Vamos Falar um Pouco de Sexo

Por Francikley Vito

A sexualidade e o sexo por muito tempo foram encarados como tabus pela igreja. O problema com essa posição é que o sexo faz parte da vida, ele foi criado por Deus para que o homem pudesse ter um meio de satisfação e prazer. Deus, em seu amor e misericórdia, não nos deixou sem uma direção nessa área tão importante de nossa humanidade. Pelo contrário, em Sua Palavra encontramos diretrizes claras para nossa sexualidade. Deus quer o melhor para nós. Apesar de sabermos de todas essas coisas, muitas vezes uma afirmação bíblica “precisa” ser apoiada por uma autoridade humana para ser aceita como verdade. Foi isso o que aconteceu essa semana.

O médico espanhol Josep María Caralps, que tem quatro décadas dedicadas à cirurgia cardíaca e que teve a honra de fazer o primeiro transplante de coração bem sucedido na Espanha, no dia 8 de abril de 1984; afirmou que para se ter um coração saudável “é preciso comer bem, beber pouco, controlar o estresse, não fumar, fazer exercícios moderados e, para quem pode, praticar muito sexo, de preferência com um parceiro estável” (Folha de São Paulo, 26/09/11 – grifo nosso). Em outras palavras, o que o médico está dizendo é que para se ter um “super coração” é preciso ter uma vida regrada, equilibrada e ser monogâmico, ou seja, praticar sexo com um parceiro estável. Na realidade cristã, isso equivale a dizer que o sexo deve ser desfrutado dentro do casamento. Mas isso todo cristão já sabe.

O grande paradoxo é que para acreditar nessas diretrizes muitos de nós precisa ler em um jornal de grande circulação, ao invés de simplesmente crer naquilo que foi dito pelo Senhor da vida em Sua santa Palavra. Como disse, Deus quer o melhor pra nós, sempre.

A Bíblia traz em seu conjunto um livro inteiro que é dedicado a relação sexual entre homem e mulher, o livro dos Cânticos (Cantares de Salomão). No livro de Provérbio, que trata da sabedoria nossa de cada dia, encontramos a seguinte afirmação: “Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude” (Pv 5.18-NVI). E em outro lugar se diz: “Quão deliciosas são as suas carícias, minha irmã, minha noiva! Suas carícias são mais agradáveis que o vinho, e a fragrância do seu perfume supera o de qualquer especiaria! Os seus lábios gotejam a doçura dos favos de mel, minha noiva; leite e mel estão debaixo da sua língua. A fragrância das suas vestes é como a fragrância do Líbano. Você é um jardim fechado, minha irmã, minha noiva; você é uma nascente fechada, uma fonte selada. De você brota um pomar de romãs com frutos seletos, com flores de hena e nardo, nardo e açafrão, cálamo e canela, com todas as madeiras aromáticas, mirra e aloés e as mais finas especiarias. Você é uma fonte de jardim, um poço de águas vivas, que descem do Líbano.” (Cânticos 4:10-15-NVI). É óbvio que a linguagem empregada no texto é uma forma poética de dizer que o prazer deve ser encontrado na relação conjugal de uma homem e uma mulher, que essa relação deve ser de respeito mútuo e que um deve ser exclusivo do outro (“jardim fechado”). E isso faz bem ao coração. Mas isso nós já sabíamos! Ou não?

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