‘Maestro’ de Fé na Verde e Rosa

Presbítero da Igreja Renascer em Cristo, Ailton Nunes, quer buscar a nota dez para a bateria da Mangueira. Cria da comunidade, ele vê a mão de Deus em seu dom de tocar

Quis o Criador abençoar o talento de Ailton André Nunes e ele acabou traçando seus passos no compasso do surdo de primeira. Ou melhor, da ‘Bateria Surdo Um’. Foi a paixão pelo ritmo, surgida quando ainda era moleque e rolava pelo lixão do Chalé, no Morro da Mangueira, em busca de latas e papelão para fazer tambores afinados com o calor de fogueiras, que fez o hoje presbítero, (uma espécie de líder) da Igreja ‘Renascer em Cristo’, aceitar o convite do presidente Ivo Meirelles e se tornar, há pouco mais de um mês, o novo mestre de bateria da Verde e Rosa.

Contradição com a fé? Não para Ailton, percussionista profissional, 39 anos, casado, pai de duas filhas e avô de outra menina. “Sou um servo de Deus e acredito que as pessoas têm um dom. E acredito no plano de Deus para a minha vida. E faz parte passar por isso, estar à frente da bateria”, explica o maestro, que também é um dos autores do samba que homenageia Nelson Cavaquinho, enredo da escola.
Antes de aceitar conduzir a bateria que ele conhece desde menino e da qual já chegou a ser um dos diretores — na época do primo Alcir Explosão, a quem elogia o talento —, além de primeiro repique, Ailton conversou com a família e seus orientadores na igreja.

A volta à escola, entretanto, levou 8 anos para acontecer. Foi quando, diz, “tinha outro tipo de conduta e estava perdendo a família”, acabou encontrando a igreja em seu caminho. Na caminhada de lá para cá, trabalhou com música, rodou a Europa como percussionista e reencontrou amigos no Brasil. Agora, só quer saber de unir a “Família Surdo Um” em torno de um objetivo: ganhar a nota dez para a Mangueira.

“Mas e as tentações do Carnaval?”, provoco eu ao entrevistado. “Todos nós somos pecadores. Só que tem um porém: eu tenho consciência que sou pecador, mas hoje não vivo pelo pecado”, responde, sem atravessar o discurso.

Fonte:http://odia.terra.com.br/portal/odianafolia/html/2011/2/

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Escatologia: Sinais do Perfume do Jasmim

Por Caramuru A. Francisco

2011 iniciou, na política internacional, com uma série de movimentos populares em diversos países árabes e/ou muçulmanos do Oriente Médio e Norte da África demonstrando a fadiga das ditaduras secularistas que, há décadas, governam estes países.

Tudo começou na Tunísia, onde uma onda de protestos eclodiu a partir da autoimolação de Muhammad Bouaziz, um jovem que, apesar de graduado em curso superior, não conseguia encontrar um trabalho regular e foi privado, por parte das autoridades, do seu magro sustento, vendendo verduras. Ele colocou fogo em seu próprio corpo em 17 de dezembro de 2010 e acabou incendiando o país, que já estava farto do governo do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que já durava 23 anos e cuja família, principalmente a de sua mulher, praticamente controlava todos os negócios rentáveis do país.

Com a queda do presidente da Tunísia, que fugiu do país em 14 de janeiro de 2011, após uma onda de protestos populares, que ficou conhecida como “Revolução do Jasmim” (o jasmim é a flor nacional da Tunísia), uma série de protestos similares eclodiram em diversos países árabes, onde também há regimes autoritários longevos e seculares, como na Argélia, Egito, Iêmen e Jordânia.

Em meio aos protestos da Tunísia, o governo do Líbano, que era dirigido por Saad Hariri, também mudou de mãos, diante de uma manobra política liderada pelo movimento Hizbollah, que passou a controlar o novo governo.

Todos estes movimentos demonstraram que há uma insatisfação crescente nas populações destes países contra estes regimes autoritários, que cerceiam a liberdade política e que não têm conseguido melhorar as condições sócio-econômicas, pois, em regra, são países extremamente pobres, com enormes desníveis sociais, em que uma elite controla a política e a economia, sendo, todos estes países, fortemente sustentados pelos Estados Unidos, uma vez que são regimes políticos que, apesar de muçulmanos, não adotam e são contrários ao fundamentalismo radical.

A persistente pobreza e desigualdade social nestes países, agravada sobremaneira com a crise econômico-financeira que assolam Estados Unidos e Europa desde 2008, o que fez reduzir as oportunidades não só destes países no mercado internacional, mas também a vida dos imigrantes que encaminhavam recursos para seus familiares nestes países (principalmente nos países do Norte da África), fizeram com que o quadro político se deteriorasse rapidamente, ainda mais quando não se tem, no sistema político, quaisquer válvulas que permitam uma mudança que não seja mediante a rebelião contra as instituições.

Como se não bastasse isso, o clima de pobreza e desigualdade persistentes tornam ainda mais sedutoras as teses defendidas pelos fundamentalistas islâmicos, que, governos ou não, são grandes investidores na sustentação das comunidades islâmicas e, no caso principalmente de Argélia e Egito, as principais forças políticas de oposição.

