus Cristo, que conclama a todos os homens se arrependerem de seus pecados e crer no Evangelho (Mc.1:15).

Por segundo, volta a insistir que ela é “pessoalmente contra o aborto” e que “defende a manutenção da legislação atual sobre o assunto”. Tal compromisso é totalmente inócuo. Queremos saber se Dilma vai mudar o programa partidário do PT, se tem forças para isto, pois de nada adianta ela ser “pessoalmente contra o aborto” e o seu partido ameaçar de expulsão e perda de mandato, inclusive o de Presidente, quem for contra a descriminalização do aborto.

Como bem afirmou o Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, ex-reitor do Seminário Arquidiocesano de Cuiabá/MT, em mensagem veiculada no último dia 12 de outubro no YouTube, não se trata de sabermos a posição pessoal deste ou daquele candidato, mas de analisar os projetos e programas de governo preconizados e defendidos pelos grupos políticos que se encontram atrás desta ou daquela candidatura.

O que se quer saber é se o candidato a vice-presidente de Dilma, o Sr. Michel Temer, que há mais de ano está com o projeto de lei que descriminaliza o aborto, vai colocar o projeto na pauta, para que ele seja imediatamente rejeitado, ou se vai continuar “cozinhando o galo”, aguardando a nova maioria pró-PT assumir, no ano que vem e, assim, cumprir os compromissos assumidos pelo governo Lula diante das Nações Unidas de descriminalizar o aborto no Brasil.

O que se quer saber é se o Presidente Lula, desde já, ou Dilma, se eleita, vai retirar o apoio do Brasil ao chamado “Consenso de Brasília”, documento assinado pelo Brasil em julho último no âmbito da ONU, como também modificar o “Plano Nacional de Política de Mulheres”, que prevê a legalização do aborto, medidas que independem do Congresso Nacional e, com isso, provar que o aborto será abandonado como “política de saúde pública” a partir de agora pelo PT e seus governos.

Dilma não prometeu fazer coisa alguma disso e, portanto, seu compromisso é absolutamente inócuo e não muda coisa alguma do que já disse até aqui.
Por terceiro, Dilma volta a insistir que não tomará nenhuma iniciativa para legalizar o aborto no Brasil. Mas, e os projetos que já estão no Congresso Nacional prontos para ser votados, graças a uma atuação sobre-humana do PT para evitar seus arquivamentos? Dilma continua achando que o povo brasileiro é ignorante…

A mesma coisa com relação às nefandas propostas da 1ª CONFECOM, que cerceiam a pregação do Evangelho nos meios de comunicação de massa (rádio e televisão). Dilma vai pedir para que os deputados federais já contatados pelo seu “companheiro de armas”, o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, deixem de apresentar projetos de lei para implementar estas medidas? Não adianta Dilma dizer que não vai mandar projetos de lei, se o PT e o governo Lula já decidiram que seus parlamentares o farão. É, aqui sim, uma tentativa de engano, uma mentira que se quer impor ao povo religioso deste país, notadamente o povo evangélico!

Por quarto, Dilma diz que o PNDH-3 está sendo revisto. Entretanto, a Secretaria Especial de Direitos Humanos, diante da repercussão negativa da sociedade, no final de 2009, fez uma comissão e reviu o projeto, apenas “trocando seis por meia dúzia”, como este grupo de estudos já analisou em artigo próprio, não havendo qualquer comissão ou grupo de trabalho, atualmente, que esteja a rever este decreto que, como ato do Poder Executivo, poderia ser simplesmente revogado, como sugeriu, a propósito, o ex-governador do Rio de Janeiro e deputado federal eleito, Anthony Garotinho (PR/RJ).

Onde está a prova de que o PNDH-3 está sendo revisto? Não será apenas um “boato” para “exploração eleitoral”? Onde está o ato do Presidente da República ou do Secretário Especial de Direitos Humanos pelo menos criando uma comissão ou grupo de trabalho para revisão do PNDH-3? Quer que acreditemos apenas na palavra da candidata que, aliás, foi, como ministra-chefe da Casa Civil, que fez a revisão final e deixou sair o decreto do que jeito que ele está?

O Presidente Lula não participou da referida reunião que suscitou a presente “mensagem da Dilma” (Presidente que não quis ser fotografado, talvez porque tenha vergonha de ser visto entre evangélicos…)? Por que, então, não manda seu porta-voz dizer que pontos serão revistos? Por que não baixou um decreto criando a referida comissão ou grupo de trabalho, como, aliás, fez no início do ano, depois da grita dos militares com relação à tal “comissão da verdade”?

