Sobre a Importância de Perdoar


Por Abrão Slavutsky

O perdão não é diretamente um tema psicanalítico, a não ser pelas suas relações com a melancolia, o supereu, a culpa, a questão do nome do Pai, entre outros. Seria conveniente pensar, primeiramente, o perdão a si próprio quanto a falhas e fracassos que todos temos [...] O perdão de Deus aos homens, ou a capacidade de perdoar ao outro, é essencial na fé. O famoso Pai-Nosso, talvez a oração mais importante do cristianismo, que teria sido ensinada pelo próprio Jesus Cristo, considera o perdão como um meio de estabelecer a relação entre Deus e os homens. “Perdoa nossas ofensas como nós perdoamos aos que nos ofendem”. Já no Velho Testamento, o tema do perdão está presente em Levítico, 16, quando Moisés determina um dia especial para a purificação dos pecados, conhecido como Yom Kippur, Dia do Perdão.

Por sua vez, a questão essencial do mal é pensada pela religião como uma questão externa. A serpente induz Eva ao mal e ao pecado e segue, por exemplo, na bela parábola do joio e do trigo do Novo Testamento. O mal como vindo do inimigo, do exterior, quando, na verdade, o mal é externo e interno, integra a condição humana. Enfim, as palavras perdão, fé e mal se relacionam com a religião, a justiça, e com o conjunto da sociedade. Porque o perdão é derivado da justiça divina ou humana, mas perdão nunca exclui a justiça. Por outro lado, a justiça que não considera a possibilidade do perdão é injusta e má.

[Sobre as vantagens do perdão] começo pela palavra liberdade, mas aqui não tanto à questão das liberdades em geral, na política ou religiosa (vejam a questão do cruxifixo no judiciário, tão debatido hoje na mídia). Aqui me refiro à liberdade psicológica que gera uma leveza na arte de viver e que faz toda a diferença. Quem não pode se perdoar e perdoar as injustiças cometidas ou sofridas fica ressentido, magoado, preso a um passado que não passa. O ressentido se torna guarda de um cemitério de ações passadas que não pode superar, logo, fica preso. Forças libidinais se mantêm absorvidas pelo passado, e o presente fica empobrecido. Livrar-se do peso das traições é um alívio, é recuperar a condição de voar e criar, de não se adaptar à vida como ela é. Pelo contrário, é transformar, é transcender. Parêntesis – a cultura oriental tem no tema de transcendência uma saída à realidade traumática. Quem não perdoa, não transcende, está apegado ao trauma psíquico do passado. Finalmente uma palavra sobre a honra: Samuel Johnson , no seu dicionário famoso do século XVIII, definia honra como “nobreza de alma e um desprezo à maldade”. Logo, sejamos honrados!

[Anteriormente] fiz referência ao Yom Kippur, Dia do Perdão, data mais importante da religião judaica, do povo judeu. Desde criança, sei que esse dia é o mais importante do ano, dia que se vai à sinagoga, dia sagrado, dia do jejum. No décimo dia do Ano Novo, no início de um novo ciclo, se deve perdoar e obter perdão, nos pecados contra o Todo Poderoso, não assim contra o semelhante. Recordo que o dia está vinculado à quebra das tábuas da lei por Moisés ao ver o bezerro de ouro feito pelo seu povo. A história pode ser recordada no livro do Êxodo, em que Moisés pede novas tábuas a Deus e pede perdão pela sua impulsividade. Tendo recebido o perdão divino, decide instituir aquele dia como o Dia do Perdão, com a promessa de não mais cometer as transgressões. Assim buscar-se-ia a purificação para o Novo Ano. Essa noção de perdão é um importante valor humano, uma das raízes das quais nasceu o cristianismo. Em alguma medida, afirma-se que Cristo – que nasceu judeu e morreu judeu – teria dado ao perdão e ao amor um status mais elevado que o judaísmo. “Se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mateus, 5:39) é uma frase muito conhecida, mas tem uma conotação talvez masoquista. Aliás, como em todas as frases bíblicas, é passível dar as mais variadas interpretações. Por exemplo, um doutor em teologia me contou que há estudos relacionando a formação de Jesus aos ensinamentos de Hilel, o sábios dos sábios, uma das maiores referências do Talmud , obra basilar do judaísmo. Hilel disse: “Não faças ao outro o que não queres que façam a ti”, como a essência do judaísmo, e essa frase teria marcado o poder do amor em Jesus e no cristianismo.

Esse tema das relações entre judaísmo e cristianismo, culturas-chave na formação do mundo ocidental, juntamente com a velha Grécia, é fascinante e interminável. Nos últimos anos, agradeço aos amigos cristãos que foram me introduzindo ao Novo Testamento. E se diz que Sêneca  introduziu o perdão na esfera do Estado, por influência do cristianismo. Em sua obra sobre a clemência, afirma que o perdão é a principal arma do governante para ser justo e firme como estadista. O paradoxo é que ele terminou a vida como vítima de Nero, que, desconfiado de sua traição, obrigou-o a se matar.

