A Saga Crepúsculo "é Doutrina do Mal"?

No primeiro final de semana de estreia o filme Amanhecer – Parte 1 arrecadou US$ 283,5 milhões em bilheterias de vários países do mundo, se tornando o quinto maior lançamento dos Estados Unidos e Canadá, países onde ele arrecadou US$ 139,5 milhões. Essa é a primeira parte de duas que contam a sequência final da série que já teve outros três filmes. O público deste longa-metragem é de 80% formado por mulheres, geralmente adolescentes que se encantaram com o triângulo amoroso entre uma humana, um vampiro e um lobisomem.

Os personagens místicos e a história bastante improvável que apresenta o vampiro como um personagem dócil e apaixonante desperta atenção em muitos cristãos, o pastor Armando Taranto Neto chega a dizer que esse filme engana os incautos que são atraídos pelo que ele chama de “doutrinas de demônios”. “A parte final da saga Crepúsculo, intitulado ‘Amanhecer’, chega arrebatando a atenção e os corações de milhões de incautos que, infelizmente, à semelhança do povo de Nínive, não sabem discernir a mão esquerda da direita. Esta é uma prova cabal de que as doutrinas de demônios estão ativas e influenciando jovens e adultos em todo o mundo”, diz. O pastor que também é teólogo compara o enredo do filme com a vontade de satanás de destruir o homem, feito a imagem de Deus. ” Bella, a protagonista, se casa com o vampiro Edward, dando início a uma improvável família. Bella se adapta, tanto que engravida de um “vampirinho” que agora a consome por dentro e tenta matá-la. Sabe, admiro como satanás não tem mais o interesse de deixar suas intenções ocultas nos porões subliminares, não senhores, agora ele faz questão de deixar claro seus ardis”, diz. Para ele o que acontece com a personagem assemelha-se com o que acontece quando uma pessoa deixa o pecado entrar e então o “daimonion” começa a consumir a pessoa por dentro, destruindo até levá-la à morte. “Tal qual a Bella do “Amanhecer”; e como a protagonista, que corria perigo de morte, assim também todos os que estão envolvidos com essas doutrinas ocultistas.”

O pastor explica que no conceito filosófico platônico demônio (δαιμονιον = daimonion) significa um estado de pensamento constante em que o homem pode ser envolvido, acorrentado, enlaçado, uma idéia fixa, que pode levá-lo até a matar por ela. Com esse conceito de Platão, o teólogo Taranto Neto concluiu que os jovens estão insensíveis às coisas de Deus e estão “‘grávidos’ das doutrinas de demônios que vêm assolando este mundo, onde a saga Crepúsculo é apenas mais uma”. “Estão endemoniados, acorrentados, enlaçados por todas as consequências nefastas provenientes do envolvimento com esse ocultismo, vampirismo, movimento ‘Emo’, ‘Gótico’ e afins”, diz ele que ainda conclui que o “cristão fiel, que tem prazer na Lei do Senhor e que é dirigido pelo Espírito Santo de Deus, não se sentirá atraído por filmes ocultistas ou mesmo de terror, não sentirá jamais atração por vampiros e, quando os vir, discernirá imediatamente a origem e o “daimonion” por trás dele.”

Fonte: http://www.creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=16144. Título do editor do blog.

Neemias: As Necessárias Cautelas para Estruturação do Povo de Deus 2/2

Por Caramuru A. Francisco

II – NEEMIAS RESOLVE REPOVOAR JERUSALÉM

Estabelecido um sistema de segurança para Jerusalém, como também reorganizado o serviço do templo naquilo que havia sido interrompido pela falta de segurança, Neemias percebeu que a cidade era larga de espaço e grande, mas havia pouco povo dentro dela, além do que as casas ainda não estavam edificadas (Ne.7:4).

Neemias, como um verdadeiro e autêntico homem de Deus, dava prioridade ao ser humano, entendia que o homem foi posto como coroa da criação terrena e, como tal, ocupa o primeiro lugar na preocupação da obra do Senhor. De que adiantaria uma cidade grande, agora segura e murada, vazia? Era necessário que as pessoas desfrutassem dos benefícios da reedificação dos muros e das portas de Jerusalém. Ele não poderia se contentar com os espaços vazios de Jerusalém. Será que nossos líderes têm esta mesma preocupação nos dias hodiernos? Será que, assim como o Senhor, querem que as “moradas celestes” sejam ocupadas por salvos e remidos pelo sangue de Cristo? Ou estão felizes com o “punhadinho” que está a ocupar os templos, uma vez que já lhes permitem viver regaladamente nesta Terra?

Jerusalém estava com uma pequena população como decorrência da própria situação de insegurança que existia. Quem se atreveria a morar numa cidade com muros fendidos e portas queimadas a fogo? Quem poderia morar em uma cidade que não tinha sequer casas edificadas?