Mas não é só!

Em que pontos o PNDH-3 será revisto? O que promete Dilma para o povo religioso do Brasil? Onde a revisão feita no início do ano não andou bem?

Dilma nada esclarece, querendo, simplesmente, que confiemos na sua “intenção”, mesmo depois de ter sido a principal responsável pela redação final do PNDH-3, na qualidade de ministra-chefe da Casa Civil.

Por quinto, com relação ao PLC 122/2006, atualmente no Senado, Dilma prometeu só sancionar os artigos que não prejudiquem a liberdade religiosa. Que artigos são esses? Por que ela não diz que artigos vetará caso sejam aprovados? O projeto já está pronto para ser votado? Por que não diz claramente o que vai vetar, já que quer “pôr fim definitivo a boatos e calúnias”?

Aliás, como a relatora do projeto é a senadora Fátima Cleide, do PT, por que Dilma não chama a senadora e diz para ela que artigos estão em desacordo com a “liberdade religiosa” e já altera o texto, agora mesmo, no Senado?

Por que o líder do governo no Senado Federal, o senador Romero Jucá (PMDB/RR), não apresenta um substitutivo com a retirada dos artigos que Dilma diz que vai vetar e que, por sinal, não sabemos quais são?
Quem quer “pôr fim definitivo a boatos e calúnias” deixa tudo claro, diz com o que concorda e com o que não concorda. Como ensina o Senhor Jesus, nosso falar deve ser “sim,sim, não, não” pois o que sai disso é de procedência maligna (Mt.5:37).

Como confiar no que Dilma diz, se ela não diz o que entende que cerceia a liberdade religiosa e, por isso, vai vetar? Nós, religiosos, que seremos atingidos por esta lei, se aprovada, não temos o direito de saber, desde já, o que será vetado, ou não? Não é este o objetivo apresentado pela candidata em sua mensagem?
Ou está, simplesmente, querendo que nós acreditemos em sua “boa vontade”, depois que o PT, há anos, tem tentado sempre atingir nossa liberdade de culto e de crença com este famigerado PL 122/2006 que, segundo a ex-deputada Iara Bernardi e a quase ex-senadora Fátima Cleide, ambas do PT, não viola, em nada, a liberdade religiosa e, portanto, não tem de ter veto algum?

Por sexto, dizer que pretenderá tomar medidas “a favor da família”, dando como exemplo programas de distribuição de renda e de habitação, é um acinte ao povo cristão, que vê na família muito mais do que sobrevivência material, do que “dinheiro no bolso” ou “teto para abrigo”, mas uma instituição divina, cujo modelo se encontra nas Escrituras e que é a célula mater da sociedade, uma instituição a quem Deus confiou “…a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação real do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja, sua esposa.…” (Papa João Paulo II. Exortação apostólica Familiaris consortio, n.17).

Dilma revela aí, pois, toda a concepção materialista e anticristã que está tentando demover os religiosos de enxergar em seu programa de governo e em seu partido político, no projeto que pretende, no Brasil, transformar “a condição de governo” em “condição de poder”, como esclarecido na última reunião do Foro de São Paulo, organização de partidos políticos dirigidda pelo PT.
Por tudo isto, vemos que a “mensagem da Dilma” não convence e não representa qualquer mudança de posição no que vimos e ouvimos até o momento, nestes 31(trinta e um) anos de PT e nestes quase 8(oito) anos de governo Lula.

Definitivamente, a “mensagem da Dilma” deve ser ouvida com discernimento evangélico: Dilma e sua coligação continuam sendo uma ameaça à liberdade religiosa no Brasil. Cristão genuíno não vota em Dilma.



* Grupo Interdisciplinar Bíblico de Estudos e Análises – grupo informal de estudos bíblicos nascido na década de 1990 no corpo docente da Faculdade Evangélica de São Paulo (FAESP) e que hoje tem vida autônoma e esporádica produção.

Religião e Eleições: Por Que Tenho a Sensação de Algo Errado?

Por Maria das Dores C. Machado

A grande importância que o tema do aborto adquiriu no debate público e na agenda dos candidatos à Presidência antecipa os desafios a serem enfrentados pelos movimentos feministas no próximo governo, mas também põe em xeque uma série de ideias do senso comum sobre o universo evangélico brasileiro e, mais precisamente, sobre a atuação política dos pentecostais.
Um primeiro ponto a ser destacado se refere ao fato de que num pleito onde, pela primeira vez em nossa sociedade, duas mulheres disputaram a Presidência da República e receberam 66% dos votos válidos no primeiro turno, o avanço das conquistas feministas ficou ofuscado pela importância que passou a ter a posição e o engajamento dos líderes religiosos — católicos, espíritas, evangélicos — nas campanhas das duas candidaturas femininas e na discussão em torno do aborto.

