Semelhante: Manaus Cria Nossa Senhora Indígena!


Você certamente já ouviu a afirmativa de que os gregos criavam seus deuses de acordo com suas características psíquicas; mas parece que essa não é uma exclusividade dos gregos. Alguns por aqui também estão criando seus deuses à sua imagem, com a diferença de que os daqui estão criando deuses em semelhança física com eles. Veja o que noticiou a Folha de São Paulo em reportagem recente:

A Arquidiocese de Manaus apresentou aos fiéis uma imagem de Nossa Senhora e do menino Jesus com traços indígenas. Chamada de Nossa Senhora da Amazônia, a imagem foi feita pela designer Lara Denys, 23, vencedora de concurso para retratar a santa com "características da cultura da região amazônica".

Na imagem, Nossa Senhora e Jesus têm cabelos e olhos pretos e pele parda. O manto dele está preso ao corpo dela, da mesma forma que as índias carregam seus filhos. Segundo o coordenador do concurso, padre Reneu Stefanello, será construída a sua estátua no santuário que está sendo erguido em Manaus. "Ela tem os traços da feminilidade da mulher amazonense, da mulher indígena. Traz no colo um Jesus curumim", afirma ele.

Para o antropólogo Ademir Ramos, da Universidade Federal do Amazonas, a imagem é uma estratégia para evitar a perda de fiéis para os protestantes pentecostais. "A Igreja Católica quer passar a identificação entre o devoto e o santo. Como o fiel vai devotar uma santa branquinha de olho verde?", indaga.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1028417-arquidiocese-de-manaus-cria-nossa-senhora-indigena.shtml

Cracolândias e Cristolândias


Por Caramuru A. Francisco

Muito destaque teve na mídia a operação iniciada em São Paulo com relação a mais famosa das “cracolândias” do país, situada na região central de São Paulo, no bairro da Luz, onde se buscou retirar as centenas de pessoas que se aglomeram há alguns anos naquela região, consumindo “crack” à luz do dia, num espetáculo deprimente e que revela quanto há de decadência e desintegração em nossa sociedade pós-moderna.

A ação policial ali desencadeada foi aplaudida por alguns, que entendiam que a mesma já deveria ter sido tomada há muito tempo, pois se estava diante de um território livre do tráfico e consumo de drogas que estava destruindo aquela região da capital paulista, que, inclusive, é alvo de ambicioso plano que pretende tornar aquela área como uma nova frente para instalação de centro empresarial.

Já por outros, esta ação foi duramente criticada, por entender que a ação acabou por desarticular as iniciativas que se estavam desenvolvendo na área por organizações não governamentais e segmentos da sociedade, além de não trazer qualquer resultado prático senão a “limpeza” da área para que se executem os planos já mencionados de recuperação da área. Teria sido apenas uma forma de se “resolver” a questão para o início de uma especulação imobiliária.

Não resta dúvida de que a simples operação policial, que se fazia necessária ante a dimensão que havia alcançado o problema, não resolve a questão, até porque, segundo nos informa a mídia, o que se fez foi apenas dispersar as centenas de viciados pela cidade, em novas “cracolândias”, que rapidamente chegarão à mesma dimensão da “cracolândia-mãe” se o Estado voltar a ser inerte e omisso como foi na região da Luz.

No entanto, é também forçoso reconhecer que o Estado, por si só, não tem condições de resolver a questão, ainda que tivesse empenho em internar todos os viciados e submetê-los a tratamento, algo que não ocorre, não passando de mirabolantes e eleitoreiras boas intenções os planos apresentados nos últimos anos pelos governos, em especial o Governo Federal.

Em meio àquela operação, no entanto, sobressaiu uma notícia, mantida à margem pela mídia, a respeito de uma iniciativa bem-sucedida, ainda que modesta, da Primeira Igreja Batista de São Paulo, situada precisamente naquela região, chamada “Cristolândia”, uma iniciativa de evangelização dos “habitantes” da “Cracolândia”, que, inclusive, foi o refúgio encontrado por muitos dos viciados durante as primeiras operações policiais, que foram caracterizadas pelo confronto e uso de violência.

A Folha de São Paulo estampou notícia em que afirmou que “…Usuários de drogas, desgarrados da multidão maltrapilha da cracolândia, fazem filas diariamente em busca de abrigo na porta da Cristolândia, um misto de igreja e centro comunitário, que funciona na região central de São Paulo há quase dois anos. O local virou refúgio após início da operação policial no local.…” (Cristolândia vira refúgio de dependentes após operação da PM. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1033831-cristolandia-vira-refugio-de-dependentes-apos-operacao-da-pm.shtml Acesso em 20 jan. 2012).

Ainda nesta reportagem, foi dito que, em 22 meses, a missão encaminhou para internação cerca de mil usuários.

Em meio a uma indefinição e impotência do Governo, vê-se que o Evangelho continua sendo “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm.1:16). Se o Estado tem sido omisso, o que é condenável, vê-se, claramente que, sozinho, nada também poderá fazer.

É imperioso que a Igreja se conscientize de que é sua a tarefa de arrebatar estas vidas do fogo (Jd.23), levando a Palavra de Deus, a Jesus Cristo a estas pessoas que estão se destruindo com as drogas.

O quadro é ainda mais urgente quando vemos que, segundo a revista Veja, “…um levantamento realizado no ano passado [2011, observação nossa] pela Confederação Nacional dos Municípios em 4.430 das 5.565 cidades brasileiras revelou que o crack é consumido em 91% delas. Cortadores de cana do interior de São Paulo adotaram a droga como ‘energético’. No Vale do Jequitinhonha e no norte de Minas Gerais, ela avança em ritmo de epidemia. Em Brasilândia de Minas, por exemplo, com 14000 habitantes, a prefeitura já mapeou oito minicracolândias. Em Teresina, capital do Piauí, 8000 viciados perambulam pelas ruas. Numa aldeia indígena de Dourados, em Mato Grosso do Sul, 10% das 2000 famílias têm ao menos um viciado em casa. A disseminação do crack não poupou nem a remota Amazônia, onde 86% dos municípios registram o consumo da droga…” (É pior do que parece. Veja, edição 2252, ano 45, n.3, p.67).

Se temos de reclamar da omissão do Estado quanto a este estado, também temos de repensar o que estamos a fazer enquanto Igreja, sabendo, ademais, que o Estado não tem como resolver o problema, mas a Igreja, sim, tem a solução, que é a pregação do Evangelho que liberta estas vidas do vício e do pecado pela fé em Cristo Jesus.

Que temos feito para mudar esta situação? É tempo de abandonarmos o comodismo da religiosidade de entretenimento e voltarmos a evangelizar as vidas que estão perecendo. É tempo de, nas cracolândias que proliferam, abrirmos cristolândias, resgatando vidas não só do vício das drogas, mas também do vício do pecado, encaminhando-as para a Jerusalém celestial.

