Um Ídolo Chamado Mercado

Por Carlos Queiroz

O mercado tem sido cada vez mais citado como força propulsora de sociedades inteiras e de todo tipo de relação, das interpessoais às internacionais. Utilizando-se de uma série de mecanismos para estabelecer parâmetros, fomentar condutas e definir regras, o mercado tem sido elevado a uma espécie de altar neste século 21. Por suas regras, a capacidade empreendedora transforma matéria prima em produto, a fim de se atender às demandas e aos interesses dos clientes. É assim que surge o lucro, objetivo primordial do mercado; na outra ponta, o mesmo produto proporciona certo grau de satisfação a quem o consome. Entidade distante da compreensão das pessoas comuns, e ao mesmo tempo tão próxima a ponto de interferir na vida do indivíduo, o mercado transcendeu a esfera puramente econômica para intrometer-se na política, no esporte, na ecologia e até na religiosidade.

E o mercado religioso? Este também tem crescido, e alimentado uma florescente indústria da fé. De um lado, temos a religião institucional utilizando-se dos elementos do mercado para justificar a funcionalidade pragmática de seus métodos; de outro, temos os devotos desse ídolo fundamentando esperanças no acúmulo de suas dádivas, os bens materiais. Desse modo, surge uma nova forma de ser e fazer religião, que de fato caracteriza-se muito mais como um negócio de mercado. Há uma demanda subjetiva, a tentativa humana de encontrar na transcendência uma resposta para as questões da vida, um jeito de se encontrar um caminho mais fácil e rápido para solução de problemas e realização de expectativas.

Pela lei da oferta e da procura, que rege o mercado desde os primórdios da civilização, é a sociedade que determina a viabilidade dos empreendimentos. Nos dias de hoje, com o surgimento de novos mercados, cabe a ela, também, o papel de acompanhamento e fiscalização dos negócios que realizam. Os empreendedores da atividade religiosa e seus atravessadores usam como mediação o nome de Jesus, e muitos acreditam que estão seguindo de fato a Cristo. Não percebem que, na raiz dessa neocristandade, não se está buscando ao Senhor nem os compromissos decorrentes do seu Reino, mas apenas objetivando interesses exclusivamente materialistas. Os mercadores da espiritualidade fazem do nome Jesus um mero amuleto.
Nesse novo jeito de se fazer religião, muitos cristãos, inclusive os de boa vontade, não percebem que fazem parte de uma nova ordem espiritual regida pelo ídolo do mercado. Uma divindade cujas faces modernas nada mais são do que maneiras novas de se fazer coisas antigas. Só não percebe quem ficou cego pelo deus deste século.

Fonte
http://cristianismohoje.com.br/interna.php?subcanal=52&id_conteudo=513

O Ministério Profético Após o Arrebatamento 3/3

Por Caramuru A. Francisco

II – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO REINO MILENIAL DE CRISTO

A Grande Tribulação termina com a vitória de Jesus sobre os exércitos do Anticristo e do Falso Profeta que, congregados no vale do Armagedom, estarão prontos para exterminar o remanescente fiel de Israel, que se encontrará entrincheirado nos montes da Judeia (Jl.3:11-21).

O Senhor Jesus, sete anos após o pacto entre o Anticristo e Israel, surgirá glorioso nas nuvens, com a Igreja, e pessoalmente tratará de trazer livramento e salvação a Israel (Is.63:1-6; Ap.19:11-21). Os israelitas remanescentes, ao verem o Senhor nos ares, O aceitarão como o Messias, convertendo-se ao Senhor Jesus (Zc.12:8-13:6).

Diante desta conversão, Israel receberá o Espírito Santo, que será derramado sobre toda a nação, ocorrendo, assim, o cumprimento cabal da profecia de Joel, que só foi parcialmente cumprida no dia de Pentecostes (Jl.2:28-32). Com a palavra o pastor João Maria Hermel: “…Israel buscará a Deus, começando assim o derramamento do Espírito Santo. Vejamos isso na profecia de Joel 2.20, o Senhor destroçando os invasores e em Joel 2.28, a promessa do derramamento do Espírito Santo. Essa promessa teve cumprimento parcial no Dia de Pentecostes (At.2.16,17) e terá pleno cumprimento onde muitos judeus serão salvos. Uma evidência é que no Dia de Pentecostes não se cumpriram os sinais preditos em Joel 2.30,31, o que ocorrerá somente durante a Grande Tribulação (Mt.24.29; Ap.6.12-14; At.2.19,20).…” (op.cit., p.62).

Este derramamento do Espírito Santo sobre todo o povo de Israel cumprirá o desejo manifestado por Moisés a Josué: “…Tomara que todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (Nm.11:29b). Por isso, aliás, o profeta Zacarias informa que não haverá mais profetas para o povo de Israel, visto que cada um terá o Espírito Santo e não precisará mais de profetas para se chegar a Deus (Zc.13:2-5).
OBS: É interessante notar que o judaísmo entende que Israel se tornou uma nação de profetas ao passarem o Mar Vermelho, pois, então, aí, teriam tido uma experiência sobrenatural, que os capacitaram a ser profetas. “…No Egito, os judeus presenciaram ocorrências sobrenaturais, mas quando o Mar dos Juncos [O Mar Vermelho, observação nossa] se abriu ao meio, todos os judeus adquiriram a condição de profetas. Está escrito mo Midrash [interpretações não literais de textos bíblicos feitos pelos mestres judaicos desde Esdras até por volta do século IV d.C. – observação nossa] que mesmo o mais simples dos judeus ‘viu no Mar de Juncos o que não fora visto nem pelo profeta Ezequiel’(…). No sétimo e último dia de Pessach ~[Páscoa, observação nossa] todos os judeus se tornaram profetas. D’us se tornou uma realidade tão palpável que, na Canção do Mar, entoada pelo Povo Judeu em louvor a D’us por sua salvação, as crianças proclamaram: ‘Este é meu D’us!’ indicando claramente perceber a Presença Divina…” (TRÊS níveis de percepção do Divino. In: Morashá, ano XVII, mar. 2010, n.67, p.9). Este pensamento é interessante, pois nos mostra, claramente, que, a partir da experiência no Mar Vermelho, Israel foi se descredenciando para ser uma nação de profetas, já que não pôde se tornar apto para receber a promessa de Abraão, recebendo, diante disto, a lei no monte Sinai, o que explica a frustração de Moisés na sua afirmação a Josué.