Ainda que a posição em defesa da vida perpassasse os diferentes segmentos cristãos, deve-se registrar que no primeiro turno ocorreu uma divisão tanto entre os católicos quanto entre os evangélicos em torno das duas candidaturas femininas. No campo católico, enquanto alguns líderes — como o bispo da Diocese de Guarulhos, D. Luiz Gonzaga Bergonzini — manifestaramse publicamente contra Dilma e o PT pelas posições do partido em relação ao tema, outros membros da hierarquia católica, como o sacerdote Gabriel Cipriane, foram ao “Encontro de Dilma com os cristãos”, realizado em Brasília no dia 29 para tratar da temática, e gravaram depoimento de apoio à sua candidatura, afirmando acreditar no seu compromisso de manter o diálogo com os grupos religiosos em relação a esta questão.

No campo evangélico, caracterizado pela heterogeneidade e pela intensa competição entre os grupos confessionais, também se verificou uma profunda divisão, com alguns líderes apoiando Dilma e outros defendendo a candidatura de Marina Silva, uma pentecostal cujo partido tem uma posição bem mais liberal do que a de sua candidata.
Assistiu-se, por um lado, à distribuição gratuita para os fieis pentecostais de DVDs do pastor Silas Malafaia em templos do Rio, assim como do vídeo do pastor batista Paschoal Piragine Jr, do Paraná, pregando votos contra a candidatura que defendia o tratamento do aborto como uma questão de saúde pública. Por outro lado, constatou-se que cartas de apoio foram veiculadas em blogs e sites pessoais e institucionais, como a do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, e declarações de voto de confiança na candidata petista foram gravadas por parte de líderes das mais distintas denominações: um dos mais proeminentes é o pastor Manoel Ferreira, da Assembleia de Deus, demonstrando que o conservadorismo moral em segmentos pentecostais encontra no pragmatismo de líderes um poderoso antídoto para uma posição alinhada em favor da candidatura da “irmã” de fé, que desde o início de sua participação na disputa eleitoral deixou claro sua posição contra a descriminalização do aborto e afinada com os valores tradicionalistas do pentecostalismo.
Deve-se destacar ainda que Marina Silva, embora conte com inegável carisma e uma postura física mais próxima da base social do movimento pentecostal, partilhou com Dilma e Serra os votos dos eleitores pentecostais.
A votação da representante do PV, apesar do aumento surpreendente na última semana, não pode ser explicada apenas pelo voto evangélico. Se, para além da confissão religiosa, a história de vida de Marina apresenta pontos de contato com a da grande maioria dos pentecostais, o tamanho e a ideologia do PV serviram de contraponto na disputa dos votos nesse segmento social. Dito isso, argumento que a definição dos votos dos eleitores pentecostais passa por outras variáveis do que a simples confissão de fé do/a candidato/a.
Em suma, se os votos dos católicos, evangélicos e espíritas — grupos confessionais que tendem a ter posições mais inflexíveis com relação ao aborto — se distribuem entre os candidatos, não faz sentido os dois postulantes à Presidência caírem na armadilha de pautar o debate pelos temas morais que só interessam aos tradicionalistas e fortalecem os atores religiosos que procuram fazer de uma questão que atinge milhares de mulheres brasileiras uma moeda de troca no jogo eleitoral.
As trajetórias políticas de José Serra e Dilma Rousseff têm mais afinidades com a conquista histórica do Estado laico do que com a interferência das instituições religiosas na política institucional.
Da mesma forma, os dois candidatos têm clareza dos custos de uma legislação restritiva no campo da interrupção da gravidez para a saúde pública e sobre quem recai o ônus da criminalização do aborto e, por isso mesmo, não podem abandonar o compromisso com as mulheres mais pobres de nossa sociedade, as mais prejudicadas com o uso eleitoreiro do tema do aborto.

