Dilma, Presidente ou Presidenta? Será Esse o Nosso Maior Problema?

Por Francikley Vito

Durante a campanha eleitoral deste ano, um assunto incomodou a maioria a população do nosso país, população que na sua grande maioria não é amiga íntima dos dicionários. Era o fato de como chamaríamos a então candidata Dilma Rousseff caso ela fosse eleita. Alguns diziam que era seria chamada de “a presidenta”, outros torciam a cara e diziam: “Nossa que nome mais feio. Presidenta!”. Segundo os dicionários, quando usado para se referir aquele que preside, ou seja, quando usado como substantivo, tanto uma como a outra forma está correta; podendo ser usadas sem nenhum prejuízo à Língua Portuguesa. Portanto, podemos falar que temos um presidente ou uma presidente (Houaiss, 2004).

A dificuldade se impõe pelo fato de que dentre aqueles que comandaram o Brasil sob o título de presidente, nunca tivemos uma mulher com essa função; a única mulher que comandou o Brasil nestes mais de quinhentos anos de história foi a Princesa Isabel no séc. XIX. Contudo entre lá e cá as diferenças e dificuldades são muitas e maiores.

Pensando nos desafios que serão enfrentados pela primeira presidenta do Brasil, o jornalista Gilberto Dimenstein diz que Dilma foi eleita na “era dos educadores”. “Nunca, em nenhuma eleição, se falou tanto da importância de investir no capital humano, ou seja, na formação dos indivíduos.”, comenta. Traçando um paralelo entre Isabel, que assinou a Lei Áurea em 13 de maio 1888, o jornalista da Folha prossegue: “Mais importante do que nossas riquezas naturais tão alardeadas, as descobertas do petróleo ou as obras de infraestrutura, é o preparo dos indivíduos para gerir suas vidas e inovar. Digo mais uma vez que essa é uma batalha tão ou mais complexa do que a abolição da escravatura. Será que será uma mulher que vai simbolizar essa era, da qual Tiririca seja apenas um divertido palhaço? Não sei de Dilma Rousseff vai conseguiu se marcar com um dos símbolos dessa nova era. O que é certeza é que esse é um dos maiores desafios de seu governo.”[1]
Como se vê, o nosso maior problema não é a grafia ou pronuncia do substantivo apropriado para a nova presidente do país, mas se ela conseguirá fazer do nosso Brasil uma nação melhor e mais igualitária para todos nós; respeitado a liberdade e a vida, que são direitos inegociáveis da pessoa humana. Quanto a nós cristãos, cabe seguir o mandamento divino, expresso por Paulo nas seguintes palavras: “Que se faça deprecações, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que estão em eminência [...] Porque isso é bom e agradável diante de Deus nosso Senhor” ( I Timóteo 2. 1-3).

Nota:[1]http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gilbertodimenstein/823704-dilma-e-tiririca.shtml

2 comentários:

  1. No fim das contas, acho que vai ser um mandato interessante de se ver. De um lado temos a figura de Lula, uma agradavel surpresa na politica brasileira e principal responsável pela candidatura de nossa Presidenta(e) e do outro lado temos Dilma que talvez no começo da campanha politica achou que seria tarefa facil ganhar as eleições, mas no decorrer da campanha as coisas se complicaram um pouco. Duvidas surgiram, posições e discursos tiveram que ser mudados as pressas e lula teve que voltar para campanha com mais pressa ainda. Pois bem, a eleição terminou, Dilma ganhou e agora ela tem 4 anos (ou até menos) para provar que ela é tudo aquilo que Lula e o marketing da campanha disseram que ela é ou confirmar as duvidas de mais da metade(serra+abstenções+nulos+brancos) dos eleitores do país. Oremos por ela e por nossa nação, afinal de contas, é de total interesse nosso que ela venha a ser uma boa Governante.

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  2. Querido Jonas, a Paz de Cristo!
    Concordo com você, e...que Deus nos ajude. Um abraço.

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