A Bíblia é o Livro Mais Marcante Entre os Brasileiro, diz Pesquisa


Foi divulgado essa semana o resultado da nova edição da pesquisa Retratos da Leitura, que tem como intuito principal identificar quais os livros mais marcantes para os leitores brasileiros. A pesquisa teve sua primeira edição em 2007 e é realizada pelo Instituto Pró-Livro. A exemplo da edição anterior, os pesquisadores fizeram aos leitores a pergunta sobre “Qual é o livro que mais marcou você?” E como no ano anterior, a maioria dos leitores responderam que o livro que mais tinha marcado suas vidas teria sido a Bíblia Sagrada. Veja abaixo lista com os dez títulos mais votados nos dois anos em que a pesquisa foi realizada:

LIVRO MAIS MARCANTE
2011
2007
Bíblia Sagrada
'A Cabana', de Wm Paul Young
-
Ágape', do Padre Marcelo Rossi
-
'O Sítio do Picapau Amarelo', de Monteiro Lobato
'Pequeno Príncipe', de Antoine Saint-Exupéry
'Dom Casmurro', de Machado de Assis
'Crespúsculo', de Stephenie Meyer
-
'Harry Potter', de J.K. Rowling
'Violetas na Janela', de Vera Lúcia M. de Carvalho
'A Moreninha', de Joaquim Manuel de Macedo
10º
23º
Fonte:  http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/03/biblia-cabana-e-agape-sao-os-livros-mais-marcantes-diz-pesquisa.html

A Natureza do Batismo – O que ele é?


Por John Charles Ryle

(1) O Batismo é uma ordenança apontada por nosso Senhor Jesus para a admissão continua de novos membros em sua igreja visível. No Exército, cada novo soldado é formalmente adicionados à matricula do seu regimento. Em uma escola cada novo estudante é formalmente inscrito nos livros da escola. E todo cristão começa sua vida como membro da igreja, sendo batizado.

(2) O Batismo é uma ordenança de grande simplicidade. A parte visivel é a água administrada em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo ou em nome de Cristo. A parte invisível, interior, significativa, é a lavagem no sangue de Cristo e a purificação interior do coração pelo Espírito Santo, sem o qual ninguém pode ser Salvo. OArtigo 27 da Igreja da Inglaterra diz, com razão “O batismo não só é um sinal de profissão e marca de diferença, com que se distinguem os cristãos dos que o não são, mas também um sinal de regeneração ou novo nascimento”.

(3) O Batismo é uma ordenança em que, quando é devidamente empregado, podemos esperar com confiança as mais altas bençãos. Não é razoável supor que Cristo, o Cabeça da Igreja, nomearia solenemente uma ordenança que seria inútil para a alma tal como um mero registro civil ou inscrição humana. O Sacramento que estamos considerando aqui não é uma mera ordenança produzida por homens, mas sim uma ordenança do Rei dos Reis. Quando a fé a oração acompanham o Batismo e se segue um uso diligente dos meios bíblicos, nós somos justificados em olhar para muitas bençãos espirituais. Sem fé e oração, o Batismo se torna um mero rito.

(4) O Batismo é uma ordenança que é expressamente ensinada cerca de 80 vezes, no Novo Testamento. As quase últimas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo foram um comando para batizar : “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt 28:19). No dia de Pentecostes, encontramos Pedro dizendo: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38) e questionando na casa de Cornélio : “Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? “ (At 10:47). Encontramos São Paulo não só se batizando, mas batizando discipulos por onde quer que fosse. Dizer, como fazem alguns, que o Batismo é uma ordenança sem importância é derramar desprezo sobre a Bíblia. Para dizer, como outro fazem, que o batismo é somente uma coisa do coração,  e não uma ordenação externa, é dizer algo que parece claramente contraditório à Bíblia.

(5) O batismo é uma ordenança que, segundo as Escrituras, um homem pode receber, e ainda assim não obter nada de bom dele. Têm-se dúvidas disso, porventura não foram Judas, Simão - o Mago, Ananias e Safira, Demas, Himeneu, Fileto e Nicolas, todos eles batizados? Então, qual benefício eles receberam do Batismo? Claramente, para qualquer coisa que sabemos, receberam benéfico algum! Seus corações “não eram retos diante de Deus” (At 8:21). Eles permaneceram “mortos em delitos e pecados” e estavam “mortos enquanto viviam” (Ef 2:1; I Tm 6).