Nota/Fonte
O título é meu (o editor do blog) não da autora do artigo. A foto foi publicada n'O Globo.
http://www.ihu.unisinos.br/index.phpoption=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=37320

De Olho no Voto: O Voto Evangélico e o Aborto

Por Gedeon Freire de Alencar
Os evangélicos sempre viveram na marginalidade em quase todos os aspectos. Entramos quase pela porta dos fundos na política e agora, plagiando uma expressão, “nunca na história desse país” se falou tanto em religião na época de eleição. Segundo as pesquisas e analistas, a questão religiosa foi fundamental, principalmente, em função de o pleito ter chegado ao segundo turno. Agora, eu queria que fosse realizada uma pesquisa mais específica sobre essa questão do voto dos pobres e da religião, porque não estou muito convencido de que obrigatoriamente o pessoal vota ou não vota naquele candidato por alguma razão religiosa. Sei que, quanto mais escolarizadas, as pessoas têm mais informação e o voto se torna mais complexo. Eu presumo que nas classes mais baixas, o voto se dá de forma muito instrumental e pelo meu interesse imediato. Nesse caso, a votação da Dilma na periferia se deu basicamente em função das necessidades imediatas que estavam sendo alcançadas, inclusive pelo Bolsa Família.
Nesse caso, como vai continuar a questão da eleição? A questão do aborto, ou do moralismo do aborto, esteve muito presente nessas eleições e isso pesou muito na decisão dos evangélicos. Porém, segundo tenho visto nos jornais, foi um fenômeno de internet. E poucas pessoas das classes C e D têm acesso à internet. As classes A e B do Brasil já têm acesso 100% à internet. Eu tenho minhas dúvidas em relação ao fato de as classes C e D estarem formando suas opiniões em função da discussão de internet. Tem algumas coisas que precisam ficar mais claras em relação a isso.

Apesar de todos os males e problemas do “talismã gospel” que existe por aí, eu acho muito interessante porque, antes, exercitávamos o nosso evangelho dentro de quatro paredes e as questões do mundo não diziam respeito a nossa espiritualidade. Os pessimistas diziam que estava sendo algo muito confuso, muito ridículo essa relação entre religião e política, mas acho muito válido. Isso porque mal ou bem as igrejas começaram a discutir a eleição, mal ou bem os pastores se envolveram e as novas gerações começam a discutir esse negócio [de política]. O voto do evangélico, na média, é conservador. Nessa altura do campeonato, portanto, o PT está sofrendo do mal do veneno que plantou. O PT expulsou deputado que é contra o aborto e colocou isso no projeto de governo, o que é uma bobagem porque poderia ter deixado a questão para ser discutida depois. Isso não é projeto de governo.
Eu não sou a favor do aborto, e, teoricamente, creio que ninguém é a favor disso. Mas precisamos discutir isso porque aborto ainda é uma questão de pobre nesse país. Os ricos continuam abortando e não morrem, porque fazem em clínicas bem aparelhadas. Meninas da periferia abusadas e mulheres pobres vão fazer aborto em clínicas que estão mais para açougues e morrem, mas morte de pobre em periferia não importa. Nesse momento, estão deturpando essa questão fazendo um “samba do teólogo doido” em cima de um assunto muito sério.

Fonte
Parte da Entrevista concedida a IHU. A Íntegra está disponível em http://www.ihu.unisinos.br/index.phpoption=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=37253

Por Uma Corda Melhor: Um Convite ao Amor de Deus!

Por Francikley Vito

Durante a última semana, os brasileiros tiveram a oportunidade de presenciar duas grandes manifestações de fé popular em nosso país. A primeira foi o chamado “Círio de Nazaré”, que é considerada a maior concentração católica do mundo (acontece desde 1793 em Belém do Pará, e é celebrado de ano em ano no segundo domingo de outubro); a segunda foi a “Romaria à Aparecida” (que acontece em São Paulo desde meados de 1717); ambas foram amplamente divulgadas pela imprensa nacional como demonstração da força do catolicismo brasileiro (apesar do Papa já haver demonstrado certa preocupação sobre este fato). Ao acompanhar as notícias sobre as duas “grandes concentrações de fé”, dois fatos me chamaram a atenção; um menos e outro mais relevante, espiritualmente falando.

O primeiro fato que me deixou de “orelha em pé” foram os números da migração à Aparecida, em São Paulo. Segundo um grande portal de notícia, a expectativa era que a cidade recebesse cerca de 330 mil romeiros que iriam prestar a sua homenagem “à padroeira do Brasil”; contudo, apesar dos esforços do Vaticano [1], esse número não parece ter ultrapassado os 145 mil romeiro durante todo o dia [2]. Número inferior ao esperado.

Neste espaça já fizemos esse mesmo exercício em relação a chamada “Marcha para Jesus”. Em relação à Marcha, os erros são sempre para baixo; no que diz respeito à Romaria os erros foram para cima. Por que será? Será que tem alguns querendo que nós entendamos algo diferente da “verdade dos fatos”? Seja como for, eis aqui o meu grifo.