Sobre esta realidade, também, fala-nos o profeta Daniel, que, na profecia das setenta semanas, teve a revelação divina de que a profecia e a visão cessariam para o seu povo, i.e., para Israel, após setenta semanas, contadas da ordem para a reconstrução de Jerusalém. Como já dissemos supra, falta ainda uma semana para que tal se realize e esta semana findará, precisamente, no término da Grande Tribulação, com a derrota do Anticristo e do Falso Profeta pelo Senhor Jesus, na batalha do Armagedom (Dn.9:24).

Convertido ao Senhor Jesus, Israel poderá cumprir o propósito divino de ser o reino sacerdotal e povo santo, propriedade peculiar de Deus dentre os povos (Ex.19:5,6), motivo por que as nações todas, através de Israel, adorarão ao Senhor, vindo a Jerusalém anualmente, por ocasião da Festa dos Tabernáculos (Is.66:18-23; Zc.14:16-21).

Jesus reinará não só sobre Israel mas sobre o mundo inteiro, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Teremos entrado no reino milenial de Cristo, estando tanto Israel quanto a Igreja a reinar com o Senhor e a exercer o papel sacerdotal (Ap.1:6,7; Is.66:21,22).

Haverá ministério profético durante o reino milenial de Cristo? A resposta é afirmativa. Embora as Escrituras informem que não haverá mais profetas para o povo de Israel, o certo é que, na profecia de Joel, é dito que os filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões e os velhos sonharão sonhos (Jl.2:28).

Em Israel, dada a plenitude do Espírito Santo, não se fará mais necessário haver profecias, pois se estabelecerá o novo concerto, profetizado por Jeremias, onde haverá perfeita comunhão entre Cristo e Israel (Jr.31:31-34), numa dimensão toda especial, pois terão alcançado a salvação de forma definitiva (Rm.11:25-27), ainda que num patamar inferior ao da Igreja glorificada, que, a esta altura, também não mais precisará do ministério profético, pois já terá atingido, desde o arrebatamento, a perfeição (I Co.13:9,10).

Com relação às demais nações, todavia, o ministério profético continuará sendo necessário e os profetas serão, precisamente, os israelitas, os quais prosseguirão o trabalho iniciado pelos 144.000 assinalados durante a Grande Tribulação. Como reino sacerdotal, Israel, que terá um templo em Jerusalém (o templo descrito por Ezequiel, nos capítulos 40 a 46), organizará o culto ao Senhor, mas, também, como propriedade peculiar dentre os povos, será a nação de profetas almejada por Moisés, levando o conhecimento de Deus às nações e as trazendo à adoração (Is.66:19).

Por isso é dito que os filhos e as filhas dos israelitas profetizarão, que seus mancebos terão visões e que seus idosos sonharão sonhos, porquanto a eles será dado o ministério profético durante o milênio. Israel não só oferecerá sacrifício das nações a Deus, como também promoverá o conhecimento da verdade a todas as nações, comunicando-lhes a vontade de Deus.

Ao término do milênio, quando Satanás for solto, far-se-á a grande opção daquela geração longeva de todas as nações e muitos, apesar de tudo quanto ouviram da parte do Senhor, serão enganados pelo inimigo e destruídos na rebelião final (Ap.20:7-10).

Só, então, quando passarem estes céus e terra (Ap.20:11; 21:1), cessará o ministério profético, sobrevindo, então, o juízo do trono branco (Ap.20:12-15). Após este julgamento, com o fim da história, todos os homens que creram em Cristo Jesus desfrutarão da dimensão eterna, onde não será mais necessária a profecia, visto que todos estarão em plena comunhão com o Senhor (Ap.21:3).

Notemos, por fim, que, a partir da complementação das Escrituras, todos os profetas são orais, não reduzem a escrito suas mensagens, visto que as Escrituras se completaram (Ap.22:18,19).

A Luta Pelo Silêncio de Inocentes

Por Prof. Felipe Aquino

"Quem não teve 'namoradinha' que não fez aborto?". O governador do Rio de Janeiro fez esta pergunta lamentável e chocante em um evento em SP, e afirmou que a legislação – que considera o aborto crime - é “falsa” e “hipócrita”. (Folha de SP – 15/12/10).

É preciso responder esta sua infeliz pergunta. Gostaria de responder ao Governador, em meu nome – e creio, em nome de muitos – que jamais tive “uma namoradinha que fez aborto”. Jamais eu teria a coragem de usar uma moça; e, pior ainda, depois fazê-la abortar. A formação que recebi de meus pais, de meus professores, e pela voz de Deus que fala na minha consciência, jamais eu teria a coragem de tal ato hediondo e pecaminoso.
O namoro não é um tempo de brincadeira, de vivência sexual vazia e irresponsável, onde se pode gerar uma criança e depois matá-la ainda no ventre da mãe. Por isso são lamentáveis as palavras do sr. governador. E não se pode justificar este crime hediondo com a desculpa de um jovem ainda imaturo que tem o “direito” de brincar no namoro e com a vida dos outros.

A pergunta do sr. governador nos leva a entender que ele deseja que o aborto seja descriminalizado para que os jovens imaturos possam continuar matando o fruto de um namoro sem compromisso, irresponsável? Será que há meninas que possam ser usadas como “namoradinhas” de uso e abuso? Quem aceitaria isso para sua filha ou irmã? Ora, é preciso ter mais respeito a tantas meninas e moças que se tornam vítimas nas mãos de rapazes desumanos. Quantas tiveram mesmo que abortar? E quantas estão sozinhas criando seus filhinhos porque tiveram a coragem e a dignidade de respeitar a vida do seu filho?
Quando o Papa João Paulo II esteve no Brasil a última vez, em 1997, fez uma pregação para os jovens no Maracanã, quando disse, entre muitas coisas que: “Por causa do chamado “amor livre” há no Brasil milhares de filhos órfãos de pais vivos”. E muitos nem mesmo tem o “direito de nascer”. Que uma criança seja órfã porque o pai morreu, paciência, mas deixá-la órfã com o pai vivo, sem o seu carinho e proteção, é uma covardia.

