"Que a Igreja Perca o Dinheiro, Mas não Perca a si Mesma"


As palavras que dão título a esta nota foram ditas pelo cardeal da igreja de Roma, Carlo Maria Martini, arcebispo emérito de Milão, diante de denúncias que balançaram os romanistas em todo o mundo. Segundo reportagens publicadas em jornais de Roma, na Itália, um cardeal, cargo de grande importância na hierarquia da igreja papal, está entre as pessoas que “vazaram documentos secretos da Santa Sé” e teria sido, esse mesmo representante da igreja, o responsável por manipular Paolo Gabriele, o mordomo (homem de confiança) do Papa Bento XVI, para que desse à pessoas de fora do Vaticano informações restritas; por conta desses “vazamentos”, o mordomo do Papa foi detido na última quarta-feira (23/04). Diante desse e de outros fatos que trouxeram escândalos recentes para a Igreja Romana, disse o arcebispo Martini, em nota publicada no jornal Corriere della Sera:

[...] E esse episódio também nasceu de uma traição, de uma ação malvada: devemos pedir perdão como Igreja a todos.  O escândalo sempre tem uma natureza tríplice: há aqueles que o recebem, aqueles que o fazem, aqueles que dele se aproveitam. Mas a Igreja pode olhar além e ler em sentido positivo aquilo que surgiu.  Que a Igreja perca o dinheiro, mas não perca a si mesma. Porque o que aconteceu pode nos aproximar do Evangelho e ensinar à Igreja a não apontar para os tesouros da terra (Mateus 6, 19-21).

Nota: O grifo é nosso. A nota do Arcebispo pode ser lida na íntegra acessando o blog da IHU em http://www.ihu.unisinos.br/noticias/509919-que-a-igreja-recupere-a-confianca-artigo-de-carlo-maria-martini.

Vídeo: A Salvação e Exclusividade do Cristianismo?




As respostas foram concedidas por Ricardo Gondim, pastor da igreja Betesda e Jung Mo Sung, teólogo católico e professor de pós-graduação na Metodista. 

Acredite: Sex Shop Religioso


Por Paulo Rocha

Sites comercializam brinquedos eróticos para casais católicos, protestantes, judeus e muçulmanos. Mas nem tudo é permitido: só é vendido aquilo que não fere os preceitos das religiões.

Sexo e religião combinam? Na opinião de alguns empresários do mundo virtual, a resposta é um sonoro “sim”. A mistura de desejos carnais com a devoção a uma doutrina religiosa tem se mostrado lucrativa para os donos de sex shops religiosos. O que à primeira vista parece ser um contrassenso, na verdade, se trata do mais novo filão explorado pelo mercado erótico. Sites que comercializam produtos sensuais (e sexuais) especialmente para casais cristãos, judeus ou muçulmanos estão fazendo sucesso na web. A diferença de um sex shop religioso para um convencional reside na discrição. Na versão mais puritana desse tipo de comércio, pornografia, textos de baixo calão e embalagens com imagens ofensivas (leia-se: com nudez ou representações do ato sexual) estão proibidos, independentemente da orientação religiosa. Em vez de apelar para a linguagem sexy, os produtos são exibidos em seções cuidadosamente batizadas de Good Vibrations (boas vibrações), Intimacy Aids (aliados da intimidade) ou Enrichment Products (produtos enriquecedores). Apesar do tom suave, no entanto, o inventário desses sites lembra muito o de um sex shop pagão. Vibradores, géis lubrificantes e lingeries não faltam. Só não estão presentes alguns itens que poderiam atentar contra as leis de moral de cada religião (leia quadro na pág. 78).