O segundo fato, de maior importância espiritual para mim, foi o choro desesperado de uma fiel no Círio de Nazaré, no Pará, que queria a todo o custo segurar “a corda” que conduzia o carro que levava “a santa”(sic) para a igreja em que seria celebrada a missa solene. Explico. Segundo a tradição aquele que tem a oportunidade de agarrar a corda tem maiores chances de alcançar a “graça” desejada. Segundo a fiel, o esforço era para que alcançasse uma benção para a sua mão, que sofria de câncer. Ao ver aquela cena fique meio perturbado; afinal, qual o poder de uma corda? Em isso faria diferença para a doença da mãe?
Fui obrigado a pensar em outra corda: “As cordas de amor” (Os 11.4).

Se pudesse falar com aquela fiel, lhe diria que o nosso Deus tem uma corda melhor, uma corda de amor, que a pode trazer para mais perto de Deus, o Todo Poderoso; e uma vez envolvidos por essas cordas podemos ter a certeza de que Ele nos ajudará “em tempo oportuno”, e que a cada dia, por está perto Dele, Ele prende o Seu coração às nossas misérias. Assim, ficamos “esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 1:21); afinal “as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são a cada manhã”(Lm 3.22). E isso é uma verdade universal que serve para todos nós, cristãos ou não.

Porém, eu não posso falar dessas coisas para aquela senhora, não diretamente; mais posso falar essas mesmas verdades a todo aquele que, pelas dificuldades da existência humana, procuram desesperadamente uma corda, uma corda de amor.


Nota
[1] http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/09/vaticano-inclui-o-brasil-na-rota-do-turismo-religioso.html.
[2] http://www1.folha.uol.com.br/poder/813770-aparecida-recebe-cerca-de-150-mil-fieis-no-dia-da-padroeira.shtml

Se o Profeta Não for Independente sua Profecia se Cala!

Por Nelson Gervoni

Um olhar sobre o profetismo do Antigo Testamento, mesmo que não tão exegético, nos mostrará que havia uma relação entre os profetas de Israel e a liderança deste Estado. Mostrará que os profetas se envolviam nos assuntos políticos e sociais, tanto quanto nos assuntos religiosos, pois viam uma profunda relação entre eles. Mostrará ainda que esta era uma relação de conflitos, confrontos e quase nenhum conforto.

Para citar apenas alguns personagens do profetismo israelita, coube a Samuel um importante papel no início da realeza de Israel, enquanto Elias e Eliseu confrontaram o poder de Samaria e Damasco, e Isaias interferiu nos negócios públicos do Estado e denunciou a corrupção de Judá. Já Amós, que parece ser um símbolo da postura denunciativa profética, foi impiedoso em suas críticas a Jeroboão II, tornando-se o porta-voz de um Deus irado contra os poderosos de sua época.

Entretanto, os profetas de Israel não foram os primeiros a adotarem esta postura em relação ao poder. Arquivos reais de Mari, cidade das margens do médio Eufrates, mostram que profetas agiram como eles na realeza de Mari, aproximadamente mil anos antes. O profetismo em Mari "...punha o rei em guarda contra algumas negligências rituais em relação aos deuses ou contra sua teimosia em não aceitar suas advertências; opunha-se ao projeto da construção de uma porta fortificada ou anunciava ao rei o malogro de uma iniciativa militar..." (in AMSLER, S. Os profetas e os livros proféticos, Paulinas).

Esta relação entre o profetismo e o poder era garantida, entre outras coisas, pela independência nutrida pelos profetas e relação ao Estado. Podemos pensar em pelo menos três tipos de independências necessárias ao profeta, que lhe asseguram o uso do instrumental profético de forma legítima: independência temática, independência do objetivo e independência econômica.
A postura profética histórica nos propõe uma interessante e oportuna reflexão sobre o nosso papel como profetas da atualidade, quer sejamos pastores, padres, teólogos, igreja ou entidades paraeclesiais. Aponta para uma revisão da relação entre profecia e sociedade e poder na pós-modernidade. Faz-nos concluir que a independência das subvenções do poder garante ao profeta a legitimidade necessária não somente para profetizar a denúncia, como também avalizar, quando necessário, os atos governamentais. O aval profético em situações em que o poder aja de acordo com interesses da justiça e da ética só tem valor se o profeta for independente. Se não houver independência, o profeta cala a denúncia ou vê o seu aval interpretado como mera retribuição de quem recebe subvenção.