Assim, diante da queda de um dos governos considerados mais estáveis da região, como foi o da Tunísia, não foi surpreendente o “pipocar” de movimentos similares nestes diversos países, notadamente no Egito, que é o mais importante de todos eles.

Não se pode, também, esquecer que, diante da crise econômico-financeira e da própria retórica trazida pelo governo Obama nos Estados Unidos, também houve uma sensível redução do “poder de fogo” dos Estados Unidos, que sustentam estes regimes, a criar ainda mais ardor entre os que desejam a queda de tais regimes.

O fato é que, após a queda do regime secular de Saddam Hussein no Iraque e a vitória de um partido islâmico na Turquia, nunca a vertente secularista (ou seja, aquela que, sem renegar a religião muçulmana, procura manter o Estado laico, criar uma vida social desvinculada dos preceitos do Corão) esteve tão agonizante no mundo árabe como agora.

Este quadro mostra-nos, claramente, que estamos vivendo um momento de profundas transformações na configuração política do Oriente Médio e, para os que conhecem as Escrituras, o fechamento de um quadro que nos permite vislumbrar a iminência de um “estado de guerra” que é descrito nos capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel.

Com efeitos, estes governos autoritários seculares, pró-americanos que, se não estão em paz com Israel (como é o caso do Egito), pelo menos não são favoráveis ao confronto com o Estado judeu, até porque são adversários daqueles que defendem que “Israel seja lançado ao mar”, como é o caso da Irmandade Muçulmana no Egito (que é a “mãe ideológica” desta ideia e que deu origem, entre outros movimentos, ao Hamas, na Palestina), em sendo substituídos, sê-lo-ão por governos que, ou serão diretamente controlados pelos fundamentalistas islâmicos ou, ainda que sejam dirigidos por pessoas moderadas, terão, mais cedo ou mais tarde, de ceder aos fundamentalistas islâmicos ou a suas teses, até porque nada indica que as profundas crises sócio-econômicas serão debeladas por estes novos governos que, diante da impaciência natural da população, terão de recorrer ao velho expediente do “bode expiatório” e Israel é, evidentemente, o candidato a assumir uma tal posição.

A queda do governo do Egito representará, para Israel, a perda do principal aliado do mundo árabe. Como as relações com a Turquia já estão profundamente deterioradas desde a subida ao poder do Partido da Justiça e do Desenvolvimento em 2003, que defende o abandono do “kemalismo”, a ideologia que manteve o Estado turco dissociado da “sharia” (a lei islâmica) desde 1920, temos um quadro de profundo isolamento que, certamente, levará a uma nova guerra dos judeus contra os árabes.

A subida ao poder no Líbano do Hizbollah, que é um movimento que defende abertamente a destruição de Israel, complica ainda mais a situação, pois os confrontos com Israel aumentarão, havendo, também, o fato de que o Hamas, o movimento palestino que também defende a destruição de Israel e que governa a Faixa de Gaza, terá, doravante, a ajuda tanto do Líbano quanto de um novo governo egípcio, o que até aqui não ocorria.

O próprio governo da Autoridade Nacional Palestina, que administra a Cisjordânia, também, por questão de sobrevivência, terá de se aproximar do Hamas, pois o seu principal suporte, atualmente, tem sido os governos secularistas do Egito e da Jordânia.

A moderada Jordânia, com seu rei Abdullah II, também foi alvo de protestos e o rei, imediatamente, destituiu o governo e nomeou um novo primeiro-ministro, que deverá promover novas eleições, onde, certamente, os setores mais radicais terão maior influência. A Jordânia é outro país árabe que está em paz com Israel mas cuja disposição de não-enfrentamento sofrerá natural modificação.

Os países do Norte da África, os demais países árabes e a Turquia caminham, assim, para uma postura de enfrentamento com Israel, voltam a assumir como sua bandeira o sonho de “lançar Israel ao mar”.

Onde vemos isto no texto da Bíblia Sagrada? Nos capítulos 38 e 39 de Ezequiel, onde, após a visão do vale dos ossos secos, que nos falam da restauração da nação israelita, temos a descrição de uma guerra em que Israel é atacado por um conjunto de nações, sob o comando de Gogue, o chefe de Meseque e Tubal, que se fará acompanhar de Togarma, Gômer, Pute, persas e etíopes (Ez.38:5,6).

Ora, conforme os estudiosos das Escrituras, Magogue (Ez.38:2), a terra de Meseque e Tubal, outra não é senão a Rússia; Pute, a região do Norte da África, em especial a Líbia; Togarma, a Turquia; persas, o Irã; os etíopes, a Etiópia, outro país do Norte da África e Gômer, identificada com a Alemanha (país em que a minoria turca é cada vez mais presente e influente) e que pode muito bem representar a União Europeia, que tem se envolvido cada vez mais nas negociações do Oriente Médio e de forma desfavorável a Israel.