Entretanto, esta situação se alterara e, portanto, não havia mais motivo para que Jerusalém se tornasse uma cidade larga de espaço e grande mas com pouco povo. Temos esta mesma consciência? Será que estamos a pensar como Neemias, ou já abrimos mão de encher as nossas igrejas locais e nos contentamos com o “pouco povo”? As estatísticas, infelizmente, denunciam que o ritmo de evangelização tem diminuído consideravelmente e que muitos que cristãos se dizem ser estão “satisfeitos” com os megatemplos, com os templos grandiosos, com as “grandes catedrais” que, porém, a exemplo dos grandes templos da Igreja Romana, em muitos lugares, encontram-se como simples monumentos, locais de visitação turística, mas com muito pouco povo. Acordemos, irmãos, pois não é esta a vontade de Deus!

Este inconformismo de Neemias não era algo de seu coração, provinha de Deus, tanto que é o próprio Neemias quem afirma que Deus lhe pôs no coração que reunisse todo o povo e tomasse a deliberação de povoar Jerusalém.

O desejo de Jesus não é diferente do de Neemias. Ao contar a parábola da grande ceia (Lc.14:15-24), Nosso Senhor mostra-nos que o seu desejo é que Seus servos saiam pelos caminhos e valados e os force a entrar, para que a Sua casa se encha. Temos tido esta atitude de insistência e de zelo e dedicação para que a casa do Senhor se encha? Temos o mesmo denodo e preocupação manifestados por Neemias ao ver Jerusalém grande, segura, mas vazia?

Diante do desejo que o próprio Deus pôs em seu coração, Neemias convocou os nobres, os magistrados e o povo. Temos aqui mais um belo exemplo, já mencionado em capítulos anteriores, de que Neemias sempre procurava legitimar suas decisões com a participação do povo . Embora fosse ele o governador e tivesse a autoridade dada pelo rei de Pérsia para tomar as decisões que precisavam ser tomadas, embora tivesse ele sentido da parte de Deus a orientação para o repovoamento de Jerusalém, Neemias não se furtou a chamar uma assembleia e a compartilhar com o povo o seu desejo.

A participação do povo nas deliberações é algo muito importante para que tenhamos a legitimidade das decisões, para que consigamos o comprometimento de todos na obra do Senhor. Como diz um caro irmão que conosco participa do estudo dos professores de EBD, ultimamente os crentes só são chamados para participar na hora de contribuir, sendo verdadeiras “vaquinhas de presépio” no restante. Talvez resida aí um dos principais fatores para a falta de comprometimento de muitos com a obra do Senhor. Aprendamos com Neemias!

Neemias queria povoar Jerusalém, queria que a cidade se enchesse, mas este desejo do governador nada tinha que ver com a “numerolatria”, esta fixação no crescimento quantitativo que hoje orienta e dirige os vários métodos e estratégias de “crescimento de igrejas” que proliferam no meio do povo de Deus. Neemias queria encher Jerusalém, mas não queria fazê-lo apenas com números. Para habitar a “cidade santa”, era preciso que se fosse, igualmente, santo, ou seja, que se estivessem diante de legítimos integrantes do povo de Judá.

Por isso, ao desejo de povoar a cidade, correspondia outro desejo proveniente de Deus, o de se consultarem as genealogias, a fim de se verificar quem era o verdadeiro povo judeu, quem era verdadeiramente judeu, quem tinha vindo com Zorobabel para Canaã depois do final do cativeiro da Babilônia. Por isso, Neemias foi consultar o “livro da genealogia dos que subiram primeiro”.

Este livro continha a relação de todos que haviam subido com Zorobabel para Canaã depois do decreto do rei persa Ciro que pusera fim ao cativeiro da Babilônia (Ed.2) e era a prova da legitimidade da ascendência judaica do povo. Neemias queria repovoar Jerusalém mas deveria fazê-lo apenas com os judeus legítimos e autênticos, aqueles que eram descendência de Abraão, Isaque e Jacó.

Nos dias de Neemias, estávamos diante de um povo dotado de uma etnia, de uma ascendência biológica, o que não se dá com a Igreja, que é uma nação espiritual. No entanto, esta mesma preocupação genealógica deve existir quando tratarmos de “encher a casa de Deus”. A casa do Senhor somente pode ser cheia e habitada pelos que constam do “livro da genealogia”, que não é o livro que estava guardado no templo há mais ou menos 80 (oitenta) anos na Jerusalém de Neemias, mas é “o livro da vida do Cordeiro” (Ap.21:27), onde estão escritos os nomes daqueles que foram “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”, gerados de novo pelo Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo a Sua grande misericórdia para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para eles (I Pe.1:2,3).

Somente podemos povoar nossas igrejas locais com aqueles que também poderão entrar na Jerusalém celestial. Assim, para que alguém venha a pertencer à igreja local, precisa dar frutos dignos de arrependimento, precisar mostrar, pela sua maneira de viver, que realmente foi “gerado de novo”, que morreu para o mundo e agora vive para Deus. Por isso, o batismo nas águas, que é o ato pelo qual alguém se incorpora à igreja local, deve ser realizado apenas quando se tem esta demonstração inequívoca da salvação na pessoa de Jesus Cristo.

