Um Novo Mínimo sob Velhas Questões

Por Francikley Vito

Não sou economista, e escrevo primordialmente para pessoas que também não são; por isso me aventuro a colocar algumas questões sobre o aumento do salário mínimo, recentemente votado na Câmera dos Deputados. O novo mínimo de R$ 545,00 trouxe consigo muitos debates em vários setores da sociedade, inclusive entre os evangélicos. O motivo? A posição de vários deputados que votaram a favor do novo mínimo em detrimento de um valor maior.

Apesar de não ser um especialista, algumas coisas são sabidas em referência ao assunto “salário mínimo”. Primeiro, o salário mínimo é um direito garantido por lei. A nossa Constituição de 1988 no seu artigo 7º diz que: “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: salário mínimo [...] capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social”; para os economistas, para atender a esses requisitos da Lei o salário mínimo, se considerássemos uma família média de quatro pessoas em uma região metropolitana como São Paulo, deveria ser de, pelo menos, R$ 2. 500, 00. Segundo, um salário mínimo desta monta acarretaria grandes problemas para a economia do país, pois para pagá-lo a deficiência nas contas governamentais (déficit) seriam gigantescos, visto que cada real acrescentado ao mínimo representa uma despesa ao governo federal da ordem de R$ 300 milhões de reais por ano. Terceiro, para financiar um salário mínimo que cobrisse todos os requisitos legais o governo teria que subir os impostos em média uns 80%, e a inflação teria um salto monstruoso. Todas essas coisas são sabíveis. Se assim o é, então qual o problema com os evangélicos que votaram contra o mínimo pretendido pelo Governo, considerado por mitos “um salário mais justo”?

É neste ponto que voltamos às velhas questões. A maioria dos nosso 72 deputados votou contra o aumento maior do salário mínimo (R$ 560,00 ou 600,00). O problema é saber a quem eles foram fieis ao tomarem a decisão de votar como votaram, ou seja, ao votar num salário mínimo de R$ 545,00 eles estavam pensando no bem está do país ou na chamada “fidelidade partidária”? O que nos leva a uma outra questão: De quem são representantes os deputados eleitos com o voto do povo (inclusive dos evangélicos), do povo que os elegeu ou de seus partidos a quem são filiados (de quem eles são filhos)? Será que, ao votarmos, temos consciência de que não estamos elegendo pastores e sim parlamentares? Precisamos de respostas a essas questões, se queremos ações mais justas dos nossos representantes.

Surge no horizonte um novo desafio aos nossos parlamentares do Senado: Aprovar ou não o ajuste automático do salário mínimo até 2015, que de modo simples significa que “o mínimo aumentará mais quando a economia crescer mais e menos quando a atividade econômica rodar em falso.” Esperamos que os representantes do Povo de Deus entendam que Deus não é o Povo e que o Governo é ministro de Deus para o “bem”, como dito por Paulo.

Para mais informações Acesse:

Os Deputados Evangélicos que Votaram Contra Outro Mínimo

O Salário Mínimo e Suas Mudanças

2 comentários:

  1. A deputaiada evangélica está se prostituindo mais uma vez, é vergonhoso.

    Metanóia e reforma da igreja com o ES já.

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  2. Márcio, obrigado pelo seu comentário. Continue nos acompanhando. A Paz de Cristo!

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