Segundo texto de Ezequiel, estes países se unirão a outros, entre os quais Sebá e Dedã (Ez.38:13), povos apontados como sendo os árabes (mais precisamente a área da Jordânia, Iêmen e Arábia Saudita), querendo a destruição de Israel, com o objetivo de retirar-lhe a segurança de que hoje goza, mas serão fragorosamente derrotados, dando a Israel uma força internacional poderosa.

A “Revolução do Jasmim” mostra, claramente, o início do surgimento de um consenso entre os países do Oriente Médio contra Israel que não se via desde a Guerra dos Seis Dias, e ainda reforçado com um governo antipático a Israel tanto no Irã quanto na Turquia, países que estão muito dependentes da Rússia, que se ergue e precisa ter uma nova projeção no campo da política internacional.

O cenário está a mostrar que uma aliança contra Israel está em fase final de elaboração, em mais uma eloquente indicação que Jesus breve vem, não tarda muito para voltar e arrebatar a Sua Igreja, pois a vitória militar profetizada para Israel é o lastro que forçará o Anticristo, que será o outro grande emergente dentre as nações, a ter de firmar um pacto com Israel, que incluirá o ressurgimento do Templo e o consequente início da última semana de Daniel, fatos que somente poderão ocorrer após o término da dispensação da graça, do tempo da Igreja sobre a face da Terra.

Diante dos sinais trazidos pelo perfume do jasmim, estamos preparados para a volta do Senhor?

Unesco é Favorável ao "Kit Homofobia"

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) deu parecer favorável aos kits informativos de combate à homofobia nas escolas públicas que, na sua avaliação, “contribuirá para a redução do estigma e da discriminação, bem como para promover uma escola mais equânime e de qualidade”.
Atualmente o material está sob análise do Ministério da Educação (MEC). O kit homofobia, como vem sendo chamado, foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis) a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. O preconceito contra alunos homossexuais tem afastado esse público da escola, apontam as entidades.

“Todas as pesquisas mostram que em torno de 40% da população escolar têm preconceito com esse público. O material vai ensinar os professores a trabalhar isso”, defendeu Toni Reis, presidente da ABGLT. O kit é formado por cartazes, um livro com sugestão de atividades para o professor e três peças audiovisuais sobre o tema. O material foi elaborado pelo projeto Escola sem Homofobia, a partir de seminários e de uma pesquisa aplicada em escolas públicas.
A previsão é que o material fosse distribuído a 6 mil escolas, mas começou a enfrentar resistência em alguns setores da sociedade. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) quer convidar o ministro da Educação, Fernando Haddad, para prestar esclarecimentos no Congresso e permitir que os parlamentares tenham acesso ao material. Ele é contra a proposta e promete mobilizar a bancada religiosa para impedir a distribuição dos kits.

“Isso [o material] é um estímulo à homossexualidade, à promiscuidade e uma porta à pedofilia”, afirmou Bolsonaro. Segundo ele, caso os kits cheguem às escolas, os próprios pais não deverão permitir que os vídeos sejam exibidos. “Eu já tenho apoio de pais e diretores que me procuram preocupados e vão acionar o corpo docente”, acrescentou. O MEC não se posicionou sobre o assunto.

Para Toni, a posição dos religiosos é preconceituosa porque o material sequer foi divulgado. Algumas pessoas puderam ver parte dos vídeos que criaram a polêmica. Um deles, chamado Encontrando Bianca, conta a história e os dilemas de convivência no ambiente escolar de um menino que se vê mulher e se descobre travesti. O Conselho Federal de Psicologia também deu parecer favorável às obras, considerando-as adequadas à faixa etária indicada.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI213379-15223,00.html

Um Novo Mínimo sob Velhas Questões

Por Francikley Vito

Não sou economista, e escrevo primordialmente para pessoas que também não são; por isso me aventuro a colocar algumas questões sobre o aumento do salário mínimo, recentemente votado na Câmera dos Deputados. O novo mínimo de R$ 545,00 trouxe consigo muitos debates em vários setores da sociedade, inclusive entre os evangélicos. O motivo? A posição de vários deputados que votaram a favor do novo mínimo em detrimento de um valor maior.

Apesar de não ser um especialista, algumas coisas são sabidas em referência ao assunto “salário mínimo”. Primeiro, o salário mínimo é um direito garantido por lei. A nossa Constituição de 1988 no seu artigo 7º diz que: “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: salário mínimo [...] capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”; para os economistas, para atender a esses requisitos da Lei o salário mínimo, se considerássemos uma família média de quatro pessoas em uma região metropolitana como São Paulo, deveria ser de, pelo menos, R$ 2. 500, 00. Segundo, um salário mínimo desta monta acarretaria grandes problemas para a economia do país, pois para pagá-lo a deficiência nas contas governamentais (déficit) seriam gigantescos, visto que cada real acrescentado ao mínimo representa uma despesa ao governo federal da ordem de R$ 300 milhões de reais por ano. Terceiro, para financiar um salário mínimo que cobrisse todos os requisitos legais o governo teria que subir os impostos em média uns 80%, e a inflação teria um salto monstruoso. Todas essas coisas são sabíveis. Se assim o é, então qual o problema com os evangélicos que votaram contra o mínimo pretendido pelo Governo, considerado por mitos “um salário mais justo”?