(6) O Batismo é uma ordenança da Era apostólica que nasce juntamente com a religião de um homem [Cristo]. No mesmo dia em que muitos dos primeiros cristãos se arrependeram e creram, naquele dia foram batizados. O Batismo foi a expressão de fé do recém-nascido e o ponto de partida para o Cristianismo. Não me admira então que fosse considerado o veículo de todas as bênçãos espirituais. As Escrituras expressam “sepultados com Ele pelo Batismo” - “Batizados em Cristo” apresentaria profundo significado para as pessoas (Rm 6:4; Cl 2:12; Gl 3:27; I Pe 3:21). Tais expressões coincidem exatamente com a experiência dessas pessoas. Mas aplicar tais expressões indiscriminadamente para o batismo de infantes nos nossos dias é, em minha opinião, irracional e injusta. É uma aplicação da Escritura que, creio eu, nunca foi intencional.

(7) O batismo é uma ordenança que um homem pode nunca receber, e ainda assim ser um verdadeiro cristão e ser salvo. O caso do ladrão arrependido é suficiente para provar isso. Aqui estava um homem que se arrependeu, creu, foi convertido e deu provas de verdadeira graça, se alguém assim já fez. Não sabemos de outro alguém que tenha sido abordado por tal maravilhosa frase “Te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 33:42). Não há a menor prova de que esse homem tenha sido batizado! Sem o Batismo e a Ceia do Senhor, ele recebeu as maiores bênçãos espirituais, enquanto ele vivia e foi com Cristo no Paraíso, quando ele morreu! Afirmar, em face do caso, que o Batismo é absolutamente necessário para a salvação é algo monstruoso. Dizer que o batismo é o único meio de regeneração, e que todos os que morrem sem batismo estão perdidos para sempre, é dizer o que não pode ser provado pela Escritura, e é revoltante para o senso comum.

Deixo essa parte do meu assunto aqui. Recomendo as sete proposições que tenho previsto para a séria atenção de todos que desejam obter uma visão clara sobre o batismo. Ao considerar os dois sacramentos da religião cristã, eu asseguro ser de primordial importância para afastar de nós a indefinição e mistério com o qual muitos cercam. Acima de tudo, vamos ter cuidado com o que acreditamos nem mais nem menos sobre eles [sacramentos] do que podemos provar por simples textos da Escritura.

Fonte: http://bisporyle.blogspot.com/2011/08/natureza-do-batismo-o-que-ele-e.html

A Minhoca no Anzol


Por GIBEÁ*

Após algumas demonstrações de independência da Frente Parlamentar Evangélica, que tentou responsabilizar o ex-ministro da Educação e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad; que exigiu retratação do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, diante de suas declarações de que é hora de se iniciar um “embate ideológico” contra os evangélicos pela conquista da nova classe média e, por fim, demonstrou irritação com a escolha de Eleonora Minenucci, ativista pró-aborto para a Secretaria Especial de Política para Mulheres, o governo Dilma Roussef resolveu contra-atacar, entregando a Secretaria Especial da Pesca e Aquicultura para o senador Marcelo Crivella (PRB/RJ), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e um dos três senadores evangélicos.

Com esta atitude, a presidente Dilma Roussef tenta matar vários coelhos com uma só cajadada: busca criar laços com o PRB (Partido Republicano Brasileiro), criatura da Igreja Universal do Reino de Deus, partido da base aliada do governo que se encontrava sem nenhum cargo no primeiro escalão do governo desde o término do mandato do ex-vice-presidente José Alencar, que pertencia a esse partido, evitando que o partido pudesse se desgarrar da base aliada, compensando, assim, juntamente com o novo partido, PSD (Partido Social Democrático), do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a perda do apoio do PR (Partido da República) e eventual perda do apoio do PDT (Partido Democrático Trabalhista), diante das mudanças recentes no ministério.

Além disso, traz para o primeiro escalão do governo um nome da “bancada evangélica”, gerando, assim, alguém que possa articular com os evangélicos o apoio ao governo, depois da nítida perda de confiança que passou a ter, perante este segmento, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que, até então, era o responsável por tal interlocução, até porque denúncias veiculadas pela revista Veja a respeito de irregularidades cometidas durante a campanha eleitoral de Dilma e seu relacionamento com evangélicos podem ainda mais prejudicar o papel do secretário-geral neste papel.

De quebra, ainda, a entrada do PRB no governo representa a possibilidade de apoio do partido às candidaturas governistas nas duas principais capitais do país. No Rio de Janeiro, o PRB fica impedido de tentar, com o próprio Crivella, a prefeitura, levando o partido a um apoio ao atual prefeito, Eduardo Paes, num momento em que outra liderança evangélica do estado, o ex-governador e atual deputado federal Anthony Garotinho sela um acordo com seu desafeto César Maia, do DEM (Democratas), união que pode ameaçar a reeleição até então tranquila do atual prefeito.