O namoro é o tempo sagrado onde dois jovens se encontram para começar a construir um casamento e uma futura família; é um tempo de conhecimento recíproco, respeito e amor. Mas não o amor erótico, mas o amor de Deus. Jesus mandou que nos amássemos, mas “como Ele nos amou”. E Ele nos amou pregado numa cruz. Isso é amor; uma decisão de fazer o outro feliz, e não de usar e abusar do seu corpo e depois matar o fruto desse “amor livre”. A grande crise dos casamentos e das famílias é a crise do amor. Amar não é gostar egoisticamente de alguém. O Sr. governador do Rio de Janeiro afirma que manter a lei da criminalização do aborto é hipocrisia. Eu gostaria de perguntar-lhe o que é, então, matar uma criança inocente e indefesa no ventre da mãe?

O Instituto de Pesquisa “Vox Populi” acabou de publicar uma pesquisa, encomendada pelo Portal iG, divulgada em 5/12/2010, onde mostra que 82% dos brasileiros são contra a legalização do aborto, 87% contra a liberação das drogas e 60% contra as uniões civis de homossexuais. Para 72% das pessoas, “o futuro governo da presidente Dilma Rousseff não deveria sequer propor alguma lei que descriminalize o aborto” – a posição é compartilhada por católicos (73%), evangélicos (75%) e membros de outras religiões (69%).
Nota/Fonte
O título é do editor do blog. Em http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2010/12/15/quem-nao-teve-namoradinha-que-ja-fez-aborto/

O Homem Que se Descobriu Luva

Por Francikley Vito

Aquele seria um dia de trabalho como outro qualquer para Teófilo. Mas não foi. Como era o seu costume, acordou cedo, se arrumou e foi ao ponto para esperar o ônibus; que religiosamente passava por ali às 5h47. Ao entrar não notou nada de estranho. Olhou rapidamente para os acentos na esperança de haver algum vazio. Não encontrou. Tentando se equilibrar, dava olhadelas para os homens e mulheres que esforçavam-se para dormir, sem sucesso. Derrepente uma cena lhe fez arquear as sobrancelhas. Um jovem lia atentamente um livro. Esticou o pescoço para visualizar a capa. Leu. “A Mão e a Luva”. Disfarçou para que nenhum outro passageiro notasse seu repentino interesse. A Mão e a Luva, resmungou de si consigo. Assim foi todo o resto do caminho.

- A Mão e a Luva!

Depois de tomar o café da manhã na fábrica onde trabalhava, foi em passadas lentas para o setor onde desenvolvia as suas funções de operador de máquina. Olhava pensativamente para os pés lentos e pensava, como que se esforçando para fazer uma grande descoberta, - a mão e a luva. Terminou os deveres daquele dia de trabalho sem surpresas; a não ser aquela que desde a manhã mudara o rumo de seus poucos e tímidos pensamentos. Passou todo dia repetindo o que havia lido na capa do livro de um jovem sem nome e sem face. “A Mão e a Luva”! A Mão e a Luva! A mão e a luva! No caminho de volta para casa tentou um pensamento novo.

– A mão e a luva, uma foi feita para a outra; uma por causa do outra!

Sentiu uma satisfação de um garimpeiro que descobre a maior pedra de sua vida. A pedra que mudaria seu destino. Repetiu sua tese: Um por causa do outro. No fundo não sabia o que aquilo significava; mas, alegrava-se pelo fato de poder pensar em alguma coisa que fazia dele um amante do saber, um filósofo, um poeta. Um pensador das coisas da vida. Pelo menos era esse o motivo do seu contentamento. Um contentamento quase infantil.

Ao chegar em casa, entrou porta adentro ainda pensativo. Sua esposa, ao ver nos olhos do marido tamanha perturbação, tratou de colocar a comida no prato o mais rápido que pode. Não sabia o que aquele olhar significava, aprendeu com o passar dos anos a interpretar as expressões do marido. Mas aquela expressão lhe parecia nova, desconhecida. Enquanto comia, Téo mastigava devagar para sentir o sabor do velho tempero. Com um olhar perdido na alegria da descoberta, ouvia o badalar de uma frase que a muito lhe despertara:

- A mão e a luva, uma foi feita para a outra. Uma comanda a outra!

Depois de jantar olhou para a esposa e anunciou com a solenidade necessária para o momento: Amanhã vou a um lugar que vende livros! Surpresa com a notícia, a mulher nada disse. Apenas acenou com a cabeça positivamente. Amanhã vou a um lugar que vende livros, repetiu ao levantar-se. A noite passou lentamente.

No dia seguinte acordou cedo. Chegou à livraria quando os funcionários se preparavam para abria as portas. Entrou. Não sabendo muito bem o como fazer, recebeu o vendedor com certa desconfiança.
- Quero ver um livro, falou.

O vendedor vendo o seu acanhamento, pediu para que lhe dissesse o nome do livro para que pudesse trazê-lo. Com a mesma satisfação que experimentara no caminho para casa quando da sua descoberta filosófica, exclamou:

- “A Mão e a Luva”.

Ao pegar o livro que trazia na capa o refrão que há muito repetia como uma cantiga teimosa; sentiu sua textura, experimentou o seu cheiro, abriu suas páginas e por fim perguntou:

- Eu sou mão, ou sou luva?!

Vigiai! Outra Vez Vos Digo: Vigiai!