Um dos primeiros sex shops voltados ao público cristão, o Covenant Spice (tempero combinado, em tradução livre), vende centenas de produtos eróticos por mês. Fundada por um casal católico dos Estados Unidos, a loja tem como objetivo “oferecer acessórios sensuais divertidos e de alta qualidade que permitam a casais cristãos expressarem todo o amor e comprometimento que compartilham”, segundo o texto publicado no site. Desde o seu surgimento no mundo virtual, contudo, outras iniciativas similares começaram a ganhar popularidade. É o caso dos sex shops Hookin’ Up Holy (namorando de forma sagrada) e Intimacy of Eden (intimidade do éden), também cristãos, da loja voltada ao público judeu Kosher Sex Toys (brinquedos sexuais kosher) e do empreendimento direcionado a seguidores do islamismo intitulado El Asira (a sociedade, em árabe). Em comum, todos têm como público-alvo discípulos heterossexuais e oficialmente casados.
Para o sheik Jihad Hassan Hammadeh, presidente do conselho de ética da União Nacional das Entidades Islâmicas do Brasil, sites como o El Asira podem trazer benefícios a casais que professam o islamismo, desde que não haja incentivo à promiscuidade ou à imoralidade. “É natural que homens e mulheres busquem uma vida sexual saudável e isso é imprescindível para um bom matrimônio”, diz Hammadeh. O sheik explica que, dentro da religião islâmica, o sexo não é um tabu, pois a educação sexual faz parte da formação de meninos e meninas. “Segundo o Alcorão, o sexo só deve ser realizado dentro do casamento, mas ele não tem como objetivo apenas a reprodução. O prazer, tanto do homem quanto da mulher, é muito importante.”

Na opinião do rabino Ruben Sternschein, da Congregação Israelita Paulista, são positivas todas as iniciativas que busquem fortalecer os vínculos entre as pessoas em geral. “Agora, se brinquedos de sex shop fortalecem a união entre um homem e uma mulher que se amam, vai depender de cada casal”, afirma Sternschein, que explica que a tradição judaica não entra em detalhes sobre a intimidade sexual dos casais. “Usar ou não contraceptivos ou optar ou não por determinadas práticas sexuais depende de cada linha do judaísmo.” Já na visão do padre Márcio Fabri dos Anjos, doutor em teologia moral pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália), a boa relação entre duas pessoas dentro da instituição do casamento está mais relacionada ao respeito mútuo do que ao uso de objetos. “Me parece que esses sites têm como objetivo oferecer um produto de consumo, que não é o caminho para uma boa relação sexual”, diz Anjos. 

Fonte:
http://istoevip.terra.com.br/reportagens/detalhePrint.htm?idReportagem=205630&txPrint=completo

Nossa Homenagem às Mães!


Uma das frases mais conhecidos popularmente a respeito das mães é aquele que diz que “ser mão é padecer num paraíso”; o que pouca gente sabe é que essa brilhante frase foi escrita por um homem, o maranhense Henrique Maximiano Coelho Neto (1864-1934). Coelho Neto, como ficaria conhecido, tornou-se popular em seu tempo por seus romances e poemas. É dele o mais famoso soneto de língua portuguesa para descrever as alegrias e desassossegos da dádiva de ser mãe e que tem suas frases repetidas ano após ano em um misto de alegria e perplexidade. Abaixo o soneto original, que nos servirá de homenagem a todas as mães:

SER MÃE

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
O coração! Ser mãe é ter no alheio
Lábio, que suga, o pedestal do seio,
Onde a vida, onde o amor cantando vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra
Sobre um berço dormido; é ser anseio,
É ser temeridade, é ser receio,
É ser força que os males equilibra!

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
Espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!


Um Feliz dias das Mãos àquelas que embalaram sonhos depois de acalentarem vidas!

Sentença do Processo Contra o Pr. Silas Malafaia

O juiz federal Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível de São Paulo, extinguiu o processo de autoria do MPF (Ministério Público Federal) que pedia que o pastor Silas Malafaia (foto) se retratasse de afirmações consideradas homofóbicas. No dia 2 de julho de 2011, em seu programa na TV Band, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo sugeriu à Igreja Católica que baixasse “o porrete” e entrasse de “pau” contra a liderança da Parada Gay por ter ridicularizado santos e símbolos religiosos [ver vídeo abaixo]. A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) acionou o MPF com a argumentação de que o pastor tinha feito um incitamento à violência contra os homossexuais. Em um despacho de 20 páginas, o juiz afirmou que as expressões não foram homofóbicas e nem houve apelo à violência.

Veja integra da Sentença Aqui... 
Nota: Com texto do PavaBlog.
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