Em São Paulo, a entrada do PRB também pode significar o sepultamento da pré-candidatura do ex-deputado federal Celso Russomano, que foi para o PRB para ser candidato a prefeito. Russomano é o segundo colocado nas pesquisas de opinião, mantendo cerca de 15 a 20% das preferências, mesmo depois da entrada na disputa do ex-governador José Serra (PSDB) e sua saída do cenário, com eventual apoio ao ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), seria extremamente providencial para os planos governistas na maior cidade brasileira.

Como se não bastasse isso, a nomeação fez tirar do Senado o senador Marcelo Crivella, um dos maiores batalhadores, ao lado do senador Magno Malta (PR/ES) contra a aprovação do famigerado PL 122/2006, que busca criminalizar a homofobia no Brasil. Embora seja também evangélico o suplente de Crivella, o senador Eduardo Lopes, também, do PRB, nunca se sabe se terá a mesma desenvoltura do novo ministro da Pesca nesta questão.

Explica-se, pois, porque, assim que nomeado, o senador Crivella tenha dito que de pesca não sabe sequer “pôr minhoca no anzol”. Mais uma vez vemos que, no Brasil, o que menos importa é a competência e o mérito administrativo, mas tão somente os interesses mesquinhos e escusos daquilo que Rui Barbosa chamava de “politicagem” ou “politicalha”.

A imagem dada pelo senador, agora ministro, não deixa, porém, de ser sugestiva e nos convida a uma reflexão e a uma vigilância.

No momento mesmo em que o governo mostra que se está num momento de “embate ideológico” contra os evangélicos, escolhidos como a “bola da vez”, um deles é guindado a um ministério, de pouca expressão, mas numa indisfarçada tentativa de cooptação, “em grande estilo”, deste segmento.

Trata-se de uma verdadeira “minhoca no anzol” que se apresenta aos “peixes”, “grandes ou pequenos”, da “bancada evangélica”, uma oferta de “mais poder e dinheiro”, em troca do abandono dos valores e dos princípios que a bancada tem começado, ainda que timidamente, a defender com mais afinco no Congresso Nacional.

Agora que os evangélicos começam a esboçar uma resistência a medidas nitidamente anticristãs do governo Dilma Roussef e a pôr à prova as juras de respeito à liberdade religiosa e aos princípios cristãos feitos durante a campanha eleitoral, é-lhes oferecida a oportunidade de se calarem e deixarem o governo prosseguir com sua agenda, enquanto eles se aproveitam das benesses dos cargos públicos.

Foi assim que o PT cooptou as velhas oligarquias regionais que sempre lhe foram contrárias. A partir da posse do governo, em 2003, os petistas souberam neutralizar toda e qualquer oposição dos “velhos coronéis”, entregando-os nacos lucrativos do aparelho estatal, enquanto, paulatinamente, implantavam seu programa de governo e, de forma vagarosa mas irreversível, transferiam os “currais eleitorais” para si mesmos.

Agora, por exemplo, quando o PMDB percebe que o PT está quase a dominar os rincões em que sempre o PMDB dominou, é tarde demais. Os Sarneys, Renans e outros oligarcas notam, tardiamente, que, não muito tempo depois destes dias, estarão irremediavelmente desalojados da política nacional.

Será que “a minhoca no anzol” será bem sucedida? Será que nossos parlamentares preferirão locupletar-se com “o prêmio da injustiça”, a exemplo de Balaão, negando a fé e deixando de defender os valores e princípios cristãos?

Diante desta conjuntura, é fundamental que os evangélicos de todo o país se mobilizem para pressionar a bancada evangélica a não desistir dos valores e princípios cristãos e de continuar com esta postura de enfrentamento contra a agenda anticristã do governo brasileiro. Sem tal pressão, a ser feita mediante oração e ação política, tememos que os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas venham a sufocar a Palavra de Deus nos corações dos parlamentares, que, assim, venham a ser “pescados” pelo governo e neutralizados nesta sua ainda mui tímida ação para evitar a descristianização total da sociedade brasileira.

Que os parlamentares evangélicos não se deixem enganar e ajam como os verdadeiros e genuínos servos do Senhor ao longo dos séculos, rejeitando o enriquecimento fácil, a posse de prestígio, dinheiro e poder, continuando a defender os valores e princípios cristãos, sendo um elemento catalisador de uma resistência que impeça a consolidação do projeto anticristão que está sendo implantado no Brasil sob o comando do PT. Que Deus nos ajude neste intento, mas que façamos, como Igreja do Senhor neste país, a nossa parte, seja na intercessão, seja na pressão política.

