O Crescimento da Igreja em Jerusalém

Por Caramuru A. Francisco

Estamos a estudar o livro de Atos dos Apóstolos, que, como já temos visto, não é só o livro histórico do Novo Testamento, mas, também, o modelo, o manual a ser observado por todos os crentes, de todas as épocas, no desempenho da tarefa que o Senhor Jesus nos deixou até a Sua volta, qual seja, o de pregação do Evangelho a toda a criatura (Mc.16:15).

Desta forma, não há como deixar de verificar que, no livro de Atos, temos o manual do Espírito Santo a respeito da estrutura e do comportamento da Igreja no cumprimento da “grande comissão”, modelo este que, por ser divino, não pode ser substituído nem distorcido por qualquer “visão humana”.

Ao verificarmos o livro de Atos, chegamos à conclusão de que o crescimento é uma característica presente na igreja primitiva. Desde o dia de Pentecostes, quando, após a pregação de Pedro, quase três mil almas se converteram (At.2:41), como depois, o aumento do número de salvos para aproximadamente cinco mil, após o milagre da cura do coxo da porta Formosa do templo (At.4:4), nota-se que, por seguidas vezes, Lucas registra o crescimento como uma marca da igreja.

Deste modo, não se pode negar que o crescimento é um elemento que deve constar dos objetivos e alvos de todos quantos estão a fazer a obra do Senhor, visto que o trabalho do Espírito Santo produz, sim, aumento do número de pessoas convertidas a Cristo Jesus, não havendo como se impedir que isto se verifique, pois se trata de um trabalhar divino, trabalho este que ninguém pode impedir (Is.43:13).

Desde logo, pois, temos de reconhecer que todos quantos se empenham em criar recursos, estratégias, modelos e meios pelos quais se possa fazer crescer a obra de Deus têm uma motivação bíblica genuína, visto que as Escrituras são claras a mostrar que a obra de Deus foi feita para crescer. O próprio Jesus ensinou que o reino de Deus é semelhante ao grão de mostarda que um homem, tomando-o, lançou na sua horta, que cresce e se torna grande árvore e em seus ramos se aninharam as aves dos céus ou semelhante ao fermento que uma mulher, tomando-o, escondeu em três medidas de farinha, até que tudo levedou (Lc.13:18-21).

No entanto, nos últimos tempos, muitas ideias, fórmulas, estratégias e “visões” têm invadido as igrejas locais, numa verdadeira “síndrome de crescimento”, criando mesmo o que se denominou de “movimentos de crescimentos de igrejas”, que grandes transtornos têm causado ao povo de Deus e que, em muitos casos, são verdadeiras operações satânicas preparatórias para o surgimento do Anticristo e para o estabelecimento de uma “cunha” que leve muitos que cristãos se dizem ser, por meio destes “modelos” e “visões”, a engrossar as fileiras da igreja apóstata que acolherá a besta.

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2 comentários:

  1. Um blog sobre a Obra do Espírito Santo relatada no livro de Atos. http://obraespiritosanto.blogspot.com/

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  2. Obrigado por nos visitar; certamente visitarei seu blog. Um abraço.

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