Como mulheres e homens de Deus na atual conjuntura, somos convocados à rejeição das diferentes formas de "subvenções" oferecidas pelos poderes: - a "subvenção" das idéias, desenvolvendo uma temática diferente da desenvolvida pelos governos; - a "subvenção" das diretrizes, elaborando a nossa própria pauta de objetivos;- e a subvenção (esta sem aspas) financeira, buscando alternativas de sustento que não nos calem a Palavra, nem coloque em nossos lábios outra palavra que não seja de Deus.

Fonte
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=50980

Bancada Evangélica quer Barrar o Plano de Direitos Humanos

Com um número maior de políticos eleitos, a bancada evangélica no Congresso já definiu as prioridades: trabalhar contra a aprovação de propostas como a descriminalização do aborto e contra o PNDH-3 (Plano Nacional dos Direitos Humanos). O grupo --que cresceu dos atuais 56 para 68 congressistas eleitos, segundo a frente evangélica-- tem como uma das metas trabalhar pela extinção do programa enviado ao Legislativo pelo governo.

"O fundamental é a revogação do PNDH-3", diz Anthony Garotinho (PR-RJ), eleito deputado federal com cerca de 700 mil votos. Após forte reação, o governo tirou do programa pontos como a revisão da lei que pune quem se submete ao aborto. Outro ponto polêmico é a retirada dos símbolos religiosos de prédios públicos. A bancada não considera as mudanças suficientes. Garotinho vincula seu engajamento na campanha da presidenciável Dilma Rousseff (PT) à retirada de temas como a garantia de direitos trabalhistas às prostitutas e a adoção por casais gays.

Presidente da frente evangélica, o deputado João Campos (PSDB-GO) também defende a revisão: "O governo tirou a diretriz que recomenda a descriminalização do aborto e colocou no lugar que considera o aborto uma questão de saúde pública". O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) saiu em defesa de Dilma Rousseff (PT), que, se for eleita, não vai encaminhar ao Congresso "propostas contra a vida".

Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/poder/812271-bancada-evangelica-quer-barrar-o-plano-de-direitos-humanos.shtml

Novo Manifesto Dilmista Confirma: Cristão Genuíno Não Vota em Dilma

Por GIBEA

Em 8 de outubro de 2010, a coligação “Para o Brasil seguir mudando” (PT, PMDB, PC do B, PDT, PRB, PR, PSB, PSC, PTC e PTN), que dá sustentação à candidatura de Dilma Roussef à Presidência da República, publicou um manifesto de mobilização para a vitória no segundo turno da eleição presidencial.

Por se tratar de mais um documento que se apresenta à sociedade brasileira, fazemos sua análise, como temos feito ao longo deste ano eleitoral, análise feita à luz da doutrina cristã.

Após mostrar que Dilam teve votação semelhante a de Lula nos dois primeiros turnos em que foi vencedor, bem como que os partidos que participam da coligação obtiveram ampla maioria dos votos nas eleições estaduais e na composição do Congresso Nacional, o manifesto afirma que a candidatura oposicionista encontra-se “mergulhada em contradições”. Será isto verdade? Vejamos, usando as próprias palavras do manifesto:


Um Ponto, de Vista: Sobre o Conceito de Oração

Por Francikley Vito

Pensar oração é sem dúvida um desafio para qualquer que queira entender essa que, para mim, continua sendo um mistério prático-teológico. Começarei pelo refúgio último daqueles que não tem uma estalagem mais segura onde se abrigar, ou seja, as conceituações (não uso a palavra definição porque este texto nem de longe pretende colocar fim à discussão; como dito, ele é só um ponto, de vista).

As minhas certezas a respeito do conceito de oração ganharam nova amplitude quando fui levado a ler o livro do pensador cristão C. S. Lewis, “Oração: cartas a Malcolm”; o livro que comecei a ler sem muitas pretensões tornou-se para mim como que um candeeiro em ambiente escuro e incerto. Confesso que preferia a comodidade da prática sem a teoria, mas uma tende a fortalecer a outra, em uma dinâmica circular. Ainda prefiro a fé simples!

Quando empreendemos uma leitura sobre oração, quase sempre nos deparamos com aquelas frases que nos dá a sensação de que são como que moveis antigos que estão esperando que alguém lhes tire o pó, as chamadas frases feitas. Compreendo a sua utilidade, mas confesso que as vezes me sinto meio que desamparado, semanticamente falando. Isso, repito, não é de todo um problema, ao contrário, torna-se um estímulo.
As conceituações (fique a vontade para chamar de definições) sobre oração vão desde aquelas mais poéticas, como a que diz que “oração é a respiração da alma”, até aquelas mais teológicas, como a de Tomás de Aquino quando diz que oração é “elevação da mente a Deus para o louvor e Lhe pedir o que é bom para salvação”. Etimologicamente falando, orar e falar, seja falar a outros ou falar com Deus. Aqui, obviamente, nos ocuparemos da segunda aplicação; sob a expectativa de nos encontrarmos em nossa escuridão. Procurando luz talvez consigamos prover luz.