* Evangelista da Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Ministério do Belém – sede e colaborador do Portal Escola Dominical (www.portalebd.org.br).

De Estupros e Outros Crimes Faz-se a Globo

Por André Cintra

Aos 31 anos, o modelo Daniel Echaniz alcançou a fama. Para chegar lá, não precisou de 15 minutos. Bastaram-lhe sete. Poderia ter brilhado em tradicionais passarelas da moda ou em milionários anúncios publicitários. Foi virar celebridade num dos programas televisivos de maior audiência no Brasil – o “Big Brother Brasil 12”. O porém é que, para Daniel, a fama veio pelo avesso. Pesa contra o modelo a acusação de ter estuprado a estudante Monique Amin, de 23 anos, em meio a uma madrugada de bebedeiras, de sábado para domingo passado, num dos ambientes do reality-show da TV Globo. Daniel teria molestado uma desacordada Monique por 25 minutos, dos quais apenas sete foram transmitidos ao vivo para assinantes do pay-per-view do “BBB”. Uma gravação em vídeo já está em poder da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
A cena do suposto estupro foi vista por centenas de milhares de pessoas em sites de compartilhamento de vídeos e repercutiu até na imprensa internacional. Alvo de crescente execração pública nas redes sociais, Daniel foi eliminado do reality- show nesta segunda-feira (17), “devido a um grave comportamento inadequado”, conforme a nota oficial da Globo. A situação de Daniel Echaniz é complicada, para dizer o mínimo. Seu destino está nas mãos de Monique — que, ao sair do “BBB”, poderá se submeter a exame de corpo de delito e formalizar uma denúncia contra o modelo. Aberto o inquérito, Daniel correrá o risco de ser preso, com reclusão de oito a 15 anos. É uma reviravolta impensável para um sujeito que, duas semanas atrás, mal desconfiava que seria um dos escolhidos para disputar o prêmio de R$ 1,5 milhão do programa.

Recorrentes baixarias
Difícil é prever se a Globo sairá incólume do caso. Não que, nos quase 47 anos de história da emissora carioca, esse novo episódio pareça raio em céu azul. Criada à margem da lei em 1965 — e consolidada à base de inúmeros escândalos, alguns conhecidos, outros acobertados —, a Globo nunca considerou a ética uma moeda de livre circulação em seu território. Muito pelo contrário. Historicamente, o dia a dia na emissora sempre foi povoado, como diria o filósofo, por artimanhas tais quais “o engano, o lisonjear, mentir e ludibriar, o falar-por-trás-das-costas, o representar, o viver em glória do empréstimo, o mascarar-se, a convenção dissimulante, o jogo teatral diante de outros e diante de si mesmo”. Com o “BBB”, ano após ano, “essa arte do disfarce chega a seu ápice”.
Que o diga a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Uma única edição do Big Brother — a décima, exibida de agosto de 2009 a abril de 2010 — fez chegar à comissão nada menos que 227 denúncias de “desrespeito à dignidade humana, apelo sexual, exposição de pessoas ao ridículo e nudez”. Na visão da Globo, a perda de audiência e de credibilidade era compensada com faturamentos recordes. A carta branca para a baixaria se incrementou na 11ª edição, no primeiro trimestre de 2011. Antes mesmo de o programa começar, o diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho, já anunciava uma série de mudanças para “esquentar” a atração. “Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser. Esse ano... liberado! vai valer tudo, até porrada”, escreveu ele no “Twitter”, prometendo ainda álcool à vontade: “Vai ser power... chega de bebida de criança. Acabou o ICE no BBB, esse ano TUDO vai ser diferente”.

“Circo de débeis mentais”
Não é nenhum exagero apontar que o episódio do estupro decorre dessa inacreditável escalada de permissividade. “Para ser bem franco, eu achava que iria haver um assassinato no ‘BBB’, antes de acontecer um estupro. Desde muito tempo que o critério de seleção para o programa tem sido a demência intelectual, o comportamento antissocial, o perfil violento e a falta de caráter, tudo isso potencializado em festas regadas a enormes quantidades de álcool”, sintetizou o jornalista-blogueiro Leandro Fortes.
“Que tenha aparecido um idiota para estuprar uma mulher quase em coma alcoólico não chega a ser exatamente uma surpresa, portanto”, emenda. Suas críticas se dirigem especialmente ao jornalista Pedro Bial, chamado por Leandro de “mestre-de-cerimônias desse circo de débeis mentais montado pela TV Globo”.
Qualquer mestre-de-cerimônias, como se sabe, tem limitada autonomia para fugir do script. Pode-se topar o (digamos assim) “desafio profissional” por inúmeras razões — mas não consta que Pedro Bial demonstre algum tipo de repúdio às aberrações do “BBB”. No caso do suposto “estupro”, o comportamento de Bial seguiu à risca a máxima da americana Janet Malcolm: “Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável”.
Na noite de domingo, em sua primeira aparição depois da polêmica — e da repercussão do caso nas redes sociais —, o apresentador do BBB se limitou a reduzir tudo a um chavão: “O amor é lindo”. Horas antes, a pedido do departamento jurídico da Globo, o vídeo do suposto estupro foi apagado na página do “BBB” na internet e em sites como o “YouTube”. Boninho chegou a dizer que “não rolou” crime e que “eles (Daniel e Monique) supostamente transaram”. Artistas globais que criticaram Daniel ou o programa foram igualmente censurados.

Os "limites"
Já se sabe, a esta hora, que a “operação abafa” da Globo fracassou rotundamente. Graças ao corajoso delegado Antonio Ricardo, uma diligência policial foi ao estúdio do Projac, no Rio, para ouvir Daniel e Monique, por “suspeita de abuso sexual”. A Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, pediu que o Ministério Público do Rio de Janeiro tomasse “providências cabíveis” na apuração do caso, em consideração às “demandas encaminhadas por cidadãs de várias cidades brasileiras”. O fato é que a expulsão de Daniel do “BBB” ocorreu apenas quando a Globo se viu prestes a ser indiciada por “crime de omissão” — o que poderia tirar o programa do ar. Depois de abrir as portas do Projac para a polícia e cortar até o áudio do reality-show, a emissora se deu conta de que uma crise de credibilidade também estava em curso.
Só então Bial esqueceu que “o amor é lindo” e falou em “violação do regulamento”, enquanto Boninho finalmente admitiu que Daniel “passou dos limites do relacionamento com as pessoas” e que “o comportamento dele foi excessivo”. Para todos os efeitos, o crime e a e Globo estão, mais uma vez, de mãos dadas. Na zona das sombras, a emissora da família Marinho prometeu colaborar “ao máximo” com a investigação e arcar com os custos judiciais do agora ex-BBB Daniel. Falta combinar quem prestará assistência à suposta vítima, Monique Amin, a quem a Globo não teve nem sequer a dignidade de mostrar a íntegra das polêmicas imagens. E falta, sobretudo, reconhecer que violar regras, ultrapassar limites e cometer excessos são práticas consagradas, há pelo menos 47 anos, pela própria Globo.