Muitos, no entanto, não estão mais buscando o “livro da genealogia” e estão a pôr dentro da igreja local qualquer um, sem qualquer objetivo senão o de “fazer quantidade”, “fazer número”. Não é este, porém, o propósito de Deus, já que não foi assim que o Senhor procedeu com Neemias e, como sabemos todos, Deus não muda (Ml.3:6).

Neemias consultou o livro e, no capítulo 7, segue uma longa lista, que corresponde a Ed.2 (pois se trata da mesma lista), onde são registradas as genealogias de todo o povo judeu que retornara do cativeiro babilônico. Esta extensa lista mostra-nos que, apesar de constituir um povo, os judeus não eram indistintamente tomados, não eram tratados pelo Senhor como “massa”, como, lamentavelmente, agem muitos dos líderes de hoje em dia, mas que cada um tinha o seu próprio local e a sua própria individualidade diante de Deus.

Na igreja não é diferente. Deus tem-nos como um povo, um povo que é um corpo e no qual cada um vive em função do outro (I Co.12:12-31), no qual é preciso que todos se ajustem segundo a justa operação de cada parte para que haja a edificação em amor (Ef.4:15,16), mas onde cada um é tratado como indivíduo, com uma particularidade e intimidade com Deus, individualidade e intimidade que, inclusive, perdurarão por toda a eternidade (Ap.2:17). Lembremo-nos disto em nosso relacionamento com os irmãos, que não podem ser tratados como “massa”, muito menos como “números”.

Neste livro, achou-se que alguns que haviam subido com os judeus para Canaã não puderam comprovar a sua genealogia, a saber, os filhos de Delaías, os filhos de Tobias e os filhos de Necoda, num total de seiscentos e quarenta e dois (Ne.7:62), como também alguns sacerdotes, a saber, os filhos de Hobaías, os filhos de Coz, os filhos de Barzilai, o gileadita, que tomara uma mulher das filhas de Barzilai e se chamou do seu nome (Ne.7:63). Como estes sacerdotes não puderam comprovar a sua origem sacerdotal, como que imundos, foram excluídos do sacerdócio (Ne.7:64).

Este episódio, ocorrido ainda nos dias de Zorobabel, mostra-nos claramente que, no meio do povo de Deus, como o Senhor Jesus deixou claro nas parábolas do reino dos céus (Mt.13), sempre haverá “infiltrados”, pessoas que se introduzirão no meio do povo sem que a ele pertençam. Havia até “sacerdotes” que não eram sacerdotes, visto que não pertenciam à família de Arão, inclusive os “filhos de Barzilai”, que assim se denominavam desde os dias de Davi, ou seja, antes mesmo da construção do templo por Salomão e que, portanto, por mais de quinhentos anos, intitulavam-se sacerdotes sem o ser!

No entanto, ainda que tenha demorado tanto tempo, um dia foram eles revelados e, como não puderam provar a sua genealogia, foram excluídos do sacerdócio, tidos como imundos. Assim ocorre, também, no meio da Igreja: muitos, aproveitando-se do adormecer dos servos de Deus (Mt.13:25), são semeados no meio do povo pelo inimigo.

No entanto, como afirmou o Senhor Jesus, nada do que é oculto assim permanecerá e, a seu tempo, será revelado (Lc.12:2). No momento aprazado pelo Senhor, o “livro da genealogia” será consultado e o que deve ser feito é que, constatada e revelada a “imundícia”, imperioso que se exclua o imundo do sacerdócio, ou seja, que ele seja retirado da comunhão da Igreja.

Temos aqui, ademais, uma preciosa lição sobre a necessidade de se continuar a exercer a disciplina na Igreja, o que, infelizmente, já não tem sido realizado por muitos sob uma falsa doutrina de que “quem disciplina é o Espírito Santo”. No episódio narrado por Neemias e constante do “livro da genealogia”, é claríssimo que, após a revelação dada por Deus, incumbe ao povo promover a exclusão do sacerdócio, ou seja, vindo a revelação da imundícia, faz-se preciso que a própria igreja promova a exclusão.

Também se encontrou “no livro da genealogia”, que o governador (que era, então Zorobabel) contribuiu para o tesouro em ouro, com oito quilos, cinquenta bacias e quinhentas e trinta vestes sacerdotais, tendo, também, os maiorais do povo dado para o tesouro da obra, em ouro, cento e sessenta quilos e, em prata, mil e trezentos e vinte quilos, enquanto o restante do povo dera cento e sessenta quilos de ouro, duzentos quilos de prata e sessenta e sete vestes sacerdotais, tendo, então, cada um ido habitar em suas cidades (Ne.7:70-73).