É neste ponto que voltamos às velhas questões. A maioria dos nosso 72 deputados votou contra o aumento maior do salário mínimo (R$ 560,00 ou 600,00). O problema é saber a quem eles foram fieis ao tomarem a decisão de votar como votaram, ou seja, ao votar num salário mínimo de R$ 545,00 eles estavam pensando no bem está do país ou na chamada “fidelidade partidária”? O que nos leva a uma outra questão: De quem são representantes os deputados eleitos com o voto do povo (inclusive dos evangélicos), do povo que os elegeu ou de seus partidos a quem são filiados (de quem eles são filhos)? Será que, ao votarmos, temos consciência de que não estamos elegendo pastores e sim parlamentares? Precisamos de respostas a essas questões, se queremos ações mais justas dos nossos representantes.

Surge no horizonte um novo desafio aos nossos parlamentares do Senado: Aprovar ou não o ajuste automático do salário mínimo até 2015, que de modo simples significa que “o mínimo aumentará mais quando a economia crescer mais e menos quando a atividade econômica rodar em falso.” Esperamos que os representantes do Povo de Deus entendam que Deus não é o Povo e que o Governo é ministro de Deus para o “bem”, como dito por Paulo.

Para mais informações Acesse:

Os Deputados Evangélicos que Votaram Contra Outro Mínimo

O Salário Mínimo e Suas Mudanças

Testemunho: Seja a Favor ou Se Cale

Por Alisson Coutinho

Após 15 anos de dedicação e entrega à nobre arte de educar, me sinto perplexo diante da realidade de nossas escolas: cada vez mais o relativismo toma conta da mente e das almas dos ditos educadores. O multiculturalismo com sua agenda socialista e gayzista é seguido à risca por professores, coordenadores, supervisores, gestores e claro diretores. Digo isso porque senti na pele o que acontece com quem se coloca contra o comunismo, o ateísmo e principalmente, sendo esse o maior erro, contra o famigerado homossexualismo.

Um certo dia os alunos me perguntaram se eu era a favor ou contra o homossexualismo. O assunto surgiu após uma brincadeira feita por outros professores com relação à parada gay, e eu fui enfático em dizer que era contra e que possuía vários motivos para ter essa posição. Nesse momento o caos se instalou e todos começaram a falar ao mesmo tempo, gritando as mesmas justificativas de sempre: que era normal na Grécia, pois o professor de história tinha dito; que os animais praticam, pois os professores de biologia tinham explicado; e que toda forma de amar vale pena, como o professor de redação tinha dito (e Lulu Santos também).

A surpresa maior veio na semana posterior, quando fui chamado para uma conversa na coordenação onde a primeira pergunta que me fizeram foi: “que história é essa que você anda dizendo que o homossexualismo é uma doença?” E claro eu respondi: “Uma doença não, porque se fosse o governo tinha que oferecer tratamento e os hospitais não teriam vagas. O homossexualismo é um fetiche, um capricho, um desejo adquirido e eu não acredito que fui chamado aqui para isso”. Logo após a resposta o coordenador tentou disfarçar dizendo que só me chamou porque isso gerou uma certa indisciplina na sala. Mas o melhor ainda estava por vir: na sala dos professores, um professor de história me interpelou dizendo que soube do acontecido e que se ele fosse o pai de um dos alunos viria à escola pedir providências; que eu não tenhoo direito de promover esse discurso de ódio, e me comparou aos nazistas.

Dá pra acreditar? Você pensa que acabou? Ainda não! Nessa mesma semana o coordenador, aquele mesmo, convidou outro professor de biologia, que por acaso é um dos donos da escola para dar uma palestra. Sobre que tema? Sexualidade. Fui assistir, e o que me chamou mais a atenção foi a recomendação dele para as alunas: “se vocês quiserem ter uma vida sexual plenamente realizada se masturbem”.

Outra coisa interessante foi a defesa que ele fez do caráter genético do homossexualismo. Sem citar nenhuma pesquisa e sem colocar nenhum argumento plausível, ele disse que o homossexual já nasce assim, arrancando aplausos dos alunos, meninos e meninas de 15, 16 e 17 anos. Após a falácia eu perguntei: “professor, quais as bases científicas que apoiam essa sua afirmação?”. Resposta: “Nenhuma”. Eu insisti: “Professor, se o homossexualismo é normal entre os animais, por que só identificamos esse comportamento entre os machos? E a resposta: “Não, você está enganado muitas fêmeas esfregam sua cloaca no chão”. No chão! É impressionante. Depois de todos esses acontecimentos vocês já imaginam o que aconteceu. É duro! Esfregar o ... no chão é ato homossexual!

Fonte: http://www.escolasempartido.org/?id=38,1,article,2,340,sid,1,ch

Dilma se Reúne com Membros da CNBB

Depois de ter enfrentado graves problemas em sua campanha eleitoral por causa da discussão sobre o aborto e até ter sido alvo de carta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na qual a entidade pediu que os fiéis não votassem nela, a presidente Dilma Rousseff se reencontrou hoje com integrantes da cúpula da Igreja Católica e o tema polêmico acabou sendo deixado de lado na conversa.