Por Francikley Vito

Historicamente, os períodos festivos tem se tornado momentos estratégicos no Brasil, principalmente as festas de fim de anos; e a explicação é que nesses momentos de grande comoção populares esquecemos-nos de vigiar, e, por isso, aproveitam-se desse descuido para colocarem em prática planos que, em momentos de vigilâncias, seriam facilmente percebidos. Por exemplo: O PNDH 3, Plano Nacional de Direitos Humanos nº 3, que foi criticado por muitos setores da sociedade brasileira – inclusive os evangélicos – foi lançado em um dia 26 de dezembro; e teme-se que o PL 122, a lei da homofobia, seja aprovada em meados do fim do mês. Tudo isso nós deverá deixar alerta, em vigilância.

E por falar em vigilância... No mês passado reproduzimos aqui uma reportagem da Folha on line que noticiava as intenções da Empresa Brasil de Comunicação de retirar da grade de programação da TV Brasil programas evangélicos e católicos. Na última semana o Conselho Curador, em audiência pública, resolveu adiar a decisão para o próximo dia 15 de fevereiro de 2011. O motivo, segundo o comunicado, é que “o tema motivou um amplo debate, mas como não houve consenso, os conselheiros preferiram amadurecer o assunto.”[1] Segundo disse Tereza Cruvinel, diretora-presidente da EBC, " Nós optamos por amadurecer o debate. Foi uma decisão madura". O motivo alegado para a retirada dos programas exibidos aos domingos é que “a maioria dos conselheiros entende que a emissora pública precisa expressar a pluralidade religiosa, abrindo espaço para outras manifestações”. Cabe a nós, então, vigiar e orar para que a vontade de Deus seja feita.


Nota:[1]http://www.ebc.com.br/conselho-curador/1o-audiencia-publica-do-conselho-curador-da-ebc-1/conselho-curador-transfere-para-fevereiro-definicao-sobre-a-programacao-religiosa-da-tv-brasil/

O Ministério Profético Após o Arrebatamento 2/3

Por Caramuru A. Francisco

As duas testemunhas profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, ou seja, três anos e meio, vestidas de saco (Ap.11:3), ou seja, transmitirão uma mensagem de arrependimento e confissão dos pecados, indicando o juízo divino, que não tardará. Sua pregação se dará num momento extremamente difícil para que se dê crédito à pregação, pois se estará num período de aparente paz no mundo, inclusive com o judaísmo a todo vapor, diante do restabelecimento do templo em Jerusalém.
OBS: “…Estas passagens bíblicas [I Ts.5:3; Ap.6:2, observações nossas] falam da paz e prosperidade que a terra experimentará no princípio do governo centralizado da Besta (Dn.11.36). Ela convencerá o mundo de que acaba de rariar a era da paz e do progresso com que a humanidade sonhava. A política, a religião, a economia e a ciência serão suas metas principais. A ciência atingirá um ponto nunca alcançado. Todo esse progresso será falso, porque será superficial e porque durará pouco. Logo depois, a Besta revelará seu verdadeiro caráter maligno, ao mesmo tempo em que os juízos desencadeados do Céu, sob os selos, trombetas e as taças do Apocalipse, capítulos 6 a 18, porão tudo a descoberto, mostrando que as multidões foram totalmente iludidas…” (HERMEL, João Maria. op.cit., p.61).

Verdade é que esta “aparente paz” é enganosa, visto que as Escrituras nos mostram que, mesmo durante o primeiro período da Grande Tribulação, teremos a intensificação de todas as mazelas que hoje já vivemos, no chamado “princípio das dores”, consoante nos mostram os selos do capítulo 6 do livro do Apocalipse.

Estes profetas serão levantados por Deus com grande poder, pois terão de enfrentar o Anticristo e o Falso Profeta, desmascarando-lhes. São chamados de “as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante de Deus na Terra”(Ap.11:4), razão pela qual há estudiosos que entendem tratar-se de Enoque e de Elias, dois profetas que não provaram a morte e que estariam sendo preservados pelo Senhor para esta missão do final dos tempos. Sem adentrar em especulações quanto à identidade de tais profetas, o certo é que, como afirma o pastor José Serafim de Oliveira, “…Deus enviará duas testemunhas durante o governo do anticristo para confortar o Seu povo, os judeus. Estas duas testemunhas serão dois homens cheios do Espírito Santo, que Deus levantará nesta ocasião para resistirem o anticristo e pregarem a Palavra de Deus, cujos ministérios serão semelhantes aos ministérios de Moisés e de Elias.…” (SERAFIM, José. Desvendando o Apocalipse: livro da revelação, p.68).

Durante o período de ministério destes homens, eles não conseguirão ser vencidos pelos seus adversários. Todos quantos se levantarem contra ele serão mortos (Ap.11:5) e terão eles a autoridade do Espírito Santo em suas mensagens. Além da autoridade do Espírito, que levará muitos à conversão, também farão sinais e prodígios, inclusive impondo, a exemplo de Elias, seca no período de sua profecia e poder para converter a água em sangue, a exemplo de Moisés, podendo, também, ferir a terra com tantas pragas quantas quiserem (Ap.11:6).

Notamos, pois, que, ao contrário do que ocorre na atualidade, o Espírito Santo não será derramado entre o povo de Deus. Durante o tempo da profecia destas duas testemunhas, terão eles o Espírito Santo, serão eles os propagadores da mensagem do Evangelho, o veículo para a comunicação de Deus com o homem. Voltamos, assim, ao que havia antes da Igreja, quando, em Israel, Deus Se comunicava com o Seu povo através dos profetas. Exceção serão apenas os 144.000 assinalados, as primícias do remanescente fiel de Israel.

Embora nada lhes possa fazer mal durante o tempo de seus ministérios, as duas testemunhas não poderão impedir o martírio dos “santos do Altíssimo”, daqueles que crerem em suas mensagens ou da dos 144.000 assinalados e se converterem a Cristo Jesus. Todos estes serão vencidos pelo Anticristo e mortos (Ap.13:10). Não serão salvos, como bem explica o pastor José Serafim, pela sua morte, pois a morte não traz salvação alguma, mas serão mortos por terem sido salvos pela graça, por terem crido em Jesus.
OBS: “…Foram perseguidos e mortos pelo anticristo por não negarem a sua fé. Lavaram as vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. Não foram salvos pelo seu próprio sangue, como alguns ensinam. Foram salvos pela graça. Só o sangue de Jesus purifica e torna o pecador apto para entrar na presença de Deus.…” (SERAFIM, José. op.cit., p.53).