Fonte: http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=8&id_noticia=7863

Responsabilidades Básicas do Professorado Cristão II


Por Francikley Vito

O professor cristão é, em sentido lato, um profeta, um propagador ou lembrador das verdades de Deus; e, por assim ser, ele tem uma tripla responsabilidade: Uma responsabilidade em relação a Deus, a quem devemos de prestar contas (Hb 4.13; IPe 4.5); responsabilidade em relação a si mesmo e, por fim, mas não menos importante, uma responsabilidade em relação aos seus alunos, que é o objeto último do seu ensino.

Aquilo que chamamos em outra oportunidade de “sua responsabilidade em relação ao seu semelhante” que é, como diz as Escrituras, imagem de Deus (Gn 1.26). O ambiente da sala de aula é um lugar de relações humanas e, no caso cristão, um lugar de maturação, de crescimento. Esse é o ambiente de “trabalho” do professor. Trabalho esse que é exercido com oração, amor e dedicação ao chamado que Deus, em sua graça, entregou a cada um que exerce o magistério cristão. Uma vez que “a relação entre professor e aluno ganha contornos de relevância como parte integrante” no processo de ensino e aprendizagem, cabe então pensar quais são as responsabilidades do professor cristão em relação ao seu aluno em sentido global.

O Crente e a Confissão Positiva 2/2

Trad. Caramuru A. Francisco 

Esta declaração sobre o crente a confissão positiva foi aprovada como uma declaração oficial pelo Presbitério Geral das Assembleias de Deus [as Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América, observação nossa]  em 19 de agosto de 1980. (continuação...) 


Os crentes devem reconhecer que podem esperar sofrimento nesta vida

O ensino da confissão positiva defende que devemos viver como reis nesta vida. Ela ensina que os crentes devem dominar e não ser dominados pelas circunstâncias. A pobreza e a doença são comumente mencionadas entre as circunstâncias sobre as quais os crentes devem ter domínio.

Se os crentes escolhem os reis deste mundo como modelos, é verdade que eles buscarão uma vida livre de problemas (embora até mesmo os reis deste mundo não estejam livres de problemas). Eles estão mais preocupados com prosperidade física e material do que em crescimento espiritual. Quando os crentes escolhem o Rei dos reis como seu modelo, entretanto, seus desejos serão completamente diferentes. Eles serão transformados pelo Seu ensino e exemplo. Eles reconhecerão a verdade  que está escrita em Rm.8:17  a respeito dos coerdeiros de Cristo: “se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados”. Paulo foi ainda além ao se gloriar em suas enfermidades em lugar de negá-las (II Co.12:5-10).

Embora Cristo fosse rico, por amor de nós Se fez pobre (Ii Co.8:9). Ele podia dizer: “As raposas têm covis, e as aves dos céus têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt.8:20).

Enquanto Deus em Sua Providência dotou alguns com a capacidade de acumular riqueza maior que outros, alguma coisa está tragicamente faltando se não há boa vontade para fazer a vontade de Deus e abandonar tudo, se for necessário, inclusive os confortos do ser humano.

Jesus jamais cessou de ser Deus, e através do poder do Espírito Santo fez vários milagres, mas Ele não estava livre de sofrimentos. Ele sabia que deveria padecer muito dos anciãos (Mt.16:21; 17:21). Ele desejou comer a páscoa com os discípulos antes que sofresse (Lc.22:15). Depois de Sua morte, os discípulos reconheceram que o sofrimento de Cristo era cumprimento das profecias (Lc.24:25, 26, 32).

Quando os crentes percebem que reinar como reis nesta vida é tomar Cristo como modelo de rei, eles reconhecerão que isto pode envolver o sofrimento, que, algumas vezes, é muito mais real ficar com circunstâncias desagradáveis do que tentar fazer todas as circunstâncias agradáveis.

Foi mostrado a Paulo que ele deveria sofrer (At.9:16). Mais tarde ele se regozijou com seus sofrimentos para os colossenses. Ele viu que o seu sofrimento como o cumprimento “ na minha carne, do resto das aflições de Cristo, pelo Seu corpo, que é a Igreja” (Cl.1:24).

Deus promete suprir as necessidades dos crentes e Ele sabe como livrar o devoto da tentação, mas reinar na vida como Cristo fez pode também incluir o sofrimento. O crente submisso aceitará isto.Ele não ficará desiludido se a vida não for uma série contínua de experiências agradáveis. Ele não se tornará cínico se não tiver todos os desejos de seu coração.

Ele reconhecerá que o servo não é maior do que seu senhor. Seguir a Cristo exige negar a nós mesmos (Lc.9:23). Isto inclui negar nossos desejos egoísticos e pode incluir admitir nossos problemas.

Problemas nem sempre são indicação de falta de fé. Pelo contrário, podem ser um tributo à fé. Esta é a grande ênfase de Hb.11:32-40:

E que mais direi? Faltar-me-ia contando de Gedeão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas: os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa: provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.

                                  
Defender que todo o sofrimento resulta de confissões negativas e indica falta de fé contradiz as Escrituras. Alguns heróis da fé sofreram grandemente, alguns até morreram por causa da fé, e foram elogiados por isso.

Os crentes devem reconhecer a soberania de Deus

A ênfase da confissão positiva tem uma tendência para incluir declarações que fazem parecer que o homem é soberano e Deus, o servo. Declarações são feita a respeito de obrigar Deus a agir, o que implica dizer que Ele abandonou a Sua soberania, que Ele não está mais na posição de agir de acordo com a Sua sabedoria e propósito. Referências são feitas de que a verdadeira prosperidade é a capacidade de usar a capacidade de Deus e o poder de encontrar necessidades independentemente de que sejam tais necessidades. Isto põe o homem na posição de usar Deus mais do que o homem se entregar a si mesmo para ser usado por Deus.

Nesta visão, é dada muito pouca consideração à comunhão com Deus para se descobrir a Sua vontade. Há muito pouco apelo a buscar as Escrituras para se ter a estrutura da vontade de Deus. Há pouca ênfase no tipo de discussão que devem seguir os crentes que resulta na concordância de dois ou três sobre qual seja a vontade de Deus. Em lugar disso, o desejo do coração é visto como uma ordem que vincula a Deus. Ele é visto como algo que concede autoridade ao crente.