* Grupo Interdisciplinar Bíblico de Estudos e Análises, grupo de estudos formado por ex-alunos e professores da Faculdade Evangélica de São Paulo (FAESP).

Opinião: Sobre Saul e a Feiticeira


Continuando com o nosso intuito de publicar o comentário de alguns daqueles que deixaram sua impressão a respeito de artigos publicados nesse blog, trazemos a baila o comentário de um “Anônimo” que nos escreveu para trazer a lume sua opinião sobre uma das passagens mais instigantes do Antigo Testamento ‘Saul e a feiticeira de Endor’ (I Sm 28.3-25). Apesar de não termos o nome do autor da réplica, transmitimos o seu comentário na integra por entendermos que sua leitura, junto com o artigo que originou o comentário, será de grande ajuda para o estudante das Escrituras. Eis o comentário:

Costuma-se divulgar a ideia de que quem se manifestou no caso de 1Sm 28.3-25 foi um demônio (como assecla do Satanás do Novo Testamento). Essa interpretação tem suas raízes em Agostinho de Hipona, o qual é citado na Suma Teológica de Tomás de Aquino. Entretanto, esse raciocínio retroprojeta para o texto uma percepção que não faz parte do mundo em que o texto foi cunhado. Todos os mortos iam para o Sheol (o mundo inferior, que não tem nada a ver com o inferno que os cristãos imaginam hoje) e o trabalho dos ovot ("os evocadores dos ancestrais falecidos") era justamente chamá-los a fim que respondessem à questão trazida pelo consulente. A forma em que o texto se encontra hoje pretende desmoralizar Saul e exaltar Davi, além de interditar a prática da busca pelos que contatavam os mortos. No entanto, uma leitura atenta vai mostrar que o narrador não tenta desmentir que o caso aconteceu. Nem mesmo adianta apelar para uma interpretação tendenciosa do verbo hebraico yada' ("penetrar"), por exemplo, a versão "entendendo Saul que era Samuel", como a dizer que tudo foi resultado de um delírio do rei. A narrativa é clara em afirmar que "a mulher viu Samuel" e não "a mulher disse a Saul que estava vendo Samuel". Também não é valido argumento segundo o qual a palavra do Samuel defunto não foi cumprida na íntegra. As objeções que se costuma fazer quanto a isso são:

1. Saul não foi morto pelos filisteus. Suicidou-se.
Réplica: O texto fala em "Saul ser entregue nas mãos dos filisteus". Isso não necessariamente significa ser morto por eles diretamente, mas perecer por causa do cerco filisteu. Saul suicidou-se justamente porque o cerco dos filisteus fechara-se sobre ele, em outras palavras, "ele havia sido entregue nas mãos deles". Para não morrer pela violência dos inimigos, Saul preferiu suicidar-se, o que completou a tragédia de sua vida. Se bem que a tragédia maior talvez tenha sido o abandono por parte de todos.

2. O Samuel defunto diz que Saul e os filhos dele estariam com ele (mortos) "amanhã", isto é, no dia seguinte ao episódio com a mulher de En-Dor. Só que eles morreram alguns dias depois e nem foram todos os filhos do rei.
Réplica: "Amanhã" é uma metáfora, uma expressão idiomática generalizante, que se refere ao futuro, provavelmente a um futuro mais imediato, só que não forçosamente no "dia seguinte". Um outro exemplo na Bíblia do uso desse advérbio com sentido metafórico é Lucas 13.32: "Respondeu-lhes Jesus: Ide e dizei a essa raposa: Eis que vou expulsando demônios e fazendo curas, hoje e amanhã, e no terceiro dia serei consumado." Jesus não fez curas e expeliu demônios somente naquele dia e no dia seguinte. Sua fala provavelmente é um dito enigmático pelo qual ele descreve a sua atividade até o dia da morte, que também é apresentado de modo metafórico.

É possível que, no Antigo Israel, as pessoas acreditassem na eficácia dessas práticas? A resposta é sim. 1Sm 28.3-25 pode ter surgido num círculo de pessoas que acreditava nisso. E muito provavelmente esse canal de comunicação pode ter sido considerado legítimo. A proibição só aconteceu bem depois, provavelmente com a "reforma" (totalitária) de Josias no século VI A.E.C. Os códigos legais que proíbem a prática, como o Levítico e o Deuteronômio, são bem posteriores à época de Saul.