De acordo com o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara, a questão aborto não fez parte do encontro. "O momento não era adequado para discutir esse assunto", declarou dom Dimas, após a reunião, evitando reabrir a polêmica. "A questão do aborto ficou resolvida na própria campanha", emendou ele, esquivando-se de tratar do assunto e lembrando que esta foi a primeira reunião de representantes da Igreja com Dilma, depois que ela assumiu a Presidência.

O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, que também negou que o tema polêmico tenha sido tratado no encontro com Dilma, tentou amenizar, explicando que a nota contra o aborto foi endereçada a todos os presidenciáveis, e não só à candidata petista.

Dom Lyrio Rocha contou que a CNBB entregou à presidente Dilma documento defendendo a reforma política, sem citar, no entanto, pontos específicos. Acrescentou que a reforma do Estado precisa ser executada com ampla participação popular e não pode ser feita nos gabinetes. Por fim, disse que as mudanças que estão sendo propostas para o Código Florestal soam como "retrocesso".

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,apos-polemica-dilma-se-reune-com-membros-da-cnbb,680965,0.htm

Os Reality Shows e o Crescimento Evangélico

Por Francikley Vito

Já disseram que não adianta ler, é preciso entender o que se está lendo. Fomos informados recentemente que a população evangélica no Brasil chegará em 2011 ao expressivo número de 57,4 milhões de fieis e para 2020 a expectativa e que esse número aumente para algo em torno dos 109,3 milhões, 52, 2% da população naquele ano. No mesmo texto somos lembrado de que esse crescimento “não se trata de avivamento”, pois segundo o pesquisador Luis André Bruneto, autor da pesquisa, o verdadeiro avivamento se reflete, “na conversão em massa das pessoas, mas também em profundas mudanças no pensamento da sociedade, direcionada pela influência dos cristãos redimidos.”[1] Ainda segundo Bruneto, um dos maiores problemas deste crescimento é que a maioria dos líderes no Brasil é “carente de direção na teologia, eclesiologia e missiologia”; o que logicamente reflete na educação cristã-teologica de seus liderados.

De modo um tanto simplista, poderíamos dizer que temos um crescimento sem amadurecimento. Neste sentido:“O que muda na sociedade com tanta gente nas Igrejas?”

Para uma visão mais ampla do que estamos mostrando, basta ver a posição da CNBB em relação em relação aos chamados reality shows; enquanto muitos dentre nós engrossas as audiências desses programas “que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira”, a igreja Romana, por conta da sua clara posição doutrinária, rechaça como prejudicial a influencia desses programas na vida social Brasileira. Segundo uma nota dos Bispos Brasileiros, divulgada na imprensa, eles, conscientes de sua missão e responsabilidade evangelizadoras, “exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.[...] Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral”[2]. Como visto, saber em que crê é saber o que se quer.

A minha pergunta então é a seguinte: Será que os evangélicos, que daqui a pouquíssimo tempo será a metade da população desse país, sabe diferenciar aquilo que é mau daquilo que é bom (Is 5.20)? Será que o nosso povo está sendo ensinado nas divinas Letras a ponto de saber conservar o modelo de santidade exigido por Deus (II Tm 1. 13-14)? Será que temos, como ensinadores cristãos, consciência de que devemos ensinar o que recebemos do Senhor (I Co 11.23)? Temos verdadeiramente sido condutores à Verdade?

O crescimento que hoje experimentamos será verdadeira benção quando vier acompanhado do crescimento no “conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, quando formos verdadeiros “sal da terra e luz do mundo”. A importância da “população evangélica” não pode ser medida por números – como um nicho comercial ou eleitoral – ela tem que ser medido pelas nossas ações, éticas, morais e evangelísticas. Se não for assim o que teremos será inchaço e não crescimento, doença e não cura.

Nota: [1] http://portuguese.christianpost.com/noticias/20110215/populacao-evangelica-no-brasil-atingira-574-milhoes-em-2011-nao-e-avivamento-diz-missionario-da-sepal/index.html[2]http://www.cnbb.org.br/site/publicacoes/notas-e-declaracoes-da-cnbb/5854-cnbb-divulga-nota-sobre-etica-e-programas-de-tv

Não Espere que Jesus Faça Tudo por Você!

Por Fernanda Dannemann

Não acredito em milagre gratuito, obtido apenas à base de oração e pensamento positivo. É muito fácil responsabilizar Jesus por nossos erros ou acertos, como se a felicidade humana fosse uma sentença divina. E a nossa responsabilidade, onde é que fica? O livre-arbítrio diante das escolhas e suas conseqüências? Que comodismo por trás da frase “Deus não quis”, quando, na verdade, quebramos a cara porque fomos vaidosos ou irracionais!

Facílimo pintar o sete e depois correr para o colo de Jesus, como crianças arrependidas, para que Ele resolva os pepinos que deixamos para trás. Afinal de contas, o “arrependimento salva”, como já me disseram. Ou, ainda, buscar abrigo sob oportunismo da afirmação "foi a vontade de Deus", nas ocasiões em que nos damos mal porque insistimos na pior alternativa... o fanatismo cega.