É verdade que Jesus disse: “E tudo quanto pedirdes em Meu nome, Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo.14:13). Mas as Escrituras também ensinam que o pedido deve estar de acordo com a vontade de Deus: “E esta é a confiança que temos n’Ele, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que Lhe fizemos” (I Jo.5:14,15).

“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus” (Sl.46:10) é ainda uma importante regra hoje. Deus é Deus. Ele não entrega Sua glória ou soberania para ninguém. Ninguém pode obrigar Deus a agir.

A autoridade do crente existe apenas na vontade de Deus, e é responsabilidade do crente descobrir e se conformar à vontade do Deus soberano mesmos nas coisas que deseja. As palavras de Paulo são ainda aplicáveis: “Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor” (Ef.5:17).

Quando os crentes reconhecem a soberania de Deus e de modo apropriado tornam-se preocupados com a vontade de Deus, eles não falarão em termos de obrigar Deus ou usar o poder de Deus. Eles falarão em se tornar servos obedientes. Eles desejarão se tornar instrumentos submissos nas mãos de Deus.

Os crentes devem aplicar o teste prático

Revendo os esforços daqueles que defendem este ensino da confissão positiva, fica evidente que o apelo básico é para aqueles que já são cristãos que vivem em uma sociedade farta. Eles encorajam um elitismo espiritual em seus aderentes, dizendo: “Nós cremos nas mesmas coisas que vocês. A diferença é que nós praticamos o que cremos”.

Um teste prático de uma crença é se ela tem uma aplicação universal. O ensino tem significado apenas para quem vive em uma sociedade farta? Ou isto também funciona entre os refugiados do mundo? Que aplicação tem este ensino para os crentes presos por sua fé por governos ateístas? Estão aqueles crentes que sofrem martírio ou graves prejuízos físicos nas mãos de ditadores cruéis e implacáveis abaixo do padrão?

A verdade da Palavra de Deus tem aplicação universal. Ela é tão efetiva nos bairros pobres quanto nos subúrbios. Ela é tão efetiva na selva quanto na cidade. Ela é tão efetiva em uma nação estrangeira quanto em nosso próprio país. Ela é tão efetiva tanto em nações pobres como entre as nações ricas. O teste do fruto é ainda o único caminho para determinar se um mestre ou um ensino é de Deus ou do homem: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt.7:20).

Os crentes devem lidar cuidadosamente com a palavra “Rhema”

Em virtude de haver muito pouco literatura entre os que expõem o ensino da confissão positiva a respeito da palavra grega “Rhema”, é necessário considerá-la como usada primariamente em comunicação oral.

Uma distinção é feita geralmente pelos defensores deste ensino entre as palavras “logos” e “rhema”. A primeira — dizem eles — refere-se à “palavra escrita”; a segunda, para o que é presentemente falado pela fé. De acordo com esta doutrina, tudo aquilo que é falado pela fé se torna inspirado e toma conta do poder criativo de Deus.

Há dois grandes problemas nesta distinção. Por primeiro, a distinção não é justificado pelo uso em o Novo Testamento Grego ou na Septuaginta (a versão grega do Antigo Testamento). As palavras são usadas como sinônima em ambos.

No caso da Septuaginta, tanto “rhema” quanto “logos” são usadas para traduzir a única palavra hebraica dabar, que é usada em vários meios relacionados com a comunicação. Por exemplo, a palavra dabar (traduzida “Palavra de Deus”) é usada tanto em Jr.1:1 quanto em Jr.1:2. Mas, na Septuaginta, é traduzida “rhema” no versículo 1 e “logos” no versículo 2.

Em o Novo Testamento, as palavras rhema e logos também são usadas uma pela outra. Isto pode ser visto em passagens como I Pe.1:23 e 25. No verso 23,  é “o logos de Deus que…permanece para sempre”. No verso 25, “o rhema do Senhor permanece para sempre”. Novamente, em Ef.5:26, os crentes são lavados “com a lavagem da água pelo rhema”. Em Jo.15:3, os crentes “são limpos pelo logos”.

As distinções entre logos e rhema não podem ser sustentadas pela evidência bíblica. A Palavra de Deus, quer seja referida como logos, quer seja referida como rhema, é inspirada, eterna, dinâmica e miraculosa. Se a Palavra foi escrita ou falada, isto não altera seu caráter essencial. “Toda a Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que todo homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda a boa obra” (II Tm.3:16,17).

Um segundo problema também existe para aqueles que fazem distinção entre as palavras logos e rhema. Passagens das Escrituras são algumas vezes selecionadas sem atenção ao contexto ou à analogia da fé, que eles reivindicam ser “palavras de fé”. Neste tipo de aplicação do assim chamado princípio rhema, os defensores desta doutrina estão mais preocupados em fazer a Palavra significar o que eles querem que ela signifique do que se tornar no que a Palavra quer que eles se tornem. Em alguns exemplos, torna-se óbvio que eles amam Deus mais pelo que Ele faz e não pelo que Ele é.

É importante que os crentes evitem qualquer forma de existencialismo cristão que isola passagens das Escrituras do contexto e faz algumas passagens eternas e outras, contemporâneas.

Conclusão

Ao se considerar qualquer doutrina, é sempre necessário perguntar se ele está em harmonia com o ensino total das Escrituras. Uma doutrina baseada em menos do que uma visão global da verdade bíblica pode apenas trazer dano para a causa de Cristo. Ela pode mesmo ser mais danosa do que doutrinas que rejeitam as Escrituras totalmente. Algumas pessoas aceitarão mais facilmente algo como verdadeiro se ela está relacionada com a Palavra de Deus, mesmo se o ensino é uma ênfase extrema ou contradiz outros princípios das Escrituras.

A Palavra de Deus firmemente ensina grandes verdades como a cura, a provisão das necessidades e a autoridade dos crentes. A Bíblia também ensina que uma mente disciplinada é um importante fator para a vida vitoriosa. Mas estas verdades devem ser consideradas na estrutura do ensino total das Escrituras.

Quando abusos ocorrem, há, algumas vezes, a tentação para deixar de crer nestas grandes verdades da Palavra de Deus. Em alguns casos, pessoas abandonam Deus totalmente quando descobrem que ênfases exageradas nem sempre encontram suas expectativas ou resultam em liberdade de seus problemas.

O fato de que aberrações doutrinárias se desenvolvem, não é razão para rejeitar ou manter silêncio a respeito delas. A existência de diferenças de opinião é, antes de tudo, a maior razão pela qual os crentes devem continuar diligentemente a pesquisar as Escrituras. É por isto que os servos de Deuspodem fielmente declarar todo o conselho de Deus.