Um Antigo Sermão, Uma Grande Mensagem (4)


Conhecido por ser o grande divulgador da doutrina dispensacionalista, ensino que demonstra “a natureza progressiva da maneira como Deus trata com a humanidade. As dispensações estão associadas com períodos em que as pessoas foram submetidas a provas específicas e variadas de sua obediência a Deus”, Cyrus Ingerson Scofield (1843-1921) ficou imortalizado por sua Bíblia de Estudo Scofield, publicada em inglês 1909. Por sua preocupação com um ensino prático das Escrituras, o Dr. C. I. Scofield ministrou por muito tempo um curso bíblico que, mais tarde, foi copilado no pequeno livro Manejando Bem a Palavra da Verdade. É deste pequeno ‘tratado’ sobra a “correta compreensão das Escritoras” que ouvimos a voz deste dedicado estudioso das santas Letras ao dizer que:

[...] Em vez de prosseguir em seu caminho designado de separação, perseguição, pobreza e renúncia, a Igreja tem-se servido da Escritura judaica para justificar o rebaixamento de seus propósitos para adquirir riquezas, recorrer à liturgia em seus cultos, para edificar prédios magníficos, para invocar as bênçãos de Deus sobre conflitos bélicos e dividir uma irmandade sem distinções em “clero” e “laicos”.

Note que essas palavras foram escritas no início do século XX, há mais de cem anos!

Fonte: Scofield, C. I. Manejando Bem a Palavra da Verdade. Diadema/SP: DLC, 2004, p. 14.

Raabe de Jericó: Uma Rápida Centelha da Graça

Por Francikley Vito 


A galeria dos heróis da fé (ver Hb 11) é formada primordialmente por homens; vidas que, por sua fé traduzida em obras, tornaram-se exemplo de piedade e fidelidade a Deus. Dentre as poucas mulheres que aparecem nessa “galeria” está Raabe, a prostituta de Jericó (verso 31). É acertado dizer que essa lista de heróis e heroínas não é composta por santos que nunca pecaram, mas por pecadores que pela graça divina alcançaram a vitória sobre os seus pecados; contudo, a presença de uma mulher prostituta nesta lista tende a causar certo desconforto e desconfiança. Tanto isso é verdade que muitos escritores têm argumentado que Raabe seria uma estalajadeira, alguém que hospedava pessoas em sua casa; mas as palavras nos originais hebraico (zôné) e grego (porne) a identificam “definitivamente” como uma prostituta profissional e não como a dona de uma pensão. A história de Raabe é contada primordialmente no capítulo dois do livro de Josué. Tendo algum conhecimento pessoal de Canaã devido a sua própria experiência de espia trinta e oito anos atrás, Josué, ao executar as ordens divinas, prudentemente enviou espiões a Jericó, a fortaleza-chave de todo o vale ao sul do Jordão. Para não serem pegos pelas autoridades da cidade, os enviados de Josué “entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe” e dormem ali (Js 2.1). Pela manhã os homens saíram e fizeram àquela mulher a promessa de que quando a cidade fosse conquistada, ela e aqueles que estivessem na casa com ela seriam poupados da morte (vv. 14,19). A prostituição, nos tempos bíblicos, era visto como um mal digno de desprezo e, no caso do povo de Deus, em situações específico, de morte (cf. Lv 21.19). A indagação então seria: Será que podemos aprender alguma coisa com alguém como Raabe, a prostituta?  Entendo que sim, uma vez que tudo que está escrito na Bíblia e para o nosso ensino e crescimento (Rm 15.4). São, pelo menos, três lições que aprendemos com Raabe:

I. Toda Grande Mudança é Precedida Por Pequenas Mudanças – Js 2.6. Ao receber os espias de Josué em sua casa, Raabe estava flagrantemente desobedecendo ao seu rei, pela fé no Rei dos reis. Por isso quando recebeu a ordem para tirar os homens de sua casa, ela fez com que eles (os espias) subissem “ao eirado, e os tinha escondido entre as canas do linho, que pusera em ordem sobre o eirado” (v. 6). A existência das canas de linho em seu telhado indica que Raabe “também se ocupava de trabalho honesto”. Como bem explica o Comentário Bíblico Moody (Josué, p.10):

As canas de linho eram os talos, de aproximadamente um metro de comprimento, espalhados em cima do telhado plano para secar (cons. Dt. 22: 8) depois de ficarem de molho na água por diversas semanas. O linho amadurecia nos começos de março, quando a cevada formava as espigas (Êx. 9:31, 32).