Neemias, então, faz questão de mostrar ao povo que, além de termos cuidado em quem deveria habitar no meio do povo, ou seja, somente os que tinham genealogia, somente com o comprometimento de todos se poderia fazer a obra do Senhor e se ter o culto a Deus, fundamental para a sobrevivência de Judá, “propriedade peculiar de Deus entre os povos”.

A começar do governador, passando pelos maiorais e, por fim, todo o povo tinha de contribuir para a sustentação do trabalho do Senhor e, consequentemente, para a sobrevivência do povo de Deus. Por isso, Neemias a todos convocou, para que participassem das deliberações e, também, da sustentação do serviço da casa do Senhor. Este nível de compromisso ainda hoje é necessário, sem o que não se realizará a obra de Deus. Mas, como já dissemos supra, não apenas na contribuição, na doação de recursos financeiros, mas também nas deliberações. Aprendamos com Neemias!

Só pode haver comprometimento, porém, quando todos são irmãos, ou seja, quando todos forem verdadeiros e genuínos “filhos de Deus”. A presença de “infiltrados” impede que o compromisso surja do modo mais eficaz na obra de Deus. Por isso, precisamos sempre ter em mente a “consulta ao livro da genealogia”, a observação rigorosa e com discernimento espiritual daqueles que realmente pertencem ao povo de Deus. Vigiemos, amados irmãos!

A consulta ao “livro da genealogia” mostra-nos, ainda, o cuidado que Neemias tinha com a história do povo. Precisamos incutir em nossas mentes que todo povo tem de zelar pela sua história, precisa ter memória, pois, “um povo sem memória não tem futuro”. O cuidado de Deus para que Seu povo não perca a memória é tão grande que muitos dos livros das Escrituras são históricos, sem falar na circunstância de que uma das ordenanças que nos foram deixadas pelo Senhor Jesus é precisamente a “ceia do Senhor”, que é, entre outras coisas, um “memorial”.

Torna-se preciso sempre que os líderes reafirmem a história do povo de Deus e como ela reflete a fidelidade do Senhor para conosco. Neemias consultou o livro da genealogia e o revelou a todo o povo para que estes pudessem, antes de mais nada, ter noção da sua própria origem, do início da reocupação de Canaã depois do cativeiro para que, à luz desta história, pudessem devidamente deliberar. No ano do centenário das Assembleias de Deus no Brasil, resgatemos a nossa história!

Após ter lido o “livro da genealogia”, Neemias não determinou o imediato repovoamento de Jerusalém. Havia sido dado o primeiro momento para isto, que era o resgate da história, o resgate da memória, mas isto ainda era insuficiente. Faziam-se necessários, ainda, alguns outros momentos, a saber, o avivamento, o arrependimento e a organização do serviço religioso, consoante se vê nos capítulos 8, 9 e 10 de Neemias, a serem estudados nas lições próprias

Oração de Nietzsche ao “Deus Desconhecido”

Por Jonathan Menezes

Friedrich Wilhelm Nietzsche foi um filósofo e filólogo alemão, nascido em 15 de Outubro de 1844 em Röcken, uma localidade próxima de Leipzig. Ele era filho e neto de pastores (“pastores alemães”), portanto, nasceu no seio do protestantismo. Quando criança, seus colegas de escola o chamavam de “pequeno pastor”, devido a esse legado. Na juventude, ele se especializou em grego, alemão, latim, em estudos bíblicos, até que foi se dedicar aos estudos de teologia e filosofia, em Bonn. Porém, influenciado por seu dileto professor Ritschl, foi para Leipzig e resolveu largar essa formação e partir para os estudos em filologia (sua principal formação). Considerava a filologia não apenas como história e estudo das formas literárias, mas como estudo das instituições e das idéias ou pensamento.

O afastamento de seu berço original (o protestantismo) se evidenciou na vida de Nietzsche como “ruptura” por meio da leitura de filósofos como Fichte e Arthur Schopenhauer, e de poetas como Hölderlin e Lord Byron. A partir de então, ele começa a encontrar asilo no ateísmo e numa leitura da existência como tragédia (coisa que teve a ver também com sua leitura dos gregos. Ao longo de seus 66 anos de existência, até sua morte em 1900, Nietzsche escreveu muitas obras, poemas e cartas [...]. Há uma oração, traduzida por Leonardo Boff no livro Tempo de Transcendência (2000), cuja autoria é supostamente atribuída a Nietzsche, já no fim de sua vida. Seu título é “Oração ao Deus desconhecido” [...]:

“Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para frente uma vez mais, elevo só, minhas mãos a Ti na direção de quem eu fujo. A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar. Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras: “Ao Deus desconhecido”. Seu, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos. Seu, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo. Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-lo. Eu quero Te conhecer, desconhecido. Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida. Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quero Te conhecer, quero servir só a Ti.” - Friedrich Nietzsche.