A sua vida é uma obra sua. Usar a “vontade de Deus” para justificar fracassos é o mesmo que levantar falso testemunho contra Ele.

Cuidado com o “pedi e recebereis”: veja que sua vida é o reflexo exato das suas atitudes e pensamentos. O “pedi” da famosa frase talvez tenha mais a ver com “buscai”, “trabalhai”, “lutai”... e não “esperai”.

Não espere que Jesus tire sua conta-corrente do vermelho, salve seu casamento ou banque o psicanalista e resolva todos os seus problemas emocionais. Se você gasta mais do que tem, vive um relacionamento falido ou não investiu em sua saúde psíquica, não vai adiantar passar a bola para os Céus.

Deus quer que cada um de nós seja feliz, tenho certeza... mas certamente prefere que aprendamos a pescar, em vez de providenciar o milagre de fazer o peixe sair do rio, bater à nossa porta e pular pra dentro da frigideira.

Fonte: http://www.jblog.com.br/almalavada.php

Quando Jesus Morreu na Cruz Deus Morreu Também?

Por William Lane Craig

Felizmente, a Igreja cristã histórica já discutiu esta questão de forma clara. O Concílio de Calcedônia (451) declarou que o Cristo encarnado era uma pessoa com duas naturezas, uma humana e outra divina. Isto gerou conseqüências muito importantes. Isto implica que, uma vez que Cristo existia antes de sua encarnação, ele era um ser divino antes de falarmos sobre sua humanidade. Ele foi e é a segunda pessoa da Trindade. Na encarnação, esta pessoa divina assume uma natureza humana também, mas não há outra pessoa em Cristo além da segunda pessoa da Trindade. Existe um acréscimo de natureza humana que o Cristo pré-encarnado não tinha, mas não há acréscimo algum de uma pessoa humana à pessoa divina. Existe apenas uma pessoa, com duas naturezas.

Portanto, o que Cristo disse e fez, Deus disse e fez, uma vez que quando falamos de Deus, estamos falando sobre uma pessoa. Esta é a razão do Concílio falar de Maria como “a mãe de Deus”. Ela carregou no ventre uma pessoa divina. Infelizmente, esta linguagem tem sido desastrosamente interpretada, porque soa como se Maria tivesse dado a luz à natureza divina de Cristo quando de fato ela deu a luz à natureza humana dele. Maomé aparentemente ensinou que os cristãos acreditavam que Maria era a terceira pessoa da Trindade, e Jesus era o descendente da relação entre Deus Pai e Maria, uma visão que ele corretamente rejeitou como blasfema, não obstante nenhum cristão ortodoxo a abraçasse.

Para evitar tais desentendimentos, é proveitoso falar do que ou como Cristo fez em relação a uma das suas naturezas. Por exemplo, Cristo é onipotente em relação a sua natureza divina, mas é limitado em poder em relação a sua natureza humana. Ele é onisciente em relação a sua natureza divina, mas ignorante sobre vários fatos em relação a sua natureza humana. Ele é imortal quando nos referimos a sua natureza divina, mas mortal quando nos referimos a sua natureza humana.

Você provavelmente já consegue entender agora aonde eu quero chegar. Cristo não poderia morrer em relação a sua natureza divina, mas ele poderia morrer em relação a sua natureza humana. O que é a morte humana? É a separação da alma do corpo quando o corpo cessa de ser um organismo vivo. A alma sobrevive ao corpo e se unirá com ele novamente algum dia em forma ressurreta. Foi isto que aconteceu com Cristo. Sua alma se separou do seu corpo e seu corpo cessou de viver. Por alguns instantes ele desencarnou. No terceiro dia Deus o ressuscitou dos mortos em um corpo transformado.

Em parte, sim, nós podemos dizer que Deus morreu na cruz porque a pessoa que submeteram à morte era uma pessoa divina. Então Wesley estava totalmente correto em perguntar “Como pode ser, Tu, meu Deus, morrer por mim?”. Mas dizer que Deus morreu na cruz é conduzir erradamente a questão, da mesma forma como fazem quando dizem que Maria era a mãe de Deus. Assim eu acho melhor dizer que Cristo morreu na cruz em relação a sua natureza humana, mas não em relação a sua natureza divina.

Fonte: http://feracional.net/2011/01/25/a-morte-de-deus-e-a-morte-de-cristo/

Robinson Cavalcanti Fala do Neopentecostalismo

O fenômeno neopentecostal é caracterizado pelo surgimento de seitas para-protestantes, já que não há vínculos históricos, teológicos ou doutrinários desse segmento com a Reforma. Sendo assim, denominá-los de “evangélicos” é uma imprecisão e um desserviço ao conjunto do evangelicalismo no Brasil.