Apesar de trabalhar como prostituta, Raabe também se dedicava a arte de fiar e tingir linhos para sustento de sua casa; tanto isso é verdade que o sinal que ele deixaria para os espias quando esses voltassem para a tomada de Jericó era um “cordão vermelho” (v.18) que certamente era fruto do seu trabalho de tecelã. Pelo que indica o texto, Raabe já estava se dedicando a outro trabalho que não o de prostituição; ela buscava uma mudança em sua prática de vida, e Deus deu a ela essa oportunidade. Quando os espias entraram na casa daquela prostituta/tecelã eles estavam sendo enviados por Deus para mudar a história daquela mulher, pois o Senhor reconheceu nela alguém virtuosa (Pv 31.13). Quando fazemos pequenas mudanças, Deus se encarrega das grandes mudanças. Esse é o princípio: Ninguém consegue grandes mudanças se não fizer pequenas mudanças em sua vida.

II. A Fé Não é Resultado de Emoção, mas de Ouvir dos Feitos de Deus – Js 2.10. Não há como negar que Raabe colocou a sua vida em risco ao esconder em sua casa espias de outra nação que não a sua; ela, contudo, como disse o teólogo Paul Tillic, estava possuída por aquilo que nos toca incondicionalmente, a fé. Para ela, o que mais importava era honrar o Deus de que ouvira falar. Disse Raabe:

Bem sei que o Senhor vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes. O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e em baixo na terra. (Josué 2.9-11)

A tecelã de Jericó ouviu falar do Deus dos espias e creu que Ele poderia fazer coisas em cima nos céus e em baixo na terra. Note, porém, que a crença que aquela mulher demonstrou não era uma crença teórica, mas uma certeza de fé que a impulsionava à ação. Uma fé que não nos mova a fidelidade a Deus, em detrimento dos nossos sentimentos, não é fé, é sentimentalismo vazio. Essa é a Razão pela qual o nome de Raabe aparece na galeria dos heróis da fé: Ela, por mais que fosse lógico fazê-lo, não temeu o seu rei, mas colocou a sua confiança em um Deus que não era o dela; e por isso “não pereceu com os incrédulos”

(Hb11.31). Raabe nos ensina que a fé deve ser acompanhada de obras (Tg 2.25), para não se tornar um retumbar constante de emoções infrutíferas e dilacerantes.

III. O Meu Futuro é Resultado do Meu Presente e Não do Meu Passado – Mt 1.5. O escritor Gene Getz, em seu livro Josué: um modelo de vida (p.59), diz que “a teologia de Raabe era simples, mas sua fé era grande. Ela não tinha muito conhecimento, mas o que sabia determinou sua ação”. Não há como negar que Raabe creu verdadeiramente em Deus. Sem pensar em como seria seu futuro depois da destruição de sua cidade natal, Raabe, uma prostituta, colocou-se inteiramente diante do Deus que abraçou como Senhor e Rei, e isso mudou completa e definitivamente o seu futuro. Depois de os espias terem cumprido a sua promessa (hb. hesed) para com Raabe e sua família, ela “habitou no meio de Israel” (Js 6.25). Mas a história não termina aqui. Depois de ter sido naturalizada, recebida com israelense, Raabe casa-se com Salmom e teve um filho cujo nome é Boaz que, por sua vez,  se casou com uma não israelita, Rute, que se tornou bisavó de Davi e, portanto, da descendência do Cristo (Mt 1.5). O teólogo Matthew Henry comenta o ato de Raabe assim:

Foi por fé que Raabe recebeu em paz a esses contra os quais estavam e guerra o rei e sua pátria. Estamos seguros de que esta foi uma boa obra; assim é qualificada pelo apóstolo (Tg 2.25); e ela o fez pela fé, fé que a colocou por acima do medo ao homem. São unicamente crentes verdadeiros aqueles que, em seus corações, acham o aventurar-se por Deus; eles tomam a Seu povo por povo deles, e correm a sorte com eles.

Não só o presente de Raabe foi garantido por Deus, em Sua lealdade em poupar a vida dela, mas também o seu futuro foi honrado quando ela entra em outra nobre galeria, a galeria de homens e mulheres que fazem parte da linhagem do Cristo. Honraria que não preço. Isso sem falar no cordão escarlate que torna-se, na história do cristianismo, um símbolo pascal. Não é só o nosso presente que é resguardado quando amamos a Deus, o nosso futuro é redirecionado quando resolvemos servi-Lo com todas as nossas forças, pensamentos e crença.

Em um mundo que resolveu, a todo custo, endeusar o humano, falar da “miserabilidade” de uma mulher é um gesto corajoso e necessário. Raabe entendeu que não é o rótulo que determina aquilo que seremos, mas aquilo que seremos é determinado por nossa essência e por nossa vontade. Aqui precisamos entender que da nossa indignidade brota nossa dignidade. A nossa dignidade, por sua vez, não está em quem somos como pessoa; mas em quê somos criaturas de Deus criadas à Sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Aprender com Raabe é um exercício de humildade e de submissão à Palavra de Deus que devemos desenvolver a cada dia. 