A preocupação e tentar conceituar oração, e isso faremos; sob a iluminação de outros que trilharam um caminho mais árduo e mais glorioso que o nosso. Caminhar ainda é o jeito mais fácil para se completar uma jornada.

Começemos pela nossa ferramenta principal, os Dicionários. Para Hans Scheller, em artigo ao Dicionário de Conceitos Fundamentais de Teologia, 1993, a oração cristã

é a afirmação articulada da possibilidade de permanecer diante de Deus em todas as situações e em todas as dimensões do ser-homem. [...] Falar perante Deus é em todo caso encorajada pela revelação da bondade de Deus e a ela se deve, e, em conseqüência, não é nem arrogância da criatura nem mendicância que ofende à dignidade.(sic)

Seguindo a dura tarefa de conceituar o que seria oração, o teólogo Thomson, em artigo publicado n’O Novo Dicionário da Bíblia, 1995, observa que na Bíblia

a oração é uma adoração que inclui todas as atitudes do espírito humano em sua aproximação de Deus. O crente cristão presta culto a Deus quando adora, confessa, louva e O suplica em oração. Essa, a mais alta atividade da qual o espírito humano é capaz, também pode ser considerada como comunhão com Deus [...].

Cabe notar a dificuldade que se tem para, de maneira pura, conceituar oração. Thomson parecem tratar o termo “oração” como uma espécie de sinônimo que só pode ser entendido a luz de outros termos práticos tais como “adoração”, que por sua vez levaria ao “culto”; num ciclo sinonímico que, segundo penso, serve para aclarar a mente do leitor. Já no caso de Scheller, a proposta é mais especificamente uma tentativa de “definir” oração como uma possibilidade afirmativa em que a pessoa que ora pode colocar-se diante de Deus com todo o seu “ser”, de acordo com a crença adquirida pela Revelação.

Se quisermos, contudo, conceituações menos teológicas, podemos nos voltar para Thomas Merton quando diz que “a oração é uma expressão de quem somos. Somos uma incompletude vivente. Somos um vão, um vazio pedindo preenchimento”; ou ainda as ponderadas palavras de um judeu, Herman Wouk, ao dizer que oração é um desejo de “enaltecer a Deus pelas maravilhas da vida”; e complementa dizendo que seu objetivo cotidiano “é a renovação das energias religiosas por meio de um ato em que o indivíduo declara sua identidade [...] sua fé e esperança no Eterno”.

Seja como for, estou inclinado a concordar com Calvino quando, acertadamente, vejo agora, diz que esse exercício da oração e sua utilidade não podem ser expressos de modo suficiente pelas palavras; pois, penso eu que, como todo exercício, a oração é ato em curso e não discurso.

Por fim, chama-me a atenção o modo enfático como Paulo, escrevendo aos Efésios (6.18), trata a oração. Escrevendo àqueles que precisavam ter “os olhos do entendimento” abertos (Ef 1.18), o apóstolo diz tão somente: “Orai em todo tempo com toda oração e suplica no Espírito”. Pelo modo verbal apresentado, sou propenso a pensar que tais palavras são muito mais um mandamento que um conselho amigável. Se assim for, a oração é aqui apresentada como uma parte essencial da vida cristã; que, em conseqüência, precisa ser arraigada, regada e contemplada em nós. Para aqueles que creem em um determinismo irracional, a oração não faz sentido algum; mas para aqueles que confiam em Deus como Senhor da vida e da História, a oração e um evento, uma prática da mais extrema importância. Pois quando não nos damos à oração somo condenados a um tatear permanente, infindável. Precisamos de heróis.

Referências: Calvino, João. O Livro de Ouro da Oração. São Paulo: Novo Século, 2003. Dicionário de Conceitos Fundamentais de Teologia. São Paulo: Paulus, 1993. Enciclopédia Católica Popular. Disponível em http://www.ecclesia.pt/catolicopedia/. Acesso em 07 de Out. de 2010. Lewis, C. S. Oração: cartas a Malcolm. São Paulo: Vida, 2009. O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1995. Wouk, Herman. Este é o Meu Deus: A Maneira Judaica de Viver. São Paulo: Sêfer, 2002.