O termo evangélico, no continente europeu, é apenas sinônimo de protestante, mas na Inglaterra da primeira metade do século 19 adquiriu um sentido próprio – era a afirmação de uma herança que vem de John Wycliffe, passando pela Reforma, o puritanismo, o pietismo, o avivamento wresleyno e o movimento missionário, caracterizada por uma afirmação das doutrinas do credo e dos pontos convergentes das confissões de fé reformadas. Esse movimento enfatizava a autoridade das Sagradas Escrituras, a conversão ou novo nascimento, a busca de santidade e a obediência ao mandado missionário. Na década de 1850, foi criada a Aliança Evangélica, e os seus seguidores, como Wilberfoce no passado ou John Stott no presente, sempre tiveram um compromisso social. O Movimento de Lausanne – com o seu Pacto – é uma das melhores faces do evangelicalismo mundial.

Podemos dizer que o protestantismo brasileiro, dos seus primórdios até o golpe militar de 1964, era em sua grande maioria teologicamente evangélico, ou seja, evangelical. A presença do pentecostalismo, da escatologia pré-milenista e pré-tribulacionista e de algumas “missões de fé” acabaram por fortalecer o fundamentalismo a partir daquela data. O evangelicalismo progressista foi afirmado, nos últimos 40 anos, por entidades como a Fraternidade Teológica Lartinoamericana, a Aliança Bíblica Universitária, a Visão Mundial e outras organizações e pensadores.

O que vivemos hoje é o vazio de uma geração sem heróis, sem modelos de vida consagrada em liderança madura e ética. Alguns antigos líderes entraram em crise e até renegaram o seu passado, causando muito sofrimento. Por outro lado, vemos uma promoção de lideranças artificiais e caudilhescas, o que é muito pior.

Fonte: http://cristianismohoje.com.br/interna.php?subcanal=26

A Palavra de Deus: A Bússola Esquecida na Estrada

Por Francikley Vito

Somos informados a todo o momento que “a Palavra de Deus é bússola para a vida cristã”; tenho visto, para minha tristeza, que essa afirmação pode não passar de um simples adágio, aquelas frases que repetimos impensadamente pelo simples fato de não querermos refletir em seu verdadeiro sentido. O uso dos adágios torna-se cada vez mais visível quando consideramos as frases ditas nos púlpitos de nossas igrejas locais. Fico às vezes imaginando se aquilo que dizemos é mesmo o que queríamos dizer ou se essas frases são apenas palavreados vazios sem nenhum sentido espiritual ou prático. Um exemplo disso que estou dizendo ficou claro recentemente e de maneira um tanto quanto desalentadora.

Recentemente, em minhas sapeadas pelos blogs e sites que costumo ler, fui surpreendido por uma pesquisa “inconveniente” que dizia que 50,68% dos pastores e líderes entrevistados nunca tinham lido a Bíblia toda. A pesquisa[1] realizada pela Abba Press & Sociedade Bíblica Ibero-Americana e coordenada por Oswaldo Paião ouviu 1255 pessoas de denominações diferentes; quando perguntados sobre o motivo pelo de não terem lido a Bíblia por completa, a maioria disse que não tinham tempo. Essa mesma pesquisa foi ponto de partida para uma interessante reflexão do colunista Valmir Nascimento no portal CPAD News.[2]

Correndo o risco de ser repetitivo ao extremo, o que essa pesquisa nos mostrou é que mais da metade daqueles que se dizem “guia dos fieis” não sabem para onde está indo, pois deixou de ter contato com o único instrumento que poderia servir de indicador para a jornada da qual participam e estão à frente, a Bíblia Sagrada (Sl 119.105). Se a Bíblia é a palavra de Deus, e se Deus se revela e nos direciona por meio da Palavra, não ler as Sagradas Letras é não querer ouvir o endireitador de caminhos, é ignorar o supremo Guia; como disse Jerônimo, “a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”, e Cristo é o Caminho. Dizer não à Bíblia é dizer não ao Caminho, ao Condutor e a Lâmpada clareadora que nos permite andar com luz para perto e para longe. Em uma palavra: É perder-se.

Em um mundo em que nada tem valor em si mesmo, onde tudo é relativo, e que “frequentemente sente Deus como supérfluo ou alheio”, temos que lembrar a nós mesmos a importância da Palavra de Deus na vida cristã. Ao Expressar o seu apreço pela revelação de Deus em forma escrita, o Verbo (Jesus) pede para que o Pai nos santifique pela instrumentalidade da Sua Palavra (Jo 17.17). A santificação é alcançada por meio das Escrituras. A capacidade de darmos testemunho das verdades eternas quando pregamos, pois somos “ministros da Palavra”, é também proporcional ao nosso compromisso com a Palavra santificadora do Cristo a quem dizemos servir. Mais que isso, a nossa própria comunhão eterna com o Cristo depende deste compromisso, pois Ele é “a Palavra de Deus” (Ap 19.13; Jo 1.1). Vemos então que, ao perdermos tempo com a Palavra de Deus, a vida cristã é direcionada, santificada, edificada e temos comunhão com o Cristo aqui e na eternidade. Não existe prioridade maior do que esta. Não existe prioridade que não esta.