Concílio Geral das Assembleias de Deus
                                  
Fonte: http://ag.org/top/Beliefs/Position_Papers/pp_downloads/pp_4183_confession.pdf Acesso em 16 dez. 2011
Tradução de Caramuru Afonso Francisco.


O Crente e a Confissão Positiva 1/2

Trad. Caramuru A. Francisco 


Esta declaração sobre o crente a confissão positiva foi aprovada como uma declaração oficial pelo Presbitério Geral das Assembleias de Deus [as Assembleias de Deus dos Estados Unidos da América, observação nossa]  em 19 de agosto de 1980.


As Assembleias de Deus desde os seus primeiros dias tem reconhecido a importância da vida de fé. A ela tem sido dada ênfase proeminente porque as Escrituras dão a ela proeminência.

O escritor aos hebreus aponta que sem fé é impossível agradar a Deus.Por isso, ele descreve a fé como crer em duas coisas: que Deus existe e que é o galardoador daqueles que O buscam (Hb.11:6).

Todas as bênçãos que Deus tem para o Seu povo são recebidas por fé. Salvação (At.16:31), batismo com o Espírito Santo (At.11:15-17), preservação divina (I Pe.1:5), herança de promessas que incluem a cura e a provisão de necessidades materiais (Hb.6:12) e a motivação para o testemunho (II Co.4:13), que estão entre as muitas provisões da graça de Deus.

Hoje, como em toda geração, é importante para os crentes estar atentos ao exemplo na Escritura de ser forte na fé (Rm.4:20-24). Eles devem estar de guarda contra qualquer coisa que possa enfraquecer ou destruir a fé. Eles precisam orar para seu acréscimo (Lc.17:5) e constantemente procurar cultivá-la através da leitura da Palavra de Deus (Rm.10:17).

O crente e a confissão positiva

Ocasionalmente, através da história da Igreja, as pessoas têm tomado posições extremas a respeito de grandes verdades bíblicas. Algumas vezes, mestres têm defendido estes extremos. Em outras ocasiões, seguidores de alguns mestres têm ido além além dos ensinos com repercussões desfavoráveis à causa de Cristo.

Confissão positiva e confissão negativa são expressões que, nos últimos anos, têm recebido aceitação em uma forma extrema em alguns círculos.Tanto a definição na escrita quanto o modo de uso dão alguma luz nas implicações destes termos.

O fato de que extremos são agora trazidos ao foco nesta declaração não implica, em absoluto, na rejeição da doutrina da confissão, que é uma importante verdade bíblica. A Bíblia ensina que as pessoas devem confessar seus pecados (I Jo.1:9), devem confessar Cristo (Mt.10:32; Rm.10:9,10), como também manter uma boa confissão (Hb.4:14; 10:23, Versão American Standard).

Mas quando as pessoas, para enfatizar uma doutrina, vão além ou ao contrário do que o ensino das Escrituras, eles não honram a doutrina. Bem ao contrário, trazem reprovação a ela e para a obra do Senhor. Por esta razão, é importante chamar a atenção para estes excessos e mostrar como eles estão em conflito com a Palavra de Deus.

Algumas posições sobre o ensino da confissão positiva

O ensino da confissão positiva fia-se em uma definição de um dicionário inglês da palavra confissão: “reconhecer ou possuir; admitir fé em”. A confissão é também descrita como afirmar algo em que se crê, testificar para algo conhecido e testemunhar uma verdade que já foi abraçada.

Esta visão caminha um passo a mais e divide a confissão em aspectos positivos e negativos. O negativo é admitir o pecado, a doença, a pobreza ou outras situações indesejáveis. A confissão positiva é reconhecer ou possuir situações desejáveis.

Enquanto haja variações de interpretação e de ênfase a respeito deste ensino, a conclusão parece ser que o indesejável pode ser evitado pela repressão de confissões negativas. O desejável pode ser desfrutado em se fazendo confissões positivas.

De acordo com esta visão, como expresso em várias publicações, o crente que se abstém de admitir o negativo e continua a afirmar o positivo assegura para si próprio circunstâncias desejáveis. Ele será capaz de predominar sobre a pobreza, o mal e a doença. Ele será doente somente se ele confessar que é doente. Alguns fazem uma distinção entre admitir os sintomas da enfermidade e a enfermidade mesma.

Esta visão defende que Deus quer que os crentes vistam as melhores roupas, dirijam os melhores carros, e tenham o melhor de tudo. Os crentes não precisam sofrer adversidades financeiras. Tudo que eles precisam é dizer a Satanás para tirar suas mãos do dinheiro deles. O crente pode ter tudo aquilo que ele diz que precisa, seja espiritual, físico ou financeiro. É ensino que a fé obriga a ação de Deus.

De acordo com esta posição, o que uma pessoa diz determina o que ele receberá e o que ele se tornará. Por conseguinte, as pessoas são instruídas a começar confessando mesmo se o que elas querem não pode ter sido realizado. Se uma pessoa quer dinheiro, ele deve confessar que o tem, ainda que isto não seja verdade. Se uma pessoa quer cura, ele deve confessar ainda que não seja obviamente o caso. É dito para as pessoas que elas podem ter tudo aquilo que elas dizem, e, por esta razão, um grande significado é atribuído à palavra dita. É reivindicado que a palavra dita, se repetida suficientemente, resultará eventualmente em fé que consegue a bênção desejada.

É compreensível que algumas pessoas queiram aceitar o ensino da confissão positiva. Ele promete uma vida livre de problemas e seus defensores parecem fundamentá-la com passagens das Escrituras. Os problemas desenvolvem-se, porém, quando afirmações da Bíblia são isoladas de seu contexto e do que o resto das Escrituras dizem a respeito do assunto. Os extremos geram verdade distorcida e eventualmente ferem os crentes tanto enquanto indivíduos e a causa de Cristo em geral.

Quando os crentes estudarem a vida de vitória e de fé que Deus tem para o Seu povo, é importante, como em toda doutrina, buscar pela ênfase balanceada das Escrituras. Isto ajudará a evitar os extremos que, eventualmente, frustrem mais do que ajudem os crentes no seu andar com Deus.

Os crentes devem considerar o ensino total das Escrituras

O apóstolo Paulo deu um importante princípio de interpretação das Escrituras que chamou de “comparar as coisas espirituais com as espirituais” (I Co.2:13). O ponto principal deste princípio é considerar que tudo que a Palavra de Deus tem a dizer sobre um dado assunto ao estabelecer uma doutrina. Somente uma doutrina baseada em uma visão global das Escrituras se conforma com esta regra bíblica de interpretação.

Quando o ensino da confissão positiva indica que admitir fraqueza é aceitar a derrota, admitir necessidade financeira é aceitar pobreza, e admitir doença é impedir a cura, ele está indo além e em contrariedade à harmonia das Escrituras.