Terminado, porém, o tempo do seu ministério (três anos e meio), o Anticristo coroará a sua vitória sobre os santos matando as duas testemunhas (Ap.11:7). Este seu ato, que se seguirá à sua “falsa ressurreição” (Ap.13:3), confirmará, aos olhos de toda a terra, de que o Anticristo é um deus e que merece ser adorado. O Falso Profeta, que também fará sinais, fazendo até descer fogo do céu (muito provavelmente para se contrapor aos sinais das duas testemunhas, que, como Elias, haviam fechado o céu para que não chovesse), também levará o povo a reconhecer o Anticristo como “deus”, instituindo, assim, o culto ao Anticristo, para o que convergirão todas as religiões até então existentes, salvo o judaísmo, que com isto não concordará (Ap.13:13-15).

Com a morte das duas testemunhas pelo Anticristo, são calados estes dois profetas, que passam a ser “troféus” das duas bestas, tendo seus corpos expostos em Jerusalém, que se tornará a sede do culto ao Anticristo (Ap.11:8-10), diante da profanação do templo por ele, que se dará concomitantemente (Dn.9:27; 11:31; Mt.24:15). Estarão ali para “provar” a deidade do Anticristo e a circunstância de que o Falso Profeta proclama a “religião verdadeira”.
OBS: É interessante anotar que, na escatologia islâmica, há a crença de, pouco antes do dia do julgamento, haverá três profetas. Um deles, falso, chamado de “Al-Dajjal“, que será desmascarado por “Mahdi”, um profeta que, juntamente com “Isa” (que é Jesus), que retornará, vencerá “Al-Dajjal” numa batalha.

Estes profetas, porém, ressuscitarão, ao final do período da Grande Tribulação, ou seja, três anos e meio depois de sua morte, num grande sinal e prodígio que testemunhará a iminência da derrota do Anticristo e do Falso Profeta, encontrando-se com o Senhor nos ares, quando este, acompanhado da Igreja, retornar das bodas do Cordeiro para a batalha do Armagedom (Ap.11:11-13; 19:11-21), retorno, aliás, que foi profetizado pelo primeiro profeta, Enoque (Jd.14).

Após a morte das duas testemunhas, inicia-se o pior período da Grande Tribulação, onde os juízos divinos serão derramados sobre a Terra, com a preservação tão só do remanescente fiel de Israel.

Mas, diante da cessação do ministério profético das duas testemunhas e da circunstância de que o Israel fiel ir para o deserto, acuado, sem condição alguma de propagar a mensagem do Evangelho (Ap.12:12-17), teremos a cessação da atividade profética durante a segunda metade da Grande Tribulação, numa situação similar ao “silêncio profético” entre Malaquias e João Batista?

A resposta é negativa. Em Ap.14:6-11, é dito que três anjos trarão mensagens aos homens, a respeito do juízo de Deus, conclamando-os a temer a Deus e lhe darem glória e a recusarem o sinal da besta para que não sofressem os juízos divinos. Vemos, pois, que a comunicação de Deus com os homens não cessará, não haverá novo “silêncio profético”. Deus calou-Se porque estava para vir a salvação, mas, agora, que está para vir o juízo, a destruição, Sua misericórdia e amor O impedem de ficar calado. Aliás, foi esta a mensagem deixada pelo último profeta antes do “silêncio profético interbíblico”, Malaquias: “Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor; e converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml.4:5,6). Ou seja: Deus sempre abre uma oportunidade antes do juízo. Aleluia!

Assim como antes do dilúvio, levantou Noé para pregoar a justiça (II Pe.2:5); antes da destruição do reino de Israel (o reino das dez tribos do norte), levantou Oseias para mostrar o Seu amor para com Israel (Os.1) e, antes da destruição do templo e de Jerusalém, levantou Jeremias em Judá (Jr.1), também anunciará uma mensagem às nações antes que desfira o golpe final de juízo sobre os impenitentes da Grande Tribulação.
OBS: Segundo alguns estudiosos, aliás, os 144.000 assinalados estarão em pleno trabalho de evangelização neste período, o que, também, afasta a hipótese de “silêncio profético” nessa época.

Muito se discute se se trata aqui de anjos, que pregariam esta mensagem, ou, então, se tais anjos são mensageiros humanos, novos profetas que serão levantados neste período. Os estudiosos dividem-se. O pastor José Serafim entende tratar-se de mensageiros celestiais, o que faz sentido, diante da inexistência de pessoas que sirvam a Deus fora do remanescente fiel de Israel, grande parte deles encurralado nos montes do deserto da Judeia. Será esta mensagem, porém, que levará ou ajudará a levar algumas nações a não se voltarem contra Israel, o que lhes permitirá a entrada no reino milenial de Cristo (Mt.25:31-46).

A Arqueologia Não Prova a Bíblia!

Por Francikley Vito

Enquanto pesquisava mais atentamente sobre a área de Arqueologia, e mui principalmente a arqueologia bíblica, como é chamada; fui surpreendido com uma declaração que dizia que a arqueologia não prova a Bíblia, ou não confirma a Bíblia. Caso eu tivesse ouvido essa afirmativa de qualquer outra pessoa teria certamente duvidado, mas as palavras vieram de uma das maiores autoridades em arqueologia do nosso país, o professor Rodrigo Pereira Silva [1]. Depois do choque inicial, decidi olhar com mais cuidado a questão.