Cresce Número de Missionários Brasileiros no Mundo, diz Pesquisa


Mais de quatro séculos depois [da chegada dos jesuítas ao Brasil], o movimento de catequese vai hoje no sentido contrário: o Brasil se tornou um significativo "exportador" de missionários cristãos para o mundo, apontam estimativas de um recém-publicado estudo norte-americano. E isso é parte de uma tendência de fortalecimento do cristianismo no sul do planeta, enquanto a Europa caminha para a secularização, explica o autor da pesquisa, professor Todd Jonhson, do Centro de Estudos do Cristianismo Global da Universidade Gordon-Conwell.

Segundo cálculos de Johnson, havia no mundo cerca de 400 mil missionários cristãos em 2010, saídos de 230 países. Desses, 34 mil eram brasileiros – quantidade inferior apenas à dos evangelizadores norte-americanos, que somavam 127 mil. O número de brasileiros é inédito, explica Johnson à BBC Brasil. Representa um aumento de 70% em relação ao ano 2000 (quando o país tinha cerca de 20 mil missionários no exterior) e tende a crescer. "A quantidade de missionários enviados pelo Sul global supera o declínio (do cristianismo) na Europa", diz o estudioso. "No caso da América Latina e do Brasil, isso se justifica por um senso maior de responsabilidade pelo mundo exterior, pela estabilidade econômica, por suas conexões de idioma com a África e por um desejo de oferecer uma evangelização que, diferentemente da praticada pelos EUA, não carrega o fardo de invasões."

Johnson explica que o estudo inclui todos os grupos cristãos, de católicos romanos a protestantes, pentecostais e igrejas independentes. Ele ressalta que o número é uma "estimativa aproximada", já que muitos dos missionários não estão ligados a grandes congregações, e sim a pequenos grupos autônomos e difusos.

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O Surgimento do Liberalismo Teológico


Por Augustus N. Lopes

A melhor maneira de compreender a origem do termo “fundamentalista” é entender o crescimento do liberalismo teológico radical nas principais denominações históricas dos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX. O liberalismo era, demuitas maneiras, um fruto do Iluminismo, movimento surgido no início do século XVIII que tinha em seu âmago uma revolta contra o poder da religião institucionalizada e contra a religião em geral. As pressuposições filosóficas do movimento eram, em primeiro lugar, o Racionalismo de Descartes, Spinoza e Leibniz, e o empirismo de Locke, Berkeley e Hume. Os efeitos combinados dessas duas filosofias — que mesmo sendo teoricamente contrárias entre si concordavam que Deus tem de ficar de fora do conhecimento humano — produziu profundo impacto na teologia cristã.

Em muitas universidades cristãs, seminários e igrejas da Europa, e, posteriormente, nos Estados Unidos, as idéias racionalistas começaram a ganhar larga aceitação. Não é que os teólogos se tornaram ateus ou agnósticos mas, sim, que procuraram compatibilizar a crença em Deus com os postulados do Racionalismo. Muitos teólogos passaram a afirmar a existência de Deus, mas negavam sua intervenção na história humana, quer através de revelação, quer através de milagres ou da providência.

Como resultado da invasão do Racionalismo na teologia, chegou-se à conclusão de que o sobrenatural não invade a história. A história passou a ser vista como simplesmente uma relação natural de causas e efeitos. O conceito de que Deus se revela ao homem e de que intervém e atua na história humana foram excluídos “de cara”. Como consequência, os relatos bíblicos envolvendo a atuação miraculosa de Deus na história, como a criação do mundo, os milagres de Moisés e os milagres de Jesus passaram a ser desacreditados. Já que milagres não existem, segue-se que esses relatos são fabricações do povo de Israel e, depois, da Igreja, que atribuiu a Jesus atos sobrenaturais que nunca aconteceram historicamente.

Para se interpretar corretamente a Bíblia, seria necessária uma abordagem “não religiosa”, desprovida de conceitos do tipo “Deus se revela”, ou “a Bíblia é a revelação infalível de Deus” ou ainda, “a Bíblia não pode errar”. Teólogos protestantes que adotaram essa abordagem crítica (que consideravam como “neutra”) justificavam-se afirmando que a Igreja Cristã, pelos seus dogmas e decretos, havia obscurecido a verdadeira mensagem das Escrituras. No caso dos Evangelhos, os dogmas dos grandes concílios ecumênicos acerca da divindade de Jesus haviam obscurecido a sua figura humana e tornaram impossível, durante muito tempo, uma reconstrução histórica da sua vida. Essa impossibilidade, eles afirmavam, tornou-se ainda maior após a Reforma, quando a exegese dos Evangelhos e da Bíblia em geral passou a ser controlada pelas confissões de fé e pela teologia sistemática.