Com o perdão a pessoa doa a si e ao outro o que tem de melhor: compaixão e esperança. O perdão ajuda a aliviar o peso da existência, na instigante relação entre o peso e a leveza, que o escritor Italo Calvino  estabeleceu na primeira conferência do seu livro Seis propostas para o novo milênio. Afirma que é preciso diminuir o peso das palavras, bem como o peso de como se vê o mundo. Muitas vezes, a religião, a filosofia, a psicanálise, a mídia têm uma atração pelo peso, pelos argumentos de peso. É uma visão mais dramática do que bem-humorada. É possível aceitar que a condição humana tem uma tendência maior ao peso, à dor e ao sofrimento, até como expressão de nosso masoquismo. Felizmente, podemos pensar que a leveza é tão ou mais séria quanto o peso, pois, para chegar à quintessência da vida, convém pensar o que disse Millôr Fernandes . Ele propõe que o humor é a quintessência da seriedade. Quando se pode ultrapassar a seriedade, chega-se à verdadeira essência. Enfim, em tempos em que se lê e se fala tanto em diminuir o peso corporal, quem sabe possamos acrescentar também uma maior leveza de ser. Se nos perdoamos, se podemos perdoar o outro, viveríamos com mais leveza e bem estar.

Nota/Fonte: Essa é uma adaptação de uma entrevista concedida pelo autor a revista IHU. Disponível em http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4338&secao=388

As Bem-Aventuranças no Novo Testamento 2/2

Por Caramuru A. Francisco 


II – AS BEM-AVENTURANÇAS EM ATOS E NAS EPÍSTOLAS

Em Atos dos Apóstolos, só temos uma ocorrência de “bem-aventurança”, a saber, em At.20:35, quando em seu discurso aos crentes de Éfeso, o apóstolo Paulo recorda palavras do Senhor Jesus que não foram registrados em qualquer dos evangelhos, onde o Senhor ensinou que mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”.

Nesta bem-aventurança mencionada pelo Senhor Jesus e que o Espírito Santo mandou que Lucas registrasse neste ensino de Paulo aos efésios em Mileto, temos a negação de tudo quanto se vê na “teologia da prosperidade”. O importante não é “receber”, mas, sim, “dar”. Quem dá é bem-aventurado. Quem dá e não retém mostra sua semelhança com o Senhor, que Se deu a si mesmo por nós. Por que, então, diante de tão belo ensino do próprio Cristo, aceitarmos a mentira do “receba, receba” destes falsos ensinadores? Na epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo fala de “bem-aventuranças” quando trata da justificação pela fé de Abraão, fazendo alusão às bem-aventuranças do Sl.32:1,2 (mencionadas em Rm.4:7,8), que explica dizendo que “bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras” (Rm.4:6), lembrando, ainda, que esta bem-aventurança se deu na incircuncisão (Rm.4:9).

Esta bem-aventurança do Antigo Testamento que é repetida e explicada pelo apóstolo é, também, uma contundente refutação da “teologia da prosperidade”. Com efeito, os “teólogos da prosperidade” com sua falsa “lei da reciprocidade”, fazem a justiça e a salvação depender das obras, o que é totalmente negado pelo texto bíblico em análise. Não podemos prevalecer espiritualmente pelas nossas obras, precisamente para que não nos gloriemos (Ef.2:9).

Lamentavelmente, como foi muito bem afirmado pelo padre católico romano Paulo Ricardo de Azevedo Júnior (Teologia da prosperidade? Disponível em: http://padrepauloricardo.org/audio/49-a-resposta-catolica-teologia-da-prosperidade/ Acesso em 22 dez. 2011), os “teólogos da prosperidade”, estes falsos ensinadores conseguiram perverter a própria razão de ser da Reforma Protestante, pois, assim como os pregadores de indulgência nos dias de Lutero, defendem que se pode “comprar Deus com dinheiro”. O ensino de Paulo em Romanos mostra que a bem-aventurança está na “justiça sem as obras”, que é imputada pelo Senhor a todos quantos creem em Cristo Jesus.

Ainda em Romanos, o apóstolo Paulo nos indica uma outra bem-aventurança, em Rm.14:22, quando afirma que é “bem-aventurado aquele que não condena a si mesmo naquilo que aprova”.

Esta bem-aventurança está vinculada com a questão da liberdade e da caridade, quando o apóstolo nos ensina que não podemos escandalizar os outros irmãos, que não podemos fazer com que os irmãos venham a cair da fé por causa da nossa conduta, ainda que ela seja conforme a Palavra de Deus.