Uma das definições mais simples e claras sobre Arqueologia pode ser encontrada no dicionário Aurélio (2005) ao dizer que Arqueologia é “o estudo científico do passado da humanidade mediante os testemunhos materiais que delas subsistem”(grifo meu). Ora, se o material, como diz o dicionário, é o testemunho principal das pesquisas arqueológicas, é de se imaginar que ele não serve como base para provar ou confirmar as verdades da fé; há na Bíblia verdades e princípios que para serem cridos exige-se fé, e fé é certeza e prova que habitam na imaterialidade (Hb 11.1). Assim, a fé é o melhor óculo para se ler as narrativas bíblicas. Falando a respeito do mesmo tema, o professor de assiriologia em Londres D. J. Wiseman assevera: “Visto que a arqueologia, ramo da história, trata primeiramente dos materiais, nunca poderá testar tão grandes verdades bíblicas como a existência e atividade redentora de Deus e de Cristo, a Palavra em forma de carne”[2]. Além do mais, colocar a arqueologia como confirmadora das Escrituras seria colocar esta sobre a autoridade daquela; e isso é um erro flagrante para todo aquele que crê na doutrina da inspiração plena. Se é assim, qual então seria o trabalho da arqueologia bíblica em relação à Palavra de Deus? Ainda tomando por base os pensamentos de Silva e Wiseman, dentre outros [3], podemos dizer que o auxilio que a arqueologia presta aos que estudam a Bíblia se dá em, pelo menos, duas áreas de atuação.

A arqueologia me ajuda a confirmar a história que a Bíblia apresenta. Por muitos anos as histórias contadas pelo Livro Sagrado foram tidas como narrativas ficcionais, ou seja, mitos, no sentido mais pejorativo do termo [4]. Posições desta natureza foram mudando a partir do momento que novas descobertas vieram a público. Um exemplo disso pode ser visto quando, em 1947, um pastor encontrou em cavernas na região de Kirbet Qumran alguns vasos que continham manuscritos em pergaminhos e papiros com cópias de textos bíblicos datados de até o século terceiro a.C. Tais descobertas foram consideradas o acontecimento arqueológico mais importante do nosso tempo; esses achados ficaram conhecidos como “Os Manuscritos do Mar Morto” e oferecem abundante material para pesquisa no Antigo Testamento, comprovando que o Texto Sagrado foi mantido praticamente inalterado com o passar dos anos. Deus protegeu Sua narrativa.

A arqueologia me ajuda a compreender algumas passagens obscuras. Uma das passagens que causa mais inquietação entre arqueólogos é a narrativa da jornada do povo de Israel pelo deserto, registrada no livro do Êxodo. Parte dessa narrativa, no capítulo 15, conta como o povo de Deus, ao passar pelo Mar Vermelho, caminharam três dias sem encontrar água; e como Deus transformou água salgada em água doce quando o povo escolhido chegou a Mara (Ex 15.22). Esse relato era crido tão somente pela fé; até que em 1988 Bob Cornuke e seu amigo Larry Williams “encontraram fontes antigas que continham águas muito amargas que não podiam ser bebidas.”[5] Provando assim a narrativa outrora tida como ficção mitológica. Nas palavras do Dr. Rodrigo Silva, “a arqueologia nos ajuda a ler a Bíblia em 3D”. Isto é, ela aumenta a nossa visão com relação à verdade de Deus, A Bíblia.

Longe de qualquer pretensão, essas são apenas notas que gostaria de compartilhar com os leitores desse blog para que, ao lê-las, eles se inspirem a procura com afinco ferramentas que sirvam para edificar as paredes da sua fé, pois tal trabalho depende de cada um de nós como leitores e dependentes da Palavra revelada do Deus da história.


Notas: [1] http://www.youtube.com/watch?v=i0VDj0gMZQ0; [2] In: O Novo Dicionário da Bíblia, 1962, p.117; [3] ex.: Price, Pedras Que Clamam, 2001, p. 297; [4] Dicionário de Teologia, 2000; [5] http://www.arqueologiadabiblia.com/2010/02/as-provas-do-exodo.html

A Lei da Mordaça: Contra a Lei da Homofobia

Por Carlos Apolinario

No Brasil, quem se manifestasse contra o regime militar era processado e preso. No Irã, discordar da religião oficial pode resultar até em morte. Na China, a crítica ao comunismo é severamente punida.Em todos esses casos, estamos falando de uma ditadura. Hoje, no Brasil, é diferente. As liberdades de consciência, crença e expressão são invioláveis.Mas, desde 2006, um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional ameaça esse direito. Trata-se do PL 122, que, a pretexto de assegurar os direitos dos homossexuais, cria a lei da mordaça, que pune até com prisão quem não concorda com o homossexualismo ou com o comportamento dos homossexuais.Além disso, transforma os gays em uma categoria especial.Como cristão, aprendi que é preciso respeitar o livre-arbítrio e, portanto, respeitar a escolha que cada um faz, desde que essa escolha não seja um atentado ao direito do outro. Mas o respeito ao livre-arbítrio e o amor que todos devemos ter pela figura humana do gay não significa que tenha que concordar com essa escolha e aceitar a lei da mordaça.

A Constituição Federal estabelece que homens e mulheres são iguais perante a lei em direitos e em obrigações. Não existe um terceiro gênero previsto na Lei Maior do país, o do homossexual. Ainda que os gays não concordem, perante a Constituição eles continuam homens e mulheres, independentemente do que decidam fazer com o próprio corpo.O Estado tem a obrigação de punir com todo o rigor quem comete atos de violência ou humilhação contra outra pessoa. Mas, para isso, nós já temos o Código Penal. Qual é a justificativa para que se crie uma lei penal exclusiva para os gays? Pois é isso o que acontecerá caso o PL 122 seja aprovado. Estaríamos diante de uma inversão de valores.Pessoas são discriminadas diariamente, seja porque são pobres, feias, gordas, cadeirantes, evangélicas e/ou por serem gays. Todo tipo de discriminação tem de ser combatido, e não a discriminação apenas de uma categoria. Hoje, se alguém for maltratado e for hétero, o tratamento será de um jeito; mas, se essa pessoa for gay, o caso será considerado mais grave -o risco é de prisão.E o que dizer de líderes religiosos que seriam impedidos de dizer o que pensam? O debate não é religioso, mas de cidadania. Homens e mulheres são livres para viver como decidirem. Podem se manter solteiros, se casar, se divorciar e até viver com pessoas do mesmo sexo. Mas todos podem dizer que uma dessas escolhas não seja correta. Os favoráveis ao PL 122 falam em direitos humanos.Mas de que direito eles estão falando? O discurso é atraente, mas, a rigor, trata-se de impor à maioria um modo de existência da minoria. Isso, sim, é uma forma de opressão.