Por exemplo, o rei Josafá admitiu que não tinha força alguma contra a aliança inimiga, mas Deus lhe deu uma vitória maravilhosa (II Cr.20). Paulo admitiu fraqueza e então declarou que quando ele estava fraco, então era forte porque o poder de Deus é aperfeiçoado na fraqueza (II Co.12:9,10).

Foi depois que os discípulos reconheceram que não tinham o suficiente para alimentar as multidões e admitiram isto que Cristo providenciou maravilhosamente um suprimento mais do que adequado (Lc.9:12,13). Foi depois que os discípulos admitiram que não haviam apanhado peixe algum que Jesus os dirigiu para um esforço muito bem sucedido (Jo.21:3-6).

Não foi dito a estas pessoas para substituir confissões negativas por confissões positivas que eram contrárias aos fatos. Elas declararam condições exatamente como elas eram em vez de fingir algo mais. Mesmo assim Deus interveio maravilhosamente mesmo tendo eles feito o que alguns chamam de confissões negativas.

Comparar as Escrituras com as Escrituras deixa claro que expressões verbais positivas nem sempre produzem efeitos felizes, nem que declarações negativas produzem sempre efeitos infelizes. Ensinar que líderes nos primeiros dias da Igreja como Paulo, Estevão ou Trófimo não viviam em um estado constante de fartura e de saúde porque não tinham a iluminação deste ensino é ir além e em contrariedade à Palavra de Deus. Uma doutrina somente será investigada e aprovada se ela se desenvolver dentro da estrutura do ensino total das Escrituras.

A palavra grega traduzida por “confessar” significa “falar a mesma coisa”. Quando as pessoas confessam Cristo, isto é dizer a mesma coisa que as Escrituras dizem em relação a Cristo. Quando as pessoas confessam o pecado, isto é dizer o mesmo que as Escrituras dizem a respeito de pecado. E quando as pessoas confessam alguma promessa das Escrituras, eles devem estar certas que elas estão dizendo a mesma coisa acerca daquela promessa como o ensino total das Escrituras a respeito daquele tema.

As palavras de Agostinho são apropriadas a este respeito: “Se você crê naquilo que você gosta do Evangelho e rejeita o que você não gosta, não é no Evangelho em que você crê, mas em você mesmo”.

Os crentes devem considerar adequadamente a vontade de Deus

Quando a doutrina da confissão positiva indica que uma pessoa pode ter tudo aquilo que ela diz, ela falha em enfatizar adequadamente que a vontade de Deus deve ser levada em conta. Davi tinha as melhores intenções quando ele externou seu desejo de construir um templo para o Senhor, mas não era a vontade de Deus (I Cor.17:4). Foi permitido a Davi coletar os materiais, mas coube a Salomão a construção do templo.

Paulo orou para que o espinho na carne fosse removido, mas não era a vontade de Deus. Invés de remover o espinho, o Senhor deu a Paulo graça suficiente (II Co.12:9).

A vontade de Deus pode ser conhecida e reivindicada pela fé, mas o desejo do coração não é sempre o critério pelo qual a vontade de Deus é determinada. Há vezes em que o agradável e o desejável pode não ser a vontade de Deus. Tiago fgaz referência a isto quando escreveu: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossas concupiscências” (Tg.4:3). A palavra traduzida por  “concupiscências” [na Versão do Rei Tiago, observação do tradutor] não se refere a um desejo perverso mas a prazer ou desfrute, aquilo que o coração deseja. Várias traduções usam a palavra “deleite” em vez de “concupiscência” [como é o caso da Versão Almeida Revista e Corrigida, observação do tradutor].

No Getsêmane, Jesus pediu que se fosse possível o cálice fosse removido. Era o Seu desejo, mas, na Sua oração, Ele reconheceu a vontade de Deus e disse: “Todavia, não se faça a Mina vontade, mas a Tua” (Lc.22:42).

A Bíblia reconhece que há vezes em que um crente não saberá pelo que deverá orar. Ele não saberá qual é a vontade de Deus. Ele pode até ficar perplexo como Paulo algumas vezes ficou (II Co.4:8). Nestas situações, melhor do que simplesmente fazer uma confissão positiva baseada nos desejos do coração, o crente precisa reconhecer que o Espírito Santo intercede por ele de acordo com a vontade de Deus (Rm.8:26,27).

A vontade de Deus sempre deve ter prioridade sobre os planos e os desejos dos crentes. As palavras de Tiago devem ser constantemente guardadas à vista: “Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo” (Tg.4:15).

Obter o que o crente quer não é tão simples como repetir uma confissão positiva. Coisas agradáveis podem estar fora da vontade de Deus e, de modo inverso, coisas desagradáveis podem estar na vontade de Deus. É importante para o crente dizer como os amigos de Paulo disseram: “Seja feita a vontade  do Senhor” (At.21:14) — mais importante do que pedir uma vida livre de sofrimento.

Os crentes devem reconhecer a importância da oração inoportuna

Quando a visão da confissão positiva ensina que os crentes devem mais confessar que orar pelas coisas que Deus tem prometido, ela não toma conhecimento do ensino da Palavra de Deus a respeito da oração inoportuna. De acordo com alguns que perfilham esta doutrina da confissão positiva, as promessas de Deus estão na área das bênçãos materiais, físicas e espirituais: os crentes devem reivindicar ou confessar estas bênçãos e não orar por elas.

A instrução para não orar pelas bênçãos prometidas é contrário ao ensino da Palavra de Deus. O alimento é uma das bênçãos prometidas por Deus, mas Jesus ensinou Seus discípulos a orar: “O pão nosso de cada dia nós dá hoje” (Mt.6:11). A sabedoria é uma bênção prometida por Deus, mas as Escrituras declaram que se qualquer homem “tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada” (Tg.1:5). Jesus chamou o Espírito Santo de a promessa do Pai (Lc.24:49), mas também ensinou que Deus daria o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem (Lc.11:13).

Enquanto há vezes em que Deus disse ao povo para não orar, como no caso de Moisés no Mar Vermelho (Ex.14:15), há muitas passagens das Escrituras lembrando os crentes  a orar, e mais, orar sem cessar (Rm.12:12; Fp.4:6; I Ts.5:17).

Jesus enfatizou a importância da importunação na oração. A ilustração do amigo persistente que veio à meia-noite pedido por pão para apresentar a seus convidados tornou-se a base para a declaração de Cristo: “Pedi e dar-se-vos-á” (Lc.11:5-10). A parábola da viúva e do juiz iníquo tornou-se a ocasião para Nosso Senhor enfatizar a importunação na oração (Lc.18:1-8). Estas pessoas foram elogiadas pela importunação e não por uma confissão positiva sem oração.