Paulo diz que o crente que se privar de fazer coisas que não são condenadas pela Palavra de Deus apenas com o propósito de não fazer o seu irmão, mais fraco na fé, se escandalizar e cair da fé, é bem-aventurado, pois, embora tenha fé e saiba que o que fizesse não seria pecado, tem o amor suficiente para manter a sua fé intimamente e não dar motivo para levar um irmão à perdição e, por causa disso, condenar a si mesmo naquilo que aprova.

Nesta bem-aventurança notamos, claramente, que temos, uma vez mais, algo diametralmente oposto ao que é ensinado pelos “teólogos da prosperidade”, que não pensam no próximo, nem tampouco no “fraco na fé”, mas que defendem um evangelho egoístico e individualista. Aliás, quantos exemplos temos de pessoas que, após não receberem as “bênçãos” depois de terem feito seus “sacrifícios”, são lançados em rosto por estes falsos ensinadores como “pessoas de pouca fé”, numa insensibilidade que somente perde para a ganância destes ditos cujos. Fujamos disto, amados irmãos!

Em I Co.7:40, o apóstolo Paulo, quando trata da questão dos casamentos, diz que “mais bem-aventurado é o viúvo que não se casa novamente”, conceito que o apóstolo diz ser seu, embora dissesse que tinha o Espírito de Deus. Neste pensamento de Paulo está o fato de ser uma bem-aventurança servir a Deus integralmente, o que não se pode fazer quando se é casado, visto que é preciso servir ao cônjuge, o que diminui o tempo do serviço a Deus.

Apesar de ser um conceito pessoal do apóstolo, o fato é que está registrado nas Escrituras, motivo por que temos de reconhecer que se trata de um texto que tem  autoridade de Palavra de Deus. O apóstolo, porém, não disse que era proibido casar, nem que o serviço a Deus exige o celibato, mas apenas disse que a dedicação integral ao serviço do Senhor após a ocorrência de uma viuvez é uma bem-aventurança.

Em Gl.4:15, o apóstolo Paulo diz aos gálatas que o fato de o terem recebido como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo, era uma bem-aventurança, pois aqueles crentes estavam dispostos a arrancar os seus olhos e lhos darem. Vemos, pois, que se trata de uma bem-aventurança o acolhimento dos servos do Senhor, o seu amparo e sustento quando estão a realizar a obra de Deus.

Mais uma vez temos a presença de uma bem-aventurança vinculada ao serviço ao próximo, à dedicação ao próximo, algo bem diverso, contrário mesmo à ganância individualista propalada pela “teologia da prosperidade”.

Em I Tm.1:11, a expressão “bem-aventurado” é aplicada ao próprio Deus, a indicar que as “bem-aventuranças” são atitudes que nos fazem expressar “a imagem e semelhança de Deus”, a corroborar o ensino de Jesus no sermão das bem-aventuranças (veja lição 6), ao mostrar que “bem-aventurados” são os Seus discípulos, aqueles que são filhos de Deus.

Em I Tm.6:15, o apóstolo, novamente, chama de “bem-aventurado” ao Senhor Jesus, “o bem-aventurado e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores”, a reafirmar que a “bem-aventurança” nos torna “cristãos”, ou seja, “pequenos Cristos”, “parecidos com Cristo”. Deste modo, quando vemos que os “teólogos da prosperidade” nos afugentam destas bem-aventuranças, entendemos que eles querem impedir que nos tornemos cristãos.

Em Tt.2:13, o apóstolo Paulo chama de “bem-aventurada” a esperança que tem o salvo da volta de Jesus, texto que corrobora o ensino do próprio Jesus que disse que aguardar a Sua vinda, ser vigilante é ser bem-aventurado. Ao revés, em I Co.15:19, o apóstolo chama de “os mais miseráveis de todos os homens” os que esperam Jesus somente nesta vida, que é, precisamente, a situação dos que adotam a “teologia da prosperidade”. Qual é a sua situação, amado(a) irmão(ã)?

A epístola de Tiago, apesar de breve, tem três referências sobre bem-aventuranças. A primeira delas, em Tg.1:12, diz que “bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que O amam”.

Esta bem-aventurança mostra, claramente, que, ao invés do “pare de sofrer” dos “teólogos da prosperidade”, o Senhor não só diz que os crentes sofrerão nesta vida, como também que, se suportarem as provas, receberão a coroa da vida como recompensa, galardão este que não é desta vida, mas na vida do além. Como isto é totalmente diferente do que falam estes falsos ensinadores…

Em Tg.1:25, temos a segunda bem-aventurança desta epístola, qual seja, a “bem-aventurança do cumpridor da Palavra de Deus”. O irmão do Senhor diz que quem atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido mas fazedor da obra, é bem-aventurado no seu feito.

