Morre John Stott, aos 90 Anos, Como Exemplo


John Stott, um dos mais importantes e respeitados teólogos contemporâneos, além de líder destacado da igreja evangélica mundial, nasceu em 27 de abril 1921. Durante décadas foi pastor da Igreja All Souls, em Londres, onde tomou posse em 1950 e também serviu como capelão da família real inglesa.

Estudou na Trinity College Cambrigde, onde se formou em primeiro lugar da classe tanto em francês como em teologia. É doutor honorário por várias universidades, na Inglaterra,nos Estados Unidos e no Canadá. Autor de vários livros, escritos sempre com profundidade, simplicidade, sólida fundamentação bíblica e em diálogo com a cultura contemporânea, destacam-se alguns títulos: Crer é também pensar, Porque sou cristão, A cruz de Cristo, Eu creio na pregação, Cristianismo equilibrado, Entenda a Bíblia, Ouça o Espírito, ouça o mundo, O Discípulo Radical, que é sua última obra, lançado no Brasil em 2010 pela Editora Ultimato. Seu livro mais conhecido, Cristianismo básico, vendeu mais de 2 milhões de cópias e já foi traduzido para mais de 60 línguas.

Com Billy Grahan foi um dos destacados lideres do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, conhecido como Lausanne 1, na Suíça, em julho de 1974. Ele foi o líder da comissão que redigiu finalmente o conhecido Pacto de Lausanne, mais importante documento de fé evangélica mundial da segunda metade do século XX.

Celibatário consciente, Stott nunca casou nem teve filhos. Nos últimos tempos viva acamado, numa casa de repouso nos arredores de Londres, onde recebe o carinho e as orações de algumas pessoas que o visitam como sua fiel secretária que ainda responde às muitas correspondências por ele recebidas. Que Deus seja louvado pela vida preciosa deste ser humano especial, que foi um discípulo radical de Cristo e exemplo de fé e ação evangélica para o mundo.

Texto original de Clemir Fernandes.

Os Dez Mandamentos no Casamento

Por Douglas Wilson

Muitos de nós estamos acostumados a ver “dez mandamentos” disso ou daquilo que aparecem em todos os lugares e são aplicados a todos os tipos de empreendimentos humanos. Na realização de negócios imobiliários à caça de alces, gostamos de imitar o Decálogo. Assim, alguns talvez foram atraídos a essa coluna esperando encontrar um “mandamento três” que proíbe a prática deixar meias estendidas no sofá da sala – um tipo de decoração masculina – ou o “mandamento sete” que exige um programa romântico semanal.

Mas isso não é sobre os dez mandamentos do casamento. Precisamos pensar no assunto bem mais importante dos Dez Mandamentos no casamento. A Bíblia nos ensina que, em termos de seu conteúdo, o amor é sempre definido pela lei (Rm 13.8-10). Uma vez que o amor claramente deve existir em cada lar de crentes, em todo casamento cristão, isso significa que a Lei deve sempre ser vista como a bela irmã gêmea do amor, e os dois nunca devem ser separados.

“Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3). Um marido deve amar sua esposa menos do que ele ama a Deus. Quando um homem ama a Deus como deveria, isso o capacita a amar aos outros como deveria. Porém, quando uma mulher torna-se um ídolo, ela frequentemente se encontrará sendo maltratada nesse relacionamento. Isso acontece porque o homem que a idolatra tem, com essa atitude, se separado da fonte de toda caridade e graça genuínas, que é, claro, o Pai. “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14.26). Um homem não pode ser um discípulo a não ser que ele aborreça a sua esposa e, a não ser que ele seja um discípulo de Cristo, ele não pode aprender a amar sua esposa.

“Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos” (v.4-6). Esse mandamento menciona o fruto do casamento, contado nas gerações futuras. Uma maneira certa de permitir que o sofrimento visite esses filhos que ainda não nasceram é tolerar qualquer imagem e concepção de Deus e Cristo criada por homens, a fim de manter um lar “piedoso”.

“Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (v.7). Carregamos o nome de Cristo em tudo o que fazemos. Se somos cristãos, então nossos casamentos são casamentos cristãos. Porém, os casamentos evangélicos modernos são praticamente indistinguíveis dos casamentos incrédulos. Manifestamos a mesma evidência de doenças patológicas em nossos casamentos que as vistas no mundo – divórcio generalizado, preocupação com minhas necessidades matrimoniais, obsessão com sexo, e por aí vai. Carregamos o nome de Deus em vão. Até que aprendamos o que a palavra cristão significa, não entenderemos bem o que o casamento cristão é.

“Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus” (v.8-10). O padrão frenético de nossa cultura moderna é subsidiado por maridos que se esqueceram de que têm uma obrigação de dar descanso a todo membro da família e de fazer isso na presença de Deus. Em particular, um marido deveria perceber que o ditado “o trabalho de uma mulher nunca acaba” é falso em sua casa. Uma pessoa em posição de autoridade que não dá descanso não sabe o que o amor é.

“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá” (v.12). Pai e mãe gostam de receber honra, mas frequentemente se esquecem de que também são filhos, e que foram colocados como exemplos aos seus filhos sobre como tratar seus avós. Muitas crianças aprenderam a desrespeitar seus pais simplesmente ouvindo a conversa à mesa de jantar. E os pequenos têm grandes ouvidos.

“Não matarás” (v.13). A antítese da malícia que termina em derramamento de sangue é um comportamento de afeição e gentileza. O homem que ama sua esposa como Cristo amou a igreja está demonstrando seu ódio a todo assassinato ímpio. Graças à nossa cultura do aborto, o lar tornou-se o lugar principal em que esse mandamento é desprezado. Mas o lar deveria ser um refúgio de vida.

“Não adulterarás” (v.14). É claro, um marido obedece a Deus aqui ao afastar-se da infidelidade em todas as suas formas e disfarces. Ele põe guarda sobre seus olhos, coração e seu corpo, e recusa todas as ofertas. Ele evita as capas de revistas no caixa do supermercado, fica longe de conversa com mulheres em chats de internet, foge de dormir com outras mulheres, recusa a sonhar acordado sobre estar casado com outra pessoa, e qualquer outra tentação não mencionada.

“Não furtarás” (v.15). Um homem que não providencia alimentação e roupas para sua esposa está roubando dela. Ele lhe deve o suporte financeiro e jamais deve cobiçá-lo (Êx 21.10).

“Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (v.16). A esposa é o próximo mais próximo do marido. Portanto, ele deve ser escrupulosamente honesto com ela o tempo todo. Um esposo e uma esposa devem ser capazes de conversar com o outro sobre tudo.

“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (v.17). Um homem feliz em seu casamento nunca desperdiçará nada de seu tempo olhando desejosamente por cima do muro dos outros. Ele não cobiçará o cortador de grama do outro, a esposa tomando banho de sol, o carro, a casa, as habilidades de jardinagem ou qualquer coisa pertencente a seu vizinho.

Faça isso e você fará bem.

Fonte:http://www.credenda.org/index.php?option=com_content&view=article&id=211:ten-commandments&catid=100:family&Itemid=122 / Tradução: Josaías Jr. do Ipródigo.

Rede Globo Barra Temática Gay em Novela

Por Francikley Vito

A minha relação com as novelas de televisão pode ser comparada com aquele leitor de jornal que aos fins de semana olha a lista dos livros mais vendidos só para saber qual deles está em primeiro lugar sem, contudo, nunca tê-los lido integralmente. E isso se dá por um motivo muitos simples: para acompanhar o comportamento das pessoas; pois entendo que a audiência dos folhetins televisivos é um bom termômetro para isso. Foi o que fizemos recentemente em um artigo publicado neste blog.

Em nota que saiu na Folha de São Paulo, fomos informados que a Rede Globo de televisão resolveu, nas palavras da nota, “jogar um balde de gelo nos gays” da novela do horário nobre da emissora, Insensato Coração. A notícia dizia que os autores do folhetim das nove haviam sido chamados pelo diretor-geral de entretenimento da emissora para que a história de dois homossexuais que aparecem – parece que com certa frequência – na trama fosse “esfriada”; e que não houvesse instiga o beijo gay para não despertar a “ira de entidades que possam encarar a iniciativa como provocação”. Segundo a assessoria da emissora, “a televisão é um veículo de massa que precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça”.