A pretexto de combater a homofobia, o PL 122 cria, na verdade, a heterofobia, pois homens e mulheres que não concordam com o homossexualismo poderiam ser interpretados como homofóbicos apenas por dizer o que pensam.Viveríamos debaixo de uma cultura do medo, já que qualquer ato ou fala poderiam ser interpretados como crime de homofobia.Caso o PL 122 já estivesse aprovado, o chanceler da Universidade Mackenzie, Augustus Nicodemus Gomes Lopes, poderia ser processado e preso apenas por ter escrito e publicado no site da universidade um artigo em que defende os valores da Bíblia quanto à sexualidade.O PL 122 é, em outras palavras, a institucionalização de cultura que tive a oportunidade de denunciar, em 7/6, neste mesmo espaço: a ditadura gay. E, por isso, deve ser rejeitado num país democrático.

Fonte
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0412201008.htm

O Ministério Profético Após o Arrebatamento 1/3

Por Caramuru A. Francisco

Texto áureo – “E ele me disse: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis” (Ap.10:11).

INTRODUÇÃO

A atividade profética prosseguirá mesmo após o arrebatamento da Igreja. A retirada da Igreja do mundo não representará o término do ministério profético. Na Grande Tribulação, haverá profetas, como também no reino milenial de Cristo, quando Israel se tornará o reino sacerdotal planejado pelo Senhor desde a entrega da lei no Sinai.

I – O MINISTÉRIO PROFÉTICO NO PERÍODO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

Temos visto que a atividade profética se iniciou como uma resposta divina à invocação ao nome do Senhor, gesto feito por Sete ao ter seu primeiro filho, Enos (Gn.4:26), tanto que o primeiro profeta que as Escrituras nos registram é Enoque (Jd.14), o sétimo depois de Adão.

A profecia é a comunicação de Deus aos homens e, deste modo, é uma atividade que, embora tenha por assunto a salvação, a revelação do plano de Deus à humanidade, não se esgotou com a consumação da obra redentora no Calvário.

Tanto é assim que, mesmo depois da morte e ressurreição de Jesus, continuamos a ter a atividade profética, agora exercida pela Igreja, que foi edificada pelo Senhor Jesus (Mt.16:18), Igreja esta que tem uma missão profética, visto que é a agência do reino de Deus na Terra.

A profecia, pois, não depende da Igreja para continuar a existir, visto que já existia antes de a Igreja surgir. Por isso, quando a Igreja for arrebatada, dando fim à dispensação da graça, a atividade profética não cessará, pois ela é independente da Igreja, embora, na atualidade, seja ela exercida pela Igreja e tão somente por ela.

Uma das demonstrações que temos de que a atividade profética não se esgota com a Igreja é a circunstância de ainda haver profecias do Antigo Testamento que ainda não foram cumpridas, o que é suficiente para mostrar que a atividade profética suplanta o período da Igreja ou a própria Igreja. A profecia não apenas falava da salvação do homem, mas, também, da restauração de todas as coisas (At.3:21), algo que ainda não ocorreu e que ainda está para vir.

Por isso, no dia em que Jesus vier arrebatar a Sua Igreja, pondo fim à graça, a atividade profética não será eliminada da face da Terra, prosseguirá existindo, mas, tendo em vista a retirada da Igreja, assumirá um novo perfil.

Com o arrebatamento da Igreja, o Espírito Santo, que é a Pessoa divina que promove a comunicação de Deus com o homem, deixará de atuar de forma indiscriminada como tem sucedido desde o dia de Pentecostes. A Igreja, sobre quem foi derramado o Espírito Santo, subirá ao encontro do Senhor nos ares (I Ts.4:16,17), guiada pelo Espírito Santo, que, assim como a Igreja, anela a chegada daquele dia (Ap.22:17). Temos uma figura desta realidade na passagem bíblica do casamento de Isaque e Rebeca, pois esta foi levada ao encontro daquele por Eliezer, tipo do Espírito Santo (Gn.24:58-67).

No entanto, o Espírito Santo não abandonará a Terra, como até alguns equivocadamente ensinam. Por primeiro, por ser Deus, Ele é onipresente e, portanto, não poderia deixar de estar na Terra. Por segundo, como a atividade profética não cessará, mesmo durante a Grande Tribulação, mister se faz que o Espírito atue, ainda que não mais indiscriminadamente, como agia na época da Igreja.

Após o arrebatamento da Igreja, as Escrituras nos indicam que Israel conseguirá reconstruir o seu templo em Jerusalém, mediante um acordo que fará com uma grande liderança política, surgida do reerguimento do antigo Império Romano (Dn.9:26,27), acordo este que se tornará possível por causa de dois importantes fatos que alterarão a geopolítica internacional: uma grande vitória militar de Israel contra uma aliança de países liderada pela Rússia, Irã, Líbia e Turquia (Ez.38,39) e a conquista do poder no Ocidente por esta grande liderança política, neste Império Romano redivivo.

Com a reconstrução do templo, começa a última semana das setenta semanas profetizadas por Daniel (Dn.9:24-27), bem como o período descrito em diversas passagens bíblicas, mas notadamente nos capítulos 6 a 19 de Apocalipse, conhecido como “Grande Tribulação”, um período de juízo divino sobre a Terra, que será entregue nas mãos do Anticristo e do Falso Profeta.

Enquanto o poder político, econômico e religioso do mundo cai nas mãos da “trindade satânica” (diabo, anticristo e falso profeta), Deus providenciará que surjam profetas, cheios do Espírito Santo, que pregarão a verdade e conclamarão a humanidade ao arrependimento de seus pecados, apesar de toda a eficácia e poderio que se permitirão ao Anticristo e ao Falso Profeta (Dn.7:19-25; II Ts.2:8-12; Ap.13).