Tiago, ao aludir a esta bem-aventurança, faz coro a textos do Antigo Testamento que confirmam que quem guarda e pratica as Escrituras é bem-aventurado. Não podemos, para alcançar a felicidade eterna, fugir do que estatui a Bíblia Sagrada, nossa única regra de fé e prática.

Os “teólogos da prosperidade”, contudo, arvoram-se em “visões”, “revelações” e “deduções” completamente alheias às Escrituras, com as quais Deus não tem qualquer compromisso e, por causa disso, desencaminham milhões de vida. Não os ouçamos, mas demos ouvidos ao Senhor e, em fazendo o que Ele manda, seremos bem-aventurados!

A terceira bem-aventurança de Tiago está em Tg.5:11, onde, praticamente, temos uma repetição da primeira bem-aventurança, pois o irmão do Senhor diz que “eis que temos por bem-aventurados os que sofreram”. Mais uma vez, é mostrado que o sofrimento é uma bem-aventurança. Se, na primeira bem-aventurança, está enfatizado o fato de que suportar a prova é fonte de felicidade, aqui se tem que o sofrimento em si mesmo já é uma bem-aventurança.

Para confirmar isto, Tiago traz o exemplo de Jó e confirma que a paciência deste patriarca foi fundamental para que a misericórdia e piedade divinas mudasse a situação daquele homem. Esta bem-aventurança é outra refutação dos falsos ensinos da “teologia da prosperidade”, visto que Jó sofreu sem ter pecado e aceitou o sofrimento humildemente e reside aí a sua bem-aventurança, diz-nos o irmão do Senhor. Enquanto isso, os “teólogos da prosperidade” ficam a ensinar o povo a “não aceitar” as provações, as dificuldades…

O apóstolo Pedro corrobora este pensamento pois, em sua primeira carta, traz-nos bem-aventurança bem similar. Diz o apóstolo que “se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados” (I Pe.3:14a). O apóstolo aqui nada mais, nada menos que repete uma das bem-aventuranças do sermão de Cristo, ao dizer que são bem-aventurados aqueles que forem ofendidos por causa da justiça, por causa do Senhor Jesus.

Ainda se referindo a este ponto, o apóstolo, em I Pe.4:14, diz mais, a saber: “Se, pelo nome de Cristo, sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus”. Ser vituperado, i.e., desprezado, insultado, aviltado por causa do nome de Cristo é uma bem-aventurança, como o apóstolo uma vez mais lembra, repetindo as palavras do Senhor Jesus seja no sermão do monte (Mt.5:11,12), seja no sermão da planície (Lc.6:22).

Como, pois, insistem os “teólogos da prosperidade” numa falsa ideia de que o evangelho nos leva a um mundo de “sombra e água fresca”, de uma suposta “imunidade contra doenças, problemas e sofrimentos”?

Ao propagandear este “mar de rosas”, os “teólogos da prosperidade” estão a querer transformar seus seguidores em “falsos profetas”, pois é àqueles que o mundo aplaude e diz bem, como nos ensina o próprio Jesus em Lc.6:26.

Como podemos observar, pois, em momento algum, ao longo desta análise, temos qualquer bem-aventurança vinculada à posse de bens materiais ou a uma vida regalada nesta Terra. Por isso, em toda a Bíblia, vemos que não tem respaldo algum este ensino falso e que tanto mal tem causado aos crentes. Fiquemos com a Palavra de Deus, amados irmãos!

Assembleia de Deus Consagra Mulheres (!)


A Convenção das Assembleias de Deus no Distrito Federal (CEADDIF) ordenou Evangelistas e Pastoras, “a exemplo do que se fazia com os homens”(sic), segundo palavras do seu presidente, Pr. Sóstenes Apolos da Silva. Veja abaixo vídeo da consagração e acompanhe também o artigo escrito pelo Pr. Altair Germano, Vice-Presidente do Conselho de Educação e Cultura da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), sobre o mesmo tema e tire suas próprias conclusões. Não deixe de ler com cuidado os argumentos. 