Os estudiosos críticos argumentaram ainda que, para que se pudesse chegar aos fatos por detrás do surgimento da religião de Israel e do cristianismo, seria necessário deixar para trás dogmas e teologia sistemática, e tentar entender e reconstruir os fatos daquela época. O principal critério a ser empregado nessa empreitada seria a razão, que os racionalistas entendiam como sendo a medida suprema da verdade. As ferramentas a serem usadas seriam aquelas produzidas pela crítica bíblica, como crítica da forma, crítica literária, entre outras. Assim, muitos pastores e teólogos que criam que a Bíblia era a Palavra de Deus, influenciados pela filosofia da época, tentaram criar um sistema de interpretação da Bíblia que usasse como critério o que fosse racional ao homem moderno, dando origem ao chamado “método histórico-crítico” de interpretação bíblica.
Os estudiosos responsáveis pelo surgimento e desenvolvimento inicial do método crítico defendiam que o “dogma” da inspiração divina da Bíblia deveria ser deixado fora da exegese, para que a mesma pudesse ser feita de forma “neutra”. Seguiu-se a separação entre Palavra de Deus e Escritura Sagrada, rejeitando-se o conceito da inspiração e infalibilidade da Bíblia. Surge a idéia de “mito” na Bíblia, que era amaneira pela qual a raça humana, em tempos primitivos, articulava aquilo que não conseguia compreender. Segundo os exegetas críticos, as fontes que os autores bíblicos usaram estavam revestidas de “mitos”, ou lendas criadas por Israel e pela Igreja apostólica. O surgimento da dialética de Hegel marcou esta fase. Hegel oferecia uma visão da história sem Deus, explicando os acontecimentos, não em termos da intervenção divina, mas em termos de um movimento conjunto do pensamento, fazendo sínteses entre os movimentos contraditórios (tese e antítese).

A tentativa de unir o Racionalismo com a exegese bíblica não produziu um resultado satisfatório. Ficou-se com uma Bíblia que deixou de ser a Palavra de Deus para se tornar o testemunho de fé do povo de Israel e da Igreja Primitiva. Como resultado, surgiu um movimento dentro do cristianismo que se chamou liberalismo, o qual rapidamente influenciou as igrejas cristãs na Europa, e de lá, seguiu para os Estados Unidos, onde defendia os seguintes pontos:

1. O caráter de Deus é de puro amor, sem padrões morais. Todos os homens são seus filhos e o pecado não separa ninguém do amor de Deus. A paternidade de Deus e a filiação divina são universais.

2. Existe uma centelha divina em cada pessoa. Portanto, o homem, no íntimo, é bom, e só precisa de encorajamento para fazer o que é certo.

3. Jesus Cristo é Salvador somente no sentido em que ele é o exemplo perfeito do homem. Ele é Deus somente no sentido de que tinha consciência perfeita e plena de Deus. Era um homem normal, não nasceu de uma virgem, não realizou milagres, não ressuscitou dos mortos.

4. O cristianismo só é diferente das demais religiões quantitativamente e não qualitativamente. Ou seja, todas as religiões são boas e levam à Deus; o cristianismo é apenas a melhor delas.

5. A Bíblia não é o registro infalível e inspirado da revelação divina, mas o testamento escrito da religião que os judeus e os cristãos praticavam. Ela não fala de Deus, mas do que estes criam sobre ele.

6. A doutrina ou declarações proposicionais, como as que encontramos nos credos e confissões da Igreja, não são essenciais ou básicas para o cristianismo, visto que o que molda e forma a religião é a experiência, e não a revelação. A única coisa permanente no cristianismo, e que serve de geração a geração, é o ensino moral de Cristo.

Nem todos os liberais abraçavam todos estes pontos, e havia diferentes manifestações do liberalismo. Entretanto, todas elas estavam enraizadas no racionalismo (só a ciência tem a verdade) e no naturalismo (negação da intervenção criadora de Deus no mundo) e queriam adaptar as doutrinas do cristianismo à moderna teoria científica e às filosofias da época.

Fonte: LOPES, Augustus N. Série Cadernos Bíblicos (vol. 2) Fundamentalismo e Fundamentalistas. pp. 5-7 Disponível em http://provaievedeapalavra.blogspot.com/2012/01/fundamentalismo-e-fundamentalistas.html
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