Enquanto os caminhos de Deus estão acima dos caminhos do homem, e não podemos entender a razão de todo comando nas Escrituras, nós temos de saber que em Sua sabedoria Deus ordenou a oração como parte do processo incluído no encontro de uma necessidade. Mais do que uma indicação de dúvida, a oração inoportuna pode ser uma indicação de obediência e fé. 

Fonte: http://ag.org/top/Beliefs/Position_Papers/pp_downloads/pp_4183_confession.pdf 
Acesso em 16 dez. 2011
Tradução do Inglês de Caramuru Afonso Francisco.

Pastor Compra Horário Nobre na Rede TV!

Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, fechou acordo e vai passar a ocupar a faixa das 20h30 e 21h30 na RedeTV!, de segunda a sexta. Com isso, a RedeTV! será a segunda emissora aberta nacional a ter igrejas ocupando um horário da faixa nobre (a outra é a Band). Procurada, a RedeTV! não quis comentar o assunto. A RedetTV! É atualmente a emissora brasileira que mais vende horários para igrejas. A estimativa do mercado é que Santiago tenha de pagar até R$ 6 milhões por mês pela faixa.
Valdemiro Santiago teria se acertado com a RedeTV! após o pastor R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça, anunciar esta semana que renovou contrato por mais cinco anos na Band (que não confirmou ainda a informação). Santiago e outros tele-evangélicos estavam de olho no fracasso das negociações entre Band e Soares. Conforme o "F5" antecipou em novembro último, a negociação foi tensa, e a Band chegou a anunciar sua grade de programação 2012 sem o missionário. Na base da comparação, especialista do mercado ouvido pelo "F5" estima que, se Valdemiro gastará R$ 6 milhões mensais, Soares terá de pagar pelo novo contrato em torno de R$ 7 milhões ou mais para a Band, uma vez que a audiência dessa emissora é quase o dobro da obtida pela RedeTV!
Santiago é dissidente da Igreja Universal. No último fim de semana inaugurou em Guarulhos um templo com capacidade para mais de 140 mil pessoas. Sua igreja também está fechando a compra de um canal a cabo na Flórida, por US$ 14 milhões, além de já ter arrendado o canal 21, UHF, que pertence à Band. Em outubro, numa pregação na TV, Santiago revelou que a manutenção da Igreja Mundial custaria em torno de R$ 30 milhões por mês, fora o aluguel de 4.500 imóveis. 

Programas Religiosos em TV Aberta (Hora por Semana)*

Dados a seguir mostram quantas horas cada emissora aberta (VHF ou UHF) vende para igrejas. No total, os brasileiros têm quase cento e quarenta horas semanais de programas religiosos. Nenhuma emissora revela quanto fatura com a prática que é permitida pela legislação brasileira.

Transmissão
Emissora
Horas



VHF
Rede TV
46 horas
VHF
Rede Record
32 horas
VHF
Band
31 horas
VHF
Gazeta
26 horas
VHF
Cultura
1 hora (missa – Aparecida)
VHF
Rede Globo
50 min. (missa & Sagrado)
VHF
SBT
0 min.
UHF
Canal 21
154 horas
UHF
Rede Vida
133 horas
UHF
CNT
61 horas (grande São Paulo)

*Adaptado da Folha online em: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/946775-redetv-e-campea-de-venda-de-horario-a-igrejas-sbt-ainda-resiste.shtml
Fonte da Reportagem:http://f5.folha.uol.com.br/colunistas/ricardofeltrin/1029741-pastor-compra-horario-nobre-na-redetv-por-r-6-milhoes.shtml

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Em Defesa do Culto de Passagem de Ano

Por Caramuru A. Francisco

Sabemos todos que vivemos dias de apostasia na Igreja, mais um dos muitos sinais que estão a indicar a proximidade do arrebatamento da Igreja e do término da dispensação da graça. No entanto, as manifestações desta apostasia não podem ser simplesmente ignoradas pelos servos do Senhor Jesus, até porque devemos, como nos ensina Judas, o irmão do Senhor, “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd.3 “in fine”), inclusive reagindo como nos ensina o pastor Natanel Rinaldi, considerado o maior apologista evangélico brasileiro, que afirmou, em entrevista, que “temos de agir amando a verdade como eles [os hereges, observação nossa] se apegam à mentira” (Apologética, ano 2, ed. 9, p.65). Assim, não podemos nos calar quando vemos movimentos dentro de nossas igrejas locais que são sinais desta apostasia, sendo nosso dever denunciá-los e, no limite de nossas forças, fazer com que sejam neutralizados e retrocedam, “salvando alguns, arrebatando-os do fogo” (Jd.23 “in initio”), para usar, uma vez mais, de uma expressão de Judas.

Temos notado que, de forma crescente, muitas igrejas locais têm banido de suas atividades o “culto da passagem de ano”, aquele culto em que a Igreja se reúne para ver, a um só tempo, o final do ano em curso e o início de mais um ano. Muitos têm justificado esta retirada com diversos argumentos: são muitos os irmãos que viajam nesta época do ano e, portanto, a frequência de tal culto é diminuta; o horário do culto é sacrificante para os irmãos, máxime nas grandes cidades, onde a violência e criminalidade só fazem aumentar; trata-se de um momento eminentemente familiar e se deve prestigiar a vida familiar dos irmãos. Todas estas “justificativas”, entretanto, não passam de desculpas para se esconder o que realmente está ocorrendo para que alguns já tenham retirado este culto de suas agendas: a apostasia, o distanciamento de suas vidas do Senhor Jesus.
O “culto da passagem de ano”, por primeiro, não é uma invenção nem tampouco uma “tradição” criada no bojo das igrejas evangélicas e do movimento pentecostal. Verdade é que, na história das Assembleias de Deus, vemos que se trata de uma prática que já era adotada pelos pioneiros, como, v.g., Gunnar Vingren que retornou aos caminhos do Senhor no culto de vigília de Ano Novo em 1896, quando tinha 17 anos de idade (VINGREN, Ivar. Diário do pioneiro Gunnar Vingren. 5.ed.,  p.20), prática que instalou nas nascentes Assembleias de Deus, visto que noticia que, no culto de ano novo de 1914, o Senhor usou em profecia a irmã Celina Albuquerque, a primeira pessoa a ser batizada com o Espírito Santo em terras brasileiras (op.cit., p.68).