Mesmo diante de um quadro desolador, o Senhor terá, no meio da humanidade, o Seu povo, aqueles que crerão em Jesus e alcançarão a salvação, como sendo a respiga da colheita (Lv.19:10: 23:22; Rt.2:3,15-17). O primeiro grupo mencionado é o dos cento e quarenta e quatro mil assinalados dentre as doze tribos dos filhos de Israel, israelitas que se converterão ao Senhor Jesus, muito provavelmente por causa da atividade profética que se desencadeará neste período. Estes israelitas, mencionados em Ap.7:1-8 e 14:1-5, servirão ao Senhor Jesus e se tornarão Sua propriedade, sendo as “primícias de Deus e do Cordeiro” do remanescente salvo de Israel. Estes, por terem sido assinalados pelo Senhor, parecem ser os únicos que sobreviverão ao Anticristo, já que fazem parte do Israel fiel, que será preservado (Rm.11:25,26; Ap.12:14-17).

Boa parte dos estudiosos entende que são estes cento e quarenta e quatro mil assinalados que promoverão a pregação do evangelho do reino de que fala Mt.24:14, o que os torna profetas diante do Senhor, vez que levarão a mensagem salvadora do Evangelho, substituindo, assim, a Igreja nesta tarefa. Segundo estes estudiosos, é o trabalho destes assinalados que permitirá que nações não se dobrem ao Anticristo e possam adentrar no reino milenial de Cristo.
OBS: “…Entre os judeus salvos haverá 144.000 selados. O selo certamente é o mencionado em Ap.14:1. São representantes das tribos de Israel. Certamente dentre eles sairão missionários que levarão ao mundo a Palavra de Deus (Is.66:19). Eles substituirão a Igreja na obra de testemunhar. Deus nunca ficou sem testemunho, nem mesmo durante a apostasia de Israel (I RS.19:18,19; Rm.11:5)…” (HERMEL, João Maria.Escatologia. In: Apostila da 62ª EBO da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém, 2008. p.62).

O segundo grupo é o dos “santos do Altíssimo”, aqueles que crerão em Jesus na Grande Tribulação, mas não pertencem ao remanescente de Israel e que, por isso, mesmo tendo crido em Jesus, acabarão sendo vencidos pelo Anticristo e mortos como mártires (Dn.7:25; Ap.6:2,9-11; 7:14-17).

Mas, como se formará este povo que serve e crê em Jesus, se a Igreja foi arrebatada e não se pode ter salvação a não ser crendo em Jesus Cristo (At.4:12), fé esta que vem pelo ouvir pela palavra de Deus (Rm.10:17) e pelo convencimento do Espírito Santo (Jo.16:8)?

Porque, após o arrebatamento da Igreja, Deus levantará duas testemunhas, dois profetas que, por três anos e meio, durante a primeira parte da Grande Tribulação, serão os porta-vozes de Deus sobre a face da Terra, anunciando que Jesus arrebatou a Igreja e que se está diante de um período de juízo sobre a humanidade que, se não se arrepender, será destruída. Estas duas testemunhas são mencionadas em Ap.11:1-14.

Fúria do Estado Contra a Família na Suécia

Um tribunal regional da Suécia sentenciou um casal a nove meses de cadeia para cada um e os multou o equivalente a 10.650 dólares depois que eles confessaram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educar e disciplinar filhos. Em 1979, a Suécia tornou crime os pais aplicarem castigo físico nos filhos, uma medida que foi o primeiro passo, de acordo com um advogado de direitos dos pais nos EUA, para o Estado sueco praticamente se apoderar de toda a autoridade e direitos dos pais.

Documentos do tribunal, citados pela Televisão Sveriges, disseram que os pais, cujos nomes não foram divulgados na imprensa, "explicaram que haviam usado o que eles mesmos descreviam como bater e castigo físico como parte de seus métodos de criar os filhos". Os documentos disponibilizados não dão nenhuma indicação de que os pais cometiam abusos, e o tribunal ainda comenta que os pais "tinham um relacionamento de amor e cuidado com os filhos".

Apesar disso, os pais foram mandados para a prisão e multados em 25.000 coroas suecas para cada um dos "filhos afetados". Os filhos foram enviados para um orfanato sustentado pelo Estado, onde estão desde junho deste ano, e Mike Donnelly, diretor de relações internacionais da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (ADLEEC), que tem sede nos EUA, disse para LifeSiteNews.com que é "extremamente improvável" que os filhos sejam devolvidos para sua família.

Donnelly disse que esse caso é típico dos casos de muitas famílias com valores tradicionais na Suécia: "Na área de direitos da família na Suécia, as coisas realmente não estão indo bem ali". Embora a ADLEEC não defenda uma posição oficial sobre o uso de castigo físico, Donnelly disse que claramente cabe aos pais decidirem se o castigo físico é uma forma apropriada de disciplina.

"Os pais se tornaram meros funcionários do governo, tendo o Estado sueco se apossado diretamente da função deles", Donnelly disse. "E esses pais foram presos por fazerem o que nos EUA seria perfeitamente normal".

Noventa por cento das crianças suecas estão em creches financiadas pelo governo desde idades bem novas, até mesmo bebês de um ano e meio, disse ele. É a posição do Estado que os pais sejam dominados pelo Estado em áreas de criação de crianças, disse ele. Donnelly disse, porém, que os melhores interesses das crianças não são a prioridade mais elevada do Estado. "Daí, eles pegam essas crianças que têm um relacionamento de amor e carinho com seus pais e as mandam para orfanatos, e jogam os pais na cadeia por nove meses".

Donnelly citou o caso agora famoso de Domenic Johansson, o menino que foi arrancado dos pais por funcionários do governo porque seus pais estavam lhe dando aulas escolares em casa, um ato que também é ilegal na Suécia.

"Moral da história: não vá para a Suécia. Não mude para lá, se quiser ter uma família normal".


Fonte
http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/europa/11646-furia-estatal-contra-a-familia-na-exemplar-suecia.html
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