You Tube Cria Uma Forma de Censura Contra Pastor Evangélico

Por Reinaldo Azevedo

Um vídeo no YouTube foi visto, segundo sei, por mais de quatro milhões de pessoas. O pastor Paschoal Piragine Jr., da Primeira Igreja Batista da Curitiba, expõe os motivos por que os fiéis, segundo ele, não devem votar no PT— e a descriminação do aborto é uma delas. Como sabem, não postei o vídeo aqui porque poderia parecer endosso a tudo o que Piragine diz. E tenho algumas boas divergências. Mas isso agora é irrelevante.

Ocorre que o Youtube passou a pedir senha ou registro para que o vídeo possa ser acessado (aqui) . Lê-se a seguinte mensagem:“Segundo a sinalização da comunidade de usuários do YouTube, este vídeo ou grupo pode ter conteúdo impróprio para alguns usuários”.
Epa! Aí não dá! Impróprio para quem? Especialmente para os petistas, não? Quantos são os vídeos no YouTube que esculacham os tucanos e todos aqueles que o PT considera adversários? Falar mal do partido, agora, deve ser algo escondido, como se o Internauta usasse a Internet para ver pornografia? É uma forma de censura. Não se trata de expor a intimidade de ninguém ou de calúnia. É uma crítica politica, concorde-se ou não com ela.
Há outro arquivo do vídeo aqui. Essa gente vai ter de aprender a viver num país livre!
Fonte
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/youtube-cria-uma-forma-de-censura-contra-pastor-evangelico-quem-pediu/

Deixar para Depois é Pecado!

Por Joe Thorn

Por anos, fui um sério procrastinador. De fato, acho que poderia ter me profissionalizado (se fosse algo pago). Eu fazia o que muitos estudantes fazem, evitando seus compromissos até o último minuto. Mas, me justificava chamando isso de “gerenciamento de tempo” e mostrando uma grade horária rígida. É claro que isso não estava limitado a fazer trabalhos na faculdade. Era algo real em minha vida no geral. Em poucas ocasiões, e em alguns contextos diferentes, fui desafiado quanto à minha procrastinação. Mas ignorei todos esses desafios. Não achava ninguém convincente até que meu amigo Jonathan Edwards apareceu. Um dia, me assustei lendo seu tratado Procrastinação, ou, O Pecado e a Tolice de Depender do Tempo Futuro, e aquilo me esmagou da melhor maneira.

Por que procrastinação é errada? Edwards argumenta que a procrastinação desafia a graça de Deus, assumindo que ele nos deu um tempo futuro, quando, na verdade, nosso tempo pode ser curto. Não sabemos se teremos ou não um amanhã, então devemos sabiamente fazer o melhor com o tempo que Deus nos deu.

Isso exige que nós, por um lado, não dependamos do tempo futuro, enquanto, pelo outro, não concluamos que não temos amanhã. “Temos boas razões para não depender de outro dia, enquanto não temos razão para concluir que não viveremos mais um”. Ele diz:
“…devemos viver cada dia tão conscientes e tão santos como se soubéssemos que é nosso último. Devemos ser cuidadosos todos os dias para evitar todo pecado, como se soubéssemos que naquela noite, nossa alma será pedida. Devemos ser cuidadosos de cumprir toda obrigação que Deus exige de nós…”

Mas, em muitos outros aspectos, não somos obrigados a nos comportar como se concluíssemos que não vamos viver outro dia. Se tivéssemos razão para concluir que não viveríamos outro dia, algumas coisas que agora são obrigações não seriam nossas obrigações.
Procrastinação é um pecado feio, que nos afasta de envolver-se e desfrutar os dons e responsabilidades que Deus nos dá. Ele nos diz que podemos brincar com nossos filhos outra hora, levar nossa esposa para sair no próximo mês, ou terminar aquele projeto em algum momento mais para frente porque Deus nos deve um futuro. É um jeito de fugir das coisas que Deus nos chamou para fazer hoje.

A resposta não é simplesmente “pare de procrastinar”, mas viver com um senso de que hoje poderia ser nosso último dia, porém, também com o entendimento de que precisamos nos preparar para o amanhã que Deus deve nos dar. Isso significa que não desperdiçaremos tempo em pecado e tolice, nem abandonaremos trabalhos importantes e planejamento equilibrado. Significa que exultaremos e nos alegraremos no dia que o Senhor fez. Significa que faremos o que Deus nos deu para fazer, porque nisto glorificaremos e nos deleitaremos nele, enquanto somos fiéis a nosso chamado.

Fonte
http://iprodigo.com/textos/sua-procrastinacao-e-pecado.html
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