Nota/Fonte: Do texto “Dialógo com um decepcionado: Nietzsche, Deus e a religião” em http://www.ftl.org.br/index.php?view=article&catid=35%3Aartigos-online&id=56%3Adialogo-com-um-decepcionado-n-ietzsche-deus-e-a-religiao&option=com_content&Itemid=75. O título do post é do editor do blog.

Faxina Ét(n)ica

Por GIBEÁ*

Em menos de um ano de governo, a presidente Dilma Roussef já teve cinco baixas em seu ministério em virtude de denúncias de corrupção.

O fato de ter a presidente, ao contrário de seu antecessor, “lavado suas mãos” e deixado que o ministro acusado de irregularidades lutasse com suas próprias forças para se manter no cargo, o que, invariavelmente, não ocorreu, foi definido por alguns como sendo uma “faxina ética”, expressão que fez, inclusive, com que a popularidade da presidente voltasse a subir.

Estaria a presidente da República dando uma inflexão na costumeira política de leniência com a corrupção que tem caracterizado o chamado “presidencialismo de coalizão” em nosso país? Estaríamos iniciando um ciclo de honestidade na Administração Pública Federal?

Apesar de ser este o desejo que gostaríamos de sentir num país que, aliás, está, ainda que timidamente, voltando a se manifestar em termos de instauração da moralidade nos assuntos públicos, como provam as marchas contra a corrupção que têm sido promovidas pelas redes sociais da internet, num início de uma “primavera tupiniquim”, infelizmente não é isto que estamos a ver nos episódios de demissões de ministros no governo Dilma. Senão vejamos.

Por primeiro, é interessante observar que os ministros que se demitiram, com exceção do primeiro a cair, que foi Antonio Palocci, são todos de “partidos da base aliada”, ou seja, não pertenciam ao Partido dos Trabalhadores (PT), o partido da presidenta e o real governante do país.

Por segundo, todas as denúncias “surgiram” na imprensa a partir de dados que são “vazados” de órgãos governamentais ou de processos que se encontram no Tribunal de Contas da União com relatórios encaminhados aos órgãos do Poder Executivo.

Por terceiro, todos os ministros que se demitiram são “coincidentemente”, ministros que foram mantidos do governo anterior, sem exceção, ou seja, ministros que teriam sido “impostos” pelo ex-presidente Lula em suas negociações políticas antes, durante e após as eleições presidenciais de 2010.

Tais fatores mostram que as denúncias surgiram de “vazamentos” vindos do próprio governo, a mostrar, portanto, que são movimentos nascidos do próprio Poder Executivo, com interesses que não são propriamente de “faxina ética”, mas de “luta de poderes”, de “combate por espaços” dentro do governo, situação que, também não por acaso, surgiu após alguns difíceis embates do governo no Congresso Nacional para a aprovação de suas medidas, como, por exemplo, a discussão a respeito do Código Florestal ou a questão dos “royalties” do pré-sal, apesar da ampla maioria parlamentar, a mais ampla em toda a história do país desde a redemocratização.

O que se nota é que, em vez de uma “faxina ética”, o que existe é uma “faxina étnica”, ou seja, há uma demonstração clarevidente da retirada de poder de segmentos políticos que não pertencem ao Partido dos Trabalhadores, de retirada de poder dos chamados “partidos da base aliada”, numa nova configuração do Executivo em que não há mais “porteiras fechadas” impenetráveis em favor dos “partidos aliados”, como começou a ocorrer notadamente no segundo governo Lula.

O que se percebe é que o PT volta a querer dominar parcela significativa do Poder Executivo, como se fez no primeiro governo Lula, tentando, de alguma maneira, inclusive, fazer isto debaixo de uma “postura ética”, imagem que o partido gozava até o escândalo do “mensalão”, quando, então, fragilizado, teve de ceder “nacos de poder” para alguns grupos políticos que, agora, com as denúncias, são cada vez mais desmoralizados e obrigados a aceitar a redução de sua participação nos núcleos decisórios do país.

Ao mesmo tempo, conhecida como centralizadora, a presidente Dilma aproveita a situação para, também, “livrar-se” de ministros “incômodos”, que foram “herdados” do governo anterior, a fim de ter maior controle sobre os ministérios e, assim, efetuar um governo mais conforme às suas características pessoais de administração, como, aliás, demonstrou quando chefiava a Casa Civil da Presidência da República, o que, aliás, lhe deu amplas condições de conhecer “por dentro” toda a máquina governamental.

O que se percebe é que o PT prossegue com sua política de instituição de hegemonia em nosso país, querendo, sem sombra de dúvida, reduzir sobremaneira o poder dos “partidos da base aliada”, tornando-os meros caudatários do poder, meros instrumentos auxiliares para impor a sua vontade dentro de um país que, como bem disse o filósofo Olavo de Carvalho, não vive uma “democracia normal”, mas, sim, uma “democracia patológica”, em que há uma aparente e formal liberdade de expressão e de manifestação, mas onde não se pode, mais, ter uma “alternância efetiva de poder”, vez que não há como se modificar a linha de atuação e ideológica imprimida pelo governo atual.