O nosso contato com as Escrituras tem que ser restabelecido para que o mundo, ao ouvir o anúncio do Evangelho, seja encorajado a acreditar “na mensagem da salvação, acreditando espere, e esperando ame” a Deus e a Sua Santa Palavra. Que nós nos voltemos às Escrituras.

Nota: [1] Disponível em http://www.bibliaworldnet.com.br/index.asp; [2] Veja em http://www.cpadnews.com.br/blog/valmirnascimento/?POST_1_30_++++++UMA+PESQUISA+INCONVENIENTE+SOBRE+PASTORES+E+LEITURA+DA+B%EDBLIA.html

O Crescimento da Igreja em Jerusalém

Por Caramuru A. Francisco

Estamos a estudar o livro de Atos dos Apóstolos, que, como já temos visto, não é só o livro histórico do Novo Testamento, mas, também, o modelo, o manual a ser observado por todos os crentes, de todas as épocas, no desempenho da tarefa que o Senhor Jesus nos deixou até a Sua volta, qual seja, o de pregação do Evangelho a toda a criatura (Mc.16:15).

Desta forma, não há como deixar de verificar que, no livro de Atos, temos o manual do Espírito Santo a respeito da estrutura e do comportamento da Igreja no cumprimento da “grande comissão”, modelo este que, por ser divino, não pode ser substituído nem distorcido por qualquer “visão humana”.

Ao verificarmos o livro de Atos, chegamos à conclusão de que o crescimento é uma característica presente na igreja primitiva. Desde o dia de Pentecostes, quando, após a pregação de Pedro, quase três mil almas se converteram (At.2:41), como depois, o aumento do número de salvos para aproximadamente cinco mil, após o milagre da cura do coxo da porta Formosa do templo (At.4:4), nota-se que, por seguidas vezes, Lucas registra o crescimento como uma marca da igreja.

Deste modo, não se pode negar que o crescimento é um elemento que deve constar dos objetivos e alvos de todos quantos estão a fazer a obra do Senhor, visto que o trabalho do Espírito Santo produz, sim, aumento do número de pessoas convertidas a Cristo Jesus, não havendo como se impedir que isto se verifique, pois se trata de um trabalhar divino, trabalho este que ninguém pode impedir (Is.43:13).

Desde logo, pois, temos de reconhecer que todos quantos se empenham em criar recursos, estratégias, modelos e meios pelos quais se possa fazer crescer a obra de Deus têm uma motivação bíblica genuína, visto que as Escrituras são claras a mostrar que a obra de Deus foi feita para crescer. O próprio Jesus ensinou que o reino de Deus é semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta, que cresce e se torna grande árvore e em seus ramos se aninharam as aves dos céus ou semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha, até que tudo levedou (Lc.13:18-21).

No entanto, nos últimos tempos, muitas ideias, fórmulas, estratégias e “visões” têm invadido as igrejas locais, numa verdadeira “síndrome de crescimento”, criando mesmo o que se denominou de “movimentos de crescimentos de igrejas”, que grandes transtornos têm causado ao povo de Deus e que, em muitos casos, são verdadeiras operações satânicas preparatórias para o surgimento do Anticristo e para o estabelecimento de uma “cunha” que leve muitos que cristãos se dizem ser, por meio destes “modelos” e “visões”, a engrossar as fileiras da igreja apóstata que acolherá a besta.

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A Educação e a Mão do Estado

Por Francikley Vito

O início do ano letivo e a consequente retomada dos debates sobre a educação, traz à tona questões como o lugar da escola na abordagem de temas como religião, sexualidade e moral. Em artigo recentemente publicado na Folha de São Paulo [1], o educador Luiz Carlos Farias da Silva e o procurador Miguel Nagib questionam-se sobre o direito da escola de dizer às crianças o que é “a verdade” em matéria de moral. Para os autores esse pretenso direito simplesmente não existe, isto é, os únicos que tem o poder legal de educar os seus filhos sobre o que é moralmente certo ou errado são os pais.

Citando a declaração da Convenção Americana Sobre Direitos Humanos (CADH), assinada pelo Brasil, a saber, que os filhos “recebam a educação religiosa e moral que estejam de acordo com suas próprias convicções”, os autores denunciam que esse direito dos pais tem sido constantemente desrespeitado. E completam: “o MEC não só não impede que o direito dos pais seja usurpado pelas escolas como concorre decisivamente para essa usurpação [...] Quando não afirma categoricamente em tom categórico determinada verdade moral, induzem os alunos a duvidar ‘criticamente’ das que lhes são ensinadas em casa, solapando a confiança dos filhos em seus pais”.

Cabe aos pais a educação de seus filhos. O Estado é, como disse o filósofo Aristóteles, uma fonte de poder; e como Paulo, um ministro de Deus (Rm 13); portanto a família, grupo primeiro da sociedade, deve gozar da “especial proteção do Estado”, como prevê a nossa Constituição, para educar livremente seus filhos . A família deve ter a sua autoridade fortalecida para manutenção do Estado; caso em contrário com o enfraquecimento daquela, veremos o desfacelamento deste.

Nota: [1] Folha de São Paulo, 30/01/11, Opinião, p.A3.

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