Será que está havendo uma consciência de que os outros grupos da sociedade também estão ligados na trama, ou isso é só um reflexo dos números que oscilam quando da exibição das cenas do casal homossexual? Parece-me que a segunda opção é a mais acertada, tanto pelos fatos como pelo histórico da emissora. Mas vamos acompanhar. Ah! Os números do ibope só sobem em relação à trama que ainda não está tão perto do fim. Aguardemos.

Pastor (Re) marca o Fim do Mundo para Outubro

Pastor cristão evangélico americano ridicularizado por ter anunciado que o mundo seria assolado por um terremoto cataclísmico disse ter se enganado na data

O californiano Harold Camping, que tem 89 anos, explicou que sua previsão estava cinco meses adiantada. Ele admitiu que cometeu um erro de interpretação, mas insistiu que os fatos estão corretos: o apocalipse vai acontecer no dia 21 de outubro.

Horas antes do horário previsto para o cataclismo, em entrevista à BBC, Camping admitiu ter errado uma previsão anterior - de que o mundo terminaria em 1994. O repórter da BBC lembrou Camping de que, após errar sua previsão em 1994, o pastor havia dado entrevistas a jornalistas. "É verdade", respondeu Camping. "Mas não tente marcar uma entrevista comigo desta vez, porque não vou estar aqui amanhã", retrucou o pastor. Após constatar que sua previsão estava novamente errada, Camping comentou que se sentiu tão mal que saiu de casa com a esposa e se hospedou em um hotel.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

A Insensatez do Nosso Coração

Por Francikley Vito

Enquanto caminhávamos por uma livraria, um amigo me contou uma história que eu até aquele momento desconhecia. Segundo ele quando os pregadores, há tempos passados, iam falar contra as novelas costumavam dizer que a palavra novela era a soma de dois outros termos nó + vela para significar que quem assistia a “essas programações” atraiam para sua vida uma espécie de maldição perpétua. Não é preciso muito esforça para saber que temos nessa comparação um certo exagero, para dizer o mínimo.

Essa história me veio insistentemente à lembrança quando li os números da audiência alcançada pelo folhetim das nove na Rede Globo. A nota dizia que a novela Insensato Coração que até bem pouco tempo era um fracasso eminente, alcançara incríveis 46 pontos no Ibope; isso significa dizer que a novela alcançou mais que o dobro da audiência das emissoras que ficaram em segundo e terceiro lugares. Ou se considerarmos que um (1) ponto de audiência equivale na cidade de São Paulo a aproximadamente 58.300 televisores ligados, temos que, se considerarmos só os números, mais de 7 milhões de pessoas estavam assistindo a trama de Gilberto Braga quando da medição pelo Ibope. Para se ter uma idéia mais clara do que isso significa basta dizer que os programas evangélicos de maior audiência dão em média dois (2) pontos de Ibope, quando muito.

Uma vez sabendo que toda novela traz consigo doses cavalares da cultura secularizada, é absolutamente necessário a pergunta: Será que aquele que se propõe a assistir uma novela tem consciência de que não pode ser um expectador passivo, mas crítico daquilo que veem? De outro modo: É certo que para alcançar esse número exorbitante de audiência a emissora não conta só com telespectadores não cristãos, número considerável daqueles que assistem a essas histórias professam uma fé cristã (ou não?); sendo assim, será que esses cristãos tem consciência de que devem examinar de tudo e reter somente aquilo que é bom (I Ts 5.21)? Ou será que estamos engolindo veneno sem atentar para o rótulo? É necessário nos lembrar das velhas palavras dos sábios: “Guarda com toda a diligência o teu coração, pois dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23).

É comum ouvir pessoas dizerem que quando chegam em casa querem descansar a cabeça, mas devemos criticar de maneira inteligente aquilo que vemos e ouvimos, pois, como disse Paulo, “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é venerável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama [tudo em que] há alguma virtude e se há algum louvor” deve ocupar a nossa mente (Fp 4.8)!. Não chegaremos ao ponto de dizer que quem assiste uma novela trará maldição para sua vida, porém, se não tivermos um espírito crítico, corremos o risco de tomarmos ópio ao invés de refresco.
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