Uma verdadeira “faxina ética” não se circunscreveria apenas a ministérios de “partidos da base aliada”, mas também alcançariam os ministérios dirigidos pelo PT, onde as mazelas são as mesmas, pois tudo é resultado do aparelhamento da máquina estatal para angariar fundos para as campanhas eleitorais, algo criado e forjado precisamente pelo PT, o que deveria ser feito numa reforma política, que não se tem interesse algum em fazer.

Uma verdadeira “faxina ética” não se preocuparia em tão somente inviabilizar ministros para forçá-los a pedir demissão, mas, por primeiro, seria caso de demissões antes de qualquer pedido, como também de modificação das estruturas e dos modos de se administrar, o que também não foi feito.

Tudo, pois, não passa de uma “retomada de espaço” do PT no governo, com uma tentativa de retomada de “imagem ética”, ou seja, é tão somente uma tentativa de retorno da situação vivida pelo PT antes do escândalo do “mensalão”, uma tentativa de retomada do projeto de poder que visa instituir no Brasil uma “democracia petista”, como já tinha sido planejado e o “escândalo do mensalão” prejudicou sobremaneira.

* Grupo Interdisciplinar Bíblico de Estudos e Análises (GIBEÁ), um grupo de estudos informal de estudos das Escrituras e análises com base na Bíblia Sagrada.

Neemias: As Necessárias Cautelas para Estruturação do Povo de Deus 1/2

Por Caramuru A. Francisco

Texto Áureo

“Então o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, e os magistrados, e o povo, para registrar as genealogias. E achei o livro da genealogia dos que subiram primeiro e assim achei escrito nele: ” (Ne.7:5)


I - NEEMIAS ESTABELECE UM SISTEMA DE SEGURANÇA PARA JERUSALÉM E REORGANIZA O SERVIÇO DO TEMPLO

O capítulo 7 do livro de Neemias começa com a afirmação do governador de que, após a finalização da reconstrução dos muros, mesmo diante da ação dos falsos profetas e dos que haviam se mancomunado com Sambalate, Tobas e Gesem para tentar atemorizar o governador, as portas foram levantadas (Ne.7:1).

É interessante verificarmos que, primeiro, Neemias teve de reedificar os muros, muros que não podiam ter qualquer brecha (Ne.6:1), para só então, colocar as portas nos portais. A edificação tem a sua ordem, que não pode ser alterada.

Assim, também, ocorre na vida espiritual. Primeiramente, temos de edificar os muros sem brecha alguma, ou seja, alicerçados sobre a rocha, que é Cristo Jesus (Mt.7:24; I Co.10:4), crescermos na doutrina, em amor, para que não venhamos a ser enganados pelo inimigo e seus agentes (Ef.4:14-16). Somente depois é que teremos condição de entrarmos em contato com o mundo, a fim de cumprirmos a tarefa da evangelização, visto que é necessário antes sabermos qual é a esperança que temos para podermos levá-la aos outros (I Pe.3:15).

Muitos, nos dias em que vivemos, têm subvertido esta ordem com grande prejuízo tanto para si mesmos quanto para a obra de Deus. Sem terem ainda tido a necessária edificação, lançam-se, inadvertidamente, a tarefas de evangelização, fracassando por não terem o devido preparo, não só não conquistando almas para Cristo como perdendo a si mesmos. Tomemos cuidado e sigamos o exemplo de Neemias que, primeiro reconstruiu os muros, sem brecha alguma, para depois levantar as portas.

Após ter levantado as portas, Neemias tomou outra importante providência: estabeleceu porteiros, cantores e levitas (Ne.7:2). De nada adiantaria ter muros sem brecha alguma e portas levantadas, se não houvesse pessoas prontas a efetuar os serviços e tornar operante toda a estrutura que, com a mão de Deus, havia sido construída em apenas cinquenta e dois. A obra de Deus é feita por homens e os homens devem ter prioridade. A estrutura é boa, mas sem pessoas de nada isto valerá. Lamentavelmente, muitos não têm agido deste modo, com grave prejuízo para a extensão do reino de Deus em nossos dias.

Levantadas as portas, Neemias estabeleceu porteiros. Os porteiros eram absolutamente necessários para que as portas fossem abertas e fechadas nos dias e horários certos, para que a entrada e saída de pessoas e animais fosse devidamente organizada, para que as portas, enfim, tivessem alguma funcionalidade. De que adiantaria todo o esforço para a construção e levantamento de portas, se não houvesse porteiros que tornassem as portas úteis? Por isso, assim que as portas foram levantadas, Neemias tratou de pôr porteiros para que a edificação desse os resultados esperados.

De igual maneira, precisamos ter “porteiros” em nossa vida espiritual, ou seja, necessitamos ser vigilantes em nosso contato com o mundo, visto que, embora a ele não mais pertençamos, ainda estamos nele e temos de conviver com ele inclusive para cumprirmos com a tarefa de sermos luz do mundo e sal da terra (Jo.17:11,16). Vigiar foi a ordem dada por Nosso Senhor (Mc.13:37).