Entretanto, a ideia de celebração solene diante de Deus da passagem de ano vem-nos da própria lei de Moisés. A “festa das trombetas”, realizada no dia primeiro do mês sétimo (Lv.23:24,25) é o que se denomina de “Ano Novo Judaico”, o conhecido “Rosh Hashanah”, solenidade “…cujo significado e solenidade, para os devotos…”, segundo o estudioso judaico Nathan Ausubel diz que “…só está abaixo do dia de Iom Kipur, o Dia da Expiação…” (Rosh Hashanah”. In: A JUDAICA, v.6, p.732). Verificamos, pois, que o Senhor desejava que o Seu povo, na passagem de um ano para o outro, fizesse isto de forma solene, a fim de que se lembrasse de que a passagem do tempo é uma dádiva divina, é um momento, um instante em que devemos recordar de nossa dependência de Deus e da circunstância de que o tempo é uma realidade para os homens, o que, entretanto, inexiste para o Senhor.

O judeu francês Émile Durkheim (1858-1917), considerado o primeiro sociólogo moderno, em seus estudos, bem demonstrou que um dos papéis da religião na sociedade é o de dar noções de espaço e de tempo, noções fundamentais para o próprio desenvolvimento do raciocínio humano. Ao determinar a celebração da passagem do ano (como também o princípio dos meses, cf. Nm.10:10), o Senhor queria deixar bem claro a Israel de que Ele é o Senhor do tempo, que Ele é eterno e que tudo o que ocorre no tempo é algo que está diante d’Ele e que devemos ser agradecidos ao Senhor por tudo o que aconteceu, lembrando também que de tudo daremos conta a Ele.

Embora não estejamos debaixo da lei, é evidente que os princípios que norteiam a celebração da passagem de ano permanecem na graça, visto que têm a ver com a soberania divina, a gratidão do povo de Deus e a consciência de que a passagem do tempo é um sinal da dependência do homem em relação ao seu Criador. A existência de um culto de ano novo, portanto, é uma forma de a Igreja agradecer a Deus pela passagem deste tempo, de recordar a sua responsabilidade pelos atos praticados e de reafirmar a dependência que temos em relação a Deus em tudo o que fazemos.

O calendário, como diz Durkheim, ajuda-nos a organizar a nossa mente, a fazermos uma análise de nossas atitudes e de nossa vida, a fazermos um autoexame, o que é fundamental para que nos mantenhamos em comunhão com o Senhor (cf. I Co.11:28). Não é desarrazoado, aliás, que muitas igrejas locais tenham aproveitado a ocasião para também celebrar a ceia do Senhor, máxime nas denominações que o fazem anualmente.

O culto de ano novo encerra, assim, uma importante mensagem: a admissão de que o período de tempo transcorrido se deve única e exclusivamente ao Senhor e que d’Ele dependemos em tudo, motivo pelo qual sempre iniciamos e terminamos o ano na presença do Senhor. O culto de ano novo traduz a completa dependência que temos do Senhor, o reconhecimento de que “sem Ele nada podemos fazer” (cf. Jo.15:5 “in fine”), de que Ele ocupa a primazia em nossas vidas, pois Ele é “o princípio e o fim” (AP.1:8; 21:6; 22:13). Ao começarmos e terminarmos um ano na presença do Senhor, reunidos em Seu nome, na igreja local, estamos declarando a todos que o Senhor é a razão de ser de nossas vidas, de que não mais vivemos para nós mesmos, mas para Ele (Gl.2:20).

Quando, porém, pomos outros interesses acima desta celebração, estamos, simplesmente, admitindo que a reunião coletiva da Igreja, o culto a Deus na igreja local é algo que ocupa apenas o “tempo de sobra”, algo que é secundário. Dizer que a frequência da igreja é diminuta nesta época do ano, o que justificaria a retirada deste culto da agenda é uma falácia, pois o Senhor diz que estará presente onde estiverem dois ou três reunidos em Seu nome (Mt.18:20) e esta diminuta frequência, ademais, não retira da agenda outras reuniões, como as do meio de semana, cada vez mais vazias. Dizer que o horário do culto é sacrificante para os irmãos é também outra falácia, pois, em outras reuniões (e algumas nada edificantes), não se verifica a questão de horário, quando isto convém, e em períodos onde não há uma intensa movimentação, como ocorre nos finais de ano, onde há uma tradição da espera do novo ano e um intenso e anormal movimento nas ruas, inclusive nas grandes cidades, apesar do horário.

A propósito, muitos que “não querem se sacrificar” ficando até meia noite nas igrejas locais, são os mesmos que, “livres do compromisso do culto de ano novo”, vão se somar a multidões à espera do ano novo nas ruas, em ambientes e circunstâncias muito mais perigosos, como são as concentrações de “réveillon” tradicionalmente organizadas nas cidades. Deixa-se de realizar os cultos de ano novo e os crentes vão para os foguetórios, para os “shows de virada” e tantas coisas nada edificantes do ponto-de-vista espiritual…
Dizer que se trata de um “momento familiar” e de que o culto de ano novo prejudicaria a vida familiar dos irmãos é outro raciocínio enganoso, visto que o culto de ano novo é, precisamente, o momento em que a família pode estar diante de Deus para agradecer ao ano que termina e pedir as bênçãos de Deus para o ano que começa. Caso o salvo não tenha seus familiares na casa do Senhor, isto não o impede de convidá-los para ir ao culto ou de, primeiro, adorar a Deus e, em seguida, dirigir-se até onde estão seus familiares para com eles compartilharem o momento festivo.

Estes crentes que querem ter “um momento familiar”, por acaso, na passagem do ano, realizam “culto doméstico” em suas casas? Evidentemente que não, até porque não o fazem o ano inteiro, por que o fariam agora? Que “preocupação com o momento familiar” é esta se não há sequer comunicação entre os membros da casa durante o ano? Tudo não passa de uma artimanha para se fugir da presença do Senhor.

A propósito, estes mesmos que se dizem “preocupados com a vida familiar”, montam agendas durante o ano que, na prática, inviabilizam a vida familiar de seus membros, a indicar que não é este o real motivo para o banimento do culto de ano novo. O que temos, pois, na verdade, para esta prática que se tem intensificado é um sentimento de distanciamento do Senhor. As pessoas, apesar de se dizerem cristãs, estão cada vez mais deixando Deus de lado, não se sentem dependentes do Senhor, não põem Deus em primeiro plano, não têm mais a consciência de que sem Ele nada pode ser feito. Por isso, querem aproveitar os momentos festivos para se divertirem, para o entretenimento, não tendo mais uma vida compromissada com 
Deus. É este o verdadeiro espírito que está por detrás de medidas como estas, que traduzem apenas um desvio espiritual crescente e preocupante.

Entendamos, pois, a importância e o significado do culto de ano novo e que, com esta celebração, assumamos, a cada mudança de ano, o compromisso de viver cada vez mais na dependência do Senhor, que nos quer dar a vida eterna, o instante em que estaremos, para sempre, livres da barreira do tempo.

Disponível em: http://www.portalebd.org.br/principal/estudos-biblicos/item/920-em-defesa-docultode-passagem-de-ano
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