Opinião: Sobre a Humildade na Oração


Quando publicamos neste espaço o artigo A Oração de Neemias, uma de nossas leitoras publicou um comentário que, por sua profundidade e clareza, precisa ser trazido a público. Entender o a verdadeira utilidade da oração tem se tornado uma barreira cada vez mais difícil de superar. Leiamos o que disse a leitora:

É interessante a maneira que nos dirigimos a Deus, por vezes é próprio do ser humano pensar que Ele é obrigado a nos abençoar. Até porque são inúmeras as promessas que Deus tem feito ao seu povo, em especial a revelada mediante a Palavra e a que Ele nos faz coletiva ou individualmente. Daí não ser novidade que Deus se “obriga” a cumprir o que prometeu. Vejamos o significado da palavra PROMESSA, o dicionário Houaiss, 2004, define promessa como: compromisso oral ou escrito de realizar um ato ou assumir uma obrigação, p. extensão o que se promete. Talvez isso decorra do significado da palavra ou por conta de ensinamentos desprovidos de base bíblica. Tudo isso desperta no homem o direito de reivindicar a Deus aquilo que nos prometeu. Em outras palavras: Cumpra o que você me prometeu! Às vezes, sem inconscientemente queremos mandar em Deus. E toda essa demanda pode causar angústia, tristeza e até decepção, pressupondo que Ele tem OBRIGAÇÃO de conceder o que Lhe pedimos. Se não concedido, já sabe... Mas que nos coloquemos em nossa real posição, a de servos humildes, e reconheçamos sua soberania ao nos apresentarmos perante Ele. 

Célia Lima

As Bem-Aventuranças do Novo Testamento 1/2

Por Caramuru A. Francisco 

Texto Áureo

“E bem-aventurado aquele que em Mim se não escandalizar” (Lc.7:23)

INTRODUÇÃO

Em complemento aos nossos estudos, faremos uma breve análise das bem-aventuranças em o Novo Testamento, excluídas as bem-aventuranças do sermão do monte e do sermão da planície. Assim como no Antigo Testamento, a ideia de bem-aventurança em o Novo Testamento é de cunho espiritual.

I – AS BEM-AVENTURANÇAS NOS EVANGELHOS, COM EXCEÇÃO DOS SERMÕES DO MONTE E DA PLANÍCIE

A palavra “bem-aventurado”, usada com suas cognatas cerca de cinquenta vezes em o Novo Testamento, é tradução do grego “makarismós” (μακαρισμός), cujo significado é “felicidades”. Para os gregos antigos, ser “makários” (μακάριος), i.e., “bem-aventurado”, era viver livre de sofrimentos e de preocupações, ideia pagã que foi completamente apropriada pela “teologia da prosperidade”. Por isso, os estudiosos entendem que a raiz da palavra grega esteja vinculada à ideia de “grande” e, por isso, usada como sinônimo de “rico”, no seu sentido predominantemente material, sendo, por vezes, aplicada aos deuses, como num contraste com a situação medíocre do ser humano.

Os próprios judeus entendiam que a “bem-aventurança” era, principalmente, um estado de bem-estar material, ainda que como recompensa pela observância fiel da lei. Este significado, entretanto, era, talvez, fruto da influência das ideias da cultura helenística sobre os judeus.

A primeira vez que surge a palavra “bem-aventurado” em Mateus, fora do sermão do monte, é em Mt.11:6, quando Jesus recebe a visita de dois discípulos de João. A estes discípulos, no final da mensagem que manda a João, o Senhor diz que “bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em Mim”.

Vemos que, para consolar o duvidoso e abatido João, o Senhor afirmou que “bem-aventurado é aquele que não se escandalizar em Mim”, ou seja, aquele que, por causa de Jesus, não venha a tropeçar na caminhada espiritual, aquele que permanece em pé, que não abandona o Senhor Jesus. Perseverar na fé e na confiança em Cristo é, portanto, uma “bem-aventurança”.

Quando verificamos esta bem-aventurança, já vemos quanto mal têm feito os “pregadores da prosperidade”. Hoje já são milhões de pessoas que se escandalizaram em Jesus e perderam esta bem-aventurança porque foram levados a crer em falsas promessas que jamais se realizarão, promessas estas feitas por estes falsos pregadores, pessoas que se encontram “decepcionadas com Jesus”. Vemos, pois, como estes homens de Belial são instrumentos malignos para a perdição das almas.

Em Mt.13:16, temos novo contato com a expressão “bem-aventurado”, quando Jesus explica a Seus discípulos porque estava a falar por parábolas. Nessa ocasião, Cristo disse que “bem-aventurados os vossos olhos, porque veem, e os vossos ouvidos, porque ouvem”.

A bem-aventurança afirmada pelo Senhor Jesus diz respeito ao atendimento à Sua Palavra, à prontidão para crer na mensagem do Evangelho. Ao contrário da multidão que O havia deixado depois de Ele ter contado a parábola do semeador, Seus discípulos, não a tendo entendido, quiseram saber a respeito do seu significado, não deixando o Senhor e crendo que Ele lhes poderia explicar o sentido.