Um dos principais “porteiros” que temos são os nossos olhos, porta de entrada de tudo quanto temos à nossa volta, em especial nos dias em que vivemos em que a principal comunicação é audiovisual. Temos de ter muito cuidado com os olhos, pois estes são órgãos que podem comprometer toda a nossa comunhão com Deus. Cristo nos ensina que eles são “a candeia do corpo” e se eles forem bons, todo o nosso corpo terá luz, se, porém, os teus olhos forem maus, o nosso corpo será tenebroso (Mt.6:23). Será que, a exemplo de Jó, fizemos um concerto com nossos olhos (Jó 31:1)?

Este cuidado de Neemias, também, remete-nos para a escolha dos porteiros em nossas igrejas locais. Esta função, que muitos vêm com desprezo, é importantíssima e até o descuido de alguns na escolha dos porteiros é um dos principais fatores para a situação lamentável da evangelização em muitos lugares. Os porteiros, em nossas igrejas locais, devem ser pessoas muito preparadas, revestidas do poder de Deus, que possam não só persuadir os transeuntes a adentrar em nossos templos para assistir aos cultos, mas serem gentis, dóceis e solícitos , de modo a serem verdadeiros “cartões de visita” de nossas igrejas locais. De nada adianta toda uma estrutura para se servir a Deus se não houver “porteiros” que tornem tudo funcional e útil. Aprendamos com Neemias e tenhamos este mesmo cuidado, líderes na casa do Senhor!

Ao apontar os porteiros, Neemias deu-lhes a ordem para que não se abrissem as portas de Jerusalém até que o sol se aquecesse, devendo as portas ser fechadas e trancadas, devendo ser, ainda, postos guardas dos moradores de Jerusalém, cada um na sua guarda, e cada diante da sua casa (Ne.7:3).

As portas de Jerusalém tinham de se manter fechadas durante a noite. Temos aqui uma linda lição espiritual: nossas portas devem se fechar quando as trevas comparecerem. Não podemos permitir que o pecado, representado pela escuridão, tenha entrada em nossa vida. Por isso, o apóstolo Paulo nos adverte para que não demos lugar ao diabo (Ef.4:27).

As portas tinham de ser fechadas e trancadas. Não bastava “encostar” a porta, mas elas deviam devidamente trancadas. Não podemos ser negligentes, mas zelosos em servir a Deus, tomando todo o cuidado para que não permitamos a entrada do mal em nossas vidas. Por isso, o autor da epístola aos hebreus recomenda-nos para que não só deixemos o pecado, como também o embaraço, coisas que não são em si pecaminosas mas que podem nos levar ao pecado (Hb.12:1). Não basta fechar, é preciso, também, trancar as portas!

A vigilância é reforçada na ordem de Neemias. Além de fechar e trancar as portas, deviam ser postos guardas dos moradores de Jerusalém, cada um na sua guarda e cada um diante da sua casa. A vigilância das portas, tarefa do governo da cidade, era feita, mas cada morador devia também fazer a vigilância diante de sua casa. Que linda lição para cada crente, principalmente para aqueles que acham que só os ministros e responsáveis pelo governo da igreja devam se preocupar com a vigilância. Esta é uma tarefa de cada um de nós: todos nós devemos ser zelosos, cada um tem de ter cuidado de si mesmo para, então, poder contribuir com o cuidado de todos (I Tm.4:16).

Temos posto guardas diante de nossas casas? Como está a vigilância em nossos lares, em nossas famílias? Temos, como cônjuges, como pais, como filhos, cuidado para que o inimigo não tenha entrada em nossas casas? Ou será que as mensagens satânicas têm pleno acesso através dos meios de comunicação de massa, da internet e de tantas outras coisas tenebrosas que o inimigo têm lançado contra os servos do Senhor? Será que nossas casas têm “guardas”?

Neemias, além de pôr porteiros e guardas, também tratou de estabelecer cantores. Pode parecer estranho que Neemias tenha procurado pôr cantores depois da conclusão da obra de reedificação. Esta estranheza é resultado de um pensamento precipitado de que os cantores teriam sido postos nas portas de Jerusalém ou nos muros. Entretanto, não é isto que o texto sagrado nos revela.

Ao estabelecer cantores, Neemias mostra-nos que, em virtude da situação de grande miséria e desprezo que vivia Jerusalém, o serviço de louvor do templo não estava a funcionar. A situação era de tanta tristeza e miséria, que não havia como se manter o serviço do louvor no templo, não só diante da insegurança reinante, mas também pela própria situação emocional e espiritual adversa a qualquer manifestação de alegria, que é o que representa o cântico (Tg.5:13).

Superada a insegurança, concluída a obra pela benignidade divina, Neemias logo entendeu que se devia restabelecer o serviço de louvor do templo e, por isso, designou cantores. Neemias não podia admitir uma situação de restauração, de renovo sem que houvesse o perfeito louvor.

O louvor deve acompanhar a adoração ao Senhor. Não pode o povo de Deus, edificado e salvo pela graça e misericórdia de Deus, calar-se e deixar de louvar ao Senhor. É com tristeza que vemos, nos dias hodiernos, muitos que cristãos se dizem ser desprezarem, por completo, o cântico e o louvor, tanto que chegam atrasados aos cultos, depois do momento litúrgico do louvor. Aprendamos com Neemias e não permitamos que deixe de haver em nossas vidas espirituais os cantores que completam a obra de nossa edificação espiritual.

Neemias, também, estabeleceu levitas, que eram auxiliares dos sacerdotes no serviço do templo. Observemos, aliás, que, ao contrário do que se costuma dizer hoje em dia, “levita” não se confunde com o músico. Os levitas eram os descendentes de Levi, a tribo que havia sido designada para o serviço do templo. Os filhos de Arão eram sacerdotes e todos os demais levitas foram encarregados dos mais diversos e variados serviços no tabernáculo e, posteriormente, no templo, inclusive a parte musical. Portanto, não confundamos “levita” com “músico”.

O cuidado de Neemias de estabelecer levitas reflete a sua preocupação em que nada ficasse por fazer no serviço do templo. Neemias não se preocupava apenas em ter muros e portas, mas queria que a segurança trazida por estes muros e portas pudesse restaurar todos os serviços do templo. Os líderes precisam ter este mesmo zelo, de fazer com que todas as tarefas, todos os serviços necessários para a igreja local sejam realizados a contento. Não basta apenas termos edificação espiritual, mas é preciso que esta edificação se traduza em serviço eficaz, até porque a Igreja, como corpo de Cristo, veio para servir e não para ser servida.

Após estabelecer porteiros, cantores e levitas, Neemias nomeou seu irmão Hanani e a Hananias como maiorais da fortaleza sobre Jerusalém, porque era como homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos (Ne.7:2).

A nomeação de Hanani como maioral da fortaleza, seu irmão, pode trazer a Neemias a acusação de “nepotismo”, ou seja, “favoritismo para com parentes”, mal que infesta a Administração Pública em nosso país e que, infelizmente, também já encontrou guarida na administração eclesiástica. Muitos, aliás, buscam nesta passagem bíblica até uma “fundamentação” para suas práticas pouco ou nada recomendáveis nas igrejas locais.

Contudo, quando vemos o próprio texto sagrado, contemplamos em Neemias mais uma virtude como líder e governante (como, aliás, já visto no apêndice 1). Hanani foi nomeado não por ser seu irmão, mas porque “era homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos”. O parentesco aqui era apenas um acidente, que não foi considerado na nomeação. Não nos esqueçamos, aliás, que Hanani fora até Jerusalém e, ao ver a situação, levou alguns de Judá para falar com Neemias a respeito da situação de Jerusalém. Era uma pessoa que tinha história na obra do Senhor e que, portanto, fazia jus àquela nomeação, independentemente do parentesco que tinha com o governador.

Neemias faz questão de dizer que nomeara o seu irmão por causa do temor dele a Deus, que superava o de muitos. Um critério para pormos alguém à testa da obra do Senhor é, precisamente, o seu temor a Deus, que deverá ser superior ao dos demais. Como é diferente o critério de Neemias do que temos visto em nossas igrejas locais! Aprendamos com Neemias!

Neemias, em mais uma demonstração de transparência, não deixou que Hanani, apesar de suas qualidades, estivesse sozinho como maioral da fortaleza. Ao seu lado, pôs Hananias nesta função. Deste modo, não deixou qualquer suspeita com relação ao fato de Hanani ser seu irmão, como também nos dá uma amostra da própria criteriologia que seria adotada pelo Senhor Jesus na evangelização do povo judeu, durante Seu ministério público, ou seja, o de sempre chamar de dois em dois, para que o serviço seja eficaz (Lc.10:1). É sempre importante, nas tarefas da igreja, serem indicados dois, para que um ao outro possa ajudar.

Eu Finalmente Vi!

O nosso blog trata primordialmente de vida cristã e cristianismo, porém algumas coisas valem a pena ser vistas pelo maior número possível de pessoas. Me surpreendi enquanto lia uma reportagem, na verdade uma entrevista, na ISTO É em que um deputado fazia algo até bem pouco tempo impensado. Já tinha visto algumas ações parecidas do mesmo deputado, enquanto ocupava um outro cargo público, mas essa foi realmente interessante. Veja a nota na integra:

Aos 38 anos, o economista José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi eleito deputado federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal. Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. A partir de 2011, Reguffe pretende repetir a dose, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais. Promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. “O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos”, disse em entrevista à ISTOÉ.

Esperançoso torço por continuar tendo surpresas dessa natureza.

Fonte: http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

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