A bem-aventurança, portanto, está em querer ter intimidade com o Senhor Jesus, em querer conhecê-l’O, em não buscar simplesmente benefícios de Jesus, mas querer ter comunhão com Ele, exatamente o contrário do que estimulam e incentivam os “pregadores da prosperidade”. Quantos, na atualidade, não se comportam como a multidão que deixou o Senhor e não era bem-aventurada? Quantos não vão atrás de Jesus apenas para ter bens e saúde física, não querendo ter uma vida de comunhão com Ele? “Mas bem aventurados os olhos que veem e os ouvidos que ouvem”.

A expressão “bem-aventurado” aparece, então, em Mt.16:17, quando o Senhor Jesus chama de “bem-aventurado” a Pedro, por ter tido a revelação do Pai a respeito da natureza de Jesus, “o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Esta bem-aventurança deu a Pedro a primazia entre os apóstolos, primazia que deve ser entendida como o apóstolo escolhido para levar, em primeira mão, a mensagem do Evangelho aos judeus (no dia de Pentecostes – At.2) e aos gentios (na casa de Cornélio – At.10) e não, como entendem os romanistas, como um papel de “vigário de Cristo”.

Apesar de se tratar de uma “bem-aventurança” especial, podemos daí extrair uma verdade bíblica, qual seja, a de que se trata de “bem-aventurança” temos acesso à revelação de Deus, o que, para nós, traduz-se no saber a vontade de Deus, notadamente através da Sua Palavra, como, aliás, vimos em Mt.13:16.

Em Mt.24:46, temos a única bem-aventurança mencionada pelo Senhor Jesus no sermão escatológico na versão deste evangelista. O Senhor Jesus disse que “bem-aventurado o servo que o Senhor achar servindo assim”. Assim como? Explica-nos o versículo anterior: o servo fiel e prudente, que o Senhor constituiu sobre a sua casa para dar sustento a seu tempo.

É bem-aventurado o servo que cumprir aquilo que o Senhor lhe confiou na obra de Deus, na igreja do Senhor. Vemos que a bem-aventurança está vinculada a assumirmos a condição de servos do Senhor e, portanto, de cumpri-Lhe a vontade, algo completamente oposto a que ensinam os “teólogos da confissão positiva”. O Senhor nos manda fazer algo e temos de ser fiéis e prudentes para cumprir, no tempo determinado, aquilo que nos foi mandado fazer. Só estes servos fiéis e prudentes, bem-aventurados, serão arrebatados pelo Senhor naquele dia. Tomemos cuidado, amados irmãos!

Ausente no Evangelho segundo Marcos, a expressão “bem-aventurado” e seus cognatos somente aparecerá no evangelho segundo Lucas, que, além do “sermão da planície” (Lc.6:17-49), apresenta outras ocorrências da palavra.

A primeira ocorrência é em Lc.1:45, quando a expressão é utilizada em relação a Maria, a mãe de Jesus. Tomada pelo Espírito Santo, Isabel chama Maria de bem-aventurada porque ela creu. Vemos, de pronto, que crer na Palavra de Deus, crer naquilo que Deus nos revela é uma bem-aventurança.

Maria não foi chamada “bem-aventurada” porque teria sido “concebida sem pecado” como defendem os romanistas. Não, não e não! Maria é chamada bem-aventurada porque creu e, por crer, deu o seu “sim” a Deus, permitindo, apesar de todos os tormentos que isto representaria, que fosse concebido, ainda solteira, o Filho de Deus em seu ventre. Nossa justificação vem pela fé em Cristo Jesus (Rm.5:1).

A “bem-aventurança do crer” implica em aceitar a vontade de Deus, apesar de todos os transtornos que isto venha a criar no meio do mundo e da sociedade. Ser bem-aventurado é confiar em Deus, como já se viu na análise das bem-aventuranças do Antigo Testamento (apêndice 2). Estamos dispostos a confiar em Deus apesar de todas as adversidades deste mundo?  É por isso que, a partir de Isabel, Maria é chamada por todos de “bem-aventurada” (Lc.1:48)!

A próxima ocorrência de “bem-aventurado” em Lucas, fora o sermão da planície, é em Lc.7:23, quando temos a reprodução do que já vimos em Mt.11:6, quando o Senhor encontra dois discípulos de João Batista.

Em Lc.10:23, temos outra reprodução do que já visto em Mt.13:16, quando o Senhor Jesus fala da bem-aventurança dos Seus discípulos em querer saber o significado da parábola do semeador.

Em Lc.11:27,28, após Jesus ter falado a respeito da blasfêmia dos fariseus, uma mulher dentre a multidão exclamou que “bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste”, ao que Jesus respondeu que “antes bem-aventurados os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam”.

Neste episódio mencionado por Lucas, temos uma demonstração de que Maria não era bem-aventurada por si só, nem tampouco tinha uma posição distinta da dos demais seres humanos. Ao ser chamada de bem-aventurada por sua condição maternal, por uma mulher da multidão, imediatamente o Senhor Jesus fez questão de mostrar que a ascendência biológica de Sua mãe não tinha qualquer papel no sentido espiritual. Pelo contrário, o “parentesco espiritual” se dá apenas pelo ouvir e pelo guardar a Palavra de Deus.

Neste trecho, que tem paralelos em outras passagens do Evangelho em que Jesus insiste que Sua família é constituída “pelos que ouvem a Palavra de Deus e a executam” (Mt.12:49,50; Mc.3:34,35; Lc.8:21), mostra-nos que fazer parte da Igreja é ouvir e cumprir a Palavra de Deus e isto é uma “bem-aventurança”.

Portanto, ao contrário do que alegam os “pregoeiros da prosperidade”, ser “bem-aventurado” é “ouvir e cumprir a Palavra de Deus” e não, como alguns dizem por aí, “fazer determinações” ou “pronunciar palavras inspiradas” que vinculariam a Deus. Ser “bem-aventurado” é fazer a vontade de Deus e não querer que Deus faça a nossa.

Em Lc.12:37,38, na parábola do servo vigilante, o Senhor Jesus diz que “bem-aventurados os servos que, quando o Senhor vier, achar vigiando”. Aqui, vemos que um dos segredos para se alcançar a felicidade é estar vigilante, aguardando a volta do Senhor.

A “bem-aventurança” do crente não está em passar uma vida regalada nesta vida, mas, bem ao contrário, em saber que este mundo passa e que não é aqui o nosso descanso e que temos de estar prontos pois, a qualquer instante, o Senhor Jesus pode voltar para arrebatar a Sua Igreja ou, então, pode nos chamar para a eternidade. Como isto é diferente das “pregações da prosperidade” que nunca lembram seu auditório de que Jesus está próximo às portas…

A próxima bem-aventurança registrada no evangelho segundo o médico amado é  a “bem-aventurança dos que chamam os que não tem como recompensar o que chama” (Lc.14:14). Aqui, aliás, temos uma bem-aventurança completamente alheia ao pensamento da “teologia da prosperidade”.

Ao contar a parábola dos primeiros assentos e dos convidados, o Senhor Jesus disse aos Seus discípulos que deveriam fazer o bem aos pobres, aleijados, mancos e cegos (Lc.14:13), ou seja, a pessoas que, por suas condições, não têm qualquer condição de recompensar o bem praticado. Quem fizer isto, diz o Senhor, será bem-aventurado e recompensado “na ressurreição dos justos”. Jesus deixa aqui claro que não existe qualquer “reciprocidade”, qualquer “toma-lá-dá-cá”. Quem fizer bem ao próximo, é bem-aventurado e sua recompensa somente se dará no além, nunca nesta Terra. Como isto é diferente do que falam os “pregoeiros da confissão positiva”…

Por causa desta lição de Jesus, alguém que estava com Ele assentado à mesa disse que “bem-aventurado o que comesse pão no reino de Deus” (Lc.14:15), numa atitude que revelava a confiança daquele conviva de que, por causa da profecia de Is.25, todo judeu tinha sua salvação garantida, não precisando, por isso, atender ao que Jesus ensinara na parábola.

Esta afirmação, porém, não foi avalizada pelo Senhor Jesus que, em resposta a ela, contou a parábola da grande ceia, mostrando que o sentido com que aquele homem havia proferido, ou seja, de que bastava ser judeu para participar do banquete celestial, não era verdadeiro, visto que os israelitas haveriam de rejeitar o Messias e a oportunidade seria dada aos gentios.

Ao negar esta “bem-aventurança”, o Senhor Jesus retira a possibilidade de presunção, de “determinações”, de “direitos” no relacionamento do homem para com Deus. A “felicidade” não virá, nem mesmo nos aspectos espirituais (o homem não falou de coisas desta vida, mas do banquete celestial), por supostos “direitos” do homem em relação a Deus, mas pela infinita graça e misericórdia de Deus em relação ao homem. Lembremos disto!
OBS: “…Jesus aproveitou a observação desse homem para dar a advertência, em forma de parábola, de que nem todos entrariam no reino.” (BÍBLIA DE ESTUDO NVI, com. Lc.14:16, p.1759).

A próxima ocorrência de “bem-aventurado” é em Lc.23:29, quando Jesus, no caminho do Gólgota, em resposta aos lamentos das mulheres que O acompanhavam com choros, disse-lhes que não deveriam chorar por Ele, mas sim, por elas e pelos seus filhos, pois viriam dias em que se diria que “bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram” (Lc.23:29).

Jesus, nesta passagem, fala dos dias difíceis que os judeus passariam na Grande Tribulação, onde a cruel angústia e perseguição que sofrerão farão com que mudem o seu conceito a respeito da bênção que é a mulher ter filhos e amamentar, pois as dificuldades serão tantas que se lamentará o sofrimento atroz que sofrerão tanto as grávidas quanto as que amamentarem naqueles dias (cfr. Mt.24:19).
OBS: Exemplo recente disto tivemos nas enchentes que assolaram as Filipinas em dezembro de 2011, quando se noticiou que uma grávida, em fuga com seus filhos e seu marido, acabou dando à luz no telhado de uma clínica, a mostrar como ficam difíceis nestas situações a condição de grávida ou de quem amamenta (UOL Notícias. Bebê nasce no telhado durante fuga de sua mãe das enches nas Filipinas. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/12/22/mulher-que-fugia-das-enchentes-nas-filipinas-da-a-luz-no-telhado.jhtm Acesso em 22 dez. 2011).

No evangelho segundo João, temos apenas duas ocorrências de “bem-aventurança”. A primeira, em Jo.13:17, quando o Senhor Jesus chama de “bem-aventurados” os que “soubessem estas coisas e as fizessem”. A que coisas o Senhor Jesus Se refere? À consciência de que Jesus, sendo Senhor e Mestre, lavou os pés dos discípulos, dando exemplo de humildade e serviço, exemplo que deveria ser seguido pelos Seus discípulos.

Então, devem os discípulos lavar os pés uns dos outros para serem “bem-aventurados”? Sim e não. Como assim? Os discípulos não precisam efetuar o “ritual do lavapés”, pois isto era um dado cultural judaico, mas o exemplo deixado por Jesus de servir o próximo deve, sim, ser seguido pelos Seus discípulos e, ao sermos humildes e serviçais, seremos “bem-aventurados”. Como isto é diferente do que pregam os “teólogos da prosperidade”, que, ao invés de servirem querem ser servidos por Deus…

Em Jo.20:29, Jesus, ao ter o encontro com Tomé, disse a Seu discípulo que “bem-aventurados os que não viram e creram”, indicando que crer em Jesus, sem O ver é uma “bem-aventurança”. Por isso, não podemos querer “materializar a fé”, como fazem os “teólogos da prosperidade”, com um sem-número de amuletos (meias, gaiolas, tijolos, sabonetes, chaves e tantas outras invencionices).
 


Filósofo Quer Erguer Templo ao Ateísmo



O filósofo e escritor suíço Alain de Botton propôs a construção de um prédio de mais de 45 metros de altura que serviria como uma espécie de templo para ateus. O templo seria construído no coração financeiro de Londres.

Segundo o filósofo, o templo seria usado para celebrar uma nova forma de ateísmo, que seria um contraponto ao ateísmo proposto pelos pensadores Richard Dawkins e Christopher Hitchens. De Botton argumenta que o ateísmo proposto pelos dois pensadores é "destrutivo", por atacar as religiões, ao contrário de sua proposta de harmonia entre as religiões. "Em geral, um templo é feito para Jesus, Maria ou Buda, mas é possível construir um templo para qualquer coisa positiva e boa", disse De Botton ao jornal britânico Guardian.

"Isso poderia significar um templo ao amor, amizade, tranquilidade e perspectiva. Porque o ateísmo de Richard Dawkins e Christopher Hitchens ficou conhecido como uma força destrutiva. Mas há muitas pessoas que não acreditam [em Deus] e não são agressivas contra outras religiões."

Polêmica
A proposta de Alain de Botton provocou uma polêmica entre os pensadores, com declarações publicadas na imprensa britânica. Richard Dawkins criticou o plano do filósofo suíço, dizendo que isso seria um desperdício de dinheiro. Para ele, um templo para ateus é uma contradição. "Ateus não precisam de templos", disse Dawkins. "Eu acho que já formas melhores de se gastar este tipo de dinheiro. Se você vai gastar dinheiro com ateísmo, você poderia melhorar a educação secular e construir escolas não-religiosas que ensinam pensamentos racionais, céticos e críticos."

"Com 46 metros de altura e no coração da City londrina, o templo representa toda a história da vida na Terra: cada centímetro da sua altura equivale a um milhão de anos de vida [do planeta]", afirma o arquiteto, em seu site. "A um metro a partir do solo, uma fina linha de ouro – com não mais que um milímetro – representa toda a existência da humanidade. A visita ao templo serve dar outra perspectiva [da vida] aos visitantes."
O filósofo afirmou ao Guardian que já captou metade dos recursos necessários para o templo, mas que os doadores preferem o anonimato. O templo começaria a ser construído no final de 2013, caso seja aprovado pela prefeitura. Ele disse que escolheu o centro financeiro da cidade porque seria onde as pessoas mais "perderam perspectiva" sobre as prioridades da vida.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120130_templo_ateu_londres_dg.shtml